17 de outubro de 2017

Comandante do Exército recebe aluna cadeirante do Colégio Militar de Brasília



"Projeto não privilegia militares que cometeram crimes", diz senador

Militares que cometerem crimes contra civis durante missões, serão julgados pela Justiça Militar
Senador Pedro Chaves foi relator do projeto, que teve aprovação na semana passada (Foto: Divulgação)
Senador Pedro Chaves foi relator do projeto, que teve aprovação na semana passada (Foto: Divulgação)
Leonardo Rocha
O senador Pedro Chaves (PSC) garante que ao transferir para Justiça Militar, o julgamento de membros das Forças Armadas, que cometeram crimes dolosos contra civis, durante o trabalho, não traz privilégios a esta categoria. O projeto foi aprovado, na semana passada, no Senado Federal.
Como relator da matéria, Chaves diz que os acusados também irão passar por julgamento. "A Justiça Militar é especializada e entende as nuances da atuação da tropa. Ela é série, responsável, e não costuma agir de maneira corporativista, nem tolera a violação dos direitos humanos", ponderou.
A matéria impede o julgamento de militares pela Justiça comum em crimes dolosos (intencionais) contra civis, quando envolverem ações de Estado. "Esta aprovação não dá foro privilegiado aos integrantes das Forças Armadas", afirma o senador.
Chaves explica que caso este militar não esteja no serviço, na hora que cometeu o crime, será julgado pela Justiça Comum, como acontece com qualquer cidadão. A proposta teve o apoio de 39 senadores e apenas oito votos contrários. Agora segue para sanção do presidente Michel Temer (PMDB).
O Código Penal Militar consta que os crimes relacionadas a atividade da corporação, são julgados pela Justiça Militar, no entanto se forem dolosos contra civis, seguem para Justiça Comum.
Se a proposta for sancionada, outras situações de crimes dolosos podem ser julgados pela Justiça Militar, quando estiverem em ações que foram estabelecidas pelo presidente da República ou ministro da Defesa, ou que envolvam a segurança da instituição militar, assim como operações de paz e outras que estejam previstas na legislação.
CAMPO GRANDE NEWS/montedo.com

Santa Maria mira no polo de defesa com investimentos em blindados e em simulação

Além de ser referência na área educacional do Ensino Superior, Santa Maria trabalha para se consolidar como um polo na área da defesa. Para isso, o maior município do centro do Estado, aposta em investimentos que desenvolvam o setor. O comandante da 3ª Divisão de Exército (3ª DE), Gen Div Marcos Antônio Amaro dos Santos, cita as conhecidas credenciais do município na área da defesa: o segundo maior contingente de militares do país e a vinda da gigante alemã de blindados KMW.
Com 9,3 mil homens e mais de 20 organizações militares, Santa Maria contabiliza várias frentes de trabalho na área da defesa. O município conta com um Arranjo Produtivo Local (APL) para o setor. O objetivo é que o APL atue em segmentos como desenvolvimento de sistemas, simuladores, tecnologias, defesa, entre outros. Além disso, o comandante Amaro destaca que Santa Maria também já é referência em simulação de combate das Forças Armadas do Sul do país. No ano passado, foi ativado o simulador de apoio de fogo, no Centro de Adestramento e Avaliação Sul, que foi construído no Centro de Instrução de Blindados de Santa Maria.
Inaugurado em 2013, o município também conta com o Santa Maria Tecnoparque que tem sido um espaço para potencializar o polo de defesa. O Tecnoparque é uma aposta de fazer com que o local seja um provedor de soluções para os setores de defesa e da segurança pública. Já a KMW, que tem na simulação um dos focos da empresa, é considerada o carro-chefe na área da defesa e deve garantir, até 2027, um investimento de mais de R$ 200 milhões em contratos com o Exército.
Impacto na economia
Conforme relato do comandante da 3ª DE, Gen Div Amaro , os salários – com militares da ativa e da inativa – somam a cifra de R$ 460 milhões. O comandante cita que o Exército emprega mais de R$ 110 milhões, por ano, com as compras de suprimentos e contratação de serviços. Somando tudo isso, nós temos R$ 573 milhões aportados na economia local. O que representa quase a totalidade do orçamento de Santa Maria, que está orçado em R$ 690 milhões para este ano. É, de fato, uma contribuição expressiva e relevante. O comandante destaca que Santa Maria dispõe do maior poder de combate do Exército brasileiro (em referência ao Quartel General da 3ª DE). Ele também cita que está no município possui a maior frota de viaturas blindadas de combate do país, o que confere o título de “capital nacional dos blindados”.
Zero Hora, via Orbis Defense/montedo.com

Candidata a concurso da Marinha consegue reverter na justiça desclassificação por tatuagens

Após desclassificação, mulher ingressou com mandado de segurança e caso foi parar no Tribunal Federal Regional da 4º Região, que decidiu pela permanência dela em concurso.

Por G1 RS
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Imagem ilustrativa
Uma candidata, desclassificada em um concurso da Marinha por possuir pequenas tatuagens no tornozelo, conseguiu na justiça reverter a situação. A mulher, que é advogada, classificou-se na prova objetiva. Porém, foi considerada inapta na inspeção de saúde devido às tatuagens que ficariam em local aparente com o uso de uniforme da Marinha.
O caso foi analisado pela 4ª Turma do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, que confirmou, na última semana, a permanência dela no concurso para o Serviço Militar Temporário como Oficial de 2ª Classe da Reserva.
Após a desclassificação, ela ajuizou mandado de segurança na 2ª Vara Federal de Rio Grande alegando que os desenhos não violam valores constitucionais, e que o ato de eliminação se mostra totalmente discriminatório e injusto. Ela pediu para ter direito a seguir nas próximas fases do concurso. A ação foi julgada procedente, e o processo veio ao TRF4 para reexame.
O relator do caso, desembargador federal Cândido Alfredo Silva Leal Junior, manteve seu entendimento de acordo com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em repercussão geral, que editais de concurso público não podem estabelecer restrição a pessoas com tatuagem, somente situações em que o desenho viole valores constitucionais.
“Verifica-se da prova contida nos autos, notadamente das fotografias, que as tatuagens da impetrante não violam a regra do edital, uma vez que são desenhos de proporção pequena e delicada, imperceptíveis com o uso do uniforme, que não ofendem ou incompatibilizam o perfil militar”, afirmou o magistrado.
G1/montedo.com

16 de outubro de 2017

Cabo é encontrado morto a tiros em base da Aeronáutica no Acre

Cabo de 24 anos é encontrado morto em base da Aeronáutica na cidade de Cruzeiro do Sul
O cabo Renan Costa, de 24 anos, foi encontrado morto com três perfurações de bala na cabeça e na lombar, na base da Aeronáutica na noite deste domingo, 15, em Cruzeiro do Sul, na rodovia AC-405.
Acionados, paramédicos do SAMU chegaram a atender o rapaz e constataram que ele havia sido atingido com três tiros.
A polícia informou que os tiros foram disparados de uma pistola de uso das Forças Armadas. Segundo o boletim da Polícia Militar no município, a guarnição local foi acionada para atender um suposto suicídio. O caso está sob investigação policial. A Aeronáutica deve se pronunciar por meio de nota acerca do caso.
ac24horas/montedo.com

Um general para enfrentar Bolsonaro

João Vilnei
João Vilnei | Prefeitura de Santa Maria
JULIANA BRAGA
Carlos Marun, o parlamentar à frente da tropa de choque de Michel Temer no Congresso, teve uma ideia dia desses para manter o PMDB no Planalto.
Lendo o possível cenário para 2018, o deputado sugeriu o general Sérgio Etchegoyen, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, para ser o candidato do partido para concorrer com Jair Bolsonaro, também militar.
Ninguém levou a ideia a sério.
LAURO JARDIM (OGlobo)/montedo.com

General Augusto Heleno, que atuava no COB convidado por Nuzman, pede demissão

Notícia recuperada: 10 out 17
Léo Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
General Augusto Heleno Arquivo-Agência Brasil
O general Augusto Heleno, que atuava no Comitê Olímpico do Brasil (COB) desde 2011, a convite do presidente afastado Carlos Arthur Nuzman, pediu demissão hoje (10). Ele dirigia o Departamento de Comunicação e Educação Corporativa e o Instituto Olímpico, órgão educacional da entidade. A decisão foi tomada cinco dias após a prisão de Nuzman.
O COB informou que a saída do militar de seus quadros já era programada, uma vez que ele havia decidido se mudar para Brasília. A entidade disse ainda que o general cumprirá aviso prévio.
Augusto Heleno tem 69 anos de idade, foi comandante das tropas da Missão das Nações Unidas no Haiti de 2004 a 2005. Entre 2007 e 2009, o general exerceu a função de Comandante Militar da Amazônia. Foi transferido para o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército após chamar de "caótica" a política indigenista do governo federal e criticar a demarcação de terras indígenas no território Raposa Serra do Sol. Em 2011, antes de receber o convite de Nuzman, ele havia passado para a reserva.
O pedido de demissão foi entregue pelo general em um momento conturbado para o COB. Nuzman e o ex-diretor da entidade Leonardo Gryner foram presos na quinta-feira (5). Ambos são investigados na Operação Unfair Play - Segundo Tempo, deflagrada como um desdobramento da Unfair Play, que investiga a compra de votos para a escolha do Rio de Janeiro como sede olímpica de 2016.
Nesta quarta-feira (11), uma assembleia geral extraordinária do COB analisará pedido de afastamento do cargo apresentado por Nuzman. A solicitação foi entregue na sexta-feira (6), um dia após sua prisão.
Edição: Fernando Fraga
Agência Brasil/montedo.com

Temer sanciona lei para que crimes de membros das Forças Armadas sejam julgados na Justiça Militar

Militar que cometer crime fora de ação vai continuar sendo julgado pela Justiça comum
Militar que cometer crime fora de ação vai continuar sendo julgado pela Justiça comum
Fábio Motta/Estadão Conteúdo


Do UOL, em São Paulo 
O presidente Michel Temer sancionou um projeto de lei que permite que a Justiça Militar julgue eventuais crimes praticados por militares das Forças Armadas contra civis durante operações de Garantia da Lei e da Ordem - como as ações de combate à criminalidade nas favelas do Rio de Janeiro. Até agora, as suspeitas eram avaliadas pela Justiça comum.
O projeto de lei 44/2016 estabelece o foro militar para casos de homicídios dolosos, quando há intenção de matar, e outros crimes dolosos contra a vida.
A medida vinha sendo defendida há anos por membros das Forças Armadas para dar segurança jurídica a operações militares excepcionais destinadas ao combate à criminalidade. Mas a ideia encontrava resistência de críticos que afirmam que ela seria um privilégio para a classe militar e poderia dar margem a eventuais abusos. 
As regras valem para operações de paz e de garantia da lei e da ordem, cumprimento de tarefas estabelecidas pelo presidente ou ministro da Defesa e ações que envolvam a segurança de instituição militar ou de missão militar. 
Ainda de acordo com o projeto, de autoria do deputado Espiridião Amin (PP-SC), o militar que praticar qualquer tipo de crime, incluindo os citados acima, fora de uma operação militar, vai continuar sendo julgado pela Justiça comum.

Argumentos contra e a favor
O comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Boas afirmou ao UOL em entrevista no início do mês que a sociedade deveria debater os "efeitos colaterais" de ações militares mais efetivas contra o crime organizado. Ele defendeu que a Justiça Militar seria mais rápida e eficiente para julgar eventuais casos de abusos cometidos durante operações especiais em comparação à Justiça comum.
Ele disse que a falta dessa garantia jurídica poderia inibir a ação de militares no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro.
O Ministério da Defesa divulgou nota afirmando que a mudança "vem corrigir um equívoco legislativo" de uma lei anterior. Segundo a pasta, uma lei de 1996, que determinava julgamento civil em tribunal do júri, pretendia alcançar apenas os policiais militares das polícias estaduais. Mas acabou teria acabado atingindo as Forças Armadas por não especificar a quais militares se referia.
Segundo o ministério, a lei anterior usou a expressão "militar", quando, se quisesse envolver o Exército, Marinha e Aeronáutica, deveria ter usado o termo "Forças Armadas". 
Mas críticos da mudança dizem que ela pode gerar privilégio indevido para os militares. O professor de direito constitucional da Universidade de São Paulo, Rubens Beçak, afirmou ao UOL no início do mês que, embora a proposta não seja inconstitucional e haja jurisprudência de que crimes envolvendo militares sejam julgados em tribunais militares, todos os cidadãos deveriam ser tratados de forma isonômica diante da lei .
"Se alguém é tratado de forma diferenciada, isso gera desconfiança e uma sensação de injustiça", disse o jurista na ocasião. Segundo ele, em meio ao atual clamor popular por ações das Forças Armadas contra a criminalidade, a Justiça precisa encontrar equilíbrio para julgar sem ser influenciada pelas opiniões da população, mas ao mesmo tempo sem se distanciar muito da realidade das ruas. Segundo Rafael Custódio, que coordena a área que analisa violência institucional
na organização de defesa de direitos humanos Conectas, todos os cidadãos, inclusive os militares, têm que ser julgados de forma igual. Ele disse também que os militares das Forças Armadas não têm treinamento para atuar em funções policiais.

Distorções jurídicas
O Ministério da Defesa afirmou em sua nota que a mudança sancionada pela Presidência corrigiria ao menos duas supostas distorções jurídicas que vigorariam no país:
"Se um militar das Forças Armadas retirasse dolosamente a vida de um civil em operação militar de abate de aeronave, nos termos da Lei nº 9.614/98, seria julgado pela Justiça Militar da União, mas, se retirasse dolosamente a vida de um civil no exercício de qualquer outra operação militar, seria julgado pelo Tribunal do Júri, o que não faz sentido jurídico", diz o texto.
O outro exemplo seria: "Se um civil retirasse dolosamente a vida de um militar, seria julgado pela Justiça Militar da União, mas, se um militar retirasse dolosamente a vida de um civil no exercício de operação militar, seria julgado pelo Tribunal do Júri", afirmou o Ministério da Defesa.
A pasta também defendeu que o julgamento em tribunal militar para militares que participam de operações de caráter especial está previsto na Constituição. Disse ainda que "a aprovação do PL 44/2016 dá mais segurança para a atuação das Forças Armadas, pois proporciona agilidade do julgamento e assegura a compreensão das peculiaridades no exercício da atividade de militares das Forças Armadas, gerando, consequentemente, maior segurança para toda a população brasileira, haja vista que esses profissionais são cada vez mais acionados para atuar, não só em defesa da soberania nacional, mas, como em operações de garantia da lei e da ordem (quando esgotados os meios de segurança pública)." 
UOL/montedo.com

O Blog e os leitores de 'orelhas' de livros

Imagem relacionadaTive um professor que discorria sobre obras literárias de forma apaixonada e convicta. Com o tempo, descobri que ele não havia lido a maioria delas. Baseava-se na descrição das 'orelhas' e textos de internet para dar suas aulas.
Assim são alguns 'leitores', via Blog, Facebook e Twitter: preferem comentar manchetes à empregar seu tempo lendo as postagens. É a proliferação dos pseudo-sábios ou a glamourização da ignorância, como queiram.

15 de outubro de 2017

Justiça condena União a pagar R$ 50 mil a recruta do Exército por danos morais

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Em sentença datada de 28 de junho de 2017, o Juiz Ronny Ferreira, da 2ª Vara Federal de Foz do Iguaçu, condenou a União ao pagamento de indenização no valor de R$ 50.000,00 ao ex-soldado do Exército Rafael de Oliveira dos Santos Cirillo, bem como determonou sua reintegração para tratamento médico hospitalar.
Trâmite do Processo
O caso
Rafael Cirillo incorporou como recruta no 34º Batalhão de Infantaria Mecanizado (34º BIMtz) em março de 2013. Ao final do período de internato, passou a apresentar problemas de saúde, sendo diagnosticado com penumonia. A partir daí, uma sequência de fatos acabou agravando seu estado de saúde.
Segundo alegou ao juiz, 'foi submetido a treinamento noturno, com exposição à água e frio e, embora tenha comunicado seus superiores que apresentava dificuldades em realizar esforço físico, ainda assim não permitiram que se abstivesse de realizar as atividades, recebendo atendimento médico somente após desmaio. Ao ser verificado que o quadro indicava hipotermia, foi encaminhado a um Hospital para receber socorro médico. Após alta médica, percebeu que apresentava limitações, e ainda assim, teve que prestar todas as atividades inerentes à caserna'.
Após  ter sido diagnosticado como portador de bronquite asmática e hematúriafoi licenciado ao término do serviço militar obrigatório, sem qualquer auxílio médico.

Velhas práticas
O magistrado alonga-se na sentença de 55 páginas. Lendo-a, deparei-me com descrições de velhas práticas, que julgava banidas do Exército. Nelas, prevalecem o despreparo, a prepotência e a despreocupação de superiores com seus subordinados, no caso, um jovem de 19 anos que, por força de lei, saiu do seio de sua família para servir ao País.

Recurso
A União recorreu e o caso está sob a alçada do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Que a justiça dê nomes aos bois
O caso tramita na esfera cível, mas espero que tenha consequências na área penal. Não sou ingênuo a ponto de alimentar esperanças de que os responsáveis sejam presos. Já estaria de bom tamanho uma condenação que, além de dar nome aos bois, restringisse a carreira dos mesmos.

Confira a sentença:

Para meu amigo R. A. o 'Chapa-Quente'...

Homenagem ao meu amigo Roberto Alves, grande colaborador do blog e sãopaulino fanático.

Militares podem voltar ao poder em 2018 disputando eleições, diz Bolsonaro




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SILAS MARTÍ
DE NOVA YORK
"Nós podemos voltar ao poder sim no ano que vem. Quando eu falo nós, eu falo em nós militares, porque pretendemos concorrer às eleições no ano que vem."
Num encontro fechado com simpatizantes em Nova York, Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, voltou a defender as Forças Armadas como o "último obstáculo ao socialismo" no Brasil, afirmando que a "bronca da esquerda não é com o Jair Bolsonaro, é com o capitão Jair Bolsonaro".
Na saída do debate, o deputado esclareceu à Folha que não defende mais um governo militar com a dissolução do Congresso, como já declarou no passado, mas disse que sua candidatura causa um grau de preocupação.
"O sistema está apavorado comigo", afirmou Bolsonaro. "Os militares vão voltar pelo voto. Não existe amparo para dissolver o Congresso e nós respeitamos as leis. Quando falei 20 anos atrás que fecharia o Congresso foi num momento de indignação. Mas vamos supor que o Congresso sofra um atentado. Como vai reagir a população? Com indignação? Eu acho que não."
No debate, o pré-candidato falou ainda de sua simpatia pelo presidente americano Donald Trump e se disse vítima da imprensa, que vê como ameaça à campanha.
Bolsonaro afirmou que a Folha era o jornal que mais o perseguia e criticou uma reportagem de capa da revista "Veja" a seu respeito, afirmando que a publicação o "esculacha em cinco páginas". Reclamou também do colunista Ancelmo Gois, de "O Globo".
"Na grande mídia, dizem que eu não entendo de economia, mas vou disputar eleições no ano que vem, não o vestibular", disse Bolsonaro.
O deputado repisou ainda vários pontos que vêm defendendo em encontros fechados desde que chegou aos EUA, há uma semana, onde visitou Miami e Boston antes da vinda a Nova York. Em todas as paradas, elogiou Trump e se esforçou para parecer menos radical e mais liberal, um amigo do mercado.
"Já estou muito feliz em saber que Donald Trump sabe que eu existo. Nós comungamos das mesmas ideias", disse Bolsonaro. "Nós dois cremos em Deus. Ele pensa no seu país, eu também. Ele quer o fim do comunismo, e eu também. Podemos fazer muitas parcerias. Precisamos sim de ajuda americana."
O pré-candidato fez ataques à China, dizendo que o "Brasil está sendo entregue" a Pequim.
Também fez um esforço para suavizar sua imagem, lembrando ter sido chamado de "homofóbico, xenófobo e misógino".
Suas declarações foram dadas a portas fechadas, mas transmitidas ao vivo em sua página no Facebook. Ele falou no oitavo andar de um prédio em Manhattan -o endereço foi mantido em segredo e a porta era vigiada por seus simpatizantes. Uma delas gritava com jornalistas que esperavam na entrada.
Do lado de fora, Bolsonaro comentou ainda que cancelou sua viagem a Washington porque o evento numa universidade da capital americana foi organizado por um "elemento que apoia o PT".
"Ele não queria um debate, queria um combate para que fosse levado para o mundo afora que eu fui repelido aqui quando minha passagem por aqui foi um sucesso", disse Bolsonaro, rodeado de simpatizantes na saída do encontro em Nova York.
Também participaram do debate Olavo de Carvalho, ideólogo de direita considerado seu guru intelectual, que falou via Skype de sua casa nos EUA, e o analista conservador Jeff Nyquist.
Em sua fala, Carvalho atacou a imprensa, dizendo que em sua campanha o deputado enfrentaria ataques da mídia semelhantes aos enfrentados por Donald Trump em sua corrida à Casa Branca.
"Nos últimos 20 anos, o jornalismo se tornou quase ficcional", disse. "Não se consegue discernir o que é uma desinformação desejada e o que é uma confusão mental."
Folha de São Paulo/montedo.com

'Insultuosa,preconceituosa e desonesta',diz Jungmann de reportagem de Época sobre corrupção nas Forças Armadas


Capa edição 1008  (Foto: Época )

Soldado norte-americana dá show no exército e conquista fãs na Web

Uma norte-americana está fazendo sucesso pelo trabalho junto às Forças Armadas dos Estados Unidos e na internet. A dentista Alysia Macedo já conta com 200 mil seguidores no Instagram por causa de sua postura profissional, dicas e conselhos para outras mulheres. Os assuntos tratados por Alysia são os mais diversos, passando de dicas de exercício para saúde até dicas de como se defender contra assédio.
Desde os 19 anos trabalhando no Exército, Alysia encontrou um espaço na rede social para mostrar um pouco mais de sua vida. Com bastante frequência, a dentista mostra momentos de treinamento dentro da profissão, na academia e às vezes, até no quintal da sua própria casa.
O sucesso de Alysia fez com que ela fosse convidada para dar entrevista ao jornal britânico The Sun. Para a publicação, a norte-americana afirma que está muito feliz por fazer parte do Exército. "Eu queria ser independente, viajar o mundo, e o mais importante, defender o meu país", explica a influenciadora do Instagram.
Alysia também mostrou ser muito patriótica na entrevista. "Eu acho que todo mundo deveria defender o país que nasceu", dispara.
Sobre os treinamentos, a famosa da internet se mostra muito dedicada. "Eu acordo todo dia às 4 da manhã, vou pra academia das 5 até as 6 e depois atendo meus pacientes entre 7h30 até 16h30. Depois volto por mais duas horas para a academia", conta.
Ainda em meio a rotina apertada, Alysia afirma que tira parte do seu tempo para também ajudar os outros. "Eu ensino prevenção contra violência, tanto física quanto sexual, assédio e quaisquer outras coisas que apareçam no quartel", revela. bsp;
Para a norte-americana, o quartel é difícil para as mulheres por ser um ambiente com predominação masculina. No entanto, Alysya afirma que depois de 10 anos no exército, não vê o local como sexista. 
Além disso, a dentista ainda tem tempo para cuidar do seu próprio site, o alysiafitness.com, em que ela dá dicas de dieta e exercício. Alysia comenta que o amor por essa área vem dos seus pais, que a ensinaram sempre a alimentar-se bem e cuidar do seu corpo. "Meus pais vieram da Europa, então eu cresci sem beber refrigerante, frituras ou fast-food, como a maioria das crianças norte-americanas", conta.
Para quem quiser conhecer mais sobre Alysia, o Instagram dela é o @alysia_magen.
PN/montedo.com

"Soldado estrangeiro - Um sonho brasileiro": documentário mostra histórias de brasileiros que servem em outros exércitos

Documentário mostra brasileiros que se alistam em exércitos de outros países
Ancelmo Góis
Em nova parceria com o diretor e roteirista Pedro Rossi, o também diretor e produtor José Joffily finaliza, em Israel, o documentário "Soldado estrangeiro - Um sonho brasileiro", de 90 minutos, sobre brasileiros que servem a exércitos estrangeiros. Entre as histórias bem contadas por Joffily estão as de personagens que se alistaram na Legião Estrangeira, Israel e Estados Unidos. Na busca pelos brasileiros, a produção ainda passou por Afeganistão, Síria, Iraque, Cisjordânia, Mali, Costa do Marfim e Camarões.
O Globo/montedo.com

Conheça o projeto do documentário.

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