23 de maio de 2017

e-Farsa! Mulher do dono da JBS não é filha do Comandante do Exército

Esclarecimento para alguns comentaristas, que têm insistido nessa 'informação'.

Filha do General Villas Bôas casada com Joesley da JBS?
Corre pelas redes sociais a imagem da jornalista Ticiana Villas Boas, do SBT, como sendo filha do General Villas Bôas, Comandante do Exercito Brasileiro. O que não é verdade.
Assim como Villas Bôas, o Juiz Sérgio Moro e outros já sofreram esse tipo de associação na vã tentativa de difamar a imagem das pessoas que estão diretamente envolvidas com os apelos populares no que tange a salvação da política brasileira.
Ticiana é filha de uma família tradicional de Salvador, enquanto o General de Exercito Eduardo Dias da Costa Villas Bôas é natural da Cidade de Cruz Alta no Rio Grande do Sul.
Portanto, devemos deter o ímpeto de divulgar qualquer “noticia” sem antes confirmar a veracidade da informação, pois, lidamos com gente acostumada em ludibriar a opinião da sociedade. Não sejamos multiplicador das mentiras que a esquerda propaga, seremos as vitimas de nós mesmos.
Orlando Villas Bôas, sertanista famoso por seus contatos com indígenas, embora tenha o sobrenome do General, é natural de Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo e também não possui parentesco com o Comandante do exercito Brasileiro. Mas a relação falsa de parentesco com Ticiana foi feita, só pelo impacto negativo que poderia causar por ela ser esposa de um corruptor foragido do Brasil.
A única verdade que estas mentiras acrescentam é que estamos no caminho certo, e que as pessoas atacadas se manifestam neste sentido. Continuemos firmes e acreditando nas Instituições e não nas pessoas, pois certamente elas não perecerão.
rvchudo/montedo.com
SPONHOLZ

DIÁRIO do PODER/montedo.com

Venezuela possui 5 mil mísseis russos terra-ar, segundo documento

Soldado venezuelano pratica em um simulador de artilharia antiaérea como parte de um exercício de defesa militar em conjunto com o público em Caracas. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
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Soldado venezuelano pratica em um simulador de artilharia antiaérea como parte de um exercício de defesa militar em conjunto com o público em Caracas.
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Girish Gupta
CARACAS (Reuters) - A Venezuela possui 5 mil mísseis terra-ar do tipo Manpads fabricados na Rússia, de acordo com um documento militar analisado pela Reuters, o maior estoque conhecido na América Latina e uma fonte de preocupação para as autoridades dos Estados Unidos em um momento de tumulto crescente no país produtor de petróleo.
O governo socialista da Venezuela usa há tempos a ameaça de uma invasão "imperialista" dos Estados Unidos para justificar um reforço no armamento. Grande parte do arsenal foi obtido da Rússia pelo falecido presidente venezuelano Hugo Chávez, cujo período no poder durou de 1999 até sua morte em 2013.
Os mísseis que podem ser operados por uma única pessoa, já que são lançados apoiados no ombro, representam uma ameaça séria a aeronaves comerciais e militares.
Especialistas em armamento dizem que há tempos se teme que as armas possam ser roubadas, vendidas ou de alguma maneira direcionadas a mãos erradas, uma preocupação exacerbada pelos confrontos civis em curso na Venezuela e pela crise econômica que abala a nação produtora de petróleo.
De acordo com uma apresentação militar venezuelana testemunhada pela Reuters, o país sul-americano tem 5 mil mísseis SA-24 do tipo sistema de defesa aérea de uso portátil (Manpads, na sigla em inglês), também conhecidos como Igla-S.
O documento visto pela Reuters oferece o relato mais completo até o momento do arsenal de armas. Registros públicos de armas confirmam o grosso dos números vistos na apresentação militar.
O governo da Venezuela e autoridades militares não responderam a pedidos de comentário sobre a informação.
Reuters/montedo.com

Messias Dias e as promoções no Exército

22 de maio de 2017

Após 40 dias internado, morre cadete da Aman atropelado na via Dutra

João Victor Precioso Zini Ferreira, de 25 anos, estava em um hospital particular. Ele era do curso de Cavalaria e morador de Duque de Caxias.
Por G1 Sul do Rio e Costa Verde
Morreu na manhã desta segunda-feira (22), em Resende, o cadete João Victor Precioso Zini Ferreira, de 24 anos. Segundo a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), ele estava internado desde o dia 12 de abril em um hospital particular da cidade, após sofrer um atropelamento na Via Dutra, em Piraí, RJ.
Zini e outros quatro cadetes estavam em um carro que saiu da pista, após o motorista perder o controle da direção. Ele foi atropelado após deixar o veículo para sinalizar o acidente. Um helicóptero do Exército foi utilizado no resgate das vítimas e o trânsito na Dutra precisou ser fechado para que a aeronave pousasse.

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Dois cadetes da Aman ficam feridos em acidente na Via Dutra

João Victor Precioso Zini Ferreira cursava o 3º ano de Cavalaria e era morador de Duque de Caixas, na Baixada Fluminense. Até a publicação desta reportagem, não haviam sido divulgadas informações sobre o sepultamento.
Em nota divulgada ao G1, a AMAN informou que um processo administrativo foi aberto para apurar as causas do acidente e a previsão é que seja concluído nos próximos 30 dias.
G1/montedo.com

Sargento do Exército morre em assalto no Rio

Publicação original: 21/5 (23:09)
Sargento do Exército é morto a tiros em tentativa de assalto em Anchieta
Anderson de Freitas, de 29 anos, deixa mulher e um filho de 6 meses
DAYANA RESENDE
RIO — O sargento do Exército Anderson de Freitas Martins Alves, de 29 anos, foi morto a tiros numa tentativa de assalto, na noite deste domingo, em Anchieta, Zona Norte do Rio. De acordo com testemunhas, o militar estava chegando em casa quando foi abordado por bandidos armados em um carro. Anderson foi baleado por pelo menos cinco disparos. Ele chegou a ser levado por um amigo até a UPA de Ricardo de Albuquerque, mas já chegou sem vida à unidade.
O crime aconteceu por volta das 21h30m, na esquina das ruas Inácia Gertrudes com Sancho de Faro, próximo à Praça do Granito. A polícia ainda não sabe se ele reagiu à abordagem ou se os criminosos atiraram depois de perceberem que a vítima era um militar do Exército.
Os ladrões fugiram sem levar o veículo. A Delegacia de Homicídios (DH) da capital realizou perícia no local.
A rua onde Anderson foi morto fica a cerca de 1 km da 31ª DP (Ricardo de Albuquerque). Ele era 3º sargento do Exército e servia no Batalhão Villagran Cabrita (Escola de Engenharia), em Santa Cruz, Zona Oeste. O militar deixa mulher e um filho de 6 meses.
O Globo/montedo.com

França investiga propina para o governo Lula pela compra bilionária de submarinos

CONTRATO DE SUBMARINOS
FRANCESES INVESTIGAM COMPRA DE SUBMARINOS DE R$24,4 BILHÕES
A Justiça francesa investiga a denúncia de pagamento de suborno pelo bilionário contrato de venda de submarinos Scorpène para o Brasil, em 2008, no governo Lula. Neste domingo, toda a imprensa francesa dedicou espaço ao assunto. O acordo de 6,7 bilhões de euros (equivalentes a R$24,4 bilhões) inclui transferência de tecnologia para o Brasil.
A procuradora-geral da Procuradoria Nacional Financeira (PNF), Eliane Houlette, esteve há duas semanas no Brasil chefiando uma delegação, da qual também participou o chefe do Departamento Anticorrupção da Polícia (Oclciff, na sigla em francês), Thomas de Ricolfis.
Fontes oficiais confirmaram a investigação da PNF e da polícia francesa de “corrupção de funcionários públicos estrangeiros” no contrato de venda de quatro submarinos de ataque Scorpène, assinado em 23 de dezembro de 2008, no Brasil, pelos então presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva Lula.
O Scorpène é um submarino convencional, de última tecnologia, fabricado pelo estaleiro naval francês DCNS (Direction des Constructions Navales Services) em cooperação com o espanhol Navantia. Chile e Malásia têm dois desses submarinos. A Índia adquiriu seis, dos quais três já foram entregues.
Um porta-voz da DCNS disse à agência France Press que a companhia “não tem nada a ver com a Operação Lava Jato”, acrescentando que a empresa “respeita escrupulosamente, no mundo todo, as regras do Direito”.
No Brasil, a DCNS é parceira da BTP Odebrecht, que subcontratou por R$3 bilhões, segundo as suspeitas, por recomendação do ex-presidente Lula. Ambas as empresas estão no centro do megaescândalo de corrupção de agita o país. Em abril, o presidente da DCNS Brasil, Eric Berthelot, havia dito que essas investigações “atingiam apenas a própria Odebrecht”.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Coreia do Norte confirma disparo "com sucesso" de míssil balístico

A Casa Branca referiu estar ciente de que a Coreia do Norte lançou um míssil balístico de médio porte
A Coreia do Norte confirmou, este domingo, ter disparado "com sucesso" um míssil balístico, noticiou a agência estatal norte-coreana KCNA.
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, assistiu ao lançamento do novo míssil balístico de "médio alcance" Pukguksong-2 (Estrela Polar-2, em português), adiantou a KCNA, sem avançar mais detalhes sobre quando se realizou o ensaio.
De acordo com a KCNA, Kim Jong-un aprovou o desenvolvimento do Pukguksong-2 "para ser utilizado" e qualificou-o como "uma arma estratégica bem-sucedida".
Este míssil, também conhecido como KN-15, é um projétil de médio alcance que foi lançado pela primeira vez pela Coreia do Norte em 12 de fevereiro.
O disparo tinha sido anunciado pelo Estado-Maior das Forças Armadas da Coreia do Sul. "A Coreia do Norte disparou esta tarde [domingo] um projétil não identificado em Pukchang na província de Pyongyang Sul", referia um comunicado daquela entidade.
Segundo o governo da Coreia do Sul, o exército norte-coreano disparou no domingo o míssil em direção a oriente desde um local perto de Pukchang, na província de Pyongan do Sul, às 16:59 locais (08:59 em Lisboa). O míssil alcançou "uma altitude máxima de 560 quilómetros e percorreu uma distância de 500 quilómetros".
Entretanto, a Casa Branca referiu estar ciente de que a Coreia do Norte lançou um míssil balístico de médio porte.
Funcionários da Casa Branca que acompanham o presidente norte-americano, Donald Trump, numa viagem à Arábia Saudita, indicaram que o sistema, que foi testado pela última vez em fevereiro, tem um alcance menor do que os mísseis lançados nos testes mais recentes da Coreia do Norte.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) marcou para terça-feira uma reunião de urgência sobre a Coreia do Norte.
O anúncio foi feito hoje pela missão do Uruguai, que preside ao Conselho de Segurança durante o mês de maio.
A reunião foi convocada a pedido dos Estados Unidos, do Japão e da Coreia do Sul, precisou a missão uruguaia.
Jornal de Notícias/montedo.com

21 de maio de 2017

Exército explode granada de 5 kg que era usada como tranca em portão de galinheiro no RS

Trabalhador rural usava granada de 5 kg para trancar portão de galinheiro
Alegrete (RS) - Uma situação inusitada por muito pouco poderia ter provocado uma tragédia para um trabalhador rural. O homem de 45 anos mora no Caverá, 20 Km de Alegrete e há cerca de quatro anos encontrou, no campo, um objeto. Sem saber do que se tratava e por achar “diferente” levou para casa.
Durante aproximadamente 40 dias o artefato ficou no interior do Fusca e, neste período, ele veio até a cidade muitas vezes.
Recentemente, o cunhado Amilton Vassalo foi fazer uma limpeza geral devido à uma festa que teria no local. Seria o aniversário de 15 anos da filha, denominado “quinzãorural”. Durante a faxina ele encontrou uma granada de 5kg, na porta do galinheiro. Quando necessário era usada para segurar o portão.
Imediatamente Amilton sabendo do que se tratava retirou a granada do local e deixou longe da casa. Cerca de 15 dias depois, num contato com a Unidade Militar do 10° Blog, eles decidiram explodir a granada.
O Major Fabrício Santos que, coordenou a ação, explicou que a granada era de uso de tanque de guerra e que ela teria capacidade de destruir um blindado . Portanto, foi muita sorte do agricultor ela estar com uma pequena avaria no sistema de detonação o que dificultou a explosão com o movimento do carro.
“Se detonasse no carro não sobraria um pedacinho sequer” – destaca.
A manobra para detonação foi preparada com muita cautela e cuidado. O processo incluiu desde fornilho de aproximadamente 2 metros de profundidade que foi feito para colocá-la, junto a mais um explosivo para facilitar a explosão, além dos sacos de areia que foram colocados para amortecer o impacto.
Mesmo assim, Amilton que assistiu de longe, mais de 1km, disse que sentiu o tremor da terra.
No final ficou apenas uma grande cratera com mais de dois metros de diâmetro. Major Fabrício salientou que se alguém encontrar algo semelhante ou alguma outra granada deve imediatamente comunicar às unidades militares. Não se deve colocar esses artefatos em veículos ou levar para casa, devido ao risco de explosão.
De acordo com o Major, a granada, pelo aspecto, deveria ter no mínimo 40 anos. Ele acredita que deve ter sido durante treinamento naquela região. Alguns moradores comentaram que há 50 anos aquela área era usada para treinamentos das Unidades Militares de Alegrete.

Acompanhe o vídeo do momento da explosão:


Alegrete Tudo/montedo.com

No Senado, Comandante da Aeronáutica reclama da falta de recursos para a Defesa

Os cortes de verbas e restrições orçamentárias que atingem o controle de tráfego aéreo nos últimos anos já afetam a confiabilidade do sistema no Brasil. O comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, fez duras críticas à falta de recursos do governo para investir na infraestrutura aeroviária no Norte do Brasil e para o lançamento de satélites. A cobrança aconteceu nesta quinta-feira, na audiência pública na Comissão de Relações exteriores e Defesa Nacional do Senado.
“A Força Aérea se ressente dessa falta de recursos. É relativamente grave. O país parou de investir enquanto o custeio não para de aumentar. Isso acaba degradando em parte o sistema, a confiabilidade é prejudicada”, alertou. De acordo com o comandante, os recursos são contingenciados apesar de serem oriundos de tarifas com destinação específica para o setor, não provenientes do Tesouro Nacional.

AMAZÔNIA
O comandante também reclamou pelo fato de o Ministério dos Transportes não estar mais repassando à Força Aérea a parte equivalente à manutenção da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (Comara). “A Comara está há dois anos à míngua. Ou voltam esses repasses ou vamos fechar a Comara, porque essa estrutura deteriora rapidamente sem manutenção”, lamentou.
O comandante pede uma ação no âmbito do Legislativo ou através do próprio Ministério dos Transportes para que esses recursos, que chegaram a somar R$ 300 milhões por ano, sejam retomados. O setor, segundo o comandante, está consciente da atual conjuntura de restrições orçamentárias, mas acredita que a sociedade brasileira não pode abrir mão de investir pelo menos R$ 100 milhões por ano. “Talvez seja esse o interesse de grande parte do mundo, que deixemos a Amazônia para que seja transformada numa reserva internacional. Se queremos nossa presença lá, esta é uma responsabilidade da Força que tem que ser dividida com toda a sociedade brasileira”, afirmou.
O comandante também pediu atenção urgente para a necessidade de modernizar a frota de aviões-radares, que fazem a vigilância das fronteiras. A quantidade desses instrumentos também vem caindo devido à falta de investimentos, informou Rossato.

ARGENTINA
Outro setor negligenciado cronicamente pelo país, segundo o comandante da Aeronáutica, é o de pesquisas espaciais. O Brasil, informou Rossato, investe somente 0,06% do PIB nessa área, cerca de US$ 100 milhões. A Argentina, observou ele, tem investido cerca de US$ 1,2 bilhão por ano, 12 vezes mais que o Brasil. “A Argentina, à despeito de ter as mesmas dificuldades que nós, tem percebido melhor a potencialidade do espaço”, disse o militar, lembrando que outros países, como EUA, Rússia, China e Índia, investem ainda mais.
O lançamento do satélite geoestacionário no último dia 4 de maio foi um grande passo na avaliação do comandante. Para ele, a iniciativa deve melhorar muito a infraestrutura de comunicação militar e dos serviços de banda larga, inclusive para a Região Amazônica. Por isso, Rossato disse que a Força Aérea está trabalhando na efetivação de um segundo satélite dessa modalidade. “Investir em satélites, não só o geoestacionário, que ainda não temos, é fundamental para aumentar a produtividade na agricultura e no controle das fronteiras”, explicou.
A efetivação dos caças Gripen, uma parceria com a Suécia, e da parceria público-privada visando à gestão da rede de comunicações integradas da Aeronáutica foram outras notícias relacionadas à área destacadas por Rossato durante a audiência na CRE.
 Agência Senado/montedo.com

Recruta é recruta!


20 de maio de 2017

Como deve ser: após encontro com Temer, Forças Armadas garantem que cumprirão Constituição

Em notas, Forças Armadas garantem que cumprirão Constituição
Comandantes militares se reuniram nesta sexta-feira com o presidente Temer


CRISTIANE JUNGBLUT
BRASÍLIA — Os comandos das três Forças Militares (Marinha, Exército e Aeronáutica) fizeram questão de garantir, neste momento de crise políticam sua total subordinação aos preceitos constitucionais, em notas divulgadas neste sexta-feira. A manifestação ocorreu horas depois de um encontro com o presidente Michel Temer e num momento de instabilidade política.
Nos textos, os comandantes militares disseram que foram "convocados" para o encontro onde se discutiu a conjuntura atual. Os comandantes militares destacam que as Forças Armadas têm seu papel determinado pela Constituição. O cuidado foi para evitar interpretações de que o encontro com Temer poderia ser um apoio ao presidente neste momento.
Temer se reuniu com os três comandantes e ainda com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sergio Etchegoyen. Em nota, o comandante do Exército, general Villas Bôas, "reafirma que a atuação da Força Terrestre tem por base os pilares da estabilidade, legalidade e legitimidade, e ressalta a coesão e unidade de pensamento entre as Forças Armadas".

O general ainda fez questão de deixar clara sua posição nas redes sociais. No Twitter, escreveu que esteve com Temer e que reafirmou o "compromisso perene com a Constituição e em prol da sociedade". Na mesma linha, a nota da Aeronáutica é assinada pelo chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, brigadeiro Antonio Ramirez Lorenzo. A nota diz que o encontro foi para "tratar da conjuntura política".
"Como de praxe em reuniões já realizadas entre esses atores, prevaleceram a unidade de pensamento e o estrito cumprimento das normas legais, características inerentes às Forças Armadas Brasileiras", diz a nota.
Com o mesmo tom, a Marinha divulgou nota sobre o encontro, destacando que fora "convocada" pelo ministro da Defesa. Segundo o texto, foi " discutida a conjuntura atual e destacada a total subordinação das Forças aos ditames constitucionais".
O Globo/montedo.com

19 de maio de 2017

A renúncia do presidente

Editorial: A renúncia do presidente
POR O GLOBO
Um presidente da República aceita receber a visita de um megaempresário alvo de cinco operações da Policia Federal que apuram o pagamento de milhões em propinas pagas a autoridades públicas, inclusive a aliados do próprio presidente. O encontro não é às claras, no Palácio do Planalto, com agenda pública. Ele se dá quase às onze horas da noite na residência do presidente, de forma clandestina. Ao sair, o empresário combina novos encontros do tipo, e se vangloria do esquema que deu certo: "Fui chegando, eles abriram. Nem perguntaram o meu nome". A simples decisão de recebê-lo já guardaria boa dose de escândalo. Mas houve mais, muito mais.
Em diálogo que revela intimidade entre os dois, o empresário quer saber como anda a relação do presidente com um ex-deputado, ex-aliado do presidente, preso há meses, acusado de se deixar corromper por milhões. Este ex-deputado, em outro inquérito, é acusado inclusive de receber propina do empresário para facilitar a vida de suas empresas no FI-FGTS da Caixa Econômica Federal. O presidente se mostra amuado, e lembra que o ex-deputado tentou fustigá-lo, ao torná-lo testemunha de defesa com perguntas que o próprio juiz vetou por acreditar que elas tinham por objetivo intimidá-lo.
Ao ouvir esse relato do presidente, o empresário procura tranquilizá-lo mostrando os préstimos que fez. Diz, abertamente, que "zerou" as "pendências" com o ex-deputado, que tinha ido "firme" contra ele na cobrança. E que ao zerar as pendências, tirou-o "da frente". Mais tarde um pouco, em outro trecho, diz que conseguiu "ficar de bem" com ele. Como o presidente reage? Com um incentivo: "Tem que manter isso, viu?"
Não é preciso grande esforço para entender o significado dessa sequencia de diálogos. Afinal, que pendências, senão o pagamento de propinas ainda não pagas, pode ter o empresário com um ex-deputado preso por corrupção? Que objetivo terá tido o empresário quando afirmou que, zerando as pendências, conseguiu ficar de bem com ele, senão tranquilizar o presidente quanto ao fato de que, com aquelas providências, conseguiu mantê-lo quieto? E, por fim, que significado pode ter o incentivo do presidente ("tem que manter isso, viu"), senão uma advertência para que o empresário continue com as pendências zeradas, tirando o ex-deputado da frente e se mantendo bem com ele?
Esses diálogos falam por si e bastariam para fazer ruir a imagem de integridade moral que o presidente tem orgulho de cultivar. Mas houve mais. O empresário relata as suas agruras com a Justiça, e, abertamente, narra ao presidente alguns êxitos que suas práticas de corrupção lhe permitiram ter. Conta que tem em mãos dois juízes, que lhe facilitam a vida, e um procurador, que lhe repassa informações. Um escândalo. O que faz o presidente? Expulsa o empresário de sua casa e o denuncia as autoridades? Não. Exclama, satisfeito: "Ótimo, ótimo".
Não é tudo, porém. Em menos de 40 minutos de conversa, o empresário ainda encontra tempo para se queixar de um ex-funcionário seu, atual ministro da Fazenda. Diz, com desfaçatez, que tem enfrentado resistência no ministro da Fazenda para conseguir a troca dos mais altos funcionários do governo na área econômica: o secretário da Receita Federal, a presidente do BNDES, o presidente do Cade e o presidente da CVM. Pede, então, que seja autorizado a usar o nome do presidente quando for novamente ao ministro da Fazenda com tais pleitos. O que faz o presidente? Manda-o embora, indignado? Não, de forma alguma. O presidente autoriza: "Pode fazer".
Esse jornal apoiou desde o primeiro instante o projeto reformista do presidente Michel Temer. Acreditou e acredita que, mais do que dele, o projeto é dos brasileiros, porque somente ele fará o Brasil encontrar o caminho do crescimento, fundamental para o bem estar de todos os brasileiros. As reformas são essenciais para conduzir o país para a estabilidade política, para a paz social e para o normal funcionamento de nossas instituições. Tal projeto fará o país chegar a 2018 maduro para fazer a escolha do futuro presidente do país num ambiente de normalidade política e econômica.
Mas a crença nesse projeto não pode levar ao auto-engano, à cegueira, a virar as costas para a verdade. Não pode levar ao desrespeito a princípios morais e éticos. Esses diálogos expõem, com clareza cristalina, o significado do encontro clandestino do presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista. Ao abrir as portas de sua casa ao empresário, o presidente abriu também as portas para a sua derrocada. E tornou verossímeis as delações da Odebrecht, divulgadas recentemente, e as de Joesley, que vieram agora a público.
Nenhum cidadão, cônscio das obrigações da cidadania, pode deixar de reconhecer que o presidente perdeu as condições morais, éticas, políticas e administrativas para continuar governando o Brasil. Há os que pensam que o fim desse governo provocará, mais uma vez, o atraso da tão esperada estabilidade, do tão almejado crescimento econômico, da tão sonhada paz social. Mas é justamente o contrário. A realidade não é aquilo que sonhamos, mas aquilo que vivemos. Fingir que o escândalo não passa de uma inocente conversa entre amigos, iludir-se achando que é melhor tapar o nariz e ver as reformas logo aprovadas, tomar o caminho hipócrita de que nada tão fora da rotina aconteceu não é uma opção. Fazer isso, além de contribuir para a perpetuação de práticas que têm sido a desgraça do nosso país, não apressará o projeto de reformas de que o Brasil necessita desesperadamente. Será, isso sim, a razão para que ele seja mais uma vez postergado. Só um governo com condições morais e éticas pode levá-lo adiante. Quanto mais rapidamente esse novo governo estiver instalado, de acordo com o que determina a Constituição, tanto melhor.
A renúncia é uma decisão unilateral do presidente. Se desejar, não o que é melhor para si, mas para o país, esta acabará sendo a decisão que Michel Temer tomará. É o que os cidadãos de bem esperam dele. Se não o fizer, arrastará o Brasil a uma crise política ainda mais profunda que, ninguém se engane, chegará, contudo, ao mesmo resultado, seja pelo impeachment, seja por denúncia acolhida pelo Supremo Tribunal Federal. O caminho pela frente não será fácil. Mas, se há um consolo, é que a Constituição cidadã de 1988 tem o roteiro para percorrê-lo. O Brasil deve se manter integralmente fiel a ela, sem inovações ou atalhos, e enfrentar a realidade sem ilusões vãs. E, passo a passo, chegar ao futuro de bem estar que toda a nação deseja.
O GLOBO/montedo.com

Toma, VB!

Temer adia reunião com militares e estuda fazer novo pronunciamento

Encontro foi remarcado para o fim da tarde desta sexta-feira
O presidente Michel Temer decidiu cancelar o encontro que havia marcado com os comandantes militares e o ministro da Defesa, Raul Jungmann, para esta manhã no Palácio da Alvorada. O motivo, segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, é que o presidente está estudando fazer um novo pronunciamento. O encontro no qual Temer pretende dar explicações sobre a crise aos militares - e espera receber a solidariedade dos comandantes - foi remarcado para o fim da tarde, às 17h, no Palácio do Planalto.
Temer e seus auxiliares estão desde cedo analisando ainda as gravações divulgadas na quinta-feira, de sua conversa com empresário da JBS Joesley Batista, que gerou uma enorme crise no governo. A gravação da conversa faz parte do conjunto de provas da delação premiada de Joesley. São aguardadas nesta sexta novas divulgações de áudios e documentos e não se sabe exatamente o que consta deles. Por isso, prosseguem análises jurídicas de todas as questões.
O presidente acha que precisa falar de novo para responder a outras críticas, como as relacionadas ao fato de ter recebido Joesley na residência oficial e de não ter tomado providências depois de saber do empresário que este estava tentando corromper um juiz e um procurador para obter vantagens indevidas em processos contra a JBS.
CORREIO do POVO/montedo.com

Jungmann diz que permanecerá no comando do Ministério da Defesa

Ministro, que é do PPS, informou que cumprirá funções para as quais foi nomeado. Presidente do partido, o ministro da Cultura, Roberto Freire, informou que renunciará ao cargo.
Laís Lis, G1, Brasília
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou nesta quinta-feira (18) por meio de nota que permanecerá no cargo “no pleno exercício da direção superior das Forças Armadas, em cumprimento das funções para as quais foi nomeado pelo Senhor Presidente da República”.
A decisão foi anunciada depois de o presidente Michel Temer anunciar que não renunciará à Presidência mesmo após a revelação, pelo jornal "O Globo", de que foi gravado pelo dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, dando aval para a compra do silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Jungmann, que é filiado ao PPS, decidiu permanecer no cargo mesmo depois de o presidente licenciado do partido e atual ministro da Cultura, Roberto Freire, ter dito que os ministros da sigla deixariam os cargos caso Temer não renunciasse.
Após a declaração de Temer, a assessoria do Ministério da Cultura informou que Roberto Freire comunicaria ao Palácio do Planalto a decisão de renunciar o cargo de ministro.
Outro ministro que também decidiu deixar o cargo foi Bruno Araújo (Cidades). De acordo com o colunista do G1 e da GloboNews Gerson Camarotti, a decisão foi tomada após consulta a vários deputados do PSDB, partido pelo qual é filiado.

Leia a nota divulgada pelo ministro Raul Jungmann:

NOTA À IMPRENSA
Brasília, 18/05/2017 – Face às notícias divulgadas pela imprensa, o Ministro de Estado da Defesa, Raul Jungmann, comunica que permanece no cargo, no pleno exercício da direção superior das Forças Armadas, em cumprimento das funções para as quais foi nomeado pelo Senhor Presidente da República.
G1/montedo.com

Após delação da JBS, Exército ensaia plano contra invasões no Planalto

Exército ensaia plano contra invasões no Planalto
Batalhão da Guarda Presidencial fez treino para conter invasões à sede da Presidência após delação da JBS citar Temer
Felipe Frazão
O Batalhão da Guarda Presidencial do Exército, responsável pela segurança do Palácio do Planalto, ensaiou nesta quinta-feira detalhes de um plano contra invasões de manifestantes. O “Plano Scooby” consiste em conter invasores que consigam furar os bloqueios e ultrapassar as grades de segurança que isolam a sede da Presidência da República, em Brasília.
Dezenas de militares fardados e agentes vestidos de terno receberam armamento menos letal – escopetas carregadas com balas de borracha, cassetetes e cilindros portáteis com spray de pimenta. A preparação começou na noite de quarta-feira, depois da revelação de trechos da delação dos donos do frigorífico JBS – o presidente Michel Temer foi gravado por Joesley Batista dando aval a pagamentos para calar o ex-deputado Eduardo Cunha, preso e condenado na Operação Lava Jato. Temer negou o teor do diálogo.
A ordem é agir em legítima defesa e reagir agressões de imediato no mesmo grau de força usando o armamento que estiver disponível – e não em escala progressiva, do meio mais brando ao mais contundente. Os agentes foram alertados para golpear com os bastões de baixo para cima ou em estocadas, e não de cima para baixo por causa dos fotógrafos. “Não vamos usar o bastão de cima para baixo porque fica muito feio na foto. Vai aparecer na foto de qualquer jeito, mas fica mais discreto”, orientou um oficial.
A maior preocupação é com a rampa do Palácio do Planalto, ponto que daria acesso direto ao segundo andar da Presidência, e com o parlatório. As duas guaritas de estacionamento ficaram guarnecidas permanentemente pelo choque, desde a noite desta quarta.
Conforme o protocolo de segurança, a tropa de choque do Batalhão da Guarda Presidencial, armada com escudos, capacetes e cassetetes, fica posicionada sempre em linha ao longo do prédio, com uma formação de agentes de terno, à paisana, postados a dois braços de distância à frente, formando duas barreiras humanas paralelas. A primeira linha de agentes nunca deverá ficar a menos de dois metros das grades, para evitar proximidade com os manifestantes que possa levar a provocações ou contato físico. Caso alguém tente pular as grades, deverá ser combatido primeiro com spray de pimenta e, se conseguir passar, contido pelos agentes. Soldados fardados armados com munição de borracha estão dispersos em diferentes pontos estratégicos do palácio presidencial.
Veja/montedo.com

18 de maio de 2017

Cena de 'House of Cards'

Pobre Brasil!

Resultado de imagem para charge temer jbs
A se confirmarem todas as informações do jornalista Lauro Jardim sobre a delação premiada do dono da JBS, Temer deverá estar fora da Presidência, talvez em poucas horas, caso opte pela renúncia.
A irmã de Aécio Neves deverá ser presa ainda hoje, depois que o STF afastou o senador do cargo e determinou buscas em seu gabinete.
Quer saber?
- É muito bom que seja assim!
Não há outra forma de passar o País a limpo, a não ser mostrar as vísceras da podridão institucionalizada incrustada em todas as esferas da República.
O que me causa indignação, revolta mesmo, é ver a esquerdalha se aproveitando disso para tentar apagar o mar de lama deixado pelo PT,  atribuindo a Lula uma aura de divindade e o condão de salvador da pátria. E saber que milhões de analfabetos políticos vão acreditar nisso.
Pobre Brasil.

17 de maio de 2017

Militares devem ter idade mínima para aposentadoria, diz Jungmann


Resultado de imagem para jungmannPor Lisandra Paraguassu e Anthony Boadle
BRASÍLIA (Reuters) - A reforma da Previdência para os militares incluirá idade mínima, mas não deve chegar aos 65 anos para homens e 62 para mulheres, como a do regime geral, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Defesa, Raul Jungmann.
"Deve haver uma idade mínima. Se deve fixar uma idade mínima para militares", disse o ministro em café da manhã com correspondentes estrangeiros.
Jungmann ressaltou, no entanto, que os militares precisam estar em boas condições físicas, é por isso a categoria seria diferentes. "Do militar se exige uma plena capacidade", explicou.
De acordo com Jungmann, o Conselho Militar de Defesa se reunirá na quinta-feira para discutir o assunto e tentar chegar a um consenso sobre qual seria essa idade mínima.
A intenção do governo é estabelecer para eles o mesmo que foi oferecido às polícias, uma idade mínima geral de 55 anos tanto para homens quanto para mulheres.
Conforme a Reuters adiantou em janeiro, havia decisão interna no governo de que a reforma dos militares teria de incluir idade mínima, tempo maior de contribuição e teto para o pagamento da aposentadoria. Inicialmente, a intenção era que a idade mínima fosse a mesma dos demais servidores, assim como o tempo de contribuição e o teto de 5.578 reais, como o do INSS.
O governo, no entanto, encontra muita resistência. As negociações estão sendo feitas em um grupo de trabalho desde o final de 2016 e já há a decisão de ser menos rígido com os militares.
Prevista para ser enviada ainda em maio, a proposta só deverá chegar ao Congresso depois que a reforma geral da Previdência for aprovada na Câmara dos Deputados.
Inicialmente, as Forças Armadas não passariam por nenhuma mudança. Atualmente, os militares se aposentam com salário integral, sem idade mínima e com 30 anos de contribuição.
REUTERS/montedo.com

Uru-Can, a obscura arte marcial criada dentro do Exército brasileiro

CLÁUDIO GOLDBERG RABIN
photos by FÁBIO TEIXEIRA
Criada na divisão de paraquedistas do Rio de Janeiro, mescla de Karatê, Taekwondo, Kung Fu, Judô e Jiu-Jitsu é praticada por cerca de 500 pessoas pelo país.
O mestre Leonardo Martins Correia está na borda do tatame encarando os alunos de frente. Apesar do calor, ele veste um tipo de quimono com estampa de camuflagem militar e uma calça preta grossa. No peito, na altura do coração, leva um patch da bandeira nacional. No braço direito, tem outro que mostra duas cobras se olhando em posição de ataque. Quase como um instrutor militar, Correia diz, com firmeza: "Prepara"!
Os alunos, cerca de 10 pessoas, respondem com um tipo de urro que eu não tenho capacidade de transformar em uma onomatopeia e colocam os punhos fechados na altura da cintura em frente ao próprio corpo. Os pés ficam em paralelo, mas afastados. Os joelhos estão semi-flexionados. Numa sequência rápida, de menos de cinco segundos, a saudação prossegue:
"Atenção!", diz Leonardo e ao mesmo tempo leva o punho direito ao encontro da mão esquerda, agora aberta, e junta as pernas como se faz na saudação de continência. Todos repetem o movimento.
Leonardo: "Saudação"!
Alunos: "Brasil"!
Leonardo: "Acima"!
Alunos: "De tudo"!
O ardor nacionalista e as roupas militares vêm do berço. Trata-se de uma arte marcial 100% brasileira, criada pelo militar evangélico negro Paulo César da Silva Lopes dentro dos quartéis cariocas dos anos 70 — o Uru-Can Brasil.
Paulo servia dentro da Brigada de Infantaria Paraquedista, na Vila Militar, no Rio de Janeiro, e acreditava que as artes marciais ensinada na época não eram suficientes para os militares, que precisavam de técnicas para situações reais de combate. Em conjunto com outros três membros do Exército, Paulo fez um pot-pourri com técnicas de Karatê, Taekwondo, Kung Fu, Judô e Jiu-Jitsu, misturando e aperfeiçoando cada uma. Além disso, incorporou treinamentos de defesa pessoal, nuntchaco, facão e fuzil. Sem os constrangimentos da regras das competições, a nova arte tinha uma só missão: a letalidade.
Paulo, criador do Uru-Can. Foto: Arquivo pessoal
Sem uma visão comercial, contudo, o nome demorou quase 10 anos para se firmar. Primeiro foi batizado como Paulo Associação de Lutas Brasileiras e depois como Karatê Brasil. Só em 1983, surgiu o nome definitivo: Uru-Can Brasil — cuja origem é a junção de duas cobras nacionais, a Urutu e a Caninana. O projeto de ensinar a técnica em quartéis por todo Brasil não deu certo, e Paulo passou a levar sua criação para fora das fronteiras militares. Com sua morte em 2003, ela começou a ser transmitida por seus pupilos e hoje é ensinada sobretudo no Rio de Janeiro, em geral nas regiões mais distantes da área central da cidade.
A aula que acompanhamos foi realizada na região da Pedra da Guaratiba, bairro do extremo-oeste do Rio. O lugar é tão longe do núcleo turistóide zona sul, que dá até um tipo idiota de orgulho geográfico só por ter ido até lá. Enfim: a região é como uma cidade pequena e a distância imprime uma diferença no sotaque: erres e chiados são pouco presentes.
A demonstração ocorreu na Val Fitness, uma academia com jeito de clube. Enquanto o professor responsável, Geraldo dos Santos, 42, não fecha uma turma no local, ele convocou os praticantes de outras unidades situadas em Sepetiba, Campo Grande e Santa Cruz para comparecerem. Entre eles estava Leonardo Correia, 39 anos, que além de mestre de Geraldo, aprendeu o Uru-Can com o próprio Paulo: "Comecei a lutar aos oito, mas só conheci o mestre com 16 anos. Aos 18, fui dar aulas com ele nas forças armadas".
Leonardo Correia aplica golpe em aluno. Foto: Fábio Teixeira
Leonardo comandou a maior parte da aula e das demonstrações. Enquanto os alunos aqueciam treinando um chute giratório de 180°, o professor relembrava alguns princípios da arte em voz alta: "Na rua, jamais caia na imobilização. Imobilização é para torneio. Tem que finalizar o mais rápido possível". Ao mesmo tempo, Geraldo me explicava as especificidades do Uru-Can: "no solo não tem o rola. Não sou o obrigado a finalizar o meu oponente com regras. Eu jogo meu oponente no chão e finalizo ele da forma que for, não importa como: torcendo, quebrando o pescoço. Tem que apagar o cara de qualquer maneira". Em seguida, fez questão de enfatizar o caráter pacífico da arte. Por ser mortal, a reação deve ser o último recurso.
"Temos que estar preparados para lutar com mais de um", diz novamente Leonardo, em voz alta. Em seguida os alunos fazem uma sequência de jab, direto cruzado, seguido de um chute giratório de calcanhar. Alguns têm um chute tão forte que a pessoa que recebe, apesar do anteparo de proteção acolchoado, recua com a força da porrada. "Aqui estamos treinando com tatame, mas no Uru-Can é no chão mesmo. A primeira coisa que o aluno aprende é cair e rolar."
Arte agrega ensinamentos com faca e fuzil. Foto: Fábio Teixeira
Assim como o karatê possui os katás, que são padrões de movimentos para treinar as habilidades, o Uru-Can possui as fórmulas, consideradas suas sete bases fundamentais. Nenhuma foi demonstrada durante a aula, mas Leonardo me explicou o que era cada uma:

1- Vela: você fica paradinho reto, como uma vela.
2 - Cachorro: você fica como um cachorro sentado, abrindo um pouco as pernas.
3 - Base do cavaleiro montado: é como se a pessoa estivesse montada em um cavalo.
4 - Escorpião: uma perna flexionada e outra esticada, a perna de trás fica como se fosse a cauda do escorpião.
5 - Louva Deus: similar a que tem no Kung Fu
6 - Gato: é como se o felino fosse dar um bote, ele se espreita para poder atacar
7 - Cobra: fica de lado e vira o corpo de frente, como se fosse uma cobra enrolada para dar o bote.

Como o Uru-Can é feito para o mundo real, as aulas também contemplam, até onde é possível, situações de conflitos potenciais. Uma simulação realizada é de uma briga de bar. Sobre o tatame, colocaram duas cadeiras de plástico brancas (não foi possível encontrar uma mesa), uma de frente para outra — numa posição mais conhecida como Marina Abramović no MoMA.
Numa das cadeiras fica o aluno Wesley de Souza, 24 anos. Na outra, está Leonardo. Os dois se encaram, tentam ficar sérios, mas não seguram o riso. O aluno provoca: "Teu pai é canjica!". É um momento performático, felizmente com mais ação do que os da artista sérvia. Leo se levanta para atacar, afasta a mesa imaginária e dá um soco reto com a direita na altura do rosto do oponente. Wesley então se defende com a direita segurando o punho de Leonardo, puxando-o e ao mesmo tempo socando-o com esquerda. Em seguida, puxa o braço do professor para baixo e lhe dá uma cotovelada nas costas, pouco abaixo do pescoço. Tudo encenação, claro.
Geraldo, de casaco militar, participa da encenação de treta violenta. Foto: Fábio Teixeira
A essa altura Geraldo precisou sair, pois tinha que dar uma aula de luta com dança — um método chamado Uru-Can Fight Dance — que ele mesmo desenvolveu. "Eu mesclei, peguei a arte e coloquei numa forma aeróbica, lúdica. Por exemplo, trabalho os movimentos de flexão de quadril e extensão de joelho, que, na verdade, é um chute frontal".
Do tatame, Leonardo se preparava para terminar a aula. Antes, ele havia me dito que no momento a luta tinha em torno de 500 praticantes e que seu objetivo era poder divulgar o Uru-Can o máximo possível, cumprindo um desejo de seu mestre Paulo. "Só quero que quando estiverem falando de qualquer arte marcial como o Karatê ou o Krav-Magá, falem do Uru-Can também. Só. Mas infelizmente nossos governantes não dão muito valor para nós. Temos muito o que batalhar e eu batalho com a maior honra", disse.
Na sua fala final para os alunos, agradeceu a presença da reportagem, dos alunos e de Deus. E encerrou a aula como começou:
Leonardo: "Saudação"!
Alunos: "Brasil"!
Leonardo: "Acima"!
Alunos: "De tudo"!
VICE/montedo.com

16 de maio de 2017

Última missão brasileira embarca para o Haiti

Viracopos: soldados do Exército Brasileiro embarcam para o Haiti em missão de paz
Cerca de 250 soldados e oficiais foram nesta terça-feira (16); são as últimas tropas brasileiras enviadas para aquele país durante a Missão de Paz.
Por Jornal da EPTV 1ª Edição
Duzentos e quarenta e três militares do Exército Brasileiro embarcaram nesta terça-feira (16) no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), para a missão brasileira de paz no Haiti. São as últimas tropas que seguem para aquele país após 13 anos de atividades. Ao todo serão 850 integrantes embarcando até o mês de junho.
Os soldados, que são de Pirassununga (SP) e Caçapava (SP), devem permanecer ao menos seis meses no local.
Antes do embarque houve uma solenidade na pista e o hino nacional foi executado. Durante o processo de decolagem, os bombeiros prestaram uma homenagem aos soldados.
De acordo com o Exército, desde que teve início a Missão de Paz no Haiti, em 2004, foram cerca de 20 mil militares atuando no país.
Relevância
Segundo general Camilo Pires de Campos, comandante militar do Sudeste, a missão de paz do Brasil no Haiti levou muitos benefícios aos moradores e ganhou reconhecimento mundial.
"Reparamos milhares de quilômetros de estradas e construímos poços. O Brasil deixou uma marca de qualidade no Haiti", declara o comandante.
G1/montedo.com

Sargento do Exército morre durante exercício na selva amazônica

Publicação original: 15/5 (22:23)

Marabá (PA) - O terceiro sargento Daniel Dedablio Poczwardowski morreu no início da tarde desta segunda-feira (15), durante um exercício de caçada, que faz parte do estágio de Caçador Militar, coordenado pelo  52º Batalhão de Infantaria de Selva, com sede na cidade paraense.
O militar sentiu-se mal por volta do meio-dia e chegou a receber os primeiros socorros, mas  morreu ao dar entrada no Hospital de Guarnição de Marabá; ele servia no 51º Batalhão de Infantaria de Selva, em Altamira, também no Pará.
Outros quatro militares também passaram mal e estão internados, em situação estável.
Natural de Guarani das Missões (RS), o sargento Poczwardowski tinha 29 anos e era da arma de Infantaria, turma de 2009, da EsSA.


Forças Armadas? Não precisa!


Soldados que deveriam procurar senhor de guerra são acusados de caçar garotas

The New York Times Zach Baddorf*
Em Obo (República Centro-Africana)
A caçada estava oficialmente encerrada.
"Joseph Kony está morto", anunciavam folhetos lançados de um helicóptero na República Centro-Africana nas últimas semanas. "A guerra acabou." 
As alegações de que Kony, o notório líder do Exército de Resistência do Senhor, morreu eram falsas, apesar de as autoridades americanas terem dito que essa desinformação com frequência visa semear confusão e encorajar deserções entre o grupo de Kony, que comete atrocidades na região há décadas. 
Mas apesar de Kony ter evitado a captura, os Estados Unidos e as forças armadas ugandenses decidiram encerrar a caçada a ele no final de abril, abandonando o esforço internacional para levá-lo à Justiça.
Agora, após oito anos sendo empregados na República Centro-Africana, os ugandenses estão deixando para trás seu próprio rastro de alegações de abuso, incluindo estupro, escravidão sexual e exploração de meninas jovens.
Dezenas de acusações de abuso sexual foram documentadas pelas Nações Unidas, grupos de direitos humanos e pelas próprias sobreviventes. É um "problema disseminado", disse Emmanuel Daba, um advogado das vítimas locais que está investigando a violência sexual pelas forças armadas ugandenses. 
Segundo documentos internos da ONU, as forças de paz na República Centro-Africana documentaram as alegações de estupro, abuso sexual ou assédio sexual de mais de 30 mulheres e meninas por soldados ugandenses. Além disso, elas encontraram 44 casos de meninas e mulheres engravidadas por forças ugandenses.
"Várias mulheres e meninas teriam sido levadas de suas aldeias por membros da FDPU e forçadas a se tornarem prostitutas ou escravas sexuais, ou mesmo se casarem com soldados ugandenses", escreveu o chefe da missão de força de paz da ONU em uma carta às autoridades ugandenses em junho, usando as iniciais para Força de Defesa Popular de Uganda, as forças armadas ugandenses.
"Eu estava trabalhando nos campos quando aconteceu", disse uma menina, que foi atacada sexualmente por um soldado ugandense, ao "New York Times" em uma entrevista. "O homem chegou por trás sem que eu percebesse. Ele me agarrou. Então me estuprou no campo."
Ela tinha 13 anos na época, ela disse, e engravidou. Os pais foram até a base militar ugandense próxima para relatar o crime. Os oficiais ugandenses disseram que o soldado tinha deixado o país, mas que o levariam a Justiça e o colocariam na prisão, disse a menina.
Ela agora tem 15 anos e diz que nenhuma ação foi tomada.
Jeanine Animbou disse que tinha 13 anos quando um soldado ugandense costumava enviar uma mototáxi até sua cabana de barro para levá-la até seu campo militar. O sentinela a deixava entrar sem qualquer problema, ela disse.
Animbou, atualmente com 18 anos, disse que conheceu o soldado ugandense enquanto caminhava por uma estrada de terra aqui em Obo, uma cidade usada como base na caçada a Kony. O soldado disse que queria iniciar um relacionamento com ela, prometendo cuidar dela e lhe dando coisas como sabão e comida, ela disse.
Vivendo em um país onde a maioria das pessoas ganha menos de um dólar por dia, ela disse que concordou, vendo poucas outras opções.
Os militares ugandenses negam essas alegações de violência sexual e abuso.
"Nossos soldados não se envolveram em tal comportamento não profissional", disse um porta-voz das forças armadas, o brigadeiro Richard Karemire. "Não temos nenhum" caso.
Igualmente, as forças das Operações Especiais dos Estados Unidos que atuam com os ugandenses na luta contra o Exército de Resistência do Senhor negam qualquer "conhecimento direto de qualquer má conduta sexual por parte das forças da FDPU", segundo o general de brigada Donald C. Bolduc, que comanda as Operações Especiais dos Estados Unidos na África.
Mas um funcionário do Departamento de Estado disse que diplomatas americanos discutiram as alegações com líderes civis e militares em Uganda, que prometeram que "quaisquer soldados responsáveis por esses atos seriam repatriados e processados".
Ao longo de quase três décadas, Kony e seus combatentes mataram mais de 100 mil pessoas e abduziram mais de 20 mil crianças para uso como soldados, servas ou escravas sexuais, segundo a ONU.
Mas o Exército de Resistência do Senhor definhou de cerca de 3.000 combatentes, em seu auge, para cerca de 100. Não mais vendo o grupo como a ameaça que já foi, os militares ugandenses disseram no mês passado que retirariam todo seu contingente de cerca de 1.500 soldados da República Centro-Africana. Os 150 soldados americanos que ajudavam na caçada a Kony também se retirarão.
Esta região da República Centro-Africana é uma das partes mais remotas e sem lei do país. Cercada por densas florestas, a cidade de Obo está situada na tríplice fronteira com o Sudão do Sul e a República Democrática do Congo, o território do grupo de Kony.
No interior do campo ugandense daqui, o quartel-general da missão militar regional contra o Exército de Resistência do Senhor, os soldados se amontoam em torno de uma fogueira e penduram suas roupas para secar em um varal. Caminhões militares quebrados, enferrujados e semidesmontados enchem a área.
As mulheres e meninas entravam no campo ugandenses "como se fosse a coisa mais normal do mundo", disse Lewis Mudge, um pesquisador do grupo de direitos humanos Human Rights Watch que está investigando as alegações de violência sexual. "Era uma cultura de impunidade total em que isso era completamente tolerado e aceito."
A ONU define exploração sexual como "qualquer abuso de fato ou tentado a uma posição de vulnerabilidade, de diferença de poder ou confiança, para fins sexuais". A União Africana proíbe quaisquer "atividades sexuais" com crianças, assim como qualquer "favor sexual em troca de assistência".
Jolie Nadia Ipangba disse que tinha 16 anos quando um soldado ugandense tentou um relacionamento com ela.
"Meu pai tinha morrido, por isso aceitei ficar" com o soldado, ela disse. "Porque ele me sustentaria", ela acrescentou. "Para mim, era uma oportunidade."
Ipangba, agora com 18 anos, disse que o soldado lhe disse que estava à procura de uma mulher que lhe desse um filho e prometeu cuidar da mãe. Entretanto, um mês após ela engravidar, ele voltou para Uganda.
"Depois que ele partiu, acabou", ela disse. "Nunca mais tive notícias dele."
Sob a lei ugandense, as forças armadas ugandenses conduzem as investigações e processam seus próprios soldados por crimes cometidos enquanto estão atuando fora de Uganda.
As autoridades ugandenses enviaram sua própria equipe em setembro para investigar as alegações. Nenhum soldado foi acusado ou processado por crimes sexuais, disse o porta-voz, Karemire.
As tropas de Uganda estão longe de ser as únicas forças acusadas de abuso no país.
A República Centro-Africana, um dos países mais vulneráveis do mundo, é repleto de alegações de abuso de seus cidadãos por soldados estrangeiros. Forças de paz da França, Gabão, Burundi, República Democrática do Congo, República do Congo, assim como contingentes da União Europeia e da União Africana foram todas acusadas de abuso sexual nos últimos anos, inclusive contra crianças.
Um alto funcionário de direitos humanos da ONU chamou o problema de abuso sexual por forças de paz de "desenfreado". O ex-chefe da missão da ONU no país foi demitido em 2015, após as primeiras alegações.
O ambiente de segurança no sudeste da República Centro-Africana contribui para o ambiente de impunidade, disse Daba, o advogado das vítimas locais.
"Não há lei aqui em Obo", disse Daba. "Não há autoridade. Não há guardas, não há polícia, nem mesmo um tribunal. Assim a FDPU pode fazer o que quer."
Animbou disse que acabou ficando grávida de um soldado. Ele prometeu cuidar do bebê, mas deixou o país antes dela dar à luz e não tem ajudado desde então.
O código penal de Uganda proíbe o abandono ou deixar de sustentar crianças. Mas Animbou disse que nunca foi a uma base ugandense ou procurou as autoridades locais para denunciar o soldado.
"Elas não querem falar sobre isso, nem mesmo com as autoridades", disse Daba, acrescentando que algumas mulheres foram ameaçadas por soldados ugandenses. "A FDPU disse que faria algo ruim com elas, matá-las ou outra coisa."
A ONU e o Human Rights Watch encontraram evidências semelhantes de ameaças de retaliação.
Daba disse que é difícil para as mulheres abandonadas alimentarem seus filhos.
"Não tenho roupas e nem mesmo sabão para limpá-la", disse Ipangba sobre sua filha. "Rezo a Deus para que me proteja e me dê forças para cuidar de minha filha, porque ela só tem a mim para cuidar dela."
Gladis Koutiyote disse que também teve um filho com um soldado ugandense que prometeu se casar com ela. Ela disse que alguns soldados ugandenses lhe trouxeram "um pouco de açúcar em um copo e um pouco de arroz".
"Durou apenas um dia", ela disse.
A menina que disse ter sido estuprada nos campos quando tinha 13 anos disse que teve que abandonar a escola para cuidar de seu bebê. Ela quer que o soldado seja preso e forneça dinheiro para que possa cuidar do bebê. Mas ela disse não saber se verá justiça.
Ela caminha quilômetros para cultivar feijão, mandioca e milho para comer. "Mas tenho medo", ela disse. "Temo que ele possa vir atrás de mim de novo."
Karemire, o porta-voz das forças armadas ugandenses, disse que as investigações ugandesas foram concluídas. Ele disse que nenhum caso de estupro ou sexo com menor de idade foi registrado aqui na República Centro-Africana e que não há plano para apoio a qualquer criança abandonada. Todas as forças ugandenses terão partido da República Centro-Africana daqui poucas semanas.
* Somini Sengupta, nas Nações Unidas, contribuiu com reportagem.
Tradutor: George El Khouri Andolfato
UOL/montedo.com

15 de maio de 2017

Bolsonaro admitiu atos de indisciplina e deslealdade no Exército, diz jornal. Reportagem "é idiota e imbecil", diz deputado.

Jair Bolsonaro joga basquete com amigos da brigada paraquedista. (Foto: Arquivo pessoal) *** DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM ***
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA
Documentos obtidos pela Folha no STM (Superior Tribunal Militar) mostram que o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) admitiu em 1987 ter cometido atos de indisciplina e deslealdade para com os seus superiores no Exército.
O então capitão foi acusado por cinco irregularidades e teve que a responder a um Conselho de Justificação, uma espécie de inquérito, formado por três coronéis.
Ele foi considerado culpado pelos coronéis, mas absolvido depois em recurso acolhido pelos ministros do STM, por 8 votos a 4.
O processo tinha dois objetos: um artigo que ele escreveu em 1986 para a revista "Veja" para pedir aumento salarial para a tropa, sem consulta aos seus superiores, e a afirmação, meses depois, pela mesma publicação, de que ele e outro oficial haviam elaborado um plano para explodir bombas-relógio em unidades militares do Rio.
Os documentos informam que, pela autoria do artigo, Bolsonaro foi preso por 15 dias ao "ter ferido a ética, gerando clima de inquietação na organização militar" e "por ter sido indiscreto na abordagem de assuntos de caráter oficial, comprometendo a disciplina".
Fac Simile
O Exército detectou um movimento para desestabilizar a cadeia de comando e determinou uma investigação, a mando do ministro e general Leonidas Pires Gonçalves (1921-2015), alvo de Bolsonaro.
Em interrogatório reservado de 1987, o então capitão assinou documento no qual reconhece ter cometido uma "transgressão disciplinar" ao escrever para "Veja". "E que, à época, não levou em consideração que seria uma deslealdade mas que, agora, acha que sim", disse ao depor.
O STM decidiu que pelo artigo ele já havia sido punido com a prisão. Depois, a revista publicou que ele e outro capitão haviam elaborado um plano chamado "Beco sem saída", que previa uma série de explosões. Como evidência, a revista divulgou esboços atribuídos a Bolsonaro.
Na reportagem, ele dizia que haveria "só a explosão de algumas espoletas" e explicava como fazer uma bomba-relógio. "Nosso Exército é uma vergonha nacional, e o ministro está se saindo como um segundo Pinochet", afirmava.
Havia outros movimentos militares pelo país, como um capitão que invadiu uma prefeitura para pedir reajuste. Acuado, o então presidente José Sarney deu um aumento escalonado de 95% nos salários das Forças Armadas.
Bolsonaro negou a autoria de qualquer plano de bombas e citou que dois exames grafotécnicos resultaram inconclusos. Perícia da Polícia Federal, porém, foi inequívoca ao concluir que as anotações eram dele.
Os coronéis decidiram, por unanimidade, pela condenação. "O Justificante [Bolsonaro] mentiu durante todo o processo, quando negou a autoria dos esboços publicados na revista 'Veja', como comprovam os laudos periciais."
Segundo documento assinado por três coronéis, Bolsonaro "revelou comportamento aético e incompatível com o pundonor militar e o decoro da classe, ao passar à imprensa informações sobre sua instituição".
Pela lei, decisões do conselho deviam ser enviadas ao STM. No tribunal, Bolsonaro negou em abril de 1988 o plano das bombas, mas reconheceu a autoria do artigo: "Admito também a transgressão disciplinar [...], pela qual, acertada e justamente, fui punido com quinze dias de prisão, única punição por mim sofrida até a presente data".

OUTRO LADO
A assessoria do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou na sexta (12) que a reportagem da Folha "é idiota e imbecil" e indagou "quem estava pagando" pelo trabalho.
A Folha pediu uma manifestação do parlamentar, mas não houve resposta até a conclusão desta edição. O assessor do parlamentar se recusou a anotar os telefones de contato do repórter.
Segundo a assessoria, a "pauta é uma merda".
Em resposta ao Superior Tribunal Militar em 1988, ele afirmou que escreveu o artigo para "Veja" para pedir reajuste salarial "em defesa de minha família e de minha classe, mesmo sabendo que estava ferindo o Regulamento Disciplinar do Exército".
"Onde encontrar indignidade no artigo publicado na revista?", indagou Bolsonaro em sua defesa.
Sobre a ideia de fazer explosões, Bolsonaro voltou a negá-la: "Nego veementemente tal plano. Como posso provar que não o conhecia? À 'Veja' cabe o ônus da prova. Baseado em que elementos chegou à absurda conclusão de que eu tinha ou sabia de um plano?"
A respeito dos exames grafotécnicos feitos pela Polícia Federal e pela Polícia do Exército que o incriminaram, ele afirmou que havia dois outros, inconclusos.
Segundo o então capitão, houve "gritante cerceamento do direito de defesa" no processo pelo qual o Conselho de Justificação o condenou, em janeiro de 1988.

CRONOLOGIA
3.set.1986
A revista "Veja" publica artigo do então capitão Jair Bolsonaro, "O salário está baixo", em que pede aumento: "Não consigo sonhar com as necessidades mínimas que uma pessoa do meu nível cultural e social poderia almejar"
Bolsonaro é preso por "transgressão grave". É acusado de "ter ferido a ética, gerando clima de inquietação no âmbito da organização militar" e também "por ter sido indiscreto na abordagem de assuntos de caráter oficial"

25.out.1987
A revista "Veja" divulga a reportagem "Pôr bombas nos quartéis, um plano na Esao", na qual afirma que Bolsonaro, lotado na Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais, e outro militar, Fábio Passos, elaboraram um plano que previa a explosão de bombas em unidades militares do Rio para pressionar seus superiores
Segundo a reportagem, Bolsonaro teria dito que haveria "só a explosão de algumas espoletas" e explicou como construir uma bomba-relógio à base de TNT

25.out.1987
Bolsonaro e Passos entregam ao comando da Esao textos de próprio punho nos quais negam ter feito o plano e falado com a "Veja"

1º.nov.1987
"Veja" publica uma segunda reportagem, "De próprio punho", na qual traz o fac-símile de um croqui que teria sido desenhado por Bolsonaro com pontos em que as bombas seriam distribuídas. Ele nega a autoria repetidas vezes

13.nov.1987
Sindicância da Esao conclui que há aspectos a serem melhor investigados e sugere remessa dos autos a um Conselho de Justificação

15.dez.1987
Acusação diz que Bolsonaro agiu "comprometendo a disciplina e ferindo a ética militar"

8.jan.1988
Laudo de exame grafotécnico da Polícia Federal afirma que partiram do punho de Bolsonaro as anotações no croqui entregue pela "Veja"

25.jan.1988
Em sessão secreta, o Conselho de Justificação decide por unanimidade considerar Bolsonaro culpado
"O Justificante [Bolsonaro] mentiu durante todo o processo, quando negou a autoria dos esboços publicados na revista 'Veja', como comprovam os laudos periciais do Instituto de Criminalística da Polícia Federal e do 1º Batalhão de Polícia do Exército"

16.jun.1988
Por 8 votos a 4, os ministros do Superior Tribunal Militar consideraram Bolsonaro "não culpado" das acusações, diz que duas perícias confirmaram a autoria e duas não a confirmaram, o que configura "na dúvida a favor do réu"
Sobre o texto na "Veja", o STM decidiu que "o justificante assumiu total responsabilidade por seu ato, foi punido com 15 dias de prisão"

22.dez.1988
Segundo extrato da ficha cadastro de Bolsonaro, fornecido pelo Exército à Folha, o militar "foi excluído do serviço ativo do Exército, a contar de 22 de dezembro de 1988, passando a integrar a Reserva Remunerada".

+ ERRAMOS
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15/05/2017 13h14 Diferentemente do publicado na Cronologia que acompanhou versão original deste texto, o Exército havia informado à Folha o motivo da passagem de Bolsonaro para a reserva remunerada. Segundo a assessoria de comunicação social, há uma lei que obriga a medida a partir da diplomação de militar para cargo eletivo, o que ocorreu com Jair Bolsonaro no final de 1988, já que ele foi eleito vereador do Rio de Janeiro.
Folha de São Paulo/montedo.com

Primeiras coronéis do Exército falam sobre maternidade e trajetória na instituição

Ana Lúcia de Oliveira, Beatriz Helena Ferreira e Carla Beatriz de Souza receberam, em Brasília, condecoração inédita da corporação. 
'Abrimos portas', diz primeira militar do Exército a engravidar.
Letícia Carvalho, G1 DF
Há 25 anos, um grupo de 54 mulheres ingressou no primeiro concurso do Exército Brasileiro que abriu portas ao público feminino. Dessas, três se destacaram e, mesmo em um universo predominantemente masculino, conseguiram trilhar um caminho firme na hierarquia militar.
Hoje, de forma inédita, estão no posto de coronel lutando exatamente como mulheres: com garra e dedicação. Durante esse período, elas ainda foram além. Engravidaram e lidaram com todos os percalços de uma gestação dentro dos batalhões. Sobre ser mãe e militar, as três afirmam sem pestanejar: “Somos mais rígidas, ‘duronas’ em casa”.
Ana Lúcia de Oliveira, de 48 anos, Beatriz Helena Ferreira, de 49, e Carla Beatriz de Souza, de 51, chegaram à patente que nenhuma brasileira havia alcançado dentro do Exército. Carla Beatriz também atingiu outra colocação inédita: foi a primeira mulher grávida da história da corporação. Em 30 de abril, as três receberam as condecorações e, na plateia de Brasília, os aplausos mais calorosos foram dos filhos.
“Como mulher, tive algumas obrigações extras. Nós temos um zelo adicional com os nossos filhos. Mas entrei no Exército sabendo que seria um trabalho de dedicação exclusiva. Essa promoção veio como um reconhecimento do nosso empenho e da nossa força”, apontou Carla Beatriz.
“Desde pequeno, meu filho frequentava os quartéis. A família se adapta e o resto a gente conserta na ponte aérea”, completou Ana Lúcia.
Por causa da carreira, os militares costumam ser enviados para diferentes estados. De acordo com Exército Brasileiro, cerca de 10 mil mulheres compõem o quadro da instituição. O número de homens é bem maior – são aproximadamente 210 mil militares.
O Exército começou a aceitar mulheres em 1992, para compor o Quadro Complementar de Oficiais (QCO). Elas se formavam no ensino convencional em áreas como administração, comunicação e saúde, e depois eram integradas à corporação – mas não podiam chegar aos postos mais altos.
Somente neste ano, a instituição abriu processo seletivo para a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). Pela primeira vez em 76 anos, a academia, que forma aspirantes para a linha bélica, terá uma turma feminina.

Feminismo reservado
Pioneiras, Ana Lúcia, Beatriz Helena e Carla Beatriz viveram situações que, dificilmente, outras mulheres precisarão encarar na carreira. No primeiro ano de ingresso no Exército, elas lembram que encontravam dificuldades para achar banheiros femininos na Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx), em Salvador – local onde os alunos concluem sua formação.
“A gente precisou se adaptar, mas também abrimos muitas portas”, resumiu Beatriz Helena. Durante a entrevista, as três preferiram não aprofundar o debate sobre as dificuldades enfrentadas na trajetória dentro dos quarteis cheios de testosterona. Por meio de um toque discreto na perna da outra, o assunto foi encerrado e a conversa seguiu conforme a rigidez que o regimento militar impõe.
Antes de exibirem o uniforme e os coturnos, as coronéis ostentavam graduações que traçaram um pouco de suas histórias no Exército. A carioca Ana Lúcia formou-se em estatística. Carla Beatriz, conterrânea de Ana Lúcia, aproveitou a paixão pela língua portuguesa e conseguiu o diploma em letras. E a paixão por cavalos da curitibana Beatriz Helena lhe rendeu o canudo de veterinária.
Ainda que tenham desempenhado funções administrativas no Exército, elas conseguiram exercer dentro da instituição um pouco daquilo que estudaram na faculdade. Nos primeiros anos, Ana Lúcia – a única delas que sempre sonhou em ser militar – trabalhou em um departamento responsável por realizar pesquisas.
Beatriz Helena, durante todo esse tempo de militarismo, cuidou da alimentação da corporação. Segundo ela, em seu curso de veterinária, chegou a ter disciplina sobre o assunto. Carla Beatriz foi professora de português e inglês, especializou-se e virou tradutora e intérprete, o que lhe rendeu o cargo de chefe da seção de intérprete no Haiti por sete meses.
Em 2004, o Brasil recebeu o convite para liderar a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah). À época, o Haiti vivia uma realidade marcada pela violência entre gangues rivais e pelo alto nível de instabilidade política.
Atualmente, todas fazem um trabalho de assessoria, coordenam atividades ou chefiam departamentos. “A nossa mochila vai pesando conforme os anos vão passando”, disse Ana Lúcia.
Durante este ano, outras mulheres que ingressaram ao lado de Ana Lúcia, Beatriz Helena e Carla Beatriz no Exército também vão receber a promoção a coronel da instituição.
G1/montedo.com

2606iolanda@gmail.com: e-mail criado por Dilma seria referência ao atentado que matou soldado Mário Koezel Filho

2606iolanda@gmail.com
E-MAIL CRIADO POR DILMA SERIA REFERÊNCIA A ATENTADO QUE MATOU SOLDADO, EM 1968
NÚMERO NO E-MAIL DE DILMA SERIA A DATA DE ATENTADO TERRORISTA
O ATENTADO DEIXOU GRANDE RASTRO DE DESTRUIÇÃO, UM MORTO E SEIS FERIDOS.

MÁRIO KOEZEL FILHO, O SOLDADO DE 18 ANOS.
Pode ser carregado de significado o e-mail 2606iolanda@gmail, criado pela então presidente Dilma Rousseff para manter contatos secretos com Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana. Segundo revelou Mônica, a própria Dilma escolheu o pseudônimo "Iolanda" dizendo lembrar a ex-primeira-dama Iolanda Costa e Silva, mulher do general Arthur da Costa e Silva, segundo militar a presidir o Brasil após o golpe de 1964.
Mensagem que circula em grupos de militares, nas mídias sociais, destaca que o número 2606 é uma referência à data de um atentado terrorista ao quartel general II Exército, em São Paulo, em 26 de junho de 1968, quando a explosão de um caminhão carregado com 20kg de dinamite matou do soldado Mário Kozel Filho, com 18 anos de idade, cujo corpo foi despedaçado. Costa e Silva era o presidente, na ocasião. Outros seis militares ficaram feridos. O atentado foi atribuído pelas autoridades a Diógenes José Carvalho de Oliveira, Pedro Lobo de Oliveira e José Ronaldo Tavares de Lira e Silva, de um grupo de onze militantes da clandestina Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).

Renata Ferraz Guerra de Andrade, conhecida como "a terrorista loura", guerrilheira da VPR e participante do atentado terrorista, disse 30 anos depois que o atentado teve um motivação quase infantil. Dias antes, o mesmo grupo havia assaltado um hospital militar para roubar armas e o então comandante do II Exército, general Manoel Rodrigues Carvalho de Lisboa, foi aos meios de comunicação dizer que o ato tinha sido covarde e sem heroísmo e que desafiava os guerrilheiros a fazerem isso nos quartéis dele. A resposta da VPR aceitando a provocação foi lançar um carro-bomba contra o próprio QG do II Exército. Renata diz que os integrantes do grupo depois se penitenciaram por isso, ao cair na provocação do general e que o "atentado não serviu para nada, a não ser matar o rapazinho".
Em julho de 2012, o general de divisão na reserva do Exército Luiz Eduardo Rocha Paiva declarou que a Comissão da Verdade deveria convocar a então presidente Dilma, que integrou o grupo clandestino VAR-Palmares, a explicar sua suposta participação no atentado.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

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