8 de agosto de 2017

A ocupação necessária

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Cristovam Buarque*
O Rio e o Brasil estão comemorando mais uma vez a entrada de nossos soldados na luta contra a violência que tomou conta desta bela cidade. Diante da guerra civil em andamento, não há como ficar contra a decisão do governo federal, mas é preciso estar alerta aos seus riscos e limitações.
Com as Forças Armadas (FFAA) nas ruas, a população carioca pode ter um fôlego de paz, mas sob o risco de envolver nossos soldados em mortes: a deles e a de bandidos nas ruas. As consequências destas mortes poderão ser muito graves para o necessário casamento entre os brasileiros e suas FFAA.
Ao escolhermos o caminho do enfrentamento entre nossos soldados e a guerrilha do crime, adotamos o risco de soldados matarem brasileiros, inclusive com prováveis efeitos colaterais: eufemismo para dizer vítimas inocentes de balas perdidas atiradas por armas de um lado ou de outro. Somente neste ano de 2017, 92 policiais militares e mais de 500 civis, inclusive crianças, foram mortos na guerra entre bandidos e policiais. São estatísticas assustadoras: ainda mais grave se envolver nossos soldados.
Igualmente grave são os limites desta opção. O Exército não pode ficar para sempre nas ruas do Rio, nem de outras cidades. No dia seguinte à saída dos militares, mesmo não sendo vista como derrota, os bandidos voltarão com espírito de vencedores. Sem falar no risco de sucesso da guerrilha do crime, se não diretamente no enfrentamento com nossos soldados, indiretamente pela disseminação da bandidagem em outras cidades.
A solução provisória será um agravante. Ainda que tenham sucesso momentâneo, os soldados não construirão a paz permanente, que só viria se o governo federal ocupasse o Rio com professores bem preparados, dedicados, bem remunerados, em escolas bonitas e bem equipadas, todas com horário integral.
Há anos, muitos dizem que se o Brasil não ocupar suas cidades com professores, teria de ocupá-las com soldados. Darcy Ribeiro dizia que, se não fizermos escolas, teremos que fazer cadeias. Ou ocupamos com professores ou não adianta ocupá-las com soldados.
Mas continuamos preferindo os soldados aos professores, a segurança provisória à paz permanente. Comemoramos a federalização da segurança, mas nos recusamos a federalizar a educação. Se todas as crianças do Rio tivessem escolas equivalentes aos Colégios Federais, Pedro II ou Militares, em uma geração teríamos um ambiente de paz, evitando a necessidade da precária e arriscada opção militar.
Talvez isto nunca vá acontecer, por causa da miopia em relação ao futuro que nos faz preferir soldados nas ruas, muros nos condomínios, carros blindados, a uma paz duradoura que vem da educação. Em grande parte, porque temos três ideias arraigadas: a educação não resolve o problema; não podemos esperar por ela; e, sobretudo, a ideia de que no Brasil não há como oferecer escola com a mesma qualidade para os filhos de ricos e filhos de pobres. Esta mentalidade é a principal origem da violência que agora tentamos barrar com soldados.
*Senador pelo PPS-DF
O Globo/montedo.com

15 comentários:

Anônimo disse...

Falou tudo senador!!!
Parabéns pela sensata visão.

Anônimo disse...

Mas quem matou todos os bandidos nessas operações até agora dói a Polícia...nada mudou

Anônimo disse...

Pois é Senador ! Lute por melhorias para a "familia militar" estamos órfãos.

Anônimo disse...

Escola cheia de esquerdista que defende o vagabundo? Tem muita coisa pra ser mudada principalmente as mentes da maioria dos professores porque enquanto isso não mudar ainda prediro os soldados brasileiros, dos quais faço parte!

Anônimo disse...

Ao anônimo de 7 de agosto de 2017 23:34.
Espere sentado pela luta desse nobre senador por melhorias para a família militar.
" Em um período de revolta contra a ditadura militar, o estudante Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque, optou pela militância na Ação Popular (AP)". No Congresso está cheio de gente da época dele, todos "muy amigo", das Forças Armadas, infelizmente.

Anônimo disse...

A solução é esta: Entre as escolas aos militares (policias e forças armadas).

Existem exemplos de colégios públicos que ficaram sobre administração da polícia militar, com ótimos resultados. Os colégios militares são outro belo exemplo.

Anônimo disse...

Mais um comunistazinho que apoiou o desarmamento da população e chama bandido de vítima da sociedade.

Anônimo disse...

Rio de Janeiro, uma linda cidade cercada de favelas por todos os lados. Não quero insinuar que, quem mora naquelas comunidades sejam foras da lei, pois ha milhares de famílias honestas sob o rigor das leis dos bandidos e abandonados pelas autoridades que deixaram as coisas chegarem a crise atual, enquanto se esbaldavam em restaurantes e joalherias chiques pelo mundo com o dinheiro do cidadão ou se deixaram corromper pelo crime, no caso dos milicianos. O que dizer daquela cena onde moradores saquearam juntos com os meliantes o caminhão dos correios ou o policial mandando o marginal assaltar nas ruas para arrecadar dinheiro da propina? A presença de soldados nas ruas e avenidas principais jamais resolverá a situação. Alguns bandidos pé de chinelo serão presos ou mortos, enquanto que a cúpula do crime está bem guardada nos presídios, gabinetes ou escondidos pelos moradores.

João Luiz disse...

Acho que exército deve ser usado como exército, ou seja, ocupar o terreno e mantê-lo a qualquer custo, fora isso é um dispersivo de tempo e dinheiro. Ou se deixa as Forças Armadas trabalharem da forma que são treinados ou então não empreguem, pois não somos enfeites para turistas e nem somos preparados para fazer papel de policia, somos preparados para ocupar e manter o terreno.

Anônimo disse...

Senador, muito bonitas as suas palavras, mas são só teorias. Há quanto tempo o senhor vem se elegendo "em cima desse papo"? O que o senhor fez até agora? Seria seu papel fazer algum projeto para melhorar isto. Então, senador, chego à conclusão que todo mundo gosta de "tirar uma casquinha" nessas horas, mas não se mobiliza a fim de melhorar coisa alguma, é só querendo votos dos bobos. Nem nos EUA todas as escolas do governo são do padrão desses colégios citados pelo senhor, senador. Pelo contrário, o índice de drogas nos colégios de lá é até bem maior do que nos daqui. O povão pode não saber disso, porém o senhor, que viaja muito, sabe.

Marcelo Carvalho disse...

Mais um comunistóide querendo surfar na popularidade das FFAA...

Anônimo disse...

Estou cansado de ouvir conversa fiada, tô de saco cheio ds pseudo chefes e destes Socilistascomunistasesquerdistas de merda comandando esse país fuleiro, nós militares somos culpados sabem porquê? Por sermos desunidos independente de ser praça ou oficial, somos incapazes de criarmos uma bancada militar no Congresso e nas Assembléias Estaduais, gostamos de travar guerra conosco, eles os bandidos e corruPTos de todos os partidos riem de nós, eles dizem : " Esses milicos são um bando de idiotas", e nós rendendo homenagens a esses babacas, daqui a pouco vão atrasar e parcelar nossos salários como já fazem nos estados, e sabem o que acontecerá nada porque "NÓS" somos covardes e acomodados entenderam ?
Ten QAO R/1 EB MOBRAL SEM CHQAO

Léo disse...

Ao ministro da educação,do PT,do Lula criminoso, que nada entende de Soldados e não construiu escolas bonitas,em todos os estados do Brasil,muito menos pagou salários decentes ao professores,Brasil afora.


O senador Cristóvão Buarque foi do PT,durante 15 anos.Foi ministro da educação,no governo do criminoso Lula,desde o primeiro dia do seu mandato,no primeiro mandato,1 de janeiro de 2003.Esse embusteiro vem falar em escolas bonitas e professores bem pagos.Por que,então,ele,o embusteiro,sendo do PT,sendo ministro da educação- o maior ,o mais alto e o mais importante cargo ,na educação brasileira-,não construí lindas escolas,pelo menos uma em cada município miserável deste país de petralhas vagabundos,saqueadores dos cofres do povo e bandidos? Simples.Porque os petralhas dão prioridade para o bolsa-miséria e o bolsa-bandido,em detrimento de pagar um salário decente,para todos os professores.Dizer que a sociedade prefere os soldados aos professores demonstra o quanto vazia é a mente de quem se diz de esquerda.Se o soldado vai de encontro ao crime organizado ,no Rio Maravilha, é porque o crime institucional,perpetrado pelo PT-origem do embusteiro-,juntamente com o PMDB de Eduardo Cunha,do Angorá e de Cabral,o saqueador voraz,tomaram de conta daquele arrombado estado.Pergunto: por que,senador entendido de educação e de soldados,o senhor não enfrentou,à altura de um educador-se acha- o seu par,o senador Renan Calheiros, quando o mesmo o acusou, publicamente,no microfone do senado federal, de " traquinagens",digamos assim? Texto vazio,oco, sem argumentos concretos, pífio o que é próprio de quem nasceu no PT.Embusteiro!!! Se eu fosse o outro senador,o Collor, eu o chamaria de parlapatão! Como eu não o sou,prefiro o embusteiro!

Anônimo disse...

Esqueceu de acrescentar que o nobre senador é um empedernido desarmamentista!

Anônimo disse...

Estamos patrulhamento do RJ.
E que venha o melhor no turismo daqui alguns dias. Rock in Rio.

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