23 de setembro de 2017

Apesar do cerco das Forças Federais, Rocinha tem novo tiroteio durante a madrugada deste sábado

Disparos foram ouvidos por volta de 4 horas. De acordo com o Centro de Operações, o túnel Zuzu Angel, que faz a ligação entre as zonas Sul e Oeste da cidade, chegou a ser interditado.
Blindado das Forças Armadas chega à Rocinha (Foto: Reprodução / TV Globo)
Por G1
Embora Forças Federais estejam no segundo dia seguido de operação na Rocinha e após um breve período de aparente tranquilidade, foram registrados novos tiros na comunidade da Zona Sul do Rio de Janeiro, na madrugada deste sábado (23). Disparos foram ouvidos por volta de 4 horas, segundo relatos de moradores, informou a Polícia Militar (PM).
De acordo com o Centro de Operações, o túnel Zuzu Angel, que faz a ligação entre as zonas Sul e Oeste da cidade, foi interditado nos dois sentidos por algumas horas.
Não há informações sobre feridos.
As Forças Federais iniciaram neste sábado o segundo dia de ocupação da Rocinha. Há uma semana, quadrilhas rivais disputam o controle do tráfico de drogas na favela com tiroteios, provocando pânico nos moradores da região. As incursões na comunidade contam com o apoio de policiais do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
A operação na Rocinha começou na sexta-feira (21), às 16h. Houve confrontos entre os policiais e bandidos, mas ninguém foi preso e os criminosos conseguiram fugir. Segundo as investigações, os traficantes estariam escondidos dentro da mata que fica no alto da favela, entre eles, de acordo com os policiais, Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, chefe do tráfico no local.
Pelo menos 16 criminosos já indentificados que atuam na Rocinha são procurados pela polícia. Todos possuem mandados de prisão expedidos pela Justiça do Rio. Rogério 157 disputa o controle da Rocinha com Antônio Bonfim Lopes, o Nem, preso em um presídio de segurança máxima em Porto Velho, Rondônia. Mesmo detido, Nem ordenou ataques na favela contra o grupo do rival.
O delegado titular da 11ªDP (Rocinha), Antônio Ricardo Lima Nunes, informou, no início da noite de sexta, que a Polícia Civil está na fase final da confecção de um mandado de busca e apreensão em casas da favela. "Nós vamos pedir ao Poder Judiciário que conceda buscas e apreensão em residências em áreas conflagradas. Em cima disso, a gente pretende prender outros indivíduos e também pretende apreender armas”, explicou Nunes.
Para o delegado, o objetivo desse mandado é dar legalidade às ações da Polícia. “Nós vamos poder acessar as residências com ordem judicial, independente da vontade do morador”, completou.
Militares fazem reconhecimento na comunidade da Rocinha (Foto: Ricardo Moraes / Reuters)

Rocinha 'pacificada'
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou na sexta que, segundo informações do Comando Militar do Leste, a Rocinha estava "pacificada" no início da noite. Ele disse que os militares permanecerão na comunidade durante "a noite inteira", pelo menos até sábado. O secretário de Segurança, Roberto Sá, declarou que a operação continua "por tempo indeterminado".
"Aquele tiroteio que foi observado na parte da manhã já não acontece. As tropas especiais da polícia com o apoio de tropas especiais das forças armadas estão tentando localizar os criminosos que estão na mata ou em algum esconderijo espalhado na própria Rocinha em algum lugar", disse Jungmann. Ele afirmou também que, na medida do necessário, a operação pode até contar com mais homens.
A guerra entre os grupos dos traficantes Antônio Bonfim Lopes, o Nem, e Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, que foi intensificada na semana passada, levou a polícia a realizar operações diárias na Rocinha, comunidade com 70 mil habitantes.
Desde domingo, todos os dias houve tiroteio. Na manhã de sexta, novos e mais intensos confrontos levaram o governador Luiz Fernando Pezão a pedir ajuda militar. A autorização foi dada pelo ministro Raul Jungmann.

Resumo dos fatos de sexta-feira:
  • Às 5h, tropas especiais da polícia iniciaram operação na Rocinha, pelo 5º dia seguido;
  • houve intenso confronto de policiais com traficantes do grupo de Rogério 157, que disputa com o de Nem (preso em Porto Velho) o controle da favela;
  • por volta das 8h, jovens incendiaram um ônibus perto da praia de São Conrado, a mando de traficantes;
  • os tiroteios continuaram pela manhã, já na parte baixa da comunidade, perto do Túnel Zuzu Angel. Houve correria e a 11ª DP virou abrigo contra tiros. Uma granada foi lançada contra policiais, mas não explodiu;
  • às 10h, a Autoestrada Lagoa-Barra, principal ligação entre as Zona Sul e Oeste, foi interditada – a liberação só ocorreu às 14h;
  • 25 linhas de ônibus tiveram que alterar trajetos;
  • houve confrontos em outras comunidades: Maré, Alemão, Dona Marta, Chapéu Mangueira, Cidade de Deus e Vila Kennedy;
  • três moradores ficaram feridos por balas perdidas: na Rocinha, na Maré e no Alemão;
  • quase 7 mil alunos ficaram sem aulas;
  • postos de saúde e comércio fecharam portas;
  • escolas particulares e uma universidade também suspenderam as atividades;
  • um criminoso, conhecido como "Dançarino", se entregou à Polícia Federal;
  • Pezão pediu reforço federal, e Jungmann anunciou a participação de 950 militares;
  • pouco antes das 16h, as tropas entraram na favela, pelo chão e de helicóptero;
  • nenhum tiro foi ouvido e ninguém foi preso pelas tropas, até as 22h.


VALE ESTE - Guerra nos morros do RJ (Foto: Arte/G1)

O ministro acrescentou que as tropas especiais do exército estão entre as melhores do mundo para atuar em terreno de mata. "Tivemos um test drive de 13 anos no Haiti, temos tropas muito treinadas em termos de selva, de sorte que esse pessoal aí é extremamente especializado, muito treinado, e eles têm uma competência para usar a força exatamente proporcional ao desafio que estão enfrentando", afirmou.
O Exército está empregando tropas de Comandos e Forças Especiais, inclusive snipers (atiradores de elite), na operação na Rocinha. São os militares mais bem treinados no país, que são preparados para todos os tipos de situações de guerra e que atuariam em caso de um ataque terrorista. Em um vídeo divulgado nesta sexta, é possível ver estes militares desembarcando de rapel de um helicóptero no topo da favela. Estes homens estarão sempre com os rostos cobertos e sem símbolos nos uniformes.
Perguntado que outra atuação está prevista para as tropas das Forças Armadas no Rio, fora a presença na Rocinha, o ministro disse que "isso depende do que o estado demandar". "Quem pilota esse esforço é o estado [do RJ]. Não há uma intervenção na segurança, e sim, exatamente, um compartilhamento entre as tropas federais e as polícias do estado do Rio de Janeiro".
Em entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), o secretário Roberto Sá falou ao lado do almirante Roberto Rossatto, chefe do estado maior conjunto do comando militar do leste. Eles detalharam os trabalhos das Forças Armadas na Rocinha. Os soldados não fizeram apenas o cerco da comunidade, como inicialmente planejado. Os militares atuaram nas principais vias de acesso aà comunidade e também na mata.
Apesar de toda a operação, iniciada na tarde de sexta, ninguém foi preso e nada foi apreendido com os bandidos. Sá também negou que os tiroteios ocorridos em outras favelas fossem ações orquestradas pelos criminosos.
Sá e Rossatto explicaram ainda que a operação foi para "reconhecimento de terreno". Segundo as investigações, bandidos estariam escondidos em uma mata da Rocinha, entre eles Rogério 157, chefe do tráfico da favela.
Roberto Sá quis ainda tranquilizar a população do Rio. Segundo o secretário, os cariocas podem ir às ruas. "Em Londres, por exemplo, tem terrorismo e ninguém deixa de visitar a cidade", disse ele.
Sá e Rossatto também não descartaram que as Forças Armadas ocupem outras favelas do Rio, como na Rocinha. Mas eles não deram detalhes sobre isso.
G1/montedo.com

Adubando a imbecilidade coletiva

O rapaz é comentarista de esportes, mas - sabe como é - sempre dá tempo de ser leviano em outras áreas.

Rejeição ao Exército no Rio é tática do tráfico

Uma das armas mais poderosas dos traficantes que controlam morros cariocas, inclusive a Rocinha, é a reação dos moradores à presença de soldados do Exército. “Tentar diminuir o ânimo dos soldados é uma tática de guerrilha urbana”, explica em off um oficial do Exército que participa das ações, estudioso do assunto. Ele afirma que grande parte dos cariocas apoia a presença do Exército, mas há os que a repelem.

COISA MAIS ESQUISITA
Foram recebidas com aplausos as tropas do Exército que ocupariam a Rocinha. Mas também foram ouvidos vaias e xingamentos.

VAI ENTENDER
Reclamaram muito do bloqueio do acesso à Rocinha. Mas o alvo eram as forças de segurança e não os bandidos, causadores da confusão.

MAIS DO MESMO
Há também muitos cariocas céticos, segundo pesquisa oficiais: acham que tropas vão embora, traficantes voltam e tudo continuará na mesma.

ÀS AVESSAS
O que mais impressiona, na “guerra civil” do Rio, é a rejeição de parte dos cariocas às forças de segurança que estão na cidade para protegê-los. Parecem preferir o domínio dos traficantes ao império da lei.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Ministro da Defesa tenta obter apoio de Raquel Dodge para força-tarefa no Rio

JUNGMANN DISSE QUE BUSCARÁ TAMBÉM O APOIO DA JUSTIÇA E DA POLÍCIA FEDERAL
JUNGMANN TENTA APOIO DA PROCURADORA-GERAL À CRIAÇÃO DE UMA FORÇA-TAREFA DE ATUAÇÃO ESPECÍFICA PARA SEGURANÇA PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO (FOTO: ALEXANDRE MANFRIM)
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, e a procuradora-geral da República (PRG), Raquel Dodge, se reuniram agora há pouco na sede da PGR em Brasília. Além de ser uma reunião de apresentação - uma vez que Jungmann não pôde ir à posse da procuradora, por estar em viagem - o encontro desta sexta (22) é uma tentativa de Jungmann obter apoio e suporte da procuradora-geral à proposta de criação de uma força-tarefa de atuação específica para a segurança pública no Rio de Janeiro.
Nesta quinta (21), após reunir-se, no Rio de Janeiro, com o governador do estado, Luiz Fernando Pezão, Jungmann disse que buscará também o apoio da Justiça e da Polícia Federal para essa força tarefa. Caberá agora ao governo carioca finalizar uma proposta apontando os locais onde as Forças Armadas farão as patrulhas. Essa proposta será encaminhada para a análise no Ministério da Defesa.
Nesta quarta (20), o governador revelou que entre os pontos que podem ter a presença de militares federais estão as linhas Vermelha e Amarela e as rodovias federais. A intenção é poder deslocar o efetivo da polícia estadual, que ficaria nestes locais, para outras operações reforçando as operações de combate ao crime.
Após o encontro com Pezão, Jungmann disse que o governo anunciará em outubro um “grande pacto social” que complementará as incursões das forças de segurança no combate ao crime organizado no estado, com ações nos eixos de segurança, defesa e inteligência.
O ministro admitiu que houve desajustes no relacionamento entre os governos federal e estadual na questão da segurança, mas que cabe às autoridades resolverem, porque o Rio de Janeiro, assim o exige. Dados do Instituto de Segurança Pública, entre junho e 26 de julho deste ano, houve 1.041 casos de roubo de carga no Rio, e que, de 29 de julho – quando começaram as operações conjuntas – até 22 de agosto, foram registrados 585 casos.
Nos roubos a pessoas nas ruas, os registros caíram de 9.265 para 6.286 casos e nas tentativas de homicídio de 508 para 393. O período de comparação, no entanto, tem menos dias. Enquanto no primeiro período foram 35 dias com casos registrados, no segundo foram 25 dias. (ABr)
DIÁRIO do PODER/montedo.com

22 de setembro de 2017

Exército 'dando força' à PM do RJ

Exército fará até ‘guerra na selva’ em cerco a tráfico na Rocinha

Helicópteros desembarcarão militares treinados em ações desse tipo na mata fechada do entorno da favela do Rio, que é palco de disputa entre traficantes
Militares do Exército participam de ação na favela da Rocinha, no Rio (Bruno Kelly/Reuters)
Da Redação
A participação das Forças Armadas no cerco ao tráfico na Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, não vai se limitar ao controle das principais vias que dão acesso à comunidade. Militares treinados em operações na selva vão ajudar no reconhecimento da área e na localização de traficantes escondidos na floresta no entorno da favela.
Segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança no Rio de Janeiro, almirante Roberto Rossatto, diferentemente das outras ações das Forças Armadas no estado, desta vez, as tropas estão atuando nos acessos à comunidade atingida e no seu entorno, na vegetação de mata fechada, com o uso de helicópteros para desembarcar homens do Exército treinados para fazer o reconhecimento e militares para auxiliar a comunicação da operação.
O almirante disse que a Estrada da Gávea divide a comunidade em duas partes: de um lado a Rocinha e do outro o Vidigal e, por isso, foi feito um cerco modificado, dividindo o terreno, para que as tropas possam atuar com maior eficácia. As Forças Armadas vão permanecer na Rocinha por tempo indeterminado, segundo Rossato.
O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, disse que os criminosos estão, em sua maioria, abrigados na mata, mas, como a Rocinha é muito grande, eles podem estar escondidos também em casas na comunidade.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o efetivo que poderá ser deslocado imediatamente são os 950 homens da Polícia do Exército lotados no Estado do Rio de Janeiro. Ele afirmou também que o efetivo pode crescer conforme a demanda dos próximos dias, até o limite máximo de 10.000 homens, que “é excessivo e só será utilizado em caso de necessidade”.

Balanço
As ações realizadas desde domingo (17) por policiais da 11ª Delegacia de Polícia (Rocinha), em conjunto com policiais militares, resultaram na prisão de três pessoas, identificadas como Edson Gomes Ferreira, Wilklen Nobre Barcellos e Fabio Ribeiro França. Quatro criminosos morreram nos confrontos. Seis pessoas ficaram feridas e foram socorridas e encaminhados ao Hospital Miguel Couto.
O Portal dos Procurados, site ligado ao Disque Denúncia do Rio, está oferecendo recompensa de 30 mil reais por informações que levem à prisão de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, chefe do tráfico na Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. Ele disputa o domínio do comércio ilegal de drogas na favela com o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, que está no presídio federal de Rondônia. Os dois pertencem à facção criminosa Amigo dos Amigos.
Nem é suspeito de ter ordenado o ataque contra a quadrilha de Rogério. Por isso, mesmo preso, teve nova prisão decretada. Nesta sexta-feira, 22, o portal publicou cartaz divulgando a recompensa pela prisão de Rogério. A peça também oferece um prêmio por informações a respeito de oito acusados de ter participado da invasão da Rocinha no último domingo. Para cada um dos procurados, o pagamento será de R$ 1 mil.
Veja/montedo.com

A filha do general

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Forças Armadas iniciam operação de cerco à Rocinha

'É uma disputa de poder entre a facção e é natural. O Nem foi preso e deixou alguém em seu lugar, que agora quer tomar o poder', disse comandante-geral da PM
Exército inicia operação no entorno da RocinhaRafael Nascimento / Agência O Dia
RAFAEL NASCIMENTO E JONATHAN FERREIRA
Rio - As Forças Armadas iniciaram, na tarde desta sexta-feira, uma operação de cerco à Rocinha, na Zona Sul do Rio. Segundo o ministro Raul Jungmann, 950 homens do Exército participarão da ação na comunidade, juntamente com forças policiais do estado. A Polícia Federal também está presente na região.
Por volta das 17h30, houveram dois tiros. Até o mometo, não há informações se o disparo foi de criminosos ou policiais. Já às 17h50, bandidos colocaram fogo na mata, na parte alta da comunidade.
De acordo com Wolney Dias, comandante- geral da Polícia Militar, a PM conta com mais de 400 homens no efetivo da Rocinha. Ao ser questionado se a Secretaria de Segurança demorou pedir ajuda do Exército, o comandante negou e disse que a PM já vinha atuando juntamente as tropas federais.

"É uma disputa de poder entre a facção e é natural. O Nem foi preso e deixou alguém em seu lugar, que agora quer tomar o poder", opinou Wolney sobre o cenário de confrontos na comunidade.
A entrada do Exército atraí a atenção de curiosos e moradores da Rocinha -que acompanham a chegada do efetivo e de blindados. No entanto, o clima é de apreensão e medo na comunidade. "Comprei comida extra. Eu vou entrar agora e não sei quando a gente vai conseguir sair de casa", revela a doméstica, que trabalha em Jacarepaguá. "Estamos vivendo um horror", lamentou.
O comandante-geral da PM, Wolney DiasRafael Nascimento / Agência O Dia
Esta sexta-feira, quinto dia de operações na Rocinha, está sendo marcado por confrontos na comunidade. Policiais dos Batalhões de Choque e de Operações Policiais Especiais (Bope) estão na favela para procurar o traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, e bandidos que invadiram o local no último domingo.
Às 10h, a base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Rua 2, que fica no alto do morro, foi atacada. Um morador foi ferido e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Segundo o diretor do hospital, a vítima vítima está bem, lúcida e orientada. Por volta das 14h40, um homem foi preso na localidade conhecida como 'Roupa Suja', mas a PM não deu mais detalhes sobre o caso.
Wolney Dias cumprimenta oficial do ExércitoWhatsApp O DIA (98762-8248)
Mais cedo, um ônibus foi incendiado em São Conrado, próximo à Avenida Niemeyer. Segundo a PM, o Setor de Inteligência e o Disque Denúncia receberam informações de que menores foram orientados para atear fogo em ônibus para desviar a atenção policial ao cerco da Rocinha.
Moradores acompanham ação do Exército na RocinhaRafael Nascimento / Agência O Dia
Uma granada também foi lançada em um trecho da Estrada Lagoa-Barra, após o túnel Zuzu Angel, próximo à passarela da Rocinha. A PM disse que o Esquadrão Antibombas foi acionado e conseguiu retirar o artefato para o local. Depois, o objeto foi levado para a 11ª DP (Rocinha). Por volta das 11h30, policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e do 23º BPM (Leblon) chegaram ao local para reforçar o policiamento. Por volta das 14h, os dois sentidos da Autoestrada Lagoa-Barra foram totalmente liberados.
Por segurança, cinco escolas, duas creches e um Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDIs) foram fechadas na região. Ao todo, 2.489 alunos foram prejudicados. As aulas também foram suspensas na Escola Teresiano, Escola Americana e Escola Parque, além da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
O Dia/montedo.com

Ministro da Defesa autoriza cerco do Exército à favela da Rocinha

Raul Jungmann acatou pedido do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, para que fossem enviados militares para a comunidade. Nesta manhã, traficantes e policiais voltaram a trocar tiros na favela.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann (Foto: Reprodução/TV Globo)
Por Valdo Cruz, GloboNews, Brasília
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta sexta-feira (22) à GloboNews que autorizou o Exército a fazer um cerco à favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Segundo Jungmann, ainda não há decisão sobre a entrada de militares na comunidade.
Nesta manhã, o governador fluminense Luiz Fernando Pezão e o secretário de Segurança Pública do estado, Roberto Sá, pediram ao ministério para que as Forças Armadas fossem enviadas à comunidade localizada na Zona Sul do Rio.
Desde as 9h30 desta sexta-feira, a favela enfrenta um intenso tiroteio entre policiais e criminosos. Traficantes fizeram disparos da área de mata da Rocinha contra policiais que cercavam a comunidade.
Logo cedo, o Batalhão de Choque da Polícia Militar fez um nova operação na região, a quinta em cinco dias. Também na manhã desta sexta, começou a ser montado no Centro Integrado de Comando e Controle, no Centro, um gabinete de crise para coordenar a operação.
PM fez operação na comunidade da Rocinha na manhã desta sexta. Na foto, troca de tiro de policiais em baixo da passarela (Foto: Gabriel Paiva / Agência O Globo )
PM fez operação na comunidade da Rocinha na manhã desta sexta. Na foto, troca de tiro de policiais em baixo da passarela (Foto: Gabriel Paiva / Agência O Globo )


Reunião com Raquel Dodge
Na manhã desta sexta, o ministro da Defesa se reuniu com a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para tratar da crise de segurança pública no Rio de Janeiro.
G1/montedo.com

Estado pede Exército nas ruas do Rio, mas ministro recua



Secretaria pede que Exército atue em 103 locais da Região Metropolitana. Cerco à Rocinha estaria entre as ações

BRUNA FANTTI
Bope fez ação na Rocinha pelo terceiro dia consecutivo
Rommel Pinto / Parceiro / Agência O Dia
Rio - Enquanto a população do Rio sofre com a escalada da violência, os governos estadual e federal não se entendem. Ontem, às 19h, a Secretaria de Segurança anunciou no seu Twitter que pediu o patrulhamento das Forças Armadas em 103 pontos do Rio. O pedido foi feito um dia após o ministro da Defesa, Raul Jungmann, ter oferecido a ajuda em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, na terça-feira. "O exército vai atuar fazendo cercos de comunidades se necessário, vai fazer patrulhamento nas ruas se for necessário, fará varreduras de presídios se for solicitado", declarou o ministro.
A cúpula de segurança passou o dia ontem reunida debatendo, então, os pontos da cidade que mais necessitam de reforço no patrulhamento. O DIA apurou que no documento enviado ao governador Luiz Fernando Pezão, o secretário de Segurança solicitou o Exército nas vias expressas, como Linha Vermelha e Avenida Brasil, além da presença dos militares no entorno das comunidades com altos índices de criminalidade como Chapadão, Lagartixa e Pedreira, na Zona Norte.
Um outro item pedia o "pronto emprego de tropas em comunidades em risco de confronto", mesmo com índices não tão altos de crimes. Nesse caso, a Rocinha seria contemplada com tropas do Exército no seu entorno, por exemplo.
O ministro, mesmo antes de receber o documento, vetou a ajuda, em declaração à GloboNews. Após uma hora da negativa, ele voltou atrás e disse que irá analisar o pedido.
O coronel Roberto Itamar, porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), afirmou que "as Forças Armadas estão prontas para o patrulhamento caso o ministro autorize".
A reunião ocorrida na Secretaria de Segurança não contou com a participação de representantes do Exército, a exemplo do que ocorreu nas outras três operações conjuntas.
O secretário Roberto Sá escolheu os locais onde o Exército pode atuar Maíra Coelho / Agência O Dia
No anúncio do pedido do patrulhamento, a Secretaria de Segurança relembrou indiretamente a declaração do ministro de que não faltava verbas para operações. 
"Após a @DefesaGovBr [Ministério da Defesa] expressar a inexistência de qualquer limitador financeiro ou operacional para emprego das Forças Armadas no RJ. A @SegurancaRJ [Secretaria de Segurança] enviou um ofício ao @GovRJ [Governo do Estado] solicitando o patrulhamento das Forças Armadas em 103 pontos da Região Metropolitana do RJ", escreveu.
Na sexta, o CML disse que esperava por verbas, por isso as operações conjuntas estavam suspensas. Jungmann, no entanto, negou a falta de recursos.

PM apura se agentes participaram do deslocamento de criminosos
A Polícia Militar abriu um inquérito para apurar a possível participação de policiais no deslocamento de criminosos do Morro do São Carlos, no Estácio, para a Rocinha, no último final de semana. Cerca de 100 criminosos entraram no horário de mudança de turno da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que dura cerca de 20 minutos.
Com posse dessa informação, eles se depararam com somente 50 PMs nas bases. Além disso, a corporação quer saber por quais vias os traficantes entraram na Rocinha e se teriam se deslocado pelas ruas da cidade sem terem sido importunados por policiais ou se já estavam na mata.
O Inquérito Policial Militar é aberto somente quando há fortes indícios de crime por parte de policiais militares. Procurado, o major Ivan Blaz, porta-voz da corporação, disse que “o objetivo é entender o que de fato houve e se algo por parte dos policiais concorreu para a tentativa de invasão”. O oficial descartou que policiais da UPP Rocinha estejam envolvidos.
“Temos como muito claros os esforços da UPP para impedir a invasão, que sabemos, não se concretizou”, completou o major Blaz. Ontem, o secretário de Segurança,
Roberto Sá, voltou a dizer que houve falha na prevenção do policiamento. “Cobrei do comandante e ele está investigando qual foi a falha”, declarou Sá.

Moradores com rotina limitada
Pelo terceiro dia seguido policiais do militares fizeram operação na Rocinha, por conta da invasão de criminosos na comunidade, no último domingo. Agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) revistaram casas na Rua 1, no alto da comunidade, em busca de traficantes.
Na ação de ontem, só um homem foi preso, e por desacato a autoridade. Ele foi levado para a delegacia
Estefan Radovicz / Agência O Dia
Segundo quem vive ou trabalha na Rocinha, o clima ainda é de apreensão, apesar da aparente tranquilidade. “A Rua 1 é a mais afetada, novamente tivemos o toque de recolher ontem (terça-feira). Saí da escola meio-dia por causa disso. Esse aviso mandado via WhatsApp que circula por todos”, contou um funcionário de um colégio da região.
O delegado responsável pelas investigações não quis falar com a imprensa.
Colaborou Rafael Nascimento
O Dia/montedo.com

Tenente-coronel do Exército é condenado por desvio de dinheiro público em obra no Pará

Tribunal Militar condena tenente-coronel do Exército e mais seis por desvio de dinheiro público, em obra na BR-163, no Pará
Imagem ilustrativa - Obras de engenharia do Exército
Engenharia do Exército (imagem ilustrativa)
O Superior Tribunal Militar (STM) condenou, nesta terça-feira (19), sete pessoas envolvidas em um esquema de desvio de dinheiro público em obras sob a responsabilidade do 8º Batalhão de Engenharia de Construção (8º BEC), quartel do Exército sediado em Santarém (PA).
Os acusados foram condenados pelo crime de peculato, com penas variando de três a cinco anos de reclusão. As fraudes resultaram em um desvio de mais de R$ 4 milhões, com a participação de coronéis e outros oficiais do Exército, além de civis, dentre eles, empresários.
Inicialmente os fatos faziam parte de um único processo, envolvendo 15 pessoas, e que posteriormente foi desmembrado em quatro ações penais. Um coronel do Exército, que era o comandante do 8º BEC, também foi denunciado pelo Ministério Público Militar (MPM), mas teve extinta a punibilidade em razão do seu falecimento no decorrer do processo.
Um dos processos foi instaurado para apurar irregularidades nas obras de restauração e ampliação da pista de pouso do Aeroporto de Tefé (AM), decorrente de convênio com a Aeronáutica. Na primeira instância da Justiça Militar da União, os fatos apurados resultaram na condenação de seis acusados pela prática do crime de peculato, em 2015.
Uma outra ação, tratando da construção de infraestrutura da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, em Tefé (AM), resultou na absolvição dos acusados, por falta de provas. Também está em fase de recurso no STM uma quarta ação penal militar, que teve duas condenações na primeira instância, por 4 anos de reclusão, pelo crirme de peculato, envolvendo a construção de 16 Próprios Nacionais Residenciais (PNR), residências oficiais para subtenentes e sargentos do Exército Brasileiro da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, também em Tefé (AM).
Nesta terça-feira (19), os ministros do Superor Tribunal Militar apreciaram um dos recursos, contra a condenação de sete réus e que trata de irregularidades na execução das obras da rodovia federal BR-163, no estado do Pará, decorrente de convênio com o extinto Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER).

Obras na BR-163
No ano de 1999, o Exército Brasileiro firmou convênio com o DNER para a realização de obras na BR-163, que liga as cidades de Santarém (PA) e Cuiabá (MT).
Ao 8º Batalhão de Engenharia de Construção (8º BEC) coube a execução das obras. Para realizar o serviço, o batalhão fez a contratação das empresas dos réus civis que responderam à ação penal militar.
Ao constatar irregularidades na execução das obras, o Ministério Público Militar indentificou que diversos serviços não teriam sido concluídos pelas empresas contratadas, mas sim pelo Exército Brasileiro, diretamente. Além disso, os valores acordados teriam sido integralmente pagos aos acusados civis.
Ainda de acordo com o órgão de acusação, essa conduta delituosa foi uma decorrência de ação criminosa do coronel, que era o chefe Seção Técnica do 8º Batalhão de Engenharia de Construção. De acordo com a denúncia, a acusado, à época dos acontecimentos, tinha a função de fiscal do contrato referente à BR-163.
Entre outras coisas, ele era acusado de ter consignado a realização de serviços que não teriam sido concluídos pelas empresas de propriedade dos corréus civis, com a anuência de um tenente do 8º BEC, que teria liquidado os montantes de forma fraudulenta, em desrespeito à legislação, e de um ex-tenente também processado na ação penal.
Ao todo, o coronel foi condenado por ter infringido a lei em quatro dos contratos em andamento para a realização do serviço. Um dos exemplos foi o trabalho de escavação e carga de material para o local das obras, que teve o pagamento autorizado pelo oficial sem que houvesse sido concluído: do total de 75 mil m³ empenhados, apenas foram executados 18.126,38 m³.
Em outra ocorrência referente ao serviço de base estabilizadora com areia, no valor de R$ 266 mil, foi pago à empresa cerca de 87% do montante, sendo que a contratada apenas havia realizado cerca de 12,65% do total exigido. Denunciados à Justiça Militar federal, os réus foram condenados na Auditoria de Belém (1ª instância), mas decidiram recorrer da decisão ao STM.

Recurso ao STM
Ao entrar com recurso no STM, a defesa do coronel – condenado a 4 anos de reclusão e que era chefe da Seção Técnica do Batalhão – alegou, entre outras coisas, a ausência de provas sobre o cometimento do crime.
No entanto, o relator do processo, ministro Cleonilson Nicácio Silva, afirmou que nos autos havia duas perícias técnicas de engenharia, realizadas no ano de 2001, em desfavor do réu. O magistrado rebateu a tese de atipicidade da conduta, por supostamente não existirem elementos característicos do delito de peculato na conduta do acusado, como arguido pela defesa.
Para o ministro, o crime de peculato possui duas “condutas nucleares”: apropriar-se ou desviar. No caso concreto, confirmou-se a segunda hipótese: “o acusado não inverteu o título da posse, agindo como se dono fosse, mas, ao revés, propiciou o desvio dos valores de propriedade do Exército”.
No caso presente, disse o ministro Cleonilson Nicácio, o desvio dos valores de propriedade da Força Terrestre concretizou-se a partir das medições ilícitas efetuadas pelo réu, atestando a execução das das obras não realizadas pelas empresas contratadas.”
A defesa do ex-tenente – condenado a 5 anos de reclusão – sustentou a ausência do elemento subjetivo do tipo penal na conduta do réu, pois declarou que ele teria agido de boa-fé ao confiar nos papéis que lhe eram repassados.
O relator afirmou que o militar efetuou a liquidação de despesas de onze notas fiscais sem qualquer documento de medição que comprovasse a conclusão dos serviços e acrescentou que ele havia confessado, em juízo, que liquidava as despesas antes da conclusão das obras.
O ex-militar também foi condenado no processo sobre as obras na pista de pouso do Aeroporto de Tefé (AM) e entrou com recurso no STM contra sua condenação em outra ação, a 4 anos de reclusão, referente à construção de 16 Próprios Nacionais Residenciais.
Baseado no voto do relator, os ministros do STM decidiram, por unanimidade, descartar os argumentos apresentados pela defesa do coronel, do ex-tenente e das outras cinco pessoas ligadas às empresas contratadas, confirmando integralmente a sentença de primeiro grau.
Os civis foram condenados por obterem vantagem patrimonial ilícita em prejuízo da Administração Militar e foram condenadas a penas que variam de 3 a 5 anos.

Processo Relacionado
SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
STM/montedo.com

Nota do editor
O militar condenado é o tenente-coronel da reserva Alberto Baccini Barbosa. Os demais são o ex-tenente temporário Pedro Augusto Pereira Vanderlei e cinco civis.

Exército apreende quase R$ 800 mil em produtos venezuelanos durante operação em RR

Apreensão ocorreu nesta terça-feira (19), na BR -174, durante operação Curaretinga X.
Foram aprendidas caixas maquiagens, cremes dentais e sacolas plásticas (Foto: Divulgação/Exército)
Foram aprendidas caixas maquiagens, cremes dentais e sacolas plásticas (Foto: Divulgação/Exército)
Por G1 RR
Militares do Exécito apreenderam um caminhão com quase R$ 800 mil reais em produtos de origem venezuelana durante uma fiscalização na BR-174, sentido Norte de Roraima, nesta terça-feira (19).
Segundo informações da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, o caminhão se deslocava da Venezuela para o Brasil quando foi parado no posto de bloqueio e controle de estradas. A ação foi realizada durante a operação 'Curaretinga X'.
No veículo foram econtrados 1.860 caixas maquiagens diversas, 72 mil cremes dentais, 300 milheiros de sacolas plásticas, 372 vassouras e 684 quilos de castanha de caju. A soma dos produtos está estimada em R$ 758 mil, segundo o Exército.
Produtos foram entregues na Receita Federal (Foto: Exército/Divulgação)
Produtos foram entregues na Receita Federal (Foto: Exército/Divulgação)
Durante a abordagem os militares contaram com um cão farejador da Polícia do Exército para revista da carga, mas nada foi encontrado entorpecentes no caminhão.
Após a apreensão, o material foi encaminhado a Receita Federal e o condutor foi levado a sede da Polícia Federal em Boa Vista para ser autuado pelo crime de descaminho.
G1/montedo.com

21 de setembro de 2017

Comandante diz que Exército está comprometido com a democracia

PORTO ALEGRE, RS - 28.04.2014 GENERAL - O general Antônio Hamilton Martins Mourão - Comando Militar do Sul. (Foto: Diego Vara/Agência RBS/Folhapress) *** PARCEIRO FOLHAPRESS - FOTO COM CUSTO EXTRA E CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS *** ORG XMIT: AGEN1510161918239236
Diego Vara - 28.abr.2014/Agência RBS/Folhapress
O comandante do Exército brasileiro, Eduardo Villas Bôas, divulgou nota na qual afirma que "o Exército Brasileiro é uma instituição comprometida com a consolidação da democracia em nosso país".
Na nota divulgada pelo Centro de Comunicação Social do Exército, Villas Bôas cita o episódio envolveu o general Antônio Hamilton Martins Mourão.
Na última sexta-feira (15), Mourão afirmou que "seus companheiros do Alto Comando do Exército" entendem que uma "intervenção militar" poderá ser adotada se o Judiciário "não solucionar o problema político", em referência aos escândalos de corrupção envolvendo políticos.
Secretário de economia e finanças da Força, o general falava em palestra promovida pela maçonaria, em Brasília.
Nesta quinta-feira (21), Villas Bôas disse ainda que "o comandante do Exército é a autoridade responsável por expressar o posicionamento institucional da Força e tem se manifestado publicamente sobre os temas que considera relevantes".
"Em reunião ocorrida no dia de ontem, o comandante do Exército apresentou ao sr. ministro da Defesa, Raul Jungmann, as circunstâncias do fato e as providências adotadas em relação ao episódio envolvendo o General Mourão, para assegurar a coesão, a hierarquia e a disciplina", diz a nota.
"O comandante do Exército reafirma o compromisso da Instituição de servir à Nação Brasileira, com os olhos voltados para o futuro."
Folha de São Paulo/montedo.com

Putz!


“Não há respaldo nas Forças Armadas para intervenção militar”, diz general Etchegoyen

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen é um dos homens fortes do governo Temer
 CRÉDITO: Claudio Vaz, Agência RBS, 03/02/2011

Novo general da 3ª Divisão do Exército, Sérgio Westphalen Etchegoyen
Claudio Vaz / Agencia RBS
CAROLINA BAHIA
SILVANA PIRES / RBS BRASÍLIA
Um dos homens fortes do governo Temer, o general Sérgio Westphalen Etchegoyen nega que exista espaço nas Forças Armadas para uma intervenção militar. A polêmica voltou ao debate depois que outro general, Antonio Hamilton Mourão, deu uma declaração durante encontro de uma loja maçônica em Brasília. Sem comentar a postura do colega, Etchegoyen, que é ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) é enfático:
- Não tem o menor espaço para isso. A sociedade evoluiu.
Etchegoyen está à frente também das ações estratégicas de segurança, como a operação no Rio e o controle de fronteiras. Ao lado do Ministério da Justiça, prepara um pacote de propostas na área de segurança pública para ser encaminhado ao Congresso, após a votação da segunda denúncia contra o presidente da República.
Gaúcho, de Cruz Alta, o general de Exército despacha do quarto andar do Palácio do Planalto. No amplo gabinete, não esconde as raízes. Em cima da mesa de trabalho, o chimarrão e a garrafa térmica o acompanham na pesada rotina:
- É o meu energético – brinca.
A seguir, os principais trechos da conversa:

Nesta semana voltou à tona a discussão da chamada intervenção militar, com uma declaração polêmica do general Antonio Hamilton Mourão. Ele poderia ter dado aquela declaração?
Esse é um assunto do Comandante do Exército. É um assunto dele, que está conduzindo o assunto, não vou atropelar.

Mas por que esse assunto da intervenção militar volta e meia volta ao debate?
Eu fui Chefe do Estado Maior do Exército. Tive, por sorte na vida, diversas posições favorecidas para conhecer o Exército. Nunca ninguém tratou desse assunto comigo. Nunca. Nunca. Jamais alguém sentou comigo e disse: “vem cá, e se.. o que nós vamos fazer?” Temos que entender o seguinte: as Forças Armadas nunca vão intervir? Nunca eu não diria, mas não é intervir.

O que seria, então?
Em uma situação extrema, um caos absoluto, sei lá, um cataclisma. Então é possível que as Forças Armadas sejam empregadas para cumprir seu papel. Mas isso não pressupõe sob o Estado de Direito. Eu vi só um trechinho da resposta do Mourão, não sei em que circunstância ele falou. Mas a minha geração, que é a mesma do Mourão, do Villas-Bôas, ela é intrinsicamente legalista. Eu posso te afirmar: tem um espírito democrático. Nós nos preparamos a vida inteira para ser soldado de um Brasil democrático, dentro da normalidade democrática. Sabe quem é que me preparou para isso? Quem fez 64. Foi a geração que fez 64 que educou a minha. Ou seja, nós tivemos uma formação democrática por uma geração que entendeu que o caminho democrático, até por experiência própria, era o melhor.

Haveria hoje respaldo de setores das Forças Armadas para algum movimento neste sentido?
Você acha que essa conversa prospera em algum lugar? Nós não encontraremos respaldo nas Forças Armadas, não encontraremos respaldo na política. O Brasil viveu profundas crises estruturais, que coincidem com profundas e extensas crises setoriais. Crises estruturais hoje quais são? Política, econômica, segurança pública e moral – que é a pior delas. As outras são setoriais, de transporte, educação, saúde. A gente tem como arrumar. Confundir essa crise com a negação da política ou com a desqualificação das instituições, aí, sim, é o caminho do golpe, de quem quer que seja. A política é a forma civilizada que a humanidade encontrou para resolver as suas contradições internas, as suas disputas internas. Nós chegamos num nível de maturidade política que nos permitiu atravessar tudo que estamos atravessando, sem solavancos. Qual foi a derrapada institucional que nós demos? Nenhuma.

Então hoje não haveria espaço para uma intervenção militar?
Não. Não tem o menor espaço para isso, porque a sociedade evoluiu.

Há muita crítica quanto ao uso das Forças Armadas na segurança pública. Qual a sua opinião a respeito dessas operações?
Eu não sou a favor do uso. Eu acho que uma democracia saudável tem agências suficientemente competentes e fortalecidas para cumprir cada papel da sociedade. Quando a Constituição nos reorganizou, estabeleceu competências, inclusive competências complementares. Mas a realidade é que a gente vive não é só o emprego das Forças Armadas na segurança. É o emprego das Forças Armadas substituindo um monte de agências do Estado. Ou como diz o Comandante do Exército: vai lá no Posto Ipiranga!

Mas a própria Constituição permite esse uso em caso de emergência, não é?
A Constituição deu a competência às polícias estaduais e para os órgãos de segurança pública da União. Preservou as Forças Armadas para uma possibilidade de atuar em uma emergência. Mas nós estamos em emergência há muito tempo. De 2012 para cá atuamos 33 vezes. Quer dizer, tu tens uma falência do Estado em algum ponto. Eu não vou dizer que é a falência dos órgãos de segurança pública, porque pode ser que eles não tenham condições financeiras. Então, ninguém vai imaginar que as Forças Armadas, com a organização que tem, com a capacidade de comando e controle que tem, com a disciplina que tem, com a capacidade de planejamento que tem, vai ficar lá de braços cruzados esperando que caia o mundo.

Dentro da discussão do Plano Nacional de Segurança o governo vai propor mudanças na legislação?
Tem que mexer na legislação. Nós estamos trabalhando nisso. Já foi feita a primeira mudança, que é considerar o porte de fuzil como crime hediondo. O porte de arma privativa das Forças Armadas é crime hediondo. E estamos tentando mexer na Lei de Execução penal. O cara não pode passar para o setor de liberdade com a facilidade que acontece hoje.

Será um projeto do Executivo ou serão aproveitadas propostas que já estão no Congresso?
Tem coisa tramitando no Congresso, mas já propostas que nós estamos organizando, de ajustes da legislação penal e na legislação de proteção das Forças Armadas para atuar. Hoje tu tens tanta coisa. Por exemplo: que eficácia tem um mandado de busca em uma comunidade? Não tem nenhuma eficácia. O sujeito está com o fuzil na casa dele, mas quando chega a polícia, ele joga na casa ao lado. O fato da desordem urbana, que existe nestas comunidades, é de tiranização das pessoas pelo crime. E, do jeito que é hoje, a polícia não consegue um mandado de busca coletivo.

Quando o governo encaminha essas medidas para o Congresso?
Agora para tudo no Congresso com essa denúncia contra o presidente.
A expectativa no Congresso é de em três semanas levar para o plenário.

São três semanas que não se faz nada. Tu achas que dá pra discutir alguma coisa disso até lá?
Isso está sendo feito em conjunto com o Ministério da Justiça?
Sim, até liderado pelo Ministério da Justiça. O GSI no começo ficou meio de estuário, vinham para cá todas as necessidades e entregavam para alguém.
GZH/montedo.com

Exército apresenta alterações do Plano de Carreira de sargentos e oficiais QAO

O novo plano de carreira ainda está em fase de consolidação
Em reuniao realizada no última dia 4, o quinto subchefe do Estado Maior do Exército apresentou aos Adjuntos de Comando do Comando do Exército as alterações do plano de carreira dos sargentos, subtenentes e oficiais do QAO. Algumas mudanças já estão consolidadas. Confira:
Propostas de alteração de ingresso e promoção no QAO:
Criação da graduação de Sargento-Mor e carreira em 'Y' a partir de segundo tenente

Confira na íntegra do documento do Estado-Maior do Exército

20 de setembro de 2017

Comissão do senado convida general Mourão para dar esclarecimentos sobre intervenção militar

Resultado de imagem para general mourão maçonariaComissão convida general que falou em intervenção

Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou requerimento para ouvir esclarecimentos do general Antonio Hamilton Mourão, relata a Folha.
Em palestra na sexta, Mourão, que é secretário de Economia do Exército, disse que seus “companheiros” do Alto Comando entendem que uma “intervenção militar” poderá ser adotada se o Judiciário “não solucionar o problema político”.
A ideia inicial dos senadores era convocar o general, o que tornaria o comparecimento obrigatório. Após acordo político, ficou decidido que seria um convite.
O Antagonista/montedo.com

E assim caminha a imbecilidade coletiva...

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É impressionante como existem pessoas incapazes de argumentar com um mínimo de civilidade quando se deparam com uma informação que lhes contraria as convicções. Bastou o blog publicar um artigo do Reinaldo Azevedo criticando as declarações do general Mourão sobre intervenção militar e abriram-se os portões do hospício virtual em forma de ameaças, vitupérios, acusações e - claro! - imbecilidades à mancheia.


Reinaldo, o 'PeTralha'
Um luminar acusa Reinaldo de 'PeTralha'. Caso não saibam, ele foi o criador da expressão, que dá nome a um de seus livros, "O País dos PeTralhas". A expressão se disseminou de tal forma que hoje consta do Dicionário Informal.
Um cérebro minimamente aparelhado seria suficiente para saber que, de esquerdista, o jornalista não tem nada. Reinaldo já renegou reiteradas vezes sua militância trotkista na  juventude. Mais que de direita, ele é um liberal convicto, defensor do estado mínimo. E absolutamente intransigente na defesa das instituições e da ordem democrática.

Um mal democrático
Essa onda rasteira, virulenta e anônima assemelha-se em tudo às ações dos 'pensadores' de esquerda, quando contrariados em suas convicções. Donde se conclui que a imbecilidade é um mal democrático, que nao distingue perfis ideológicos.
Discordo de muita coisa que o Reinaldo escreve (não é o caso do artigo sobre o general Mourão!), assim como quem acessa o Blog tem o direito de aprovar ou não o que é publicado aqui. Mas para divergir há que se ter um mínimo de conhecimento do objeto da divergência. O contrário siginifica descer ao nível de 'pensamento' das bestas-feras que juram que Dilma, Dirceu, Genoíno et caterva lutaram pela democracia.


Poirot
"Uso apenas as células cinzentas. A sorte, deixo-a para os outros."
(Hercule Poirot, imortal personagemde Agatha Christie)

Sargento do Exército abandona o posto para namorar e tem pistola roubada no RJ



Um sargento do Exército do 1º Batalhão de Infantaria Motorizado (Regimento Sampaio) abandonou o posto na madrugada desta terça-feira (19) e saiu do quartel para namorar, portando a pistola de serviço. O militar foi assaltado e teve a arma roubada no bairro de Guadalupe, zona norte do Rio.

Operação militar gera críticas
O crime provocou intensa mobilização do efetivo da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada nas favelas do Muquiço e Palmeirinha. A arma foi recuperada "sem qualquer registro de incidente", afirmou o CML em nota,  porém sem informar em que circunstâncias.
A utilização de grande quantidade de tropas para encontrar apenas uma pistola provocou críticas por parte da população e da imprensa,  pois as Forças Armadas suspenderam as ações junto às polícias do Rio desde 21 de agosto, por atraso nos repasses de recursos.





Flagrante
O sargento foi preso em flagrante, por crme de abandono de posto. Em declaração ao jornal O Dia, o Comandante Militar do Leste, general Walter de Souza Braga Netto, afirmou  que o militar abandonou o posto para encontrar uma namorada. Segundo o general, o sargento vai responder à Polícia Federal.







Exército não punirá o general Mourão, diz Villas Bôas

Comandante diz que Exército não punirá general que defendeu intervenção militar
Villas Bôas citou o Rio como exemplo de intervenção feita pelo Exército (Reprodução/Rede Globo)
O comandante do Exército brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, disse que não haverá punição ao general Antonio Hamilton Martins Mourão, secretário de economia e finanças da corporação, pelas declarações em que sugere a possibilidade de intervenção militar no país. Em palestra numa loja maçônica de Brasília na sexta-feira (15), Mourão respondeu a uma pergunta sobre a eventualidade de uma intervenção militar constitucional. Na resposta, ele disse que os militares poderão ter de "impor isso [intervenção]" e que essa "imposição não será fácil".
"Esta questão está resolvida internamente. Punição não vai haver. A maneira como Mourão se expressou deu margem a interpretações amplas, mas ele inicia a fala dizendo que segue as diretrizes do comandante. E o comando segue as diretrizes de promover a estabilidade, baseada na legalidade e preservar a legitimidade das instituições", disse Villas Bôas em entrevista ao programa "Conversa com Bial", da TV Globo, na madrugada desta quarta-feira (20).
Questionado sobre se, com a declaração, Mourão não teria quebrado a hierarquia militar, Villas Bôas disse que entre as atribuições das Forças Armadas está aplicar a lei e a ordem para defesa da pátria e das instituições, o que só poderá ocorrer por requisição de um dos poderes ou na iminência de um caos. "Quando ele fala de aproximações sucessivas, ele fala também das eleições que se aproximam [em 2018]. É preciso ver o ambiente em que ele estava. Ele não fala pelo alto comando", afirmou Villas Bôas.
Villas Bôas citou ainda o Rio de Janeiro como exemplo de intervenção feita pelo Exército a pedido do Poder Executivo daquele Estado.

Sobre o período da ditadura militar (1964-1985), Villas Bôas disse ainda que é "necessário entender aquele momento nas circunstâncias que haviam ali." Para ele, o mundo, que vivia o período da Guerra Fria, passava por um período de "intensa polarização de pensamento, que levou a uma exigência da própria sociedade para que se fizesse uma intervenção". Para o general, o Brasil teria hoje instituições sólidas que "dispensam a tutela da sociedade".
Por outro lado, Villas Boas destacou o desenvolvimento econômico do país que houve no período. "Durante o governo militar o Brasil passou da 47ª para a 8ª maior economia do mundo", disse. "Nós tratamos de tirar todos os ensinamentos que a história nos proporcionou e hoje tratamos de aplicar para orientar o nosso caminho".

Amazônia, Rio de Janeiro e Haiti
Villas Bôas comentou ainda a situação da Amazônia. Para ele, as informações sobre a floresta passam por um "filtro politicamente correto" antes de chegar ao público. "A abordagem da questão deve levar em conta primeiro a condição humana das pessoas que vivem ali. Quando isso é negado, o próprio índio acaba sucumbindo aos ilícitos. Coloca-se uma redoma em cima de uma comunidade, pensando que se vai preservar uma cultura. Em todas a vezes em que visitei aldeias indígenas, sempre o líder da comunidade chegava para mim com uma lista de exigências: luz elétrica, internet. É preciso dar as ferramentas para que a comunidade evolua preservando suas tradições", disse.
Com relação à ação militar no Rio de Janeiro, o general disse que há uma "incompreensão" sobre o papel das Forças Armadas na situação. "Há o pressuposto de que a presença do Exército vai resolver o problema e não é isso. Cabe às Forças Armadas criar o ambiente para permitir que outros vetores do Estado atuem na comunidade. No Rio de Janeiro isso não está acontecendo. E se não ocorrer, podemos deixar o Exército a vida inteira e não vai adiantar", disse.
Sobre a força de paz brasileira no Haiti, que está em processo de finalização, o general disse que a operação foi um "absoluto sucesso, que em grande parte vem da nossa maneira de ser". "O mesmo militar que de dia está patrulhando, de noite estava jogando uma pelada com o povo de lá".
Villas Bôas ressaltou que esse sucesso no entanto se refere à ação do Exército brasileiro, mas não de reconstrução do país. "Nesse ponto, a situação evoluiu muito pouco e saímos do país com a preocupação de que o povo de lá consiga caminhar com as próprias pernas."
O general comentou ainda sobre a presença de gays e transexuais na corporação. Segundo ele, o Exército "segue a lei e já temos transexuais". "Inclusive em cursos de combatentes. Existe no exército e está assimilada com naturalidade. Não vou dizer que eventualmente não haja alguns problemas, mas tratamos de forma natural, que ocorre dentro da Força, assim como no restante da sociedade."
UOL/montedo.com

General Villas Bôas no Conversa com Bial: entrevista completa

Ministro da Defesa diz que Exército está pronto para fazer 'varreduras' em presídios do RJ

Solicitação, no entanto, não teria sido feita pela Secretaria estadual de Segurança. Impedir invasão da Rocinha não era tarefa para as Forças Armadas, explicou Jungmann.

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Raul Jungmann (Givaldo Barbosa /O Globo)
Por GloboNews
O ministro Raul Jungmann garantiu que o Exército brasileiro está pronto para fazer varreduras em presídios do Rio de Janeiro. O pedido, no entanto, não teria sido feito pela Secretaria de Estado de Segurança. A afirmação foi feita ao jornalista Julio Mosquera nesta terça-feira (19), e a entrevista foi exibida na GloboNews.
"Hoje, infelizmente, não só no Rio de Janeiro, como no Brasil afora, grande número das unidades prisionais, as prisões penitenciárias, são escritórios, 'home office' do crime organizado. Ou seja, os chefes são presos, mas eles continuam dando ordem de lá de dentro porque têm celulares, rádios transmissores", explicou o ministro.
Jungmann lembrou que o mesmo procedimento, para buscar drogas e armas nas penitenciárias, já foram realizadas mais de 30 vezes em pelo menos sete estados brasileiros, e defendeu as ações.
Sobre a recente invasão da Rocinha, comunidade em São Conrado, na Zona Sul do Rio, o ministro explicou que esse tipo de tarefa não cabe às Forças Armadas. Para agir na Rocinha, seria necessário que o Exército fosse acionado com antecedência.
G1/montedo.com

19 de setembro de 2017

Conversa golpista de general tem repercussão zero nas Forças Armadas. E a questão da punição

Antonio Hamilton Mourão deve achar que nome é destino e que todo “Mourão” tem de ser golpista. A melhor punição para ele? Ora, a irrelevância
Os generais Mourão e Villas Boas: golpismo bolorento em contraste com Estado de Direito
Reinaldo Azevedo
Os generais Mourão e Villas Boas: golpismo bolorento em contraste com Estado de Direito
O general Antonio Hamilton Mourão, que é secretário de economia e finanças do Exército, defendeu, sim, um golpe militar na última sexta, em Brasília, durante palestra promovida pela maçonaria. O homem deve achar que nome é destino e que todo Mourão que veste farda tem de ser golpista. Trata-se, com a devida vênia, de mais uma provocação boboca de quem está a seis meses de passar para a reserva. Está tentando criar onda.
Depois de ouvir uma pergunta notavelmente boçal, lida pelo apresentador do evento, ele deu resposta à altura — ou à baixura. NOTA: O sujeito que formulou a questão conta uma mentira. A Constituição não admite intervenção militar. O Artigo 142 permite que as Forças Armadas atuem de forma subsidiária na segurança pública quando isso é solicitado por um dos Poderes. É o caso de defender uma punição? Já chego lá. Antes, vamos à pergunta e à resposta.

PERGUNTA
[apresentador lê um papel com a pergunta] “A Constituição Federal de 88 admite uma intervenção constitucional com o emprego das Forças Armadas. Os poderes Executivos [sic] e os Legislativos estão podres, cheio de corruptos, não seria o momento dessa interrupção, [corrigindo] dessa intervenção, quando o presidente da República está sendo denunciado pela segunda vez e só escapou da primeira denúncia por ter ‘comprado’, entre aspas, membros da Câmara Federal? Observação: fechamento do Congresso, com convocações gerais em 90 dias, sem a participação dos parlamentares envolvidos em qualquer investigação. Gente nova.”

RESPOSTA
Excelente pergunta. Primeira coisa, o nosso comandante, desde o começo da crise, ele definiu um tripé pra atuação do Exército. Então eu estou falando aqui da forma como o Exército pensa. Ele se baseou, número um, na legalidade, número dois, na legitimidade que é dada pela característica da instituição e pelo reconhecimento que a instituição tem perante a sociedade. E número três, não ser o Exército um fator de instabilidade, ele manter a estabilidade do país. É óbvio, né?, que quando nós olhamos com temor e com tristeza os fatos que estão nos cercando, a gente diz: ‘Pô, por que que não vamo derrubar esse troço todo?’ Na minha visão, aí a minha visão que coincide com os meus companheiros do Alto Comando do Exército, nós estamos numa situação daquilo que poderíamos lembrar lá da tábua de logaritmos, ‘aproximações sucessivas’. Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso. Agora, qual é o momento para isso? Não existe fórmula de bolo. Nós temos uma terminologia militar que se chama ‘o Cabral’. Uma vez que Cabral descobriu o Brasil, quem segue o Cabral descobrirá alguma coisa. Então não tem Cabral, não existe Cabral de revolução, não existe Cabral de intervenção. Nós temos planejamentos, muito bem feitos. Então no presente momento, o que que nós vislumbramos, os Poderes terão que buscar a solução. Se não conseguirem, né, chegará a hora que nós teremos que impor uma solução. E essa imposição ela não será fácil, ele trará problemas, podem ter certeza disso aí. E a minha geração, e isso é uma coisa que os senhores e as senhoras têm que ter consciência, ela é marcada pelos sucessivos ataques que a nossa instituição recebeu, de forma covarde, de forma não coerente com os fatos que ocorreram no período de 64 a 85. E isso marcou a geração. A geração é marcada por isso. E existem companheiros que até hoje dizem assim, ‘poxa, nós buscamos a fazer o melhor e levamos pedradas de todas as formas’. Mas, por outro lado, quando a gente olha o juramento que nós fizemos, o nosso compromisso é com a nação, é com a pátria, independente de sermos aplaudidos ou não. O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos de qualquer maneira atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver, haverá. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas. Essa é a realidade.

Retomo
Começo pelo nome. O general que desfechou a ação número um do golpe propriamente de 1964 foi Olímpio Mourão Filho, comandante da 4ª Região Militar, em Juiz de Fora, que deslocou uma tropa de seis mil homens para o Rio, com a missão de prender João Goulart. O governo não conseguiu reagir nem militar nem politicamente. O resto é história de longos anos.
Seria o caso de punir o Mourão de agora? Em outro contexto, a minha resposta seria “sim”. Palavras fazem sentido. E as dele justificam o golpe militar, que, claro!, ele dá a entender, teria apenas uma função saneadora. Também o movimento de 1964 foi desfechado para que o poder fosse rapidamente devolvido aos civis. Lembro: sim, o combate ao comunismo era um pilar importante da ação militar de 1964, mas não menos o combate à corrupção. Esta, aliás, motivou as primeiras punições. A conversa golpista é a de sempre: ninguém quer reconhecer que está pondo o argumento da força em lugar da força do argumento. Notem o esforço do general para se mostrar apenas um defensor da retidão moral.
O presidente Temer precisa agora do que seria um ligeiro estresse no Exército — porque seria não mais do que isso? A resposta é “não”. Assim, talvez decidam deixar a coisa pra lá. Mas vocês precisam saber de uma coisa: Mourão redivivo seria malsucedido desta vez porque, na Força, à diferença do que ele diz, ninguém fala como ele. Muito pelo contrário. A cúpula do Exército — na verdade, das Forças Armadas —, a esmagadora maioria dos seus oficiais e praticamente a totalidade dos soldados são legalistas. Nem sequer flertam com a possibilidade de uma intervenção.
O Comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, é um homem notavelmente preparado, culto, lhano no trato, enérgico. E tem o comando da tropa. São suas estas palavras, publicadas numa rede social: “A Constituição Federal Brasileira há de ser sempre solução a todos os desafios institucionais do país. Não há atalhos fora dela!”.
E ponto final!

Ânimo para a provocação
Não é a primeira vez que o general Antonio Hamilton Mourão costeia o alambrado do golpe. Há dois anos, em outubro de 2015, ele foi punido por Villas Bôas em razão de declarações muito parecidas dadas havia pouco mais de um mês então. Falando a oficiais da reserva, na condição de comandante militar do Sul, pregou o “despertar da luta patriótica”. Fez críticas indiretas a Dilma Rousseff, que estava na Presidência, mas alertou que a simples substituição da titular do Executivo não traria “mudança significativa no ‘statu quo’ e que “a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção”.
A extrema direita resolveu babar de ódio contra o Villas Bôas, mas o fato é que o comandante do Exército, com correção, destituiu Mourão da função de comandante de tropa e o colocou num cargo burocrático. Agora, o general volta com sua conversa torta. Não é ingênuo. Sabe ser uma provocação. Há dois anos, a punição não gerou a solidariedade de ninguém. Duvido que gerasse agora. Mas pergunto: por que dar a este senhor um palanque?
Acho que a melhor punição é deixar claro que fala sozinho e que seu discurso não encontra eco nas Forças Armadas. Mais seis meses, estará fora dos quadros ativos da Forças Armadas.
Encerro lembrando que falas assim só vêm a público em razão da marcha da insensatez a que se dedicam algumas vozes que deveriam se pautar pela moralidade e pelas leis.
Não, o Mourão da hora, desta feita, fala a fantasmas que podem até nos assombrar um tanto. Mas fantasmas são e fantasmas continuarão.
Simplesmente não existem.

Haiti: o retorno. Após auxílio às vítimas do Irma, militares começam a chegar ao Brasil na sexta-feira

Após permanecer no Haiti mesmo após o término oficial da missao, para dar assistência às vítimas do furacão Irma, o último contingente de militares brasileiros retorna ao País a partir da próxima sexta-feira (22). Os 816 militares retornarão em quatro voos, com chegada prevista para 22, 24, 25 e 27, os três primeiros com destino a Guarulhos (SP) e o último ao Galeão (RJ).
Os militares da MINUSTAH são provenientes das organizações militares sediadas nas cidades de Lorena, Caçapava, Pindamonhangaba, Barueri, todas no Estado de SP; e de Valença (RJ), sendo que a maior concentração é de militares do Vale da Paraíba, integrantes da 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel).
Com Agência Verde-Oliva


RJ: Secretaria elogia parceria com Forças Armadas após desentendimento

A pasta registra, no entanto, que os pedidos apresentados ao governo federal não foram atendidos
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ESTADÃO CONTEÚDO
Rio - Um dia após um intenso tiroteio causado por confronto entre traficantes na favela da Rocinha, na zona sul do Rio, a Secretaria Estadual de Segurança do Rio de Janeiro afirmou nesta segunda-feira, em nota, que a parceria com as Forças Armadas continua e já resultou na prisão de 88 pessoas. A pasta registra, no entanto, que os pedidos apresentados ao governo federal não foram atendidos.
A mensagem foi uma resposta ao questionamento sobre a utilidade da parceria, anunciada no fim de julho como forma de combate à violência no Estado, mas que não tem conseguido controlar a atividade criminosa no Rio. Na sexta-feira, 15, o Ministério da Defesa cogitou suspender a Operação O Rio Quer Segurança e Paz devido a desentendimentos com a Secretaria de Segurança do Rio, após recentes críticas.
A última operação realizada em parceria entre as forças de segurança federais e as polícias Civil e Militar do Rio ocorreu em 21 de agosto. Durante as três ações realizadas até agora, não chegou a ser apreendido nenhum fuzil.
"O relacionamento com as Forças Armadas sempre foi de parceria, traduzida em inúmeras ações conjuntas em prol da população fluminense", afirma a nota da secretaria. "A nova forma de colaboração entre as instituições, em operações integradas, foi definida após o governo do Estado pedir recursos para o pagamento do Regime Adicional de Serviço (RAS).
O governo federal acenou com a cessão de efetivo. A Secretaria de Segurança pediu o patrulhamento ostensivo de rodovias federais, vias expressas, portos e aeroportos. O governo federal propôs apoio em operações de cerco durante ações policiais", continua o texto, registrando a diferença entre os pedidos do governo do Estado e as ofertas do governo federal.
"Com esse modelo, três operações foram realizadas com êxito e novas operações estão em planejamento. A presença do Exército garantiu que as ações ocorressem sem distúrbios civis. O número de presos chega a 88. O trabalho integrado continua e inclui a Força Nacional de Segurança Pública, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Agência Brasileira de Inteligência", conclui a nota.
O Dia/montedo.com

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