5 de agosto de 2017

Grande operação militar é deflagrada em favelas do Rio de Janeiro neste sábado

Semestre deste ano foi o mais violento no Estado desde 2009
Grande operação militar é deflagrada em favelas do Rio de Janeiro neste sábado Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro/Divulgação
Foto: Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro / Divulgação
AFP
Milhares de soldados e policiais, apoiados por helicópteros, participavam desde a madrugada deste sábado (5) de uma grande operação em várias favelas do Rio de Janeiro para combater o roubo de cargas e o tráfico de drogas no Estado.
As ações eram realizadas em pelo menos quatro favelas da zona norte e em uma na zona oeste, com 40 mandados de prisão, indicou à AFP um porta-voz da Secretaria de Segurança do Estado (Seseg), em um comunicado.
O Complexo do Lins foi ocupado pelas forças de segurança, enquanto um indivíduo foi morto em confronto nos Morros de São João, no Engenho Novo. As autoridades publicaram na internet as fotos de 15 pessoas procuradas no Lins, oferecendo R$ 1 mil de recompensa por sua captura.
O anúncio solicita "informações sobre esconderijos de armas, localização de criminosos, cargas roubadas, pontos de venda de drogas e veículos roubados" e promete anonimato aos denunciantes.
"As Forças Armadas estão responsáveis pelo cerco em algumas dessas regiões e baseadas em pontos estratégicos", indicou a Seseg em um comunicado. "Algumas ruas estão interditadas e os espaços aéreos estão controlados para aeronaves civis nas áreas sobrepostas aos setores de atuação das Forças Armadas", acrescentou.
O Governo Federal mobilizou em 26 de julho 8,5 mil militares no Rio de Janeiro para integrar uma força de 10 mil homens, para conter a onda de insegurança e combater principalmente o roubo de cargas.
A Seseg indicou que a operação deste sábado, chamada "Onerat" ("carga", em latim), marca a segunda fase da operação, batizada de "Segurança e Paz", que deve se estender até o final de 2018 e se basear em ações de inteligência e ações surpresas.
Essa estratégia contrasta com a empregada até o momento, de ocupação temporária do território, que volta a ser controlado pelas facção criminosas assim que as tropas se retiram;
O primeiro semestre deste ano foi o mais violento no estado desde 2009, com 3.457 mortes violentas, 15% a mais que no mesmo período de 2016, de acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP). A área com maior número de casos (23%) é a Baixada Fluminense.
Até agora este ano, 93 policiais foram mortos em confrontos ou fora de serviço. O último caso ocorreu na madrugada deste sábado, quando um sargento da Polícia Militar foi morto a tiros em seu carro, de acordo com um informe da polícia, citado pela imprensa.
O roubo de cargas tem sido outro flagelo para a região.
De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, no ano passado foram registrados 10 mil casos de roubo de cargas, principalmente em estradas de acesso à cidade, com perdas calculadas em bilhões.
Zero Hora/montedo.com

4 comentários:

Anônimo disse...

Medida completamente inútil! e olha que nem tenho ECEME...Qualquer dia destes vou ver em lugar do Cristo, a estátua do Temer.

Anônimo disse...

Se as nossas leis brandas,fraquinhas e benevolentes não forem modificadas no intuito de serem mais severas,mais enérgicas e bem menos complacentes com os marginais em geral, mais uma vez o Estado irá gastar dinheiro com uma caríssima e inócua operação. Quantas armas (fuzis) e munições foram apreendidas? Sufocar e matar por inanição o suprimento de armas e munições da "Associação de marginais e vagabundos do tráfico " é estratégico e vital para o sucesso desta empreitada.

Anônimo disse...

Excelente operação.
A Esquerda pira vendo isso.
Parabéns as forças de segurança, compostas por homens e mulheres de bem.

Anônimo disse...

Tem de prender mas a justiça tem de mantê-los presos! Não adianta soltar tudo na outra semana!

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