4 de maio de 2017

Rússia propõe que Brasil integre missão de paz na Síria

Moscou, Teerã e Ancara tentarão criar zonas de exclusão monitoradas por outros países; grupos rebeldes são contra
Quneitra - Siria
Jamil Chade, Correspondente / Genebra e Roberto Godoy ,
O Estado de S. Paulo
Rússia, Irã e Turquia assinaram um acordo para criar zonas de exclusão na Síria e, assim, isolar grupos terroristas no país afetado pela guerra. Moscou propõe colocar países não envolvidos diretamente no conflito para fazer parte de operações de paz e o Brasil foi mencionado como alternativa, uma vez que a missão do País no Haiti está chegando ao fim. Além das tropas brasileiras, foram mencionadas como possibilidades as da Índia e de países do ex-bloco soviético, como o Casaquistão.
Pelo projeto elaborado em Astana, no Casaquistão, apoiado pelo governo de Bashar Assad, quatro “zonas desmilitarizadas” seriam criadas e monitoradas por soldados de uma missão internacional.
Um fator que impede a concretização desse acordo é sua rejeição pela oposição síria. Os rebeldes alegam que as zonas de exclusão seriam indícios de que o país poderia ser dividido em zonas de influência entre iranianos, turcos e russos. As áreas estariam na província de Idlib, em Ghouta, no norte de Homs e na fronteira entre a Síria e a Jordânia. Atividades militares nessas áreas apenas poderiam ocorrer contra grupos considerados terroristas.
Staffan de Mistura, o mediador das Nações Unidas para a questão da Síria, declarou que o acordo era “um passo na direção certa” e que anúncio era “de extrema importância”. As zonas de exclusão seriam usadas para permitir que pessoas possam se refugiar de conflitos e receber ajuda humanitária. A esperança do mediador da ONU é de que os primeiros passos comecem a ser tomados antes de meados do ano. Embora De Mistura tenha manifestado apoio ao acordo, qualquer envio de tropas ainda teria de passar pelo crivo do Conselho de Segurança da organização.
O presidente da Turquia, Recep Erdogan, indicou hoje que as zonas de exclusão teriam potencial para “resolver 50% da guerra”. O presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a mencionar a possibilidade.
Um dos problemas a ser superado se refere a quem monitoraria essas zonas. Assad rejeitaria qualquer envolvimento turco ou dos europeus, enquanto a oposição se recusa a aceitar tropas russas ou iranianas. Por isso, segundo fontes russas, a proposta de trazer tropas de países que, ao longo dos anos, adotaram uma posição de menor envolvimento na guerra síria, entre elas a do Brasil.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que não houve nenhum comunicado ao País nesse sentido, mas que a tradição brasileira é “só participar dessas missões sob a égide da ONU”. Jungmann reforçou ainda que “essa decisão, caso se confirme a notícia, é do presidente Michel Temer”. Fontes no ministério da Defesa disseram ao Estado que há disposição para participar de operações internacionais.

Tropas
As Forças Armadas brasileiras mantêm cerca de 1.500 militares em dez diferentes missões da ONU. O maior grupo, com cerca de 850 soldados, está no Haiti. Equipes menores atuam em Chipre, Libéria, Timor Leste, Saara Ocidental, Costa do Marfim, Líbano, Colômbia, Equador e Peru. Ao longo dos últimos 70 anos, a participação do Brasil em mandatos armados das Nações Unidas mobilizou cerca de 68 mil homens e mulheres.
De acordo com um oficial do Exército, veterano das operações no Haiti, há um ano o governo fez saber à ONU da disposição de, após o encerramento do trabalho no Haiti, no segundo semestre, manter o envolvimento de tropas e recursos em novas missões de manutenção de paz e estabilização regional.
Segundo o militar ouvido pelo Estado, o País não recusaria o envio de pessoal para o Líbano, onde a Marinha mantém um navio liderando a força-tarefa internacional que garante a segurança do Mediterrâneo na área sob jurisdição libanesa. O time participa da qualificação dos quadros navais locais e apoia ações de repressão ao tráfico de armas e de pessoas.
Caso pudesse escolher a missão, no entanto, a opção seria por um encargo no oeste da África, considerado estratégico. O cenário mais atraente seria a participação na Missão Multidimensional de Estabilização do Mali (Minusma), criada em 2013 pelo Conselho de Segurança para garantir a recuperação do país, devastado por conflitos externos e pela ação de dois violentos grupos jihadistas, o Ansar Dine, ligado ao Estado Islâmico (EI), e a Al-Qaeda no Magreb Islâmico. As Forças do Brasil ainda não têm experiência operacional nesse tipo de ambiente. / COLABOROU CARLA ARAÚJO

40 comentários:

Anônimo disse...

Agora eu quero ver os heróis de Miami...

Anônimo disse...

Agora a porca torce o rabo.

Anônimo disse...

Rumo ao Mali!!!!!
MINUSMA!!!!
agora quero ver os gravatinhas virarem Rambo da noite para o dia.

2° Sgt 2002

BRABAT 26!!!
MINUSTAH!

Magno disse...

Voluntários!?

Anônimo disse...

Os Cel QCO. Tenho certeza de que todos serão volintários, uma vez que têm mais merecimento do que oficiais combatentes.

Anônimo disse...

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, candidatos?!!!

Anônimo disse...

Manda a tropa PQD !!

Anônimo disse...

Sou voluntário pra Síria e pro MINUSMA,caso o pessoal da ativa não queira um "perigo real e imediato", porrada , tiro e bomba. Ten QAO R/1 Tu 89

Anônimo disse...

quero ver os peixes que foram três, quatro vezes no Haiti serem volutarios de novo, outra peixada exército de minas. (quero ver).

Anônimo disse...

Uma vez um 1º Sgt Puxa saco do 28º BIL me falou que ia ao Haiti pelo motivo de aperfeiçoamento Profissional, sendo que o mesmo já estava indo pela segunda vez e eu perguntei a ele que se ele não ganhasse em dólar será que ia assim mesmo e o indivíduo desconversou. Quero ver agora se esse Sub tenente vai agora ser voluntário para atuar na Síria, considerada mais que missão real.

Anônimo disse...

Será que vai ter voluntarios ? Lá não é o Haiti. Lá é pau mermão !

Neguinho só sabe reclamar e sempre querem se dar bem, ir só na boa !

Reclama do alemão e outros morros aqui no Rio, lá não vão peruar não.

Anônimo disse...

Com essa mentalidade atrasada. com uma doutrina atrasada. com equipamentos atrasados. com essa visão onde não se tem mais camaradagem muito menos profissionalismo onde a base não é ouvida vai fazer feio lá.

Anônimo disse...

Mandar brasileiros servirem de bucha de canhão para servir a interesses russos? Loucura.

Soldados brasileiros existem para servir ao povo brasileiro. Ao invés de envia-los para dar proteção a estrangeiros seria melhor envia-los para dar proteção aos brasileiros da cidade do Rio de Janeiro, vivendo num estado sem lei, sem ordem, sem progresso e sem governo.

Anônimo disse...

Sou voluntário....sempre

Quem desdenha é porque tem medo

Anônimo disse...

Não se iludam com a manchete, a ONU é americana. Nem isso eles assumem. Para eles é para isso que serve o terceiro mundo.
O pior é que tem gente que acha que o americano é o mocinho da história.

Anônimo disse...

Olha a boca "rica"! Será que os militares só vão ter uma melhora salarial se forem os "peões" dos conflitos?

Anônimo disse...

No Brasil não tem terrorismo. Mas se entrar nesse conflito.......

Anônimo disse...

Tem um detalhe o Brasil não aliado dos Estados Unidos que outro dia bombardearam a Síria?????????

Anônimo disse...

Onde está a rela para eu por o meu nome???
Partiu Mali ou Siria..
O que vier está bom!!!
Quero ver os leões de alojamento de BSB se serão voluntários...
Abss
Att
Praça 93!!

Anônimo disse...

Eu não gostaria de ir por três motivos:
1. Não é aquela moleza do Haiti;
2. Não é perto de Miami; e
3. Dar oportunidade para quem ainda não foi a nenhuma missão de paz.

Anônimo disse...

Ih, Montedo, acho que os acessos vão diminuir aqui no seu blog.

Considerando, tantos comentários em diversos posts sobre "operacionais" que fazem e acontece, e que não se preocupam com aumento salarial, criticam os que reclamam um aumento, sempre dizendo que são vocacionados para o combate, etc, etc... todos esses deverão ser os primeiros a fazerem a inscrição para a seleção para a missão na Síria.

Ou não?

P.S.: o Alto Comando deveria priorizar os militares possuidores de cursos operacionais, aqueles que ficam esnobando os milicos que não possuem nenhuma "bolacha".

Anônimo disse...

Antes de voluntariar se, dê uma olhada no que o ÍSIS faz quando captura o inimigo fiel, imagine o infiel...Depois, com toda esta valentia, comendo arroz e feijão, mas arrotando carne, pense que fará parte de uma força completamente despreparada, material, profissional e culturalmente, depois ainda olhe na formatura da manhã ao seu lado e a frente, aqueles que irão te comandar...olhe as meninas que estarão do teu lado sem ao menos ter força para segurar um fuzil, pense quais dos 125 tipos de armas empregadas no local você sabe manusear com destreza, leia livros sobre a FEB na Itália (ex: As duas faces da glória, de William Waack ), veja filmes que nem sempre existe uma volta com banda tocando e medalhas ao peito, caia na real...e acima de tudo, estude um pouco de política internacional e terá uma vaga desconfiança que todo esforço empregada nada tem a ver com a Paz Mundial. Se você fizer tudo isso e entender em consciência o que significa, e ainda quiser ir, você está no lugar certo, e tem muita coragem, ou e louco.

Anônimo disse...

Boa tarde prezados companheiros...

Participei da Missão do Haiti com muita honra..
Sou voluntário para a próxima missão que vier a ser confirmada!!!
Não fui a passeio para o Haiti e serei voluntário para outra missão em quaisquer circunstâncias.... se for selecionado informo a todos que também não irei a passeio.
Que todos nós tenhamos um abençoado final de semana.
Que DEUS ilumine os nossos passos nestes terrenos instáveis, HOJE E SEMPRE!!!

Anônimo disse...

Parece mais um passo da nova Lei de Migração. Agora é só aguardar a vinda dos sírios. Se liga Brasil!

Anônimo disse...

Será que o pessoal de Brasília vai querer tomar a vaga de quem treina e se prepara as missões de paz (especificamente Haiti)?

Muita gente treinava, ralava, se preparava e na hora do embarque ficava de fora por que um peixe de Brasília foi indicado para o seu lugar.

Anônimo disse...

Medroso detectado....

Anônimo disse...

Só lembrando, os membros do Estado Islâmico na Síria,quando capturam alguém que consideram traidor, usam o método de degolar galinha(separação da cabeça do resto do corpo)ou execução com calibre 12 na cabeça ou carbonização das pessoas vivas.

Anônimo disse...

Prioridade para quem já foi em missão de paz hahaha...

Anônimo disse...

Tem muito militar pensando que vai ser aquela molezinha do Haiti.

Anônimo disse...

Cade os QE motorista de Gen????????????????????????Algum voluntario??

Anônimo disse...

Critério de seleção dos voluntários já está definido e publicado em BI:

1º ter participado da missão no Haiti;
2º ter participado com louvor de todos os jantares,churrascos e do futebol de sexta-feira promovido pelo comandante ou pelo SCmt(quando autorizado);
3º ser destaque no salto noturno ou tiro noturno inopinado;
3º ter no minimo B no TAF .

Anônimo disse...

Sou voluntário também...














para o papiro... TREs estão aí já sabe né senhores, tenho que papirar dar o gás, mas alguém tem que ir, parabéns para quem for e boa sorte.

Anônimo disse...

Agora me deu medo! Vo não. Melhor ir para o Rio...

Anônimo disse...

Se não houver voluntários harará uma escala...primeiro os mais modernos e os que nunca foram a missão alguma.

Anônimo disse...

Verdade. Tá foda aguentar imigrantes

2° sgt INF, de etnia indígena (não sou negro), A verdadeira!

Anônimo disse...

O Brasil com violência muito superior e a tropa no Haiti e Síria.
É Brincadeira... ???

Anônimo disse...

Esperando completarem os claros com os QE que iam a deus dará pra maiami, opa, haiti quis dizer. Mas não vai acontecer como sempre. No pau da goiaba, vai ser aquele bom e velho "incentivo" contumaz em forma de sussurro que a força oferece: aquece e vai nego véio de carreira, se quiser sair QAO.

Anônimo disse...

excelente oportunidades para 1Sgt e Sub Ten. Para quem esteve em missão de paz no Haiti pode perceber o grande numero destes antigões que do dia para a noite para poder ir na missão viraram eletricistas, pedreiros, motoristas, borracheiros, operadores de maquinas, operadores de energia elétrica e muito mais. estes claros eram específicos de cabos e soldados . o EB para esta missão podia priorizar os militares de Brasília.

Anônimo disse...

Russia ? isso é coisa de petista....rsrsrsrsrsrsrs

Anônimo disse...

Quanta mesquinharia nos comentários. Se o Brasil for participar, adestrem-se os militares que irão e pronto. O restante é conversa fiada. Faça como os americanos, cujos soldados são obrigados a servir, muitas vezes, em zonas de conflito internacional. Portam medalhas que foram conquistadas em combate.
Se outras missões foram cheias de voluntários escolhidos a dedo. Esta também poderá ser assim. Importante que nos preparemos, pois daqui para adiante, a cobra voltará a fumar!!!

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