26 de abril de 2018

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Cruzeiro do Sul (AC) - moradora mais antiga da localidade de Ramal 2, dona Idemê Pedroza , de 83 anos, hasteia a Bandeira Nacional (Soldado Anísio/EB)

À FEB, a Pátria agradece!

Paulo Afonso (BA) - Foi realizada na última terça-feira (24) na Câmara de Vereadores uma Moção de Aplausos e entrega do Título de Cidadão Pauloafonsino ao ex-integrante da Força Expedicionária Brasileira - FEB - Sr. Acilon Gomes dos Santos.
O Sr. Acilon incorporou nas fileiras do Exército em 23 de novembro de 1943, no então 14º Regimento de Infantaria em Jaboatão dos Guararapes - PE. Ele foi considerado o melhor atirador de metralhadora Madsen da unidade.

Porto Alegre: justiça determina que Avenida da Legalidade volte a se chamar Castelo Branco

Mudança no nome de uma das principais avenidas de Porto Alegre começou a ser discutida em 2011
Arte ZH
LUCAS ABATI
Por quatro votos a um, desembargadores da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça consideraram ilegal a lei que alterou o nome da Avenida Castelo Branco para Avenida da Legalidade e da Democracia. Com isso, a avenida volta a ter o nome anterior.
A sessão do TJ aconteceu na tarde desta quinta-feira (26), e julgou recurso impetrado pelo Partido Progressista (PP). A mudança no nome de uma das principais avenidas de Porto Alegre começou a ser discutida em 2011 e foi aprovada em 2014. Desde então, vereadores ingressaram com recursos no Tribunal de Justiça, por considerarem o rito de aprovação da lei ilegal.
No recurso, o PP argumentou que a lei do então vereador Pedro Ruas e da vereadora Fernanda Melchionna (ambos do PSOL) não tem validade porque foi feita pelo rito errado na Câmara Municipal, com número de votos inferior ao necessário para a aprovação.
O projeto foi aprovado por maioria simples, como é requerido para a denominação normal de ruas. Mas, segundo o recurso, teria sido preciso dois terços do plenário (24 votos) — maioria qualificada, votação necessária para alterar nomes de logradouros.
GAÚCHAZH./montedo.com

FAB intercepta avião próximo à fronteira com a Bolívia por suspeita de tráfico

Ação faz parte da Operação Ostium para coibir ilícitos transfronteiriços, na qual atuam em conjunto a Força Aérea Brasileira, a Polícia Federal e órgãos de segurança pública
FAB intercepta avião próximo à fronteira com a Bolívia por suspeita de tráfico
A-29 Super Tucano, caça da Força Aérea Brasileira (FAB) Foto: Sgt Johnson/FAB
Roberto Godoy e Fatima Lessa, O Estado de S.Paulo
A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou na manhã desta quarta-feira, 25, uma aeronave suspeita de tráfico. A ação ocorreu 150 quilômetros ao norte de Corumbá (MS), próximo à fronteira com a Bolívia.
Um helicóptero com um grupo armado seguiu para o local. Na missão, foi utilizado um avião modelo A-29 Super Tucano e um avião-radar E-99.
A ação faz parte da Operação Ostium para coibir ilícitos transfronteiriços, na qual atuam em conjunto a Força Aérea Brasileira, a Polícia Federal e órgãos de segurança pública.
Segundo informações da assessoria da FAB, a ação seguiu todas as medidas de policiamento do espaço aéreo, incluindo o tiro de aviso, até chegar na última medida prevista: o tiro de detenção que foi disparado e atingiu a aeronave.
De acordo com a nota da FAB, o piloto de defesa aérea seguiu o protocolo das medidas de policiamento do espaço aéreo brasileiro, conforme estabelece a Lei 7565/1986, interrogando o piloto do bimotor, mas não obteve resposta. Nesse momento, a aeronave foi classificada como suspeita.
Após a execução do tiro de detenção, a aeronave, que não tinha plano de voo, fez pouso forçado em um lago localizado na área do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, e a Polícia Federal está no local para realização das medidas necessárias
A FAB também participa da ação com o envio de um helicóptero H-60 Black Hawk e de militares especializados em busca e salvamento.
No início de março, outro caça A-29 Super Tucano interceptou um avião no espaço aéreo do Mato Grosso (MT). Um bimotor com mais de 500 quilos de cocaína, vindo da Bolívia, sobrevoava a região de Nova Fernandópolis.
Três aeronaves de defesa aérea A-29 Super Tucano e um avião radar E-99 foram utilizados para monitorar e interceptar o avião. Um helicóptero da Polícia Militar do Mato Grosso foi acionado e transportou a equipe da Polícia Federal para fazer a abordagem da aeronave no solo.

Sargentão!

Sabe aquela expressão "sargentão"?
Pois é...

25 de abril de 2018

Imagem do dia

Pistóia (Itália) - Cerimônia no Monumento Votivo Militar Brasileiro reverencia os 465 heróis da FEB mortos em combate
(Sutenente Edmilson/EB)

A “reação” do Exército

Resultado de imagem para ordem do mérito militarO Exército resolveu cassar a Ordem do Mérito Militar entregue a cerca de vinte políticos, de diferentes partidos, condenados no mensalão.
Em 2016, foi retirada dos mensaleiros a Medalha do Pacificador.
Lula e sua turma devem estar apavorados. (risos)

O Antagonista/montedo.com

General Villas Bôas é internado em hospital de Brasília

O comandante do Exército foi internado às 6h desta quarta-feira (25/4); seu estado de saúde não foi divulgado pelo hospital

Resultado de imagem para officialHellen Leite
O comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas, de 66 anos, foi internado nesta quarta-feira (25/5), no Hospital Santa Helena, na Asa Norte. Ele teria chegado ao local por volta das 6h. Segundo informações do hospital, não há autorização para a divulgação da causa da internação ou sobre o estado de saúde de Villas Bôas.
Segundo o Exército, o comandante realizou "procedimento gástrico eletivo" e terá alta nesta quarta, retornando ao trabalho na quinta-feira (26/4). Não foi informado se o procedimento tem relação com a doença neuromotora de Villas Bôas.
O general declarou, em outras oportunidades, que sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa que, em estado avançado, limita os movimentos do corpo. Villas Bôas já apareceu em algumas entrevistas usando bengala ou em uma cadeira de rodas.
CORREIO BRAZILIENSE/montedo.com

Nota do Centro de Comunicação Social do Exército

NOTA À IMPRENSA - 25 DE ABRIL DE 2018
O General Eduardo Dias da Costa VILLAS BÔAS, Comandante do Exército, realizou procedimento gástrico eletivo, no Hospital Santa Helena, Brasília – DF, em 25 de abril de 2018. O Gen VILLAS BÔAS terá alta nesta mesma data, retornando às suas atividades amanhã.
Outros esclarecimentos poderão ser obtidos junto ao Centro de Comunicação Social do Exército, por intermédio dos telefones (61) 3415-5303/6103 ou pelo e-mail imprensa@ccomsex.eb.mil.br.
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO
EXÉRCITO BRASILEIRO
BRAÇO FORTE – MÃO AMIGA

Lula não quer ir para quartel do Exército

Miguel Schincariol
Miguel Schincariol | AFP
JULIANA BRAGA
Lula e seu entorno se preocupam com a possibilidade de ele ser transferido para uma sala do quartel do Exército em Curitiba.
Se na Superintendência da PF as condições de visita já são restritas, há o receio de que no Exército seja ainda mais.
Na superintendência, o ex-presidente tem elogiado o tratamento recebido, com respeito e simpatia.
Se pudesse escolher mesmo, Lula preferiria ir para São Paulo, mais próximo de líderes petistas e da família. Mas isso, claro, se fosse garantido a ele o tratamento digno de um ex-presidente, isolado de presos perigosos. Algo semelhante ao que lhe foi assegurado na PF, mas com menos isolamento.
Lauro Jardim (O Globo)/montedo.com

Aos moldes do Exército: general quer criar "mestrado das polícias", no RJ

Secretário de Segurança do Rio quer criar 'Mestrado das Polícias'
Encontro na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército
Encontro na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército | Divulgação
Ancelmo Góis
Ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), aquela que fica na Praia Vermelha, na Urca, o secretário de Segurança do Rio, Richard Nunes, quer transformar em mestrado o recém-lançado Curso Superior de Polícia Integrada, em parceria com a UFRJ - hoje, ele é uma pós-graduação.
As turmas de Educação das polícias e do Exército estão trocando figurinhas. É que, na Eceme, há tantos cursos de mestrado quanto de doutorado.
O Globo/montedo.com

24 de abril de 2018

Ex-coronel condenado pelo desvio de cerca de R$11 milhões do Exército no Rio é preso

Sede do Comando Militar do Leste
Sede do Comando Militar do Leste Foto: Agência O Globo / Marcia Foletto
Policiais Rodoviários Federais prenderam o coronel reformado do Exército, Márcio Domeneck Salgado, condenado a sete anos de prisão pela participação de um esquema de corrupção que desviou R$10,8 milhões do Exército no Rio, neste domingo. O coronel foi preso na rodovia Rio-Teresópolis.
A ação ocorreu por volta das 16h, próximo ao quilômetro 84 da rodovia, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, durante uma operação de rotina. O militar foi abordado e após consultas aos sistemas foi constatado que havia um mandado de prisão expedido pela Justiça Militar pendente contra ele.
Domeneck foi apontado em investigações realizadas em 2011 como integrante de um esquema de corrupção juntamente com outros oficiais. Ele e outros quatro emitiam ordem bancária para o favorecimento ilícito de "laranjas" e depois sacavam o dinheiro. O coronel Aírton Quintella de Castro Menezes, apontado como coordenador do esquema, foi condenado a 10 anos de prisão. Os outros dois envolvidos, o capitão Adílson Alves Pinheiro e o sargento Luís Alberto Caldeira dos Santos tiveram a pena atenuada por terem confessado o crime. Eles vão cumprir sete anos de prisão.
O militar reformado foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, que providenciou a custódia do preso. As Forças Armadas conduziram o coronel à unidade prisional correspondente.

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STM CONDENA DOIS CORONÉIS, UM CAPITÃO E UM SARGENTO DO EXÉRCITO POR DESVIO DE R$ 10 MILHÕES
Na condenação, o STM lembrou que a fraude começava nos processos administrativos da eram montados na seção competente e remetidos para a área de finanças, chefiada pelo coronel, onde era realizada a alteração de dados e a confecção das ordens bancárias. Os documentos eram então encaminhados ao banco com os dados de “laranjas”, os quais, por sua vez, eram ligados a alguns dos acusados. Os “laranjas” deixavam cheques “em branco” assinados com os membros da quadrilha para saque e distribuição dos valores recebidos indevidamente.
EXTRA/montedo.com

Não queremos intervenção, "somos legalistas", diz novo Comandante Militar no Sul

Resultado de imagem para general miottoÁUDIO: Não queremos intervenção, "somos legalistas", diz novo comandante militar no Sul
Em entrevista ao programa Estúdio Gaúcha, general Geraldo Miotto frisou que o rumo do país depende das urnas

BRUNO PANCOT
Futuro comandante do Exército no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, o general Geraldo Antônio Miotto afirmou, nesta segunda-feira (23), que é contrário à intervenção militar. Em entrevista ao programa Estúdio Gaúcha, Miotto atribuiu os pedidos de intervenção à confiança da população nas Forças Armadas, mas frisou que o rumo do país depende das urnas.
- Nós não queremos isso, somos legalistas - afirmou o general sobre os pedidos de intervenção.
Questionado sobra a proposição do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para que o Exército assuma a duplicação de 50 quilômetros da BR-116, entre Guaíba e Barra do Ribeiro, o general indicou que a corporação deverá colaborar nas obras.
- O Exército sempre tem interesse nas necessidades da comunidade - assinalou Miotto, frisando que o Exército tem batalhões ferroviários e engenheiros capacitados.
O general tomará posse à frente do Comando Militar do Sul na próxima quinta-feira (26). Miotto destacou o combate ao narcotráfico e ao contrabando como prioridades do Exército na área fronteiriça dos três Estados do Sul do Brasil.
- A gente tem condições de fazer uma grande repressão contra todo esse ilícito - afirmou.

Ouça a entrevista completa do general Miotto:


GAÚCHAZH./montedo.com

Jungmann cobra dados e ameaça represar dinheiro para segurança do Rio

Ministro pede que estados compartilhem dados sob pena de não receberem repasse
Policial militar para veículos na av. Pastor Martin Luther King Jr, zona norte do Rio
Policial militar para veículos na av. Pastor Martin Luther King Jr, zona norte do Rio
 Danilo Verpa - 21.fev.18/ Folhapress
Marina Dias
BRASÍLIA - O ministro Raul Jungamn (Segurança Pública) ameaça impedir o repasse de dinheiro ao Rio e aos estados que não compartilharem com o governo federal em até 30 dias os dados sobre criminalidade. Nesta segunda-feira (23), Jungmann escreveu e enviou uma carta a todos os governadores do país, pedindo que eles dividam com a União os números sobre segurança pública, sistema prisional e drogas de 2016 e 2017. Caso contrário, avisa o ministro, os estados não receberão a verba que o presidente Michel Temer pretende destinar à área, nem mesmo os recursos do Fundo Penitenciário ao qual todas as unidades da federação têm direito. A ideia inicial era mandar o documento apenas aos estados que não contribuíram com os dados na primeira chamada do governo federal — em 26 de fevereiro—, quando os secretários de segurança pública foram informados de que teriam que atualizar o Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisional e sobre Drogas) com os balanços de 2016 e 2017. O prazo se encerrou há quase um mês e, segundo apurou a Folha, o Rio, sob intervenção federal na segurança desde fevereiro, não deu sua contribuição de forma satisfatória. Estados como Goiás e Pará compartilharam apenas 60% dos números e o Acre, por exemplo, foi o que mais atualizou o sistema.
De acordo com o texto assinado por Jungmann, os governadores que não cumprirem a exigência até 25 de maio não receberão a verba para a segurança este ano. "Na ausência do envio de dados por parte dos entes federados beneficiários, não é possível planejar e executar ações e programas por meio do repasse de recursos. Nesse contexto, o Ministério Extraordinário da Segurança Pública estará impossibilitado de continuar transferindo recursos aos Estados que não disponibilizarem informações ao Sinesp", diz a carta à qual a Folha teve acesso. O objetivo é induzir os estados a enviarem os números o quanto antes para que o Ministério de Segurança Pública, criado há mais de dois meses, consiga finalmente elaborar e apresentar um plano para a área. "Informo que os estados que não estiverem com a implantação de dados atualizados no Sinesp ficarão impedidos de firmar convênios com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, inclusive com recursos oriundos de emendas parlamentares impositivas (individuais e de bancada)", completa a carta do ministro. 

DINHEIRO NOVO
Jungmann acredita que o o governo vai editar nos próximos dez dias a medida provisória que destinará um montante do Orçamento para a segurança pública — e é este o dinheiro que ele ameça não repassar os governadores que não contribuírem com o Sinesp. A MP, porém, ainda não foi editada e havia divergência quanto aos valores —inicialmente Jungmann queria pelo menos R$ 4 bilhões, mas a área econômica do governo não havia conseguido fechar um projeto que contemplasse esse montante. A equipe de Jungmann acredita que os governadores poderão ter acesso aos detalhes da MP até a semana que vem e, assim, agilizarem o compartilhamento de dados.
FOLHA DE SÃO PAULO/montedo.com

23 de abril de 2018

A ditadura na academia e o golpe de 2018

O aliciamento ideológico é feito diariamente em grande parte das escolas e universidades do Brasil

Resultado de imagem para golpeCarlos Maurício Ardissone*
É bastante duro, para não dizer impossível, ser ao mesmo tempo liberal e professor de Ciências Sociais no Brasil. Vida inglória a do professor que leciona num curso de humanidades e ousa proclamar-se publicamente “de direita”. O professor de Ciência Sociais que ousa questionar a cartilha marxista-gramsciana predominante e se recusa a se comportar como um intelectual orgânico em sala de aula enfrenta duras penas: é tachado de reacionário por muitos colegas, torna-se alvo de risadinhas e fofocas na sala de professores e frequentemente é punido com a perda de disciplinas e prejudicado em bancas de seleção para muitas universidades públicas por não integrar nenhuma das panelinhas ideológico-partidário-sindicais que dominam os corpos docentes nessas instituições.
Digo isso por experiência própria. Em 2004, durante um evento universitário alusivo aos 40 anos do golpe de 64, arrisquei-me a questionar os propósitos democráticos e libertários dos grupos que apoiavam João Goulart e dos que, após a tomada do poder pelo militares, organizaram a insurgência armada. Tinha ao meu lado opiniões de alguns historiadores e cientistas sociais e entrevistas de ex-integrantes das fileiras da resistência. Esclareci então que não propunha esse olhar para justificar nada a respeito da ditadura militar. Mas de nada adiantou. Fui alvo da reação agressiva e verborrágica de um dos integrantes da mesa (um professor mais experiente) que comparou o cenário do pós-64 com o de uma “guerra” para buscar uma justificativa moral para atos guerrilheiros de grupos armados, mesmo os que, sabidamente, atingiram civis inocentes, que nada tinham que ver com a repressão. Na plateia, outros professores apoiaram a reação do colega e vieram me censurar ao final do colóquio e revelar desapontamento comigo. Corria o ano de 2004, era professor universitário havia pouco mais de três anos e desde então me retraí para evitar ser repelido.
Esse singelo episódio é uma boa ilustração do ambiente repressivo que, diariamente, constrange inúmeros professores liberais, aos quais é imposta uma lei de silêncio quase marcial, por causa do temor de possíveis retaliações. São professores que dependem exclusivamente do magistério para sobreviver e, por essa razão, não podem expor abertamente o que pensam em redes sociais, em congressos, em seminários, em entrevistas de emprego ou em processos seletivos, especialmente para instituições públicas.
Não me referi à sala de aula porque esta merece uma atenção especial. Para os professores marxistas-gramscianos, a sala de aula é um espaço de desenvolvimento do pensamento crítico. Até aí, nada demais. Quem poderia discordar disso? O problema começa quando passam a pregar para os alunos que a única forma de aprender a ser crítico é a partir do receituário conceitual e ideológico em que acreditam. Daí para a doutrinação é um pulo, uma mera formalidade. Por mais maduros e esclarecidos que os jovens de hoje sejam, quem consegue resistir criticamente ao sonho de mudar o mundo e de corrigir todas as injustiças existentes, a começar pelas diferenças de classe? Quem resiste a culpar algo (o capital) ou alguém (o imperialismo americano, a burguesia, etc.) pelas mazelas universais? Funciona à perfeição o “canto da sereia”. E professores doutrinadores sabem como tirar proveito.
Para muitos dos professores marxistas-gramscianos, a impossibilidade de neutralidade axiológica representa, parafraseando o slogan de James Bond, uma “licença para doutrinar”. Funciona como uma espécie de álibi ou salvo-conduto para exercer sua militância travestida de atividade pedagógica, sem nenhum peso na consciência. Como estão convictos de que conhecem intimamente a fórmula para a redenção da humanidade e de que detêm o monopólio da virtude, naturalizam o processo de aliciamento ideológico que diariamente é realizado em grande parte das escolas e universidades do Brasil. Convocam alunos para passeatas e panfletagens de partidos, candidatos e sindicatos, sem a menor cerimônia. Pressionam-nos a se envolver e a apoiar agendas de movimentos sociais de esquerda, dentro e fora da sala de aula. Tudo sem jamais oferecer contrapronto digno de nota e confiança, nos conteúdos que supostamente cumprem como profissionais de magistério.
Diante de ambiente tão inóspito, não surpreende que em 2018 muitos cursos sobre o “golpe de 2016” estejam sendo oferecidos em universidades brasileiras. O panfletarismo ganha aparência de ciência normal nas mãos de professores-militantes. Regras das mais básicas da metodologia científica como a de não tratar hipótese como tese são simplesmente ignoradas.
Numa rede social, cometi a ousadia de transmitir a um professor que divulgava um desses cursos minhas restrições a tratar como inconteste que o impeachment de 2016 foi um golpe. Expus que o mínimo a esperar, como ponto de partida, seria garantir espaço para o contraditório a partir de uma pergunta inicial que poderia coincidir com o título do curso – por exemplo, “O impeachment de 2016: normalidade institucional ou golpe?”. Tal atitude permitiria que adeptos das duas versões pudessem dialogar e confrontar suas posições, chegando às suas próprias conclusões, sem maiores direcionamentos. Ainda mencionei as opiniões de um amplo leque de juristas, historiadores, escritores, jornalistas e intelectuais em geral, do Brasil e do exterior, para os quais o impeachment foi um ato perfeitamente legal e constitucional.

Recebi respostas muito “delicadas e receptivas” que prefiro não descrever aqui. Mas, se não foram das mais elegantes, revelaram-me claramente o que acontece quando narrativas com interesses específicos são elevadas ao patamar de História e ganham status acadêmico. O golpe é aqui e agora.
* DOUTOR E MESTRES EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS PELA PUC-RJ
O Estado de S.Paulo/montedo.com

O zap não perdoa ninguém...


Jorge sentou praça na Cavalaria...

Nota do editor
O texto vale como registro da data, porém não reflete minha opinião pessoal ou crença.

SÃO JORGE PADROEIRO DA CAVALARIA
Leandro Sicorra Wilemberg
Foi um santo muito popular até o século IV. Ao que me parece, nasceu no ano 303. O beato, Jacob del Voragine, conta na Lenda Áurea que São Jorge era um cavaleiro cristão cujas origens estão na Copadócia. Certa vez cavalgava pela Provísia de Lídia e chegou a uma cidade chamada Silene, que, nas proximidades, tinha um pântano e nele um dragão que espalhava o terror em toda região. A população havia se reunido para matá-lo, mas a ferocidade do animal não permitia qualquer aproximação. Para que não atacasse a cidade todos os dias eram-lhe dados cordeiros como alimentos; quando já não havia cordeiros, seres humanos eram forçados a servi-lhe de refeição. As vítimas eram escolhidas por sorteio. Quando São Jorge chegou à cidade, a filha do rei havia sido sorteada. Como não houve voluntários para substituí-la, ela foi de encontro ao dragão vestida de noiva. Mas o santo se antecipou e o atravessou com uma lança. Imediatamente, pediu à princesa seu cinto. Amarrando-o ao pescoço do monstro, que, ainda estava vivo. Entregou-o à jovem que levou o monstro prisioneiro para a cidade.
O povo, cheio de medo, preparava-se para fugir, mas São Jorge lhes dizia que bastava crer em Jesus Cristo e se batizar para que o dragão morresse. O rei e seus súditos obedeceram e se batizaram. O monstro morreu. Foi preciso usar quatro carros de boi para transportar a fantástica figura para longe. O rei ofereceu grandes riquezas à São Jorge, mas este lhe pediu que as desse para os pobres.
São Pedro Damião, num sermão durante a festa de São Jorge, disse: “nosso Santo passou na verdade de uma milícia a outra, trocou sua posição de oficial de um exército terreno pela profissão militar de Cristo e, como bom soldado, primeiro se desfez dos bens terrenos, distribuindo-os aos pobres; e, assim, livre, protegido pela couraça da fé, entrou como grande lutador de Cristo, na sua mais árdua batalha.” São Pedro Damião não fala do dragão, mas acrescenta: “o bem-aventurado Jorge, inflamado no fogo do Espírito Santo, defrontou-se com o perverso rei o venceu de todos os males bem como dos que lhe viviam em torno, elevando assim o ânimo dos soldados de Cristo para trabalhar com coragem.”
Este perverso rei é aquele que, provavelmente, se identifica com o famoso dragão. Historicamente, São Jorge não foi somente um militar de cavalaria, mas também, um mártir cristão, pois foi decapitado por Daciano durante uma das inúmeras perseguições feitas aos cristãos. Segundo os registros da época de São Jorge, sabemos que nela se registraram as cruéis perseguições por ordem de Diocecliano e Maximiliano. São Jorge, para encorajar os que vacilavam na fé, começou a gritar em praça publica: “todos os deuses e cavaleiros são demônios. Mas meu Deus, que criou o céu e a terra, é o verdadeiro Deus.”
Daciano, o magistrado, mandou prende-lo. Primeiro tentou demovê-lo das esperanças com ofertas, como sejam: promoções militares, riquezas. Mas foi tudo em vão! Ordenou, então, aos carrascos que o açoitassem e o torturassem com ferro em brasa. Mas, durante a noite, Deus curou as feridas do valente cavalariano. Daciano ordenou a um mago que preparasse uma bebida para envenenar o Santo. Entretanto, essa não fez efeito. O Mago se converteu ao cristianismo e morreu como mártir.
O tirano tentou matar São Jorge esmagando-o entre duas pedras ásperas e submergindo-o num caldeirão de chumbo derretido. Foi tudo em vão!
Ao ver isto, Daciano recorreu novamente as promessas. São Jorge fingiu que estava disposto a oferecer sacrifícios aos ídolos. Todo o povo se reuniu para assistir à rendição daquele que, valentemente, havia atacado esses deuses.
São Jorge passou a orar até que desceu do céu uma chama e consumiu os ídolos e sacerdotes pagãos e a terra se abriu para tragá-los. A mulher de Daciano, que havia assistido à cena, se converteu. Entretanto, cheio de ira pelo fato, Daciano mandou decapitar o Santo. A sentença foi executada sem dificuldade, mas quando Daciano retornava do local de execução foi consumido pelo fogo que desceu do céu. Entende-se que aqui há história a lenda. Mas, historicamente, São Jorge foi um santo que morreu mártir da fé e, também, foi um corajoso soldado de cavalaria.
POR ISSO, É O PADROEIRO DE CAVALARIA!
Revista do Exército Brasileiro, Vol.133, 2o trimestre de 1996 (Facebook)

21 de abril de 2018

A história se repete: reajuste dos militares pode ser adiado para fechar contas de 2019

Resultado de imagem para aumento dos militaresSegundo o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, para tentar impedir a paralisação da máquina administrativa e dos investimentos públicos no ano que vem, o governo vai ter de postergar para 2020 o reajuste dos servidores públicos previsto para 2019. 
A medida deve incluir os 6,28% para os  militares das Forças Armadas, que seriam concedidos em janeiro, como última parcela do reajuste concedido em 2016.
Com informações do Estado de São Paulo

BR 116 Sul: Dnit chama Exército para retomar obra parada há mais de um ano no RS

Dnit vai oficializar proposta para Exército retomar parte da duplicação da BR-116
Obras no trecho entre Guaíba e Barra do Ribeiro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, estão paradas há mais de um ano porque construtora enfrenta dificuldades financeiras
JOCIMAR FARINA
Porto Alegre (RS) - O Comando Militar do Sul será apresentado na próxima segunda-feira (23) à proposta do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para que o Exército conclua um trecho de 50 quilômetros da duplicação da BR-116, entre Guaíba e Barra do Ribeiro.
Wagner Zacher / Sindilojas Costa Doce / Divulgação
Municípios da zona sul do RS alertam que 30 pessoas morreram no trecho da BR-116 no último ano
Wagner Zacher / Sindilojas Costa Doce / Divulgação
Caberá ao Exército analisar o orçamento e os trabalhos a serem executados. Caso a instituição aceite a proposta, há chance de mobilização na obra ainda no primeiro semestre. A conclusão do trecho necessita de mais um ano e meio de serviço.
No Estado, o Exército vem operando na manutenção da BR-116, na região de Vacaria. O Dnit está contratando uma nova empresa para atuar na rodovia, e o Batalhão de Engenharia de Construção do Exército passará a atuar na conservação da BR-285. No país, a instituição trabalha nas obras da BR-101 no Nordeste e na transposição do Rio São Francisco.
A duplicação do trecho entre Guaíba e Barra do Ribeiro era de responsabilidade da construtora Constran. Porém, em recuperação judicial, a empresa não tem conseguido obter o seguro garantia para retomar o contrato com o Dnit. A segunda opção seria relicitar toda a obra, mas essa alternativa acarretaria mais de um ano de espera.
Diante do impasse, o departamento cogitou chamar a segunda colocada na licitação. No entanto, os serviços que ainda precisam ser executados são pouco atrativos devido à baixa rentabilidade, uma vez que a concorrência é de 2010.
As obras no trecho estão paradas há um ano e quatro meses. Desde maio de 2013, 62% dos serviços foram realizados na região. Ainda faltam concluir o viaduto de Barra do Ribeiro, a travessia urbana de Guaíba e a pavimentação de 24 quilômetros.
Já os trabalhos no lote 2 estão paralisados desde o começo de 2016. No local, 70% do serviço foi realizado — resta, ainda, a terraplenagem e a pavimentação de todo lote.

Ritmo lento
A duplicação dos 211 quilômetros entre Guaíba e Pelotas caminha a passos lentos. O baixo ritmo das obras, junto com o reajustamento, faz com que até o percentual de execução diminua. Dados atualizados indicam que a duplicação está 58,7% pronta. Esse percentual havia chegado a 60% meses atrás.
Com 58,7% das obras concluídas, a duplicação está paralisada em mais da metade dos nove lotes. Por isso, os recursos liberados para 2018 estão sendo investidos naqueles que estão em andamento: o 4 (Camaquã), o 5 (Camaquã), o 6 (Cristal) e o 7 (São Lourenço do Sul).
Em 2012, a previsão de investimento para duplicar 211,22 quilômetros (sem contar o contorno de Pelotas) era de R$ 868,9 milhões. Hoje, cálculos atualizados apontam que a obra custará R$ 1,3 bilhão, um aumento de R$ 478,3 milhões.
Já foram investidos R$ 791 milhões desde 2012. Para concluir a duplicação faltam ainda R$ 556 milhões.
GAÚCHAZH./montedo.com

Coreia do Norte garante encerrar testes de mísseis e artefatos nucleares

Guinada nas relações exteriores do país deverá ter encontro de Kim Jong-Un com Trump
Guinada nas relações exteriores do país deverá ter encontro de Kim Jong-Un com Trump | Foto: KCNA / AFP / CP
Guinada nas relações exteriores do país deverá ter encontro de Kim Jong-Un com Trump | Foto: KCNA / AFP / CP
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, anunciou a suspensão dos testes nucleares e de mísseis, assim como o fechamento das instalações de provas atômicas, informou neste sábado a agência de notícias norte-coreana KCNA. "A partir de 21 de abril, a Coreia do Norte deterá seus testes nucleares e seus lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais.
Pyongyang "fechará as instalações de testes nucleares no norte do país para demonstrar sua promessa de suspender os testes nucleares", confirmou a agência sul-coreana Yonhap. "Como já comprovamos a efetividade das armas nucleares, não necessitamos realizar mais testes nucleares ou lançamentos de mísseis de médio ou longo alcance, ou de mísseis balísticos intercontinentais", declarou Kim em um evento do Partido, segundo a KCNA. "As instalações nucleares do Norte completaram sua missão", acrescentou Kim na reunião do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia.
O regime norte-coreano promoveu durante anos uma política de "desenvolvimento simultâneo" nos âmbitos militar e econômico, recordou Kim, afirmando que agora a Coreia do Norte é um Estado poderoso. "O partido e toda a Nação deverão se concentrar agora no desenvolvimento da economia socialista. Esta é a nova política estratégica do partido", declarou Kim ao Comitê Central.
O presidente americano, Donald Trump, saudou o anúncio de Kim como "uma ótima notícia para a Coreia do Norte e para o mundo". "Grande progresso", tuitou. A Coreia do Sul celebrou a decisão, qualificada de "avanço significativo" para a "'desnuclearização' da península coreana". "Isto criará um entorno muito positivo para o sucesso das iminentes cúpulas entre as Coreias e com os Estados Unidos".
O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, saudou "uma iniciativa de futuro", mas destacou que "o ponto importante é saber se esta decisão levará ao abandono completo do desenvolvimento nuclear e de mísseis de maneira comprovável e irreversível". "Queremos vigiar isto de perto". Já o ministro japonês da Defesa, Itsunori Onodera, declarou que "não pode estar satisfeito" com uma declaração na qual Kim não menciona "o abandono dos mísseis balísticos de curto e médio alcance", que ameaçam o Japão. Itsunori Onodera acrescentou que o Japão não modificará sua política de pressão sobre o regime norte-coreano até "o abandono definitivo das armas de destruição em massa, armas nucleares e mísseis".
Pyongyang obteve rápidos progressos tecnológicos em seus programas de armas nos últimos anos, provocando duras sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU, dos Estados Unidos, da União Europeia, de Coreia do Sul e de outros países. No ano passado, o regime norte-coreano realizou seu sexto teste nuclear, o mais potente até a data, e lançou mísseis capazes de atingir o território americano.
O anúncio, que os Estados Unidos aguardavam há tempo, é um passo crucial no rápido degelo diplomático que experimenta a península coreana. A revelação chega menos de uma semana antes da cúpula entre Kim e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, na Zona Desmilitarizada que divide a península, e semanas antes do encontro entre o líder norte-coreano e o presidente americano, Donald Trump.
CORREIO do POVO/montedo.com

Quais são as poderosas armas de que dispõem os atores-chave do conflito na Síria

Ataque de 2017 contra a Síria
Destróieres da Marinha americana foram usados em 2017 para lançar 59 mísseis Tomahawk contra a base aérea siria de Shayrat (Getty Images)
O bombardeio por parte dos Estados Unidos e de seus aliados, França e Reino Unido, a vários pontos estratégicos do governo de Bashar al-Assad na Síria, no fim de semana passado, aumentou o clima de tensão que existe entorno desse país entre Rússia e essas potências do Ocidente.
Essa ação foi uma resposta ao suposto ataque com armas químicas a Douma, cidade nos arredores de Damasco, cuja autoria tanto o presidente francês, Emmanuel Macron, quanto a primeira-ministra britânica, Theresa May, atribuíram ao regime de Assad.
A ameaça de bombardeio iminente feita por Donald Trump na semana anterior já havia criado uma enorme tensão política e militar devido ao apoio do presidente russo, Vladimir Putin, ao governo sírio.
Depois do ataque, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse à BBC que a situação entre Moscou e as potências ocidentais está pior do que aquela vivenciada durante a Guerra Fria.
A situação está longe de ser resolvida – não se pode afastar o risco de uma escalada. Cabe então saber: quais são as armas conhecidas de que dispõem os principais atores desse ambiente de tensão?

Estados Unidos: orçamento de defesa de US$ 600 bilhões
No bombardeio à Síria no fim de semana, os Estados Unidos usaram vários de seus navios de guerra localizados no Mar Vermelho, no Golfo Pérsico e no Mediterrâneo oriental.
Entre eles estavam o USS Monterrey, o USS Laboon, o USS Higgins e o submarino USS John Warner. Além disso, Washington conta em seu arsenal com o destróier USS Donald Cook, um tipo de navio de guerra concebido para escoltar navios maiores e defendê-los contra agressores.
capacidade bélica EUA na Síria
Há um ano, foram exatamente dois destróieres da Marinha americana no Mediterrâneo que lançaram 59 mísseis Tomahawk contra a base aérea síria Al Shayrat, localizada na província de Homs.
Washington afirmou que essas instalações serviram para armazenar armas químicas usadas no ataque contra uma cidade naquela província, controlada por opositores do governo do presidente Bashar al-Assad, apenas 72 horas antes.
Devido ao seu design e capacidade de voar em baixa altitude, os Tomahawks usados são muito difíceis de detectar. Além disso, emitem pouco calor e por isso não podem ser descobertos por sistemas infravermelhos.
mísseis de cruzeiro
Uma porta-voz do Pentágono disse que, durante o ataque do último fim de semana, forças americanas, francesas e britânicas dispararam 105 mísseis e que todos atingiram o alvo – algo que a Rússia e a Síria negam. De qualquer forma, muitos desses mísseis eram Tomahawk.
Os Estados Unidos também possuem uma grande frota de caças-bombardeiros em seus porta-aviões no Golfo Pérsico. São aviões capazes de cumprir tanto missões de interceptação e combate aéreo como também de realizar ataques com bombas e/ou foguetes a alvos terrestres.
Segundo o Pentágono, dois aviões Lancer B-1 dispararam mísseis ar-terra durante o bombardeio.
A maior base militar dos EUA no Oriente Médio está no Catar, onde há caças F-16 e aviões A10, que podem entrar em ação com relativa rapidez.
O F-16 é conhecido por ser um dos aviões de guerra mais confiáveis e eficazes do mundo. Tem um alcance de cerca de 3.220 quilômetros, o que permite a ele permanecer em zonas de combate por mais tempo que outras aeronaves.
Caças F-16
Os EUA dispõem de caças F-16, que estão entre os aviões de guerra mais confiáveis e eficazes do mundo (AFP)
Os EUA dispõem de caças F-16, que estão entre os aviões de guerra mais confiáveis e eficazes do mundo
Os Estados Unidos também dispõem de bombardeiros B-52, que em outras ocasiões foram usados para atacar alvos na região.
Em Kobane, pequena cidade curda no norte da Síria, Washington usou uma base aérea para levar equipamentos e tropas a bordo dos aviões de transporte militar C130 e C17, que são grandes o suficiente para carregar pequenos aviões e helicópteros em seu interior.

Rússia: orçamento de defesa de US$ 69 bilhões
Capacidade bélica da Rússia na Síria
O aviso da Rússia de que iria responder a qualquer ataque dos Estados Unidos colocou em dúvida se seu avançado sistema antiaéreo S-400, ainda que não testado, poderia ser usado em um confronto.
Ele foi implantado na Síria depois que um caça russo foi abatido ali, mas até agora só havia servido como instrumento de dissuasão.
O Pentágono afirma que não há elementos que sugiram que as defesas antiaéreas russas tenham sido usadas no fim de semana.
No entanto, o Ministério da Defesa da Rússia disse que a Síria conseguiu derrubar 71 dos 103 mísseis disparados pelas potências ocidentais.
O S-400 pode lançar três tipos de mísseis e diz-se que é capaz de enfrentar todos os alvos aéreos, incluindo aviões e mísseis, com velocidade e eficiência notáveis, em um raio de 400 km – o que, em essência, permitiria dar cobertura à maior parte da Síria.
Moscou assegura que o sistema tem grandes capacidades para derrubar até mesmo os chamados aviões "invisíveis", cuja tecnologia os torna indetectáveis por radar.
Tipos de defesa da Rússia
Detectar objetos, avaliar potenciais ameaças e lançar mísseis para destruir mísseis estão entre suas funcionalidades. O sistema pode guiar até 12 mísseis simultaneamente e perseguir até seis alvos ao mesmo tempo.
Martin S Navias, do Departamento de Estudos de Guerra da universidade King's College, de Londres, explica que os ataques aéreos geralmente buscam neutralizar as defesas terra-ar de um país, mas, nesse caso, o sistema russo representa um obstáculo.
O alcance do S-400 se estende além do espaço aéreo da Síria, o que significa que os alvos podem ser abatidos antes mesmo de entrar no território sírio. No entanto, alguns analistas questionam as capacidades de interceptação desse sistema russo.
Moscou também tem vários tipos de aeronaves na Síria: os bombardeiros Sukhoi-24, os Sukhoi-25, caças polivalentes, aviões de transporte, navios de espionagem e helicópteros de combate.
Muitos deles estão ou foram estacionados na base aérea de Hmeymim, de onde a Rússia lança seus ataques contra os grupos rebeldes sírios.
O Kremlin disse no passado que usou o submarino Rostov-on-Don, a partir do Mediterrâneo, para lançar mísseis Kalibr contra alvos em território sírio.
Também disparou foguetes contra o grupo extremista autodenominado Estados Islâmicos a partir de navios de guerra localizados no mar Cáspio.

Reino Unido: orçamento de defesa de US$ 50 bilhões
Os britânicos mantêm aviões de combate em uma base em Chipre, que podem entrar em ação a qualquer momento.
Há no local oito aviões Tornado supersônicos. Ainda que se trate de um modelo que entrou em operação pela primeira vez em 1982, eles recentemente foram equipados com sistemas para o lançamento de mísseis de precisão.
O Ministério da Defesa britânico afirmou que quatro desses Tornados participaram do bombardeio à Síria no sábado passado.
capacidade bélica do Reino Unido na Síria
Os caças-bombardeiros Typhoon também estão operando na região e serviram para realizar vários ataques no Iraque nos últimos anos. Estes navios lançam bombas guiadas por laser Paveway 4 e mísseis Brimstone.
O Reino Unido também possui uma frota de aviões não tripulados no Oriente Médio, incluindo dez drones Reaper, que foram usados para missões no Iraque e na Síria.
O MQ-9 Reaper é um drone capaz de subir até 15.240 metros e tem autonomia de voo de 1.850 km. Está equipado com mísseis Hellfire.
As aeronaves de vigilância Rivet Joint, que podem operar sob quaisquer condições climáticas, também estão prontas para ser usadas na região.

França: orçamento de defesa de US$ 34 bilhões
No total, a França disparou doze mísseis no sábado passado. Além dos três de cruzeiros navais, os outros nove projéteis saíram de caças franceses, em uma ofensiva em que foram mobilizados cinco Rafale, quatro Mirages 2000-5, dois aviões de reconhecimento Awacs e cinco aviões de abastecimento que decolaram de bases na França.
O país colocou os caças-bombardeiros Mirage e Rafale em bases aéreas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.
Essas aeronaves, que podem portar bombas guiadas por laser de 250 quilos, foram usadas para atacar o Estado Islâmico na Síria e no Iraque.
O Rafale é o principal trunfo de ataque aéreo da França e foi usado contra o Estado Islâmico tanto na Síria quanto no Iraque
Paris não poderá dispor de seu porta-aviões nuclear Charles de Gaulle, que havia sido enviado anteriormente à região, porque ele está em manutenção.
No entanto, a França tem marinheiros e aviadores a bordo do navio de Guerra Americano USS George H.W. Bush, que participa de missões de treinamento e operações conjuntas.

Síria: orçamento de defesa de US$ 2 bilhões
O sistema de defesa aérea da Síria foi duramente atingido pelos recentes ataques de Israel, mas continua sendo uma ameaça para qualquer avião de guerra, já que seus mísseis ainda são suficientemente rápidos para derrubá-los.
O sistema já costumava ser altamente capaz, composto principalmente de mísseis do tipo S-200, e foi recentemente atualizado para incluir armas russas como os foguetes SA-22 e SA-17.
O S-200 usam combustível líquido e estão projetados para voar a velocidades de até Mach 8, ou seja, até oito vezes mais rápido que a velocidade do som. Eles são guiados até o alvo por radar e, uma vez que o alcançam, detonam seus 217 kg de carga explosiva.
A Síria também dispõe de uma variedade de sofisticados sistemas de radares chineses.
Da Base Aérea de Shayrat – que tem duas pistas de pouso de 3 km de extensão, além de dezenas de hangares, edifícios e armazéns –, a Força Aérea da Síria opera seus caças-bombardeiros Su-22 e MiG-23.
No entanto, grande parte da frota é obsoleta e requer manutenção significativa para conservar sua capacidade ofensiva.
Segundo as autoridades russas, para enfrentar o bombardeio do fim de semana, as forças sírias usaram sistemas de mísseis antiaéreos S-125, S-200, Buk e Kvadrat.
Elas asseguraram que esses sistemas, por exemplo, teriam permitido a interceptação de 12 mísseis de cruzeiro disparados pelas potências ocidentais contra o aeroporto militar sírio de Al Dumayr, segundo o site de notícias estatal russo Sputnik.
BBC/montedo.com

20 de abril de 2018

Para FHC, Villas Bôas disse o que todo mundo diz: a impunidade não pode prevalecer!

Resultado de imagem para fhcEm entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu sua interpretação sobre a manifestação pelo Twiter do Comandante do Exército, General Eduardo Villas Bôas, às vésperas do julgamento do habeas-corpus de Lula pelo STF:

"Melhor que os militares não falem. Alguns ameaçaram, o chefe do Exército não fez isso. Basicamente, foi uma mensagem interna corporis. Ele falou antes que outros falassem coisas mais desabusadas. Não considero que a declaração ... tenha sido uma ameaça. Ele disse o que todo mundo diz: a impunidade não pode prevalecer, a Constituição diz isso. Ele não disse ‘condene fulano e beltrano’."
O Twitter de Villas Bôas que gerou polêmica:


Bomba da Segunda Guerra é desarmada em Berlim

Bomba da Segunda Guerra é desarmada em Berlim
Especialistas da polícia alemã trabalham durante as operações para desativar a bomba da época da Segunda Guerra - dpa/AFP
AFP
As forças de segurança de Berlim desarmaram com sucesso nesta sexta-feira uma bomba britânica de 500 kg da época da Segunda Guerra Mundial após evacuar parte do centro da capital alemã.
Tratou-se de uma das mais importantes evacuações em massa ocorridas no centro da cidade desde 1945 para permitir a desativação de uma bomba.
“Bom trabalho! A bomba foi desarmada. Todo mundo pode voltar ao seu prédio”, escreveu no Twitter a polícia de Berlim, compartilhando uma foto da bomba sendo retirada e colocada em um palet de madeira.
O artefato, encontrado por operários de uma obra no coração da capital alemã, havia sido classificado de seguro pela polícia.
Mas as autoridades decidiram evacuar todos os prédios em um perímetro de 800 metros ao redor do lugar em que a bomba foi achada.
A polícia local se assegurou que todos os moradores abandonassem suas casas antes que a operação fosse iniciada.
Segundo a polícia, foram cerca de 10.000 pessoas retiradas do local.
Os berlineses tiveram de se adaptar à situação, mesmo os que moram longe da zona afetada.
Fortes perturbações foram registradas nos transportes pelo fechamento da principal estação de trem da cidade, utilizada diariamente por 300.000 pessoas e situada dentro do perímetro da evacuação.
Os trens não puderam parar na zona afetada, cujos acessos foram fechados pela polícia.
“Não sabia nada sobre esta bomba”, declarou Yamamoto, um turista japonês procedente de Nagoya, surpreso com os procedimentos de evacuação.
O tráfego foi completamente interrompido, pois também foram fechadas as estações de bondes, ônibus e metrô.
A operação de desativação obrigou à evacuação de diversos prédios públicos, como o ministério da Economia, dos Transportes, um hospital militar, o gigantesco complexo em obras dos Serviços de Inteligência (BND), o Museu de Arte Contemporânea Hamburger Bahnhof e o Museu da Medicina.
“A bomba de 500 kg, que não explodiu na época, mede cerca de 110×45 cm, portanto é um objeto bastante imponente, que, potencialmente, pode causar muitos danos à cidade. Por isso, estamos sendo muito prudentes, usando profissionais altamente qualificados”, explicou um porta-voz da polícia berlinesa, Winfrid Wenzel.

– Impressionante, não excepcional –
Por mais impressionante que pareça a operação de evacuação, a Alemanha está acostumada a essas situações, já que as descobertas de bombas da Segunda Guerra são muito correntes no país.
Os artefatos lançados pelos aliados durante o conflito e que não explodiram causam sempre operações impressionantes.
A maior evacuação deste tipo desde 1945 aconteceu em setembro de 2017, em Frankfurt, onde foi descoberta uma enorme bomba britânica com uma carga explosiva de 1,4 tonelada. Cerca 65.000 habitantes se viram afetados pela operação de retirada.
Apesar de, no geral, ser possível desativar esses artefatos, em alguns casos é preciso proceder a uma explosão controlada.
Berlim sofreu intensos bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial – principalmente na primavera boreal de 1945 – que destruíram um terço dos prédios da cidade e deixaram dezenas de milhares de mortos.
Desde então, foram descobertas milhares de bombas e, segundo os especialistas, cerca de 3.000 artefatos continuam ocultos no subsolo berlinês.
A parte da cidade afetada pela retirada nesta sexta-feira é uma zona que cresceu muito desde a queda do Muro de Muro de Berlim em 1989.
Situado perto da antiga fronteira entre as partes oriental e ocidental de Berlim durante a Guerra Fria, o bairro acolheu, depois da reunificação, vários ministérios, administrações, escritórios e embaixadas.
O lugar onde a bomba foi encontrada está a algumas centenas de metros do centro político e turístico da cidade, em particular do ministério das Relações Exteriores e do Reichstag, a sede do Parlamento alemão.
ISTO É/montedo.com

19 de abril de 2018

Em vídeo, Mourão reafirma apoio e adverte Bolsonaro: "Te prepara para um jogo duro e difícil!"

Curitiba (PR) 17/3/18 - Falando aos diplomados da Escola Superior de Guerra na sede do Clube dos Sub-Tenentes e Sargentos do Exército, o general Hamilton Mourão alerta Bolsonaro: "Te prepara para um jogo duro e difícil!"

Dia do Exército! Dia de todos nós.

Dia 19 de abril, Dia do Exército.
Ruben Barcellos

Há uma raça de homens que se embrenha nas matas, guiados mais pelo sentimento do dever do que mesmo pela orientação de suas bússolas. Buscam sinais de fronteiras, pontos marcados em cartas, povoações e brasileiros isolados pelas distâncias abissais. Nunca desistem da missão recebida; e os objetivos alcançados, não raras vezes, revelam marcas de sangue em suas pegadas. 
Esses militares...

Há uma raça de homens que se dispõe a servir à Pátria, guiados mais pelo civismo do que mesmo pela ambição da glória. Buscam ser soldados, onde a coragem os amarra à boca do canhão, irmanados pelo juramento ao símbolo maior – a Bandeira – cuja honra, integridade e instituições - defenderão com o sacrifício da própria vida. 
Esses militares...
Há uma raça de homens que usa farda, guiados mais pelo desejo de serem iguais do que mesmo pela vaidade de serem únicos. Buscam orientar, formar, aperfeiçoar e conduzir outros homens que chegam pra dividir tarefas ou chegam apenas por alguma fração de tempo. Nessa entrega e nessa troca de experiências, todos ganham o tempo todo, crescendo juntos, engrenagens da mesma máquina de fazer cidadãos. 
Esses militares...
Há uma raça de homens que frequentemente se muda, guiados mais pela necessidade do serviço do que mesmo pela sua necessidade pessoal. Buscam galgar os degraus da carreira, promissora meta que não oferece riqueza nem poder, mas a certeza da escolha como vocação e meio de vida. 
Esses militares...
Há uma raça de homens que são submetidos a constantes provas, guiados mais pelo aprimoramento da profissão do que mesmo pelo desafio de ser cada vez melhor. Buscam arrastar pelo exemplo, porque entendem que o caminho se faz – caminhando. 
Esses militares...
Há uma raça de homens, herdeiros de Guararapes - sangue e sinais de Fernandes Vieira, Vidal de Negreiros, Henrique Dias, Filipe Camarão - renascidos dignamente em Caxias, Osório, Sampaio, Mallet, Cabritta, Bittencourt, Zeca Netto, Bento Gonçalves...Todos eles reconhecidamente heróis, brasileiros por nascimento ou escolha, grandes espíritos da guerra e do enfrentamento, corajosos ao extremo, levando o patriotismo acima de todas as paixões - excepcionais soldados e homens fora do comum. 
Esses militares...

Dia do Exército.
Dia de todos nós.

Após dois dias de buscas, corpo de sargento da Marinha é encontrado em rio no Amapá

Encontrado corpo de sargento desaparecido em rio
O sargento Jânio Guimarães, de 43 anos, foi localizado no início da tarde desta terça-feira (17)
O sargento Jânio Guimarães, de 43 anos, foi localizado no início da tarde desta terça-feira (17)
Mazagão (AP)  - Equipes do Corpo de Bombeiros e da Marinha localizaram, no início da tarde desta terça-feira (17), o corpo do sargento da Martinha que estava desaparecido desde o último domingo (15), na região do Rio Vila Nova, próximo ao município de Mazagão.
O corpo de Jânio Guimarães Carvalho, de 43 anos, estava submerso e subiu para a superfície no fim da manhã, a cerca de 500 metros do local onde o acidente ocorreu.
De acordo com informações repassadas por amigos ao Corpo de Bombeiros, o sargento estava passeando com amigos, por volta das 16h do último domingo, quando caiu da embarcação e não foi mais visto.
As buscas começaram no dia seguinte, por volta das 6h, e só terminaram no fim do dia. A hipótese é de que o sargento tenha se afogado logo após cair da embarcação.
A Polícia Técnica do Amapá (Politec) foi acionada para remover o corpo do sargento. Até as 13h, a Marinha e o CBM continuavam no local para aguardar a chegada de parentes do militar que vieram do Rio de Janeiro para acompanhar as buscas.
SelesNafes.com/montedo.com

Imagem do dia


Em Ordem do Dia, Exército cita "defasagem salarial em relação às demais carreiras"


Na Ordem do Dia comemorativa ao Dia do Exército, a Força Terrestre tratou de inserir alguns conceitos e opiniões importantes sobre o atual contexto político e social do País. 
Confira os principais trechos da nota:

Sacrifício
“Essa caminhada [do Exército] não tem sido fácil e registra, como agora, diversos momentos de crise, que exigem da sociedade sacrifício, entendimento e coesão.”

Defasagem salarial
“Nossa Força Terrestre caminha em meio a dificuldades e desafios, entre os quais estão um orçamento aquém dos imperativos de suas missões e a defasagem salarial de seus soldados em relação às demais carreiras de Estado, obstáculos que não desviam os militares do propósito de estar, exclusivamente, dedicados e prontos para defender a Pátria.”



Crime, corrupção e ideologização são ameaças reais à democracia
“Não podemos ficar indiferentes aos mais de 60 mil homicídios por ano; à banalização da corrupção; à impunidade; à insegurança ligada ao crescimento do crime organizado; e à ideologização dos problemas nacionais. São essas as reais ameaças à nossa democracia e contra as quais precisamos nos unir efetivamente, para que não retardem o desenvolvimento e prejudiquem a estabilidade. O momento requer equilíbrio, conciliação, respeito, ponderação e muito trabalho.”

Eleições e comprometimento dos novos governantes
“Nas eleições que se aproximam, caberá à população definir, de forma livre, legítima, transparente e incontestável, a vontade nacional. Definido o resultado da disputa, unamo-nos como Nação. Será esse o caminho para agregar valores, engrandecer a cidadania e comprometer os governantes com as aspirações legítimas de seu povo.”

Equívoco conceitual
“O Exército” – diz a nota- “prefere não adotar os conceitos de sociedade civil e sociedade militar”. Aqui, o texto incorre em um equívoco conceitual muito comum: a expressão ‘sociedade civil’ não se contrapõe a  ‘sociedade militar’ e sim a  ‘sociedade de Estado’.


Exército resgata 20 passageiros após ônibus passar uma semana atolado no sul do Amazonas

Exército resgata 20 passageiros após ônibus passar uma semana atolado na BR-319, no AM
Cerca de 10 pessoas já tinham conseguido caronas para retornar a Manaus.
Ônibus ficou atolado em trecho da BR-319 considerado o mais crítico (Foto: Reprodução/TV Amazonas)
Ônibus ficou atolado em trecho da BR-319 considerado o mais crítico (Foto: Reprodução/TV Amazonas)
Por G1 AM
Um ônibus com passageiros passou uma semana atolado no interior do Amazonas, durante uma viagem pela rodovia BR-319, que liga Manaus a Porto Velho (RO). Vinte pessoas estavam no local desde o dia 11 de abril e foram resgatados nesta quarta-feira (18), pelo Exército.
O pedido de ajuda foi encaminhado para o Comando Militar da Amazônia (CMA), que enviou ao local uma equipe da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, localizada no município de Humaitá, a 590 km de Manaus, na manhã de terça-feira (17).
Antes da chegada do Exército, outros 10 passageiros que estavam no ônibus tinham conseguido retornar para Manaus por meio de caronas. As pessoas que continuaram na estrada se alimentaram de doações de quem passavam pela rodovia.
Segundo o autônomo Elessandro Amaral da Cunha, a esposa e o filho seguiram viagem na quarta-feira (11) para visitar um parente que estava doente. Ele pagou R$ 480 por duas passagens.
A viagem normalmente dura cerca de um dia, mas seis dias depois os familiares de Cunha ainda não tinham chegado à capital de Rondônia.
O autônomo afirmou que a última vez que tinha conseguido contato com a esposa foi no dia da partida. Cunha disse que ficou sabendo do incidente por outro passageiro que conseguiu carona até Manaus.
“Recorri a qualquer informação que eu obtivesse aqui na empresa e a única coisa que eles respondiam era que o ônibus havia quebrado”, disse Cunha, ao afirmar que registrou boletim de ocorrência e deve entrar com ação na Justiça.

Infraestrutura
Durante o inverno amazônico, a situação da rodovia, que não é asfaltada, fica mais crítica. O trecho do meio da rodovia, que tem mais ou menos 400 km, é considerado o mais complicado.
O responsável pela empresa de ônibus afirmou à Rede Amazônica que havia enviado um outro ônibus para resgatar os passageiros.
O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) informou que mantém equipes na rodovia, e que durante o período de chuvas alguns trechos são interditados.
G1/montedo.com

RJ: intervenção já apresenta resultados

INTERVENÇÃO JÁ APRESENTA RESULTADOS
Resultado de imagem para intervenção no rj
Imagem: BBC Brasil
Roberto Freire*
Engana-se quem diz que a intervenção federal no Rio de Janeiro se deu às pressas, resultado de algum ímpeto presidencial para buscar reconhecimento junto à população, quando dos festejos de Momo.
Quero lembrar a vocês as declarações do Ministro Torquato Jardim, no final de outubro do ano passado, ao jornalista Josias de Souza.
Ele disse que as autoridades federais diagnosticavam que o governador Pezão não mais controlava a PM, cuja cúpula já estava associada ao crime organizado.
Falou também que as milícias cresciam celeremente sua participação no narcotráfico, em detrimento do crime organizado tradicional.
O Ministro da Justiça avaliou que a situação fluminense só começaria a mudar quando houvesse troca no comando político no Estado.
Foi uma comoção, com veementes protestos de autoridades locais e até federais, algumas das quais hoje se encontram nas malhas da Justiça.
Alguns críticos e opositores da intervenção argumentam que não houve um plano detalhado.
Como poderia haver, se toda a cadeia de comando dos órgãos e corporações responsáveis pela Segurança Pública no Rio de Janeiro estava em mãos comprometidas e detinham e manipulavam as informações necessárias a qualquer planejamento?
Diz-se, no Nordeste, que um saco fica de pé pela cabeça.
Foi necessário um ato presidencial que decretasse a intervenção na segurança pública fluminense, para que tivesse início a reversão desse quadro.
O general Braga Netto, nomeado interventor diretamente ligado à Presidência da República, iniciou a troca de comandos na Secretaria de Segurança Pública, nas cúpulas da PM e da Polícia Civil e na administração penitenciária. Houve, a partir daí acesso a informações realistas, despidas do róseo que antes era pintado, em flagrante contraste com a percepção que as sociedades fluminense e brasileira tinham do que se passava no Rio de Janeiro.
Decorrem cerca de dois meses, desde que o general Braga Netto assumiu a intervenção.
Os resultados já são sentidos, tais como as prisões inéditas na cúpula anterior da segurança pública no Estado, a nomeação de novos dirigentes e a reorganização mínima dos efetivos.
Tão somente no próprio curso dos acontecimentos poderia ter sido obtido um diagnóstico verdadeiro e ser feito um planejamento com os pés colados no chão, dotado de credibilidade.
E, não menos importante, deu-se início à reorganização das polícias e da administração penitenciária, bem como da Secretaria Estadual de Segurança Pública, com base nos servidores públicos insuspeitos de comprometimento com o crime organizado.
Ressalto algo inédito, no período, a prisão de uma centena e meia de milicianos, no começo deste mês, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.
Nesse meio tempo e em grande parte em reação à intervenção federal, aconteceu a covarde e brutal execução da vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Silva.
Decorrem pouco mais de 5 semanas do crime hediondo. As investigações correm em segredo e prosperam.
As provas materiais obtidas pelo trabalho de inteligência da Polícia Civil fluminense, com forte apoio federal, apontam na direção das milícias, informam as autoridades da intervenção.
Vale destacar o comportamento das pessoas mais próximas a Marielle Franco, como sua companheira de vida, a arquiteta Mônica Thereza Benício, a família da ex-vereadora e alguns de seus correligionários do PSOL fluminense.
Ainda bem que eles têm adotado uma postura correta em relação às apurações do atentado. Denunciam o crime como um atentado político à democracia e exigem rápida e profunda apuração, ao mesmo tempo em que colaboram com as investigações.
Tal comportamento vai na contramão da estultice de setores da esquerda, incluída a direção nacional do próprio partido da ex-vereadora, que se posiciona contra a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro e até pede sua anulação no Supremo Tribunal Federal.
O objetivo da intervenção federal é o de reorganizar e reaparelhar o aparato estatal repressivo fluminense para o combate efetivo ao crime organizado, tanto aquele oriundo do tráfico tradicional, quanto a nova praga, que se espalha, as milícias. Tendo em mente tal finalidade, há avanços inequívocos.
Um dos mais importantes efeitos da intervenção federal no Rio de Janeiro é a construção das condições políticas, materiais, metodológicas e de inteligência, para que o Ministério Extraordinário da Segurança Pública possa atuar em unidade com governos estaduais na repressão eficaz ao crime organizado, sem que necessariamente se replique a intervenção federal em outras unidades da Federação.
O caminho do enfrentamento do crime organizado, no Rio de Janeiro e no conjunto do país, é longo e passível de sérias turbulências.
Torço para que não aconteçam no Rio de Janeiro e no Brasil novos atentados, expressão tresloucada de um crime organizado que começa a ser posto em xeque.
Com honestidade intelectual, não há outra conclusão possível, senão a de que avança em eficácia a intervenção federal no Rio de Janeiro, sobre um terreno minado e muito complexo.
*Presidente Nacional do PPS (Partido Popular Socialista)
DIÁRIO do PODER/montedo.com

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