20 de fevereiro de 2018

Ação do Exército em favela do Rio traz desconfiança a moradores

Militares montaram bloqueios nas entradas de complexo de favelas
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Comboi do Exército deixa quartel em Deodoro (Danilo Verpa/Folharess)
SÉRGIO RANGEL
No início da noite desta segunda-feira (19), equipes do Exército montaram barreiras nas principais entradas do Complexo do Chapadão. Atentos à movimentação, os moradores dos bairros de Guadalupe e Anchieta foram discretos e evitaram comentar a movimentação.
Centenas de militares entraram em pontos estratégicos do complexo de favelas, que se estendem pelos bairros de Guadalupe, Pavuna e Anchieta.
O Chapadão é dominado pelo tráfico e por gangues de roubo de cargas.
“Essa intervenção é apenas uma maquiagem. Já vi isso outras vezes. Daqui a um tempo, vai tudo continuar como era antes”, disse a motorista Cristina Piranga, 37.
Ela disse que mora numa das entradas “mais barra pesada” do complexo. “Tiroteio, bailes intermináveis e cargas sendo vendidas na minha porta são uma constante. Essa intervenção só vai expor o filho dos outros”, disse a motorista, apontado para um soldado do Exército, posicionado numa das barreiras instaladas pelos militares.
“Não acredito que esses garotos têm mais experiência para subir o morro que um policial militar”, acrescentou.
O aposentado Jair Matias, 58, disse que também não acreditava no sucesso da intervenção na comunidade.
“Aqui tem muito bandido. Tem que colocar uns 200 tanques desses”, afirmou Matias, apontado para o Guarani (veículo blindado), estacionado na rua Fernando Lobo.
“Vamos ver o que vai acontecer. Torço pelo sucesso, mas não acredito muito”, completou.
Nas duas primeiras horas de operação na entrada da rua Fernando Lobo, a Folha presenciou apenas um gesto de apoio aos militares.
Uma criança de dois anos pediu ao pai para cumprimentar um soldado.
Até 19h40, o clima era de tranquilidade. Os militares revistavam os carros que entravem e deixavam a comunidade. Nenhum tiro foi disparado.
FOLHA/montedo.com

RJ: intervenção favorece candidatura de Bolsonaro

Bolsonaro: rindo à toa com intervenção no RJ
Cláudio Humberto
Vai favorecer a candidatura presidencial do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) a decisão do presidente Michel Temer de recorrer à “solução militar” para tentar estancar o crescimento da criminalidade no Rio de Janeiro. O auge do enfrentamento dos bandidos vai coincidir com a campanha eleitoral, e a tendência é que Bolsonaro venha a ser visto com melhores olhos na medida em que a intervenção for um sucesso.

FRACASSO CIVIL
Pesquisas detectam o sentimento de que a intervenção é confissão de incapacidade do poder civil para resolver o problema da criminalidade.

RADICALIZAÇÃO
Eventual fracasso, pelas pesquisas, não será atribuído a militares, mas ao “remédio insuficiente”, abrindo caminho para opções mais radicais.

ELEITOR FORTE
Em caso de sucesso, a intervenção vai virar “cabo eleitoral” de Michel Temer, e candidato que a criticar corre o risco de perder votos.

SOLUÇÃO BOLSONARO
Cada real investido na solução militar da intervenção federal servirá para ajudar a alavancar a candidatura da “solução Bolsonaro”.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

MS: militar do Exército é preso acusado de estuprar menina de seis anos

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Imagem ilustrativa
Corumbá (MS) - Um militar da reserva do Exército de 44 anos foi preso na noite do último sábado (17), acusado de estupro de vulnerável, por abusar sexualmente de uma menina de seis anos de idade.
O caso foi denunciado pela avó da criança na tarde de sábado (17), quando acionou uma viatura da Polícia Militar informando sobre o ocorrido. A vítima e a denunciante foram conduzidas para a Delegacia de Atendimento à Criança, Juventude e Idoso (DAIJI), onde foi colhido depoimento das testemunhas e da vítima, acompanhada de seus responsáveis e posteriormente realizado exames periciais na menor que comprovaram lesões compatíveis com os relatos descritos por ela.
O autor foi detido após diligencias realizadas pela Polícia Militar e agentes da Polícia Civil e o mesmo encaminhado ao plantão da 1ª DP, onde foi autuado em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável.
O militar foi detido e encaminhado para o 17º Batalhão de Fronteira, onde está sendo mantido preso à disposição da justiça. Ele passou para a reserva em 2013.
Com informações de Folha MS e Campo Grande News

Marinha confirma compra de porta-helicópteros britânico

MARINHA DO BRASIL CONFIRMA COMPRA DE PORTA-HELICÓPTEROS BRITÂNICO
EMBARCAÇÃO DESCOMISSIONADA PELA MARINHA BRITÂNICA FOI VENDIDA AO BRASIL POR CERCA DE R$ 380 MILHÕES
O HMS Ocean pode receber helicópteros ou então aviões capazes de decolar e pousar na vertical (Divulgação)
O HMS Ocean pode receber helicópteros ou então aviões capazes de decolar e pousar na vertical (Divulgação)
THIAGO VINHOLES
A Marinha do Brasil (MB) confirmou nesta segunda-feira (19) a assinatura do contrato de transferência do navio porta-helicópteros HMS Ocean junto às autoridades do Ministério da Defesa britânico. O acordo foi assinado em Plymouth, na Inglaterra, pelo diretor-geral do Material da Marinha, Almirante de Esquadra Luiz Henrique Caroli, representando a corporação naval brasileira.
A MB não divulgou o valor da negociação. No entanto, segundo reportagem do jornal britânico The Telegraph, a embarcação foi vendida ao Brasil por cerca de £ 84 milhões, o equivalente a R$ 380,5 milhões na cotação atual. O HMS Ocean será o maior navio da marinha brasileira, com 203,43 metros de comprimento 21.578 toneladas de deslocamento (totalmente carregado). Esse posto antes era ocupado pelo porta-aviões NAe São Paulo, desativado em fevereiro de 2017.
O HMS Ocean foi incorporado pela Royal Navy (Marinha Real Britânica) em 1998. A embarcação foi projetada para realizar operações anfíbias com helicópteros embarcados e com tropas dos Royal Marines (Fuzileiros Navais britânicos), bem como atender a missões de ajuda humanitária, como a ocorrida em setembro de 2017, quando o navio prestou auxílio às populações caribenhas atingidas pela passagem do furacão “Irma”.
Na Marinha do Brasil, a embarcação será empregada em operações aéreas com helicópteros, operações anfíbias com tropas de Fuzileiros Navais e missões de controle de área marítima para proteção de linhas de comunicações marítimas, além de conduzir atividades de apoio logístico, de caráter humanitário, de auxílio a desastres naturais e operações de manutenção da paz.
A incorporação do HMS Ocean à MB será em 29 de junho de 2018, sendo que o processo de transferência do navio tem previsão de ser concluído até o final do mês de julho, com chegada ao Brasil em agosto. Até lá, os tripulantes brasileiros realizarão cursos com a Royal Navy, em empresas fabricantes dos equipamentos e treinamentos intensivos. A embarcação ainda passará por um processo de manutenção e docagem no Reino Unido para ser recebido em suas melhores condições de material e de preparação de pessoal.
De acordo com a MB, o navio fabricado no Reino Unido pode operar simultaneamente até sete aeronaves em seu convés de voo, podendo utilizar todos os tipos de helicópteros pertencentes a esquadrões da marinha brasileira. São eles os modelos Seahawk (SH-16), Cougar (UH-15 A/B); Lynx (AH-11B), Esquilo (UH- 12/13), Bell Jet Ranger III (IH-6B) e Super Puma (UH-14).
A embarcação pode receber até 18 aeronaves embarcadas e possui acomodações para abrigar até 805 tripulantes (entre fuzileiros navais, pilotos e responsáveis pela operação do navio). O HMS Ocean foi projetado para navegar a velocidade de 18 nós (33,3 km/h) e tem um raio de ação de 8.000 milhas náuticas (14.816 km).

Nota do editor: Seguindo a tradição da Marinha do Brasil em relação aos seus navios aeródromos, o HMS Ocean deve ser rebatizado com o nome de um Estado brasileiro, como foram no passado os casos dos porta-aviões Minas Gerais e São Paulo.

Intervenção no RJ: MPM está à disposição, diz Procurador

O MPM E A INTERVENÇÃO FEDERAL NO RIO DE JANEIRO
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Imagem: Epoch Times
O procurador-geral de Justiça Militar, Jaime de Cassio Miranda, enviou na sexta-feira (16) ofício ao ministro de Estado da Defesa; ao ministro da Justiça e Segurança Pública; ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; aos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica; e ao comandante militar do Leste, autoridades envolvidas no cumprimento da intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro, que é objeto do Decreto nº 9.288, desta data, publicado no Diário Oficial da União nº 32-A, Edição Extra.
No ofício, Jaime de Cassio informa que o Ministério Público Militar, principalmente a Procuradoria de Justiça Militar no Rio de Janeiro, está à disposição para prestar apoio e acompanhar os trabalhos das Forças Armadas no desempenho das atribuições estabelecidas pelo presidente da República, sobretudo em razão das atribuições constitucionais do Parquet Militar de controle externo da atividade policial e de persecução de crimes militares.
Segundo o texto publicado, essa intervenção tem por objetivo “pôr termo ao grave comprometimento da ordem pública” no Rio de Janeiro e tem prazo para terminar em 31 de dezembro de 2018; e, embora esse decreto já esteja em vigor, a Constituição Federal determina sua submissão à apreciação do Congresso Nacional.
MPM/montedo.com

19 de fevereiro de 2018

Forças Armadas começam a patrulhar divisas do Rio e região metropolitana

Três mil homens de Exército, Marinha e Aeronáutica participam de bloqueios nas rodovias BR-101, BR-116, BR-040 e no Arco Metropolitano. 
Também participam Polícias Militar, Civil, Rodoviárias Federal e Estadual, além da Força Nacional
Militares do Exército fazem operação no Complexo do Chapadão, Zona Oeste do Rio de Janeiro - 19/02/2018
Militares do Exército fazem operação no Complexo do Chapadão, Zona Oeste do Rio de Janeiro
 19/02/2018 (Danilo Verpa/Folhapress)
Rio - As Forças Armadas começaram a patrulhar as divisas do estado do Rio de Janeiro e a região metropolitana nesta segunda-feira. As operações que contam com apoio dos militares fazem parte da cooperação entre Secretaria de Segurança e Comando Militar do Leste, com base no decreto presidencial de Garantia da Lei e da Ordem para ações em apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública assinado em 28 de julho de 2017. Essa ação conjunta, portanto, ainda não faz parte da intervenção federal no Rio de Janeiro, decretada pelo presidente Michel Temer na sexta-feira passada.
As Forças Armadas estabelecem pontos de bloqueio, controle e fiscalização de vias urbanas nos acessos rodoviários ao Estado do Rio de Janeiro, principalmente na BR-101, nas divisas ao norte e ao sul do Estado, além de trechos na região de São Gonçalo (comunidades do Salgueiro e Jardim Catarina); na BR-116, nas divisas nordeste e ao sul do Estado, além de trechos da Baixada Fluminense; e na BR-040, nas divisas a oeste do Estado. Além desses locais, os militares realizam patrulhamento ao longo do Arco Metropolitano.
Estão disponíveis para as operações 3 mil militares das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica), com apoio de veículos blindados e aeronaves.
Algumas vias e acessos nas áreas de operações podem ser interditados e setores do espaço aéreo poderão ser controlados com restrições dinâmicas para aeronaves civis. Não há interferência nas operações dos aeroportos.
As instituições envolvidas nas operações estão acompanhando e orientando, em tempo integral, os desdobramentos no Comando Militar do Leste, a partir das 17 horas de hoje, e no CICC, a partir das 5 horas da manhã do dia 20.
O Dia/montedo.com

Governo estuda envio de recurso extra para Forças Armadas no Rio, diz Meirelles

Segundo ele, a primeira alternativa seria remanejar verbas do Orçamento já direcionadas para Exército, Marinha e Aeronáutica
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O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles 
Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou há pouco que o governo estuda a possibilidade de reforçar o orçamento das Forças Armadas que atuarão no Estado do Rio de Janeiro – que está sob intervenção federal na Segurança Pública. Segundo ele, a primeira alternativa seria remanejar recursos já direcionados para Exército, Marinha e Aeronáutica, mas Meirelles não descartou que dinheiro de outras áreas do governo federal precise ser usado na intervenção.
"A princípio estamos avaliando com Exército a disponibilidade que já está no orçamento para as Forças Armadas, para ver se existe a necessidade de algum custo adicional. Os homens já estavam antes à disposição do Rio e vamos trabalhar para vermos se há custos além do que está previsto", afirmou. Segundo o ministro, a eventual necessidade de envio de tropas ao Ceará obedecerá o mesmo raciocínio.
Meirelles lembrou que o orçamento federal de 2018 já está no limite do Teto de Gastos, que é uma restrição constitucional. "Portanto, qualquer despesa adicional tem de ser remanejada de outra área. Por isso vamos olhar com muito rigor o orçamento que já existe para as Forças Armadas", completou.
Além do Ministério da Defesa, o Ministério do Planejamento também participa do debate sobre a necessidade de remanejamento dos recursos para a intervenção no Rio. "Governar é definir prioridades e definir orçamento também é definir prioridades. Mas já estamos no Teto de Gastos, qualquer despesa adicional significará cortes em outras áreas", reafirmou.
Meirelles lembrou que o Rio de Janeiro já aderiu ao Regime de Recuperação Fiscal dos Estados para tentar equacionar sua grave crise financeira. Além da suspensão do pagamento das parcelas da dívida do Estado com a União por três anos, o governo fluminense já obteve um empréstimo bancário de R$ 2,9 bilhões a partir da penhora de ações da Cedae e negocia um novo financiamento lastreado nas receitas com os royalties de petróleo. Meirelles, no entanto, não detalhou o valor desse novo crédito.
"A questão financeira do Rio está sendo enfrentada há muito tempo. O Estado já recebeu um empréstimo há pouco tempo e negociamos nesta semana um novo empréstimo com a cessão dos royalties do petróleo", afirmou. Na avaliação do ministro, a própria privatização da Cedae deve ter uma "base mais sólida" com a intervenção que, segundo ele, mostra o compromisso em resolver os problemas do Rio.
Apesar da Reforma da Previdência ter sido retirada da pauta do plenário da Câmara dos Deputados com a intervenção, o ministro insistiu que a mudança nas aposentadorias é a prioridade número um do governo. "Se as lideranças do Congresso concluírem que a reforma tem votos suficientes para ser aprovada, a ideia é tomar uma medida que viabilize a votação. Tudo ocorrerá dentro de normas constitucionais. Antes de se definir o número de votos não cabe ficarmos discutindo 'planos Bs'", completou.
Meirelles ainda comentou que o resultado do IBC-BR de alta de 1,04% no acumulado do ano passado, divulgado hoje pelo Banco Central, mostra que o Brasil já cresceu em 2017 e crescerá ainda mais em 2018.
ESTADÃO/montedo.com

STM lidera ranking 'per capita' da farra das passagens nos tribunais superiores

Nota do editor
A manchete aí em cima é do blog. Segue a matéria da Isto É

A farra das passagens
Na contramão do necessário ajuste fiscal, ministros de tribunais superiores torram R$ 5,7 milhões em viagens – destaque para a corte militar, que julga pouco e passeia muito
A farra das passagens
1 - José Barroso Filho Presidente do Superior Tribunal Militar (STM); 2 -Marcelo de Oliveira Mendonça Chefe de Gabinete do Presidente do STM; 3- Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha Ministra do STM; 4 -Tatiana Cochlar da Silva Araújo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Ary Filgueiras
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, começou a fechar a torneira do desperdício de dinheiro no Judiciário representado pelo auxílio-moradia, com o qual a União gasta anualmente R$ 437 milhões. Há, porém, outros canais usados por ministros de tribunais superiores por onde escorrem milhões de reais de recursos públicos. Recentemente, a ministra Cármen Lúcia constatou que os magistrados promovem uma verdadeira farra com a emissão de passagens aéreas e o famigerado pagamento de diárias a servidores que estão debaixo de suas asas, entre os quais integrantes do próprio STF. Só de passagens aéreas e diárias, os tribunais gastaram no ano passado um total de R$ 5,7 milhões.

O levantamento foi feito por ISTOÉ com base nas informações do sistema de transparência que consta no site de cada um dos quatro tribunais superiores: Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal Militar (STM), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os números mostram que os tribunais parecem fechar os olhos para a situação calamitosa das contas públicas do País e gastam sem dó. O campeão foi o STF, que pagou R$ 1,5 milhão com despesas com viagens no ano passado. Mas chama a atenção o segundo colocado no ranking dessas despesas. Em 12 meses, o STM consumiu R$ 1,2 milhão só de passagens e diárias. Ou seja, por pouco, o tribunal que julga questões militares não ficou em primeiro lugar no ranking da gastança aérea. Justamente um tribunal cuja produtividade não é lá essa locomotiva toda. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o STM tem a menor demanda em relação aos outros primos – STJ, TST e TSE. Nem, por isso, os magistrados daquela corte militar se acanham. Se julgam pouco, os integrantes do STM viajam muito. O detalhamento das despesas milionárias com viagens da corte mostra que alguns gastos foram feitos em dólares. Tudo isso, segundo explicou a assessoria de comunicação, para que o STM adquirisse “mais saber jurídico” em viagens ao exterior, como se os meios de pesquisa online – e de graça – não estivessem ao alcance da mão para qualquer um.

Do total de R$ 1,2 milhão, mais de R$ 400 mil foram despesas do corpo de magistrados. Lideram o ranking os ministros José Barroso Filho (presidente do tribunal) e Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha. Juntos, eles gastaram do erário R$ 253 mil em 2017.
Só de diárias e passagens, José Barroso Filho consumiu dos cofres públicos aproximadamente R$ 100 mil. Barroso raramente viaja desacompanhado. Quase sempre é assessorado nos eventos dos quais participa pelo seu chefe de gabinete, Marcelo de Oliveira Mendonça, o que faz com que os gastos das idas e vindas do juiz militar a outros estados e países dobrem. Em 24 de abril, os dois viajaram para Portugal e Espanha, onde participaram de congresso e conferência de direito constitucional e só retornaram no dia 7 de maio. Juntos, consumiram R$ 60 mil só em diárias nesse período. E mais R$ 12 mil em passagens.

Malas prontas
A ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha também parece estar sempre de malas prontas. No ano passado, segundo a transparência do STM, ela recebeu R$ 40 mil de diárias e mais R$ 23,8 mil por sua estadia fora do país. Entre 25 de março e quatro de abril, consumiu R$ 31 mil dos recursos do tribunal com despesas de passagens e diárias para um seminário na Suécia durante 11 dias. Para se ter uma ideia do tamanho da discrepância, somente o gabinete de José Barroso Filho no STM gastou no mês de abril do ano passado R$ 80 mil em passagens e diárias. No mesmo mês, um total de 33 servidores do Supremo Tribunal Federal gastaram juntos R$ 128 mil.
O Superior Tribunal Militar conta com 54 magistrados e 800 servidores em seu quadro. Desse total, 15 são ministros. A principal tarefa da corte é julgar os crimes ocorridos no âmbito das Forças Armadas. Diferentemente da justiça comum, a demanda não é alta, pois o efetivo de militares das três forças é de 320 mil. Por isso, a assessoria do tribunal classifica como um “equívoco” comparar a produtividade do STM com a dos demais tribunais superiores, cuja rotina de trabalho chega a ser maior.
No Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o desperdício de recurso público não fica para trás. Para ir a um congresso do TSE no último dia 15 de dezembro no Rio de Janeiro, Tatiana Cochlar da Silva Araújo não dormiu no ponto.Viajou para a cidade maravilhosa no dia 13 e só voltou a Brasília cinco dias depois. Com o dinheiro do contribuinte, claro.
ISTO É/montedo.com

Vídeo do general Etchegoyen apoiando reforma da previdência causa revolta entre militares

A revolta dos militares com o general Etchegoyen
Comandante do GSI e próximo a Temer, ele está sendo acusado de traição

Gabriel Mascarenhas
Pegou extremamente mal na caserna o vídeo em que o general Sérgio Etchegoyen não só defende, como classifica a reforma da Previdência é como um ato de coragem.
Os militares andam tensos com a convicção de que as regras de suas aposentadoria serão alteradas.
Em grupos de Whatsapp, fardados de alto escalão e do chão do quartel vêm chamando Etchegoyen de traidor.
Alguns apostam que ele adoraria sair candidato a algum cargo nas eleições deste ano e, claro, se isso acontecer, vão lembrar da campanha do general contra os interesses da categoria.
Radar (Veja)/montedo.com

Assista ao vídeo, publicado na conta do Planalto no Twitter


Confronto na fronteira acende sinal de alerta no Exército

 O comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, em Brasília (DF) - 22/06/2017
General Villas Bôas, comandante do E´xercito
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Alerta máximo



Mauricio Lima
Há cerca de um mês, um militar brasileiro ficou ferido em um confronto entre Exército e traficantes na fronteira do Brasil com a Colômbia. O embate, que aconteceu em Tabatinga, Amazonas, acendeu o sinal amarelo no Alto-Comando do Exército.

Radar (Veja)/montedo.com

Decidir pela intervenção é sinalizar com uma ação de choque, diz general Heleno

Participação do general Augusto Heleno no Painel da Globo News no sábado (17).

18 de fevereiro de 2018

RJ: a intervenção e o estado paralelo,ou: que bucha, hein, general?

Publicação original: 18/2 (8:01)

Uma pequena amostra do que espera o general Braga Filho e seus comandados: um estado dentro do estado, onde que manda são os bandidos.

Coronel da reserva vê obstáculos para intervenção no RJ funcionar

Agora professor, Fernando Montenegro participou da ocupação do Complexo Penha-Alemão, em 2010, e vê corporativismo e atuação de facções como entraves
O coronel Fernando Montenegro, reserva do Exército Brasileiro e professor da Universidade Autônoma de Lisboa
Para Fernando Montenegro, há muitos policiais no RJ que poderiam estar nas ruas, mas exercem funções administrativas (YouTube/Reprodução)
Pedro Paulo Rezende 
A intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro tem todas as condições para dar errado. A corrupção política e policial, o corporativismo e as sólidas bases criadas pelas facções criminosas no estado serão apenas alguns dos muitos obstáculos que o comandante militar do Leste, general Walter Braga Netto, terá que enfrentar.
Quem alerta tem conhecimento de causa: o coronel Fernando Montenegro, da reserva do Exército Brasileiro e professor da Universidade Autônoma de Lisboa. Como comandante do Regimento Sampaio, uma das mais tradicionais unidades militares do país, participou da ocupação do Complexo Penha-Alemão, em 2010, e encarou os desafios impostos contra o Estado pelo governo paralelo montado pelo narcotráfico.
“Mesmo nos estados falhados, como a Somália, não existe território que não esteja ocupado por uma forma de governo”, alerta. “Aonde a autoridade oficial não chega, um poder paralelo se instala. É o que o professor Bartosz Stanislaws definiu como ‘buracos negros’. Foi o que ocorreu no Rio de Janeiro, onde existem 840 locais onde o Estado não tem qualquer ingerência.”
Nestas áreas funcionam mini países informais que dominam território e população e, de certa forma, exercem soberania. Este fenômeno não se restringe às favelas e pode ser observado em quase todo o Brasil em áreas historicamente abandonadas pela União, como acampamentos de agricultores sem-terra e garimpos. Aliadas a políticos corruptos, estas “mini nações” interferem diretamente na administração pública e drenam recursos do combate à violência.

Longe das ruas
Um bom exemplo deste fenômeno, de acordo com o coronel, seria a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Hoje, três mil integrantes da corporação exercem função administrativa na Assembleia Legislativa, dez deles lotados no gabinete de um parlamentar, o deputado estadual Paulo Melo (PMDB), que preso na Cadeia Pública de Benfica por corrupção. O candidato derrotado à Prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSOL), também mantém dez PMs sob sua tutela.
“Há um total descaminho de policiais que podiam atuar nas ruas e se encontram em situação administrativa”, afirma Montenegro. “A Secretaria de Segurança Pública é outro excelente exemplo. Lá, 500 policiais militares exercem função burocrática na maior estrutura do gênero do país. Claro, todos preferem ficar longe das ruas, ganhando boas gratificações e a salvo”, ressalta.
“Com o resgate desses efetivos e o fim das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) a vigilância ostensiva poderia ser reforçada em cerca de 4 mil agentes.” Para o especialista, as UPPs falharam porque não receberam o devido apoio financeiro federal e não foram complementadas por ações nas áreas de saúde e educação e hoje estão completamente isoladas e afetadas pela corrupção.
Um grande obstáculo para o sucesso da intervenção está nos limites impostos pela legislação às ações de garantia da lei e da ordem. “O Exército não tem ingerência direta sobre a polícia que, por corporativismo, se recusava a integrar esforços conosco”, conta o coronel. “No decreto está previsto que a não obediência a uma ordem será vista como crime militar, e a Justiça Militar é bem mais rápida que a civil, mas, na prática isto será de difícil implantação.”
Para ele, os desafios geográficos enfrentados pelas Forças Armadas e pelas polícias federais também dificultam o sucesso da missão do general Braga Netto. “Temos 17 mil quilômetros de fronteiras, muitos deles compartilhados com países produtores de drogas, como a Bolívia, a Colômbia, o Peru e a Venezuela”, lembra. “Os Estados Unidos possuem apenas dois mil em seus limites com o México e não consegue impedir o tráfico de pessoas e entorpecentes. Seria necessária uma ação integrada do Ministério das Relações Exteriores com os governos vizinhos nos planos estratégicos e operacionais.”
Segundo Montenegro, os chamados donos de morro montam uma estrutura bastante sofisticada que se entranha pelas comunidades, determina a vida econômica local e serve para eleger políticos que defendem os interesses do crime organizado.

Facções organizadas
“Há um departamento de informação e propaganda, que trabalha com o que nós militares chamamos de operações psicológicas. Organiza bailes funks e promove a organização criminosa por meio de contratação de artistas, músicas de apoio e de promoção do sexo e de vídeos distribuídos pelo YouTube e pelo WhatsApp. Cabe a eles marcar território com a sigla da facção e o nome do líder nos limites de atuação na comunidade. Com estas atividades, a distribuição de panfletos e a colocação de faixas conseguem novos recrutas, entre eles jovens que fizeram o Curso de Formação de Cabos do Exército e que possuem excelente formação militar.”
As facções também mantêm departamentos jurídicos, que atuam na obtenção de habeas corpus e negociam os chamados “arregos” (pagamentos de propinas a policiais e políticos); financeiros e logísticos, que tratam do fluxo de caixa, de matérias-primas e do suprimento de armas e munições; de produção, com gerentes diferentes para cada tipo de droga, e de distribuição, com vendedores no varejo e “vapores”, traficantes que levam o produto para áreas de maior renda e que atuam em festas e bares. “A coisa vai muito além do traficante armado com fuzil”, conta o professor.
“O sistema de alerta inclui crianças que usam celulares, rádios e outros sistemas, como fogos e pipas, para avisar os combatentes da chegada de policiais ou grupos rivais. A tomada de um morro segue o mesmo esquema de saque da Idade Média. O grupo se apropria do butim e dos equipamentos da facção derrotada. Há sempre muito dinheiro vivo, inclusive dólares e euros, porque as quadrilhas não usam o sistema bancário.”
Ao lado desta ação direta, as quadrilhas multiplicam seus recursos com a exploração de serviços, alguns deles regularizados, e a cobrança de taxas e impostos. Tudo o que sobe e desce o morro, do mototáxi aos botijões de água e gás, reverte para a facção. Centrais ilegais de TV a cabo e de internet também ampliam a renda dos grupos. “Ao chegarmos no Alemão, conseguimos convencer uma operadora a oferecer pacotes baratos para substituir a gatonet”, conta Montenegro, “mas, para nossa surpresa, as empresas de distribuição de gás e água eram legais, apesar de exploradas por familiares do dono do morro. Na Rocinha, o serviço é administrado pelo irmão do Marcinho VP.”
Veja/montedo.com

Temer veste farda!

Edição: Blog do Noblat (Veja)

O déficit de soberania da Amazônia

600 mil índios aldeados, de tribos diversas, são titulares de 13% do território nacional, enquanto os demais 200 milhões de brasileiros habitam apenas 11%
STF julga recursos sobre demarcação de terras indígenas na Raposa Serra do Sol, em Roraima
Índio em frente ao Congresso (Sérgio Lima/Folhapress/VEJA)
Ruy Fabiano
A crise venezuelana, que despejou de uma só vez cerca de 50 mil refugiados em Roraima, agravando a crise social do estado, expõe o desconcerto da política indigenista brasileira, que une a retórica esquerdista aos interesses geoestratégicos do capital internacional.
O general Augusto Heleno, que era o comandante militar da Amazônia, ao tempo da demarcação da reserva Raposa Serra do Sol, em 2008, advertiu para os danos econômicos e sociais da expulsão dos arrozeiros, cuja produção respondia por 8% do PIB do estado.
Expulsos, tornaram-se favelados em Boa Vista e a economia local empobreceu. Eram mais de 300 famílias, além de seus empregados, quase todos de etnia indígena, mas sem a grife de “aldeados”. Os 1,7 milhão de hectares da reserva – quase o estado de Sergipe – ficaram com os 20 mil índios aldeados.
Aos demais 500 mil habitantes, sobraram os 25% da área do Estado que escapou das demarcações.
“Alertei sobre a falta de critério daquela demarcação ideológica. Economistas avisaram que a expulsão dos arrozeiros era medida social e economicamente desastrosa”, relembra o general.
E acrescenta: “Hoje, a situação criada pela ditadura bolivariana de Maduro poderia ser contornada pela ampliação da cultura arrozeira e pelo consequente emprego de boa parte da mão de obra estrangeira que chegou a Roraima. Infelizmente, vêm aí mais improvisação e desordem urbanas”.
Os desacertos da política indigenista brasileira podem ser medidos em números: os 600 mil índios aldeados, de tribos diversas, são titulares de 13% do território nacional, enquanto os demais 200 milhões de brasileiros habitam apenas 11%. Os dados são do IBGE.
Acresce que, exatamente nessas terras indígenas, cuja extensão eles sequer abarcam, estão algumas das maiores reservas de minérios do planeta, fora do alcance do Estado brasileiro, mas não de grupos econômicos internacionais, que, via ONGs, estabelecem linha direta com as tribos, como se fossem nações independentes.
O comandante do Exército, general Villas-Boas, fala de “déficits de soberania” na região. Foi, quando comandante militar da Amazônia, surpreendido pela presença do rei da Noruega, Harald V, que, sem qualquer comunicado às autoridades brasileiras, foi hóspede dos yanomamis, entre 22 e 25 de abril de 2013. Só comunicou sua visita uma semana depois de deixar o país.
São mais de 100 mil ONGs, a maior parte estrangeiras, na Amazônia. Ditam a política indigenista, ao lado de órgãos da esquerda Católica, exercendo pleno domínio sobre a Funai.
Uma delas, a norueguesa Rainforest Foundation Norway, promoveu a visita do rei. A embaixadora daquele país, Aud Marit Wiig, defende o financiamento estrangeiro às comunidades indígenas. E ressalta que os da etnia Sami, sustentados por verbas de seu país, já têm hoje seu próprio parlamento. Daí para um assento na ONU é um passo. A Rainforest defende a ampliação das reservas.
E o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), da Igreja Católica, financia e incita invasões de índios a fazendas produtivas, algumas há mais de um século tituladas, segundo denúncia de uma CPI de 2015, da Câmara, presidida pelo deputado Alceu Moreira. Segundo ele, “esse crime é de laboratório e feito a muitas mãos”.
A solidariedade humana aos índios não se estende ao Nordeste. As vítimas das secas dispõem de exatamente zero ONGs para atendê-las. Lá, não há minérios: só humanos, sem direitos.
*Jornalista
Blog do Noblat (Veja)/montedo.com

Como ficam as milícias do Rio com intervenção? Exército possui um mapa do crime organizado

Não é nenhuma novidade que as Forças Armadas vêm há anos desenvolvendo um serviço de inteligência no Rio de Janeiro com vistas a produzir um mapeamento crítico do crime organizado no Estado. Embora os membros da inteligência do Exército que fizeram parte dos grupos de militares enviados para as ruas para reforçar a segurança durante a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos tenham encontrado forte resistência na cúpula da Polícia Militar no compartilhamento de informações sobre criminosos e seus pontos de atuação, um volume monstruoso de informação tem sido acumulada pelos setores de inteligência das Forças Armadas, desde então.
O Exército possui a informações valiosas sobre sobre abrigos, esconderijos de drogas e armas, rotas de fuga e até mesmo perfis de criminosos acima de qualquer suspeita. Inclusive nas Polícias Militar, Civil e nos Bombeiros.
O General Braga, que assume todas as atribuições relacionadas à Segurança Pública no estado, terá também o controle sobre os órgãos de inteligência mantidos pelas forças policias e Secretaria de Segurança Pública do Rio. Essas informações serão cruzadas com dados de inteligência das Forças Armadas e formarão um fabuloso banco de dados, algo crucial para o sucesso do planejamento das primeiras operações das forças de ocupação.
Resta saber qual será o procedimento das Forças Militares quanto aos comandantes de batalhões da PM, apontados pelo ministro da Justiça Torquato Jardim, como "sócios do crime organizado" e as milícias que atuam em bairros e cidades da região metropolitana do Rio explorando negócios como a venda de gás de cozinha, TV à cabo clandestina, cobrança de comissões sobre negócios com imóveis e venda de segurança para as comunidades.
As milícias do Rio são organizações militares ou paramilitares compostas por policiais e ex-policiais militares e civis que recrutam bandidos nas comunidades e estabelecem próprias de convívio e obrigações dos moradores.. As milícias podem ser organizações oficiais mantidas parcialmente com recursos do Estado ou em parceria com organizações criminosas. A tolerância das Polícias do Rio com a atividade das milícias em comunidades é apenas mais uma frente de combate à criminalidade que deve ser enfrentada pele General Braga. Como ficam as milícias do Rio com intervenção? 
IMPRENSA VIVA/montedo.com

RJ: a intervenção não começou, mas a esquerdalha já declarou guerra!

Os MAV da esquerda insana à pleno vapor no Twitter

RJ: não adianta chamar o Exército e deixar a lei ao lado dos criminosos

Empulhação
Não adianta chamar o Exército e deixar a lei ao lado dos criminosos
O Comandante Militar do Leste, General Braga Netto, durante entrevista coletiva sobre o decreto de intervenção no Estado do Rio de Janeiro - 16/02/2018
O Comandante Militar do Leste, General Braga Netto, durante entrevista coletiva sobre o decreto de intervenção no Estado do Rio de Janeiro - 16/02/2018 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
J.R. Guzzo
As Forças Armadas, com o Exército à frente, são a organização mais respeitada do Brasil. Dão de 10 a 0 no Supremo Tribunal Federal, no Ministério Público, nos juízes que ganham o “auxílio-moradia”, na mídia e no Congresso Nacional. Ganham de longe de qualquer organização civil ─ sindicatos, empresas estatais ou privadas, confederações disso ou daquilo, clubes de futebol, OABs e similares. É melhor nem falar, então, da Igreja Católica e das CNBBs da vida ─ e muito menos desses lúgubres “movimentos sociais”, entidades de “minorias” e outros parasitas que vivem às custas do Tesouro Nacional. Enfim, as Forças Armadas têm mais prestigio que qualquer outra coisa organizada que exista neste país. Militar não rouba. Militar não falta ao serviço. Militar não é nomeado por político. É exatamente por essas razões ─ por ter nome limpo na praça, e valer mais aos olhos do público do que todos os três poderes juntos ─ que o Exército foi chamado para defender um Rio de Janeiro invadido, tomado e governado na prática por um exército de ocupação de criminosos. Mas é só por isso, e por nada mais: o governo chamou os militares, porque esta é a única maneira de tentar mostrar à população que está “fazendo alguma coisa” contra a derrota humilhante que lhe foi imposta pelos bandidos. O Exército não pode derrotar o crime no Rio de Janeiro. Nenhum exército foi feito para isso, em nenhum lugar do mundo. Pode haver algum alívio durante um certo tempo, mas depois a tropa tem de sair ─ e aí o crime volta a mandar, porque é o crime, e não o governo e sua polícia, quem manda no Rio de Janeiro.
O governo Michel Temer, no caso, é culpado por empulhação ─ mas só por empulhação. Pela situação do crime no Brasil, com seus 60.000 assassinatos por ano, recordes de roubos, estupros e violência em massa, e a entrega da segunda maior cidade do país à bandidagem, as responsabilidades vão muito além. A culpa pelo desastre, na verdade, é conjunta ─ o que não quer dizer, de jeito nenhum, que ela é dos cidadãos. Ela é de todos os que têm algum meio concreto de influir na questão e não fazem o seu dever. Como é possível enfrentar a sério o crime se temos leis, um sistema Judiciário e agentes do Estado que protegem ativamente os criminosos? Afinal, do jeito em que está a Vordem pública no Brasil, eles têm praticamente o direito de cometer crimes. A maior parte da mídia mantém uma postura de hostilidade aberta à polícia ─ nada parece excitar tanto o fervor do noticiário do que as denúncias contra a “violência policial”. Obedece, ao mesmo tempo, a mandamentos de simpatia e compreensão perante os criminosos, sempre tratados apenas como “suspeitos”, vítimas da situação “social” e portadores prioritários de direitos. A maior parte dos 800.000 advogados do país é contra qualquer alteração que torne menos escandalosa a proteção e garantias fornecidas ao crime pelas leis atualmente em vigor. Policiais são assassinados em meio à mais completa indiferença ─ policial bom é policial morto, parecem pensar governo, oposição e quem está no meio dos dois. Os bispos, as ONGs, as entidades de defesa dos direitos humanos, as variadas “anistias” internacionais que andam por aí, as classes intelectuais, procuradores, juízes, políticos e mais uma manada de gente boa são terminantemente contra a repressão ao crime. Punição, segundo eles, “não resolve”. Sua proposta é esperarmos até o Brasil atingir o nível educacional, cultural e social da Noruega ─ aí sim, o problema estará resolvido.
A jornalista Dora Kramer, na sua coluna da última edição de VEJA, escreveu o que está para ser dito há muito tempo e ninguém diz: a cidade do Rio de Janeiro vive, hoje em dia, como se estivesse ocupada por uma tropa de invasão nazista. Nem mais nem menos. Um invasor do país tem de ser combatido com guerra, e não com decretos, criação de “ministérios de segurança” e a intervenção de um Exército que é mandado à frente de combate com as mãos amarradas. Não tem estratégia clara. Não tem missão definida. Não tem a proteção da lei. Não tem o direito de usar suas armas dentro da finalidade para a qual elas foram projetadas e construídas. Não tem meios adequados sequer para proteger os seus próprios soldados ─ muito menos, então, para atacar o inimigo. Enquanto for assim, o Rio continuará entregue aos invasores.
Veja/montedo.com

Risco ao contrário: os ideólogos da intervenção pensam em política e deixam o Exército com o risco

O risco ao contrário
Os ideólogos da intervenção pensam em política e deixaram o Exército com o risco

Janio de Freitas*
Janio de FreitasA intervenção federal no Rio, como está feita, é mais contra o Exército do que contra os delinquentes a serem combatidos. E, não constando que os ideólogos da intervenção Moreira Franco, Raul Jungmann e o general Sergio Etchegoyen tenham descoberto novas formas de ação anticriminalidade, não há por que supor ao menos redução da mortandade, tão logo acabe a usual retração dos delinquentes quando há novidade na repressão.
Mais necessária é a intervenção na chefia da Polícia Federal. Mas nos dois casos Michel Temer faz prevalecerem os seus interesses. Contra sustar as boas interferências na PF para sua condição de suspeito e acusado; e a favor de uma medida extrema e controversa que lhe traz muitas vantagens políticas. O país e os Estados são capítulos à parte.
O Exército está em operações no Rio desde julho de 2017. Se, passados sete meses, quem assinou aquele envio da tropa assina, agora, a intervenção para a mesma garantia da ordem, não é preciso recorrer a números para concluir pelo insucesso do Exército.
Isso pode ficar debitado ao seu despreparo para ações fora de sua finalidade. A intervenção elimina tal álibi, ao estabelecer que todo o sistema de polícia e segurança do Rio passe à responsabilidade do Exército na pessoa de um general. Assim como todas as respectivas atividades.
No nível a que chegou o poder de ação do crime organizado, a repressão não conta com outra tática que não o enfrentamento direto. Do qual, pelo que se conhece, o esperável está em duas hipóteses: ou mortes a granel ou resultados muito aquém do desejado (e necessário).
A primeira ocorrência deixaria o Exército sob repulsa interna e externa, com possíveis consequências internacionais para o país. A segunda ocorrência será a derrota, que é o inferno dos militares. E não será menos do que isso para o Exército.
A única novidade da intervenção é a intervenção. Feita em cima das pernas. Nada foi estudado da situação atual, que já difere da vigente há um mês, nem discutido sobre um modo de agir diferente dos pouco ou mal sucedidos de até agora.
Os ideólogos da intervenção pensaram em política. E deixaram o Exército, que tem se mantido exemplar no Estado de Direito, com todo o risco.
A criação do Ministério da Segurança, pretendida por Temer, vem do mesmo tipo de propósitos pessoais, compartilhados no Planalto por muitos pendurados em acusações e inquéritos.
Esse ministério não teria utilidade: o que conteria já existe. Dar maior autonomia à Polícia Federal, já existente, é um objetivo falso. O pretendido é o oposto: juntar todos os setores ligados a investigações e processos sob um mesmo comando, para facilitar manipulações sem conflito de orientação entre eles. Vem daí a crise que começa a formar-se na PF.
Inicia-se uma fase nova de ação do Planalto, para servir aos interesses de defesas pessoais e ataques à decência.
*Colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa as questões políticas e econômicas. Escreve aos domingos e quintas-feiras.
FOLHA/montedo.com

Quem é o general que vai comandar a intervenção federal no RJ

Walter Souza Braga Netto atuou na segurança durante a Olimpíada do Rio em 2016
O general Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar Leste (TRF2/Reprodução)
Talita Abrantes
São Paulo — A partir desta sexta-feira (16), a segurança pública do Rio de Janeiro deixa de ser uma responsabilidade do estado e passa a ser comandada pelas Forças Armadas. O controle da operação fica a cargo do general Walter Souza Braga Netto, chefe do Comando Militar do Leste, que responde por 24% do efetivo militar terrestre do país.
Com isso, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, deixa de ter voz na segurança pública do estado e a gestão das polícias, os bombeiros e a área de inteligência do Estado, bem como todas as decisões relacionadas ao combate à violência no Rio ficam sob o comando de Netto.
Natural de Belo Horizonte (MG), Braga Netto foi um dos responsáveis pela segurança durante os Jogos Olimpícos e Paralímpicos do Rio, quando atuou como coordenador-geral da assessoria especial para os jogos do Comando Militar Leste.
Antes disso, comandou o 1º Regimento de Carros de Combate, foi chefe do Estado-Maior da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e do Comando Militar do Oeste e foi comandante da 1ª Região Militar (Região Marechal Hermes da Fonseca). Ele assumiu o Comando Militar do Leste em setembro de 2016.
Segundo o Ministério da Defesa, a unidade coordena as atividades administrativas e logísticas do Exército Brasileiro nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. O comando compreende 141 organizações e mais de 50 mil militares — o que torna o Comando Militar Leste a maior concentração de tropas e escolas militares da América Latina.

O que pensa o general
Em uma palestra no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), em 28 de agosto do ano passado, Netto afirmou, segundo nota do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que vê com reservas o uso das Forças Armadas em conflitos internos do país devido aos seus elevados “custos financeiros, social, de imagem e até psicológico”.
Mas, segundo ele, os militares sempre estão sempre prontos para cumprir seu dever e que ações do tipo têm resultados positivos na contenção da criminalidade.
Esta é a primeira vez desde a promulgação da Constituição de 1988 que o governo decreta uma intervenção federal do tipo. A medida foi oficializada por meio de decreto nesta sexta-feira (16). A partir de agora, o Congresso Nacional tem um prazo de dez dias para aprovar a decisão.

“Muita mídia”
Após ser nomeado interventor na segurança pública do Rio de Janeiro, o general Walter Braga Netto, afirmou que a situação da violência no estado não está tão ruim. Segundo ele, há “muita mídia” em cima do assunto.
EXAME/montedo.com

Presença de militares do Exército no RJ poderá gerar incômodo, afirma coronel

Chefe de comunicação do Comando Militar do Leste, o coronel Carlos Cinelli acredita ainda que será necessária a compreensão do povo neste momento
Militares durante decreto de Garantia da Lei e da Ordem (Glo) editado para a segurança dos Jogos Olímpicos de 2016
Exército Brasileiro/Divulgação
Militares durante decreto de Garantia da Lei e da Ordem (Glo) editado para a segurança dos Jogos Olímpicos de 2016
O chefe de comunicação do Comando Militar do Leste, o coronel Carlos Cinelli , afirmou que a presença de militares do Exército em algumas regiões do Rio de Janeiro poderá gerar incômodo, o que seria natural. Para ele, será necessária a compreensão da população.
"Algum desconforto vai existir. Uma revista, por exemplo, poderá gerar algum transtorno a moradores. O que, eventualmente, já ocorria antes", disse. Segundo o coronel, a presença dos militares do Exército será notada de fato após a anuência do Congresso, o que não impede que ações pontuais já aconteçam.

Reunião de autoridades
A presença de um blindado neste sábado (17), próximo ao Palácio Guanabara, chamou a atenção de quem passou pelo local, que recebeu o encontro do presidente Michel Temer, o governador Luiz Fernando Pezão e outras autoridades.
Na reunião, ficou decidida a criação do do Ministério de Segurança Pública . Eles também discutiram o planejamento para a intervenção militar, que foi determinada em decreto presidencial assinado nessa sexta-feira (16) e que ainda vai ser votado pelo Congresso Nacional na próxima semana.
O secretário de estado de segurança Roberto Sá foi afastado do cargo e o general Walter Braga Netto, que comanda o Comando Militar do Leste, foi nomeado interventor. Na prática, ele será o responsável pela segurança pública no estado enquanto durar a intervenção que, de acordo com o decreto, está prevista até o fim deste ano.
Ainda segundo Carlos Cinelli, operações que forem realizadas no curto prazo estavam planejadas antes da decisão. De acordo com o porta-voz, o decreto assinado pelo presidente da República não elimina outro que estava em vigor desde junho do ano passado, quando foi implantada uma missão de Garantia da Lei e da Ordem (Glo). "Eu diria que um decreto dá maior sustentabilidade ao outro."

Garantia da Lei e da Ordem
As missões de Glo só podem ser realizadas por ordem expressa do presidente da República. Elas ocorrem quando se avalia que houve esgotamento das estruturas tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem que colocam em risco a integridade da população e o funcionamento regular das instituições. Nestas situações, as forças armadas passam a atuar com poder de polícia até o restabelecimento da normalidade.
Os militares do Exército realizam prisões em caso de flagrantes criminosos, criam barreiras no tráfego e pedem documentos com intuito de fiscalização, apreendem armas e drogas, retém carteiras de motoristas que cometem infrações graves, etc. Decretos de GLO já foram editados, por exemplo, para garantir a segurança no Rio de Janeiro durante a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), em 2012, na visita do Papa Francisco à Jornada Mundial da Juventude, em 2013, na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016.
*Com informações da Agência Brasil
iG/montedo.com

RJ: intervenção pode ser inócua sem atos de guerra

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Cláudio Humberto
A intervenção na segurança pública pode não produzir os efeitos esperados a menos que o general Braga Netto, o interventor, entenda que as forças militares estarão em guerra e atue como preconiza o general Augusto Heleno, primeiro comandante das forças da ONU no Haiti, para quem seu primeiro ato deveria ser avisar que as pessoas armadas, como traficantes que se exibem com fuzis e metralhadoras, serão consideradas inimigas da sociedade e poderão ser alvejadas.

ESTADO DE DEFESA
O modelo de intervenção federal adotado no Rio só faz sentido, dizem os especialistas, se for um primeiro passo para o Estado de Defesa.

GLO REFORÇADA
O decreto de intervenção não passa de “GLO reforçada”, como a que vigorou até dezembro. É a sigla de Garantia da Lei e da Ordem.

CETICISMO
O general Heleno pede segurança jurídica, para que os militares não sejam alvo de processos, por cumprirem a missão de vencer o inimigo.

MOBILIDADE AÉREA
É essencial, diz Augusto Heleno, garantir ao interventor meios aéreos, como helicópteros armados, e forças especiais de elite disponíveis.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

17 de fevereiro de 2018

RJ: 'Não há decisões tomadas sobre os comandos das polícias Civil e Militar', diz general Braga Netto

Segundo o deputado estadual Carlos Osório, o general interventor chegou a classificar as especulações sobre a troca como 'fake news'
O general Braga Netto, interventor da segurança pública no Rio - Alan Santos
JEFERSON RIBEIRO
RIO - O general Braga Netto, interventor da segurança pública no estado, disse ao GLOBO que o foco de sua gestão inicialmente será a manutenção das ações da Operação Rio, que já está em andamento, inclusive com a ajuda das Forças Armadas. Na reunião com as autoridades políticas fluminenses e o presidente Michel Temer, neste sábado, no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, Braga apenas repetiu as declarações dadas anteriormente, informando que não há decisões tomadas sobre os comandos das polícias Civil e Militar e que ainda está fazendo o planejamento sobre os próximos passos da intervenção.
Segundo o deputado estadual Carlos Osório, o general chegou a classificar as especulações sobre a troca de comandos como “fake news“.
— O interventor disse que o planejmanto está sendo feito. E disse que era uma "fake news" essa notícia de que ele vai afastar todos os comandantes e que não tinha tomado decisão nenhuma. E que o planejamento está ainda sendo feito com relação à cadeia de comando — contou o parlamentar.
Braga Neto disse ao GLOBO que há dois momentos de sua gestão.
— São duas coisas distintas. Uma coisa é o planejamento que está sendo feito. Nós não vamos substituir a segurança pública. Nós vamos auxiliar ela a se estruturar. Essa é a primeira coisa — disse.
— E a segunda coisa são as ações da Operação Rio. Elas vão continuar — prosseguiu.
Questionado se essas ações são a prioridade no momento, ele disse: “exatamente”, ao sair do Palácio da Guanabara.
O Globo/montedo.com

Temer anuncia criação de Ministério Extraordinário da Segurança Pública

Após reunião com Pezão sobre a intervenção federal no Rio, o presidente afimou que a nova pasta também vai coordenar ações em todos os estados
Michel Temer e Pezão na chegada ao Palácio Guanabara - Alexandre Cassiano / Agência O Globo
CARINA BACELAR, MARCELA SOROSINI E CATARINA ALENCASTRO
RIO - O presidente Michel Temer disse após reunião com as autoridades estaduais no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, sobre a intervenção federal no Rio, que vai criar o Ministério Extraordinário da Segurança Pública. O presidente afirmou que nova pasta também vai coordenar ações em todos os estados.
— Não vamos parar por aí. Quero criar um Ministério Extraordinário da Segurança Pública, que não vai evidentemente invadir as competências e cada estado, mas vai coordenar as ações de segurança de todo o país. Isso vai acontecer muito brevemente. Na próxima semana, no mais tardar. Já conversei com o presidente da Câmara e do Senado. A reunião foi muito útil. Porque salientei lá que não basta um gesto da União, é preciso uma união de todos esforços. Não sem razão estavam aqui várias autoridades e setores da sociedade para discutir o assunto.
— Nós a decretamos (a intervenção) depois de uma conversa com o governador Luiz Fernando Pezão, que naturalmente concordou com a intervenção e vai prestar toda a colaboração necessária. Foi uma intervenção cooperativa. Seria intolerável continuar com a situação que está no Rio, porque ela cria um problema também para outros estados. Se as coisas desandam aqui, elas também tendem a desandar em outros estados. Nós não queremos isso. Queremos que o Rio de Janeiro, com medidas firmes e seguras, proteja os mais vulneráveis. Não foram poucas as mortes no Rio. Não apenas de policiais, mas de crianças e jovens, lamentavelmente. Queremos dar um fim nisso, e é para tanto é que nomeamos o interventor.
O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, considerou "muito positiva" o encontro com o presidente Michel Temer e autoridades fluminenses. Pezão garantiu que todas as entidades deram apoio ao decreto de intervenção federal na área de Segurança Pública.
— Foi ótima (a reunião), muito produtiva, com muitas entidades de classe, ONGs, empresários. (Deram) muito apoio — disse Pezão, em rápida conversa com O GLOBO.
Segundo um participante da reunião, o encontro foi protocolar, e o presidente Michel Temer não entrou em detalhes sobre a operação que será montada. Mas quis dar uma garantia para a equipe que entrará na intervenção, que mesmo que o decreto tenha que ser suspenso para a votação da reforma da Previdência, o pessoal que está trabalhando a partir de agora não será trocado.
— Como forma de dar segurança para a equipe que está entrando, o presidente Temer falou que se precisar suspender o decreto, a equipe será mantida — disse esse participante.
Um dos poucos detalhes dados durante o encontro, foi o de que o Exército entrará em algumas áreas da Região Metropolitana.
Temer e sua comitiva chegaram ao Rio por volta de 12h05m para o enconto, que teve a presença do general Sergio Etchegoyen, do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, além dos ministros da Justiça (Torquato Jardim), da Fazenda (Henrique Meirelles), da Defesa (Raul Jungmann), do Desenvolvimento Social (Osmar Terra) e o ministro da Secretaria-geral da Presidência da República, Moreira Franco.
Após viagem à Europa, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, reapareceu e também participou da reunião. O governador Luiz Fernando Pezão convidou prefeitos do interior e parlamentares. Também devem vir à reunião entidades como a Defensoria Pública, e a Comissão de Segurança da Alerj.
No entorno do Palácio Guanabara, militares das Forças Armadas, com fuzis e tanques, fazem patrulhamento do perímetro.
Antes da reunião, o chefe da comunicação do Comando Militar do Leste, coronel Frederico Cinelli, disse que ainda não se sabe se o interventor, coronel Braga Netto, vai nomear um novo secretário de segurança e uma nova cúpula para o setor.
Segundo o Comando Militar do Leste (CML), a presença dos militares nas ruas não faz parte da intervenção federal na segurança do Rio, mas devido à presença de Temer na cidade.
De acordo com o CML, as tropas foram deslocadas para pontos estratégicos como parte da segurança presidencial.

INTERVENÇÃO SE TORNOU EMERGÊNCIA, DIZ JUNGMAMM
Antes de embarcar para o Rio, na manhã deste sábado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que a questão da intervenção federal na Segurança Pública do Rio se tornou uma "emergência". Em conversa antes de embarcar para o Rio, juntamente com Temer, para a reunião sobre a intervenção, Jungmann admitiu que, se necessário, serão editadas normas complementares ao decreto assinado nesta sexta-feira, mas ressaltou que, por enquanto, o governo não pensa em fazer isso.
O GLOBO/montedo.com

General Etchegoyen: "Ameaça à democracia é a incapacidade das estruturas policiais de cumprir suas tarefas"

Em entrevista que reuniu também o ministro da Defesa, Raul Jungmann e o general Braga Filho, comandante da intervenção federal na segurança do RJ, o ministro chefe do GSI, general Sérgio Etchegoyen, foi enfático ao rechaçar os argumentos de que a ação poderia ser uma ameaça à democracia.
"As Forças Armadas jamais foram ameaça à democracia em qualquer tempo, depois da redemocratização!". "Me diga um momento em que nós tivemos alguma instabilidade?", desafiou Etchegoyen.
"Ameaça à democracia é a incapacidade das estruturas policiais, que são competências dos estados, não poderem cumprir suas tarefas", completou.

Não basta polícia no RJ, liderança política é fundamental, diz o general Santos Cruz

Não basta polícia no RJ, liderança política é fundamental, diz Secretário Nacional de Segurança
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General Santos Cruz é o Secretário Nacional de Segurança Pública
(Givaldo Barbosa/O Globo)
Luis Kawaguti
Do UOL, em Brasília
Para o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, Secretário Nacional de Segurança Pública, a intervenção federal no Rio de Janeiro deve vir acompanhada de uma mudança de atitude.
Santos Cruz recebeu a reportagem do UOL nesta sexta-feira (16) em Brasília, mesmo dia em que o presidente Michel Temer (MDB) determinou via decreto que o general Walter Braga Netto comandará as forças de segurança do Estado até o dia 31 de dezembro.
Na avaliação do Secretário, as forças de segurança, isoladamente, não serão capazes de reverter a crise no Estado. Para Santos Cruz, será preciso ter lideranças políticas fortes que façam uma boa administração e mobilizem também o Judiciário e o Ministério Público para resolver a crise.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública é um órgão do Ministério da Justiça que, entre outras tarefas, define estratégias e políticas federais de segurança e integra as forças policiais dos Estados.
Santos Cruz está à frente da pasta há 10 meses. Antes disso ocupou posições importantes no Exército no Brasil e comandou duas missões de paz da ONU.
Ele estava no comando da missão de paz no Haiti quando as forças da ONU debelaram os rebeldes que ainda controlavam territórios em Porto Príncipe, em 2007. Seis anos depois, liderou as forças da ONU na campanha militar que, ao lado do Exército da República Democrática do Congo, na África, venceu o movimento rebelde M23 e outros grupos paramilitares.
Ele também é consultor da ONU, para quem fez um estudo para reduzir a mortalidade de soldados. Neste mês, entregou ao governo Temer uma série de propostas para a elaboração da Política Nacional de Segurança Pública, que é a base de um futuro Plano Nacional de Segurança Pública do Brasil.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.
UOL - Como o senhor vê essa proposta de intervenção no Rio de Janeiro?
General Carlos Alberto dos Santos Cruz - Essa intervenção não é uma intervenção no Estado do Rio de Janeiro como um todo, é uma intervenção só nos componentes da Segurança Pública: Polícia Civil, Polícia Militar, perícia. Então é uma intervenção parcial para um problema que é muito amplo no Rio de Janeiro.
Então tem que se analisar para ver se vai ter o efeito esperado, tendo em vista que ela está caracterizada como sendo apenas em uma parte do todo.

UOL - Na prática, o que pode acontecer de diferente de outras ações do passado? Pode haver ações mais ativas das Forças Armadas?
Santos Cruz - Com intervenção ou sem intervenção, tudo depende de como atuar no problema. Não é simplesmente porque decretou intervenção que você vai ter uma mudança de situação. A mudança de situação vai vir de uma mudança de
postura. 

UOL - Que mudanças precisam ser feitas no Rio de Janeiro?
Santos Cruz – Eu vejo que uma situação que se deteriorou a esse ponto... Essa deterioração vem de um longo tempo. Então você tem uma fraqueza em vários pilares institucionais e esse reforço tem que ser feito em todas as áreas. Você não pode achar que só com o componente policial você vai reverter a situação em que se encontra, não só no Estado do Rio, mas alguns outros também.
Então quando a gente fala do componente policial, militar e de força armada, nós estamos falando de um dos componentes da segurança pública. Normalmente se entende como segurança pública como a polícia e agora, apoiada ou apoiando, a força armada. E não é. A segurança pública é muito mais do que isso.
Você tem que ter também modificações na área político-administrativa, onde infelizmente em alguns locais, como no caso do Rio, um caso muito específico também, o princípio da autoridade foi destruído. No momento em que você tem exgovernadores presos ou liberados por decisão judicial, respondendo processo, etc.
No momento em que você tem pessoas da Assembleia Legislativa, de expressão, ou presos ou respondendo processos, onde você tem pessoas do Tribunal de Contas, tudo isso daí colabora para uma destruição do princípio da autoridade, então a população fica extremamente insegura, as instituições ficam todas inseguras, porque na sociedade o governo é fundamental para dar uma estabilidade social.
Então toda essa desestruturação ao longo de muito tempo levou a uma situação caótica. E nessa situação caótica, você tem que atuar em todas essas áreas. Têm que aparecer lideranças que levantem a voz e mobilizem a vontade da população, motivem as polícias, façam boa administração, deem exemplo administrativo, mobilizem também as ações do Judiciário, do Ministério Público. Então tem que haver uma liderança para catalisar todos esses componentes sociais e a população.

UOL- Só esperando as próximas eleições para ter isso?
Santos Cruz - Acredito que essa necessidade vai ser a motivação da população no processo eleitoral. A população vai se mover pela necessidade premente que ela tem hoje de ter mais confiança, de se sentir mais segura.

UOL - Qual a relação da criminalidade no Estado com o criminoso que está com o fuzil numa favela?
Santos Cruz - Para chegar num nível desses de crime e de liberdade para o crime, de você ver todo dia em filmagens de Whatsapp e de Facebook bandidos armados, 30, 40 bandidos, sem nenhum cuidado nem de proteger o rosto, transmitindo visivelmente a sensação de impunidade que eles têm, é porque você teve uma deterioração que pegou todos os campos da vida social.
Essa liberdade tem que ser contida. O elemento criminoso tem que saber que a polícia, ou no caso a força armada no caso de GLO (operação de Garantia da Lei e da Ordem) ou intervenção representa a lei, representa a sociedade, representa as leis que a sociedade decidiu viver, então não pode dar essa liberdade para os grupos criminosos. Agora, infelizmente, você tem essa situação ao longo de muitos anos, chegou nesse ponto, porque se não tem associação, ao menos tem um efeito muito consequente entre a corrupção e o crime.

UOL - O senhor fez recentemente um plano para a ONU sobre como aumentar a segurança dos militares nas missões de paz. O sr. vê elementos que podem ser usados no Rio ou em outras realidades brasileiras ou é uma conjuntura diferente? Recentemente um suspeito foi filmado com um fuzil perto de um quartel da Marinha no Rio. O senhor fala no seu plano que para a ONU a segurança não deve ficar dentro dos muros das bases, ela tem que extrapolar, ir atrás das ameaças, não ficar numa postura defensiva. O senhor vê algum paralelo com a questão de segurança pública no Rio ou no Brasil?
Santos Cruz - Na parte de força é exatamente a mesma coisa, é iniciativa. A força regular que representa a lei tem que ter iniciativa, ela tem que estar motivada.

UOL - Poderia acontecer cena dessas de um militar num quartel ver uma pessoa com um fuzil na rua... O quartel poderia irradiar segurança?
Santos Cruz - Sem dúvida nenhuma, isso é inadmissível. É inadmissível um criminoso portar uma arma de guerra, onde na legislação internacional ele perde o status de civil. Isso é inadmissível, seja na frente de um quartel, seja na frente da polícia, seja na frente de qualquer comunidade. Não é porque está na frente de quartel, na frente de qualquer sociedade, no âmbito do bairro dele isso é
inadmissível.

UOL - Então as forças de segurança têm que tomar uma atitude mais ativa?
Santos Cruz - Não só as forças de segurança. Forças de segurança, o governo, Ministério Público, a Justiça, todos têm que tomar uma postura muito mais ativa para não dar essa ideia de impunidade ou de liberdade para o criminoso.

UOL - A postura mais ativa pode significar uma postura mais robusta de ir atrás da ameaça ao invés de esperar a ameaça chegar?
Santos Cruz - Sem dúvida nenhuma, é fundamental que a iniciativa esteja com as forças legais. Que a iniciativa seja do Estado.

UOL - Não pode trazer efeitos colaterais (mortes de civis)?
Santos Cruz - O treinamento, a inteligência, o bom treinamento, o bom equipamento ele diminui muito o dano colateral. Você tem dano colateral porque você não tem o equipamento certo, você não tem a informação certa, você não tem o treinamento correto às vezes, então com um bom equipamento, com um bom treinamento você diminui muito a possibilidade do dano colateral. Uma boa orientação da população, tudo isso você reduz muito o dano colateral. E não tem problema de legislação, a legislação ampara as ações do Estado.
UOL/montedo.com

"Exército terá poderes para restaurar tranquilidade" no Rio, afirma Temer

Presidente convocou "homens e mulheres de bem" em cadeia nacional de televisão e rádio
Presidente convocou
Presidente convocou "homens e mulheres de bem" em cadeia nacional de televisão e rádio
Foto: Beto Barata / PR / Divulgação CP

O presidente da República, Michel Temer, deu explicações sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro, numa transmissão em cadeia nacional de rádio e televisão. "O Exército terá poderes para restaurar a tranquilidade do povo", salientou o presidente sobre a situação no Rio.

"Tomo medida extrema pois assim exigiram as circunstâncias", reforçou Temer. "O governo tomará ações duras e todas as medidas necessárias para combater o crime organizado e as quadrilhas", acrescentou o mandatário.
Ele também convocou a população no geral a dar apoio nas ações de segurança. "Contamos com todos os homens e mulheres de bem ao nosso lado", relatou. "Já resgatamos o país da sua pior resceção. Agora, é hora de estabelecer a ordem. Unidos trazemos segurança ao povo brasileiro", garantiu.
Desde o início desta manhã, a cúpula do Exército esteve reunida em Brasília discutindo detalhes da intervenção. Com a medida, o comando das forças de segurança pública do Rio de Janeiro ficará a cargo do Exército. "As forças armadas estarão unidas. Nossos presídios não serão mais escritórios de bandidos, nem nossas praças continuarão a ser salão de festa para o crime organizado", destacou Temer.
O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, reconheceu que sem o apoio do governo federal não conseguiria vencer "a luta contra a criminalidade". "Só com a Polícia Militar e Civil, não estamos conseguindo deter a guerra entre facções no nosso estado. Ainda tem um componente grave, que são as milícias. Para momentos extremos, como estamos vivenciando, precisamos muito dessa intervenção", afirmou.

Confira o pronunciamento na íntegra:



CORREIO DO POVO/montedo.com

Comandante do Exército diz que intervenção exigirá "sacrifícios" e pede decreto complementar


General Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército brasileiro
General Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército brasileiro
Luis Kawaguti
Do UOL, em São Paulo
Em um comunicado destinado a todas as unidades militares do país, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, determinou que todos os esforços do Exército convirjam para a concretização da intervenção federal no Rio de Janeiro. Ele disse também que a solução da crise exigirá sacrifícios.
O documento diz que Villas Boas "em face da gravidade da crise, entende que a solução exigirá comprometimento, sinergia e sacrifício dos poderes constitucionais, das instituições e, eventualmente, da população."
O comandante afirma ainda que analisou os impactos sobre o Exército da decisão da Presidência de nomear o general Walter Souza Braga Netto como interventor na área de segurança do Rio de janeiro. Ele determinou que todos os esforços da entidade sejam direcionados para ajudar o general a cumprir a missão.
Braga Netto é Comandante Militar do Leste, o mais alto posto do Exército no Rio. 
O comunicado também diz que Villas Boas pediu à Presidência que alguns pontos do processo de intervenção sejam detalhados e regulamentados em um decreto complementar.
Nesta sexta-feira, o presidente Michel Temer assinou um decreto determinando que as forças de segurança do Rio passem a ser comandadas pelo general Braga Neto com o objetivo de resolver a crise de violência que assola o Estado.
É a primeira vez que a medida é adotada desde o estabelecimento da Constituição de 1988.
UOL/montedo.com

Leia abaixo a íntegra do comunicado interno do Exército:

Incumbiu-me o Senhor Comandante do Exército de informar à Força o que se segue:
1. O Sr. Presidente da República, no uso de suas atribuições constitucionais, nomeou Interventor Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro, o General de Exército Walter Souza Braga Netto, Comandante Militar do Leste.
2. O Comandante do Exército, após reunião com o Alto-Comando do Exército, analisou os impactos dessa decisão para a Força Terrestre e determinou que todos os esforços convergissem para a concretização da missão atribuída ao Oficial-General.
3. O Comandante do Exército, acompanhado pelo General Braga Netto, foi recebido pelo Sr. Presidente da República em audiência nesta tarde, onde foram apresentados alguns pontos que devem ser detalhados e regulamentados em Decreto Presidencial complementar.
4. O Comandante do Exército, em face da gravidade da crise, entende que a solução exigirá comprometimento, sinergia e sacrifício dos poderes constitucionais, das instituições e, eventualmente, da população.
Gen Div OTÁVIO SANTANA DO RÊGO BARROS
Chefe do Centro de Comunicação Social do Exército

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