14 de dezembro de 2017

Inquérito do MPF apura diferença dos prazos de promoção entre oficiais da AMAN e do QCO

O Ministério Público Federal instaurou um Inquérito Civil Público para apurar uma suposta extrapolação de poder do Comando do Exército, ao instituir tratamento diferenciado entre os oficiais da AMAN e do QCO.
A ação refere-se às modificações implementadas recentemente pelo Exército, abordadas pelo blog na postagem:

Exército antecipa-se à reforma da Previdência e aumenta tempo médio de permanência dos oficiais para 35 anos

As alterações estabelecem prazos menores ao longo da carreira para permanência nos postos para os oficiais formados na Academia Militar das Agulhas Negras, no Instituto Militar de Engenharia e médicos em relação aos oficiais do QCO, dentistas, farmacêuticos e capelães. Confira:

Chamado de 'natimorto' e depois apoiado por Bolsonaro, Partido Militar Brasileiro não consegue registro e dá um tempo


O deputado Capitão Augusto (PR-SP), à direita
Foto: Jorge William / Agência O Globo
Capitão Augusto (fardado), idealizador do PMB (Jorge William / Agência O Globo)
PARTIDO MILITAR BRASILEIRO
A criação do Partido Militar começou em 2010, fui o idealizador e presidente nacional durante esse tempo. O sonho de ter um partido genuinamente de direita, tendo como pilares o patriotismo, civismo, ética, moral e honestidade fez com que rapidamente movimentasse milhares de pessoas em todo Brasil. Hoje temos diretórios estruturados em todos Estados do Brasil e mais de 1.000 diretórios municipais.
Nesse período passamos por diversas alterações da lei de criação de partidos, tanto pelo Congresso quanto as normatizações do TSE. Isso gerou inúmeras dúvidas e interpretações da legislação. Fato é que recentemente aprovamos na Câmara o fim das coligações, fundo partidário e tempo de rádio e tv para partidos sem representatividade. Isso inevitável fará o TSE rever sua normatização, já que a criação de partidos deixou de ser um “negócio”.
A forma de dirimir todas essas dúvidas cabe ao próprio TSE, dessa forma, estarei em janeiro finalizando a inserção das fichas de apoiamento que temos, vou juntar a Ata da convenção nacional da criação do Partido Militar, seu estatuto e programa, a publicação no diário oficial da união, e darei entrada formalmente junto ao TSE para reconhecer oficialmente o PARTIDO MILITAR BRASILEIRO.
Damos assim por encerrado nossos trabalhos de criação do nosso partido e vamos aguardar a decisão final do TSE.
Porém, vamos manter ativa toda estrutura que já temos do Partido Militar, seus diretórios e militantes, não ficaremos apenas assistindo o TSE proferir sua decisão, que poderá ser contrária ao nosso entendimento, por isso já iniciaremos paralelamente a criação do “novo” PARTIDO MILITAR já sendo feito totalmente em cima das novas regras.
Nosso partido de direita não é bem vindo nessa atual política podre brasileira, já estamos incomodando muita gente, ainda mais declarando apoio a candidatura do Bolsonaro para Presidente do Brasil, e com isso farão de tudo para que esse partido não seja realidade. Não podemos desistir em momento algum, temos plenas condições de termos nosso Partido Militar já para disputar as eleições do ano que vem, ou na pior das hipóteses, terminar o novo Partido Militar para próxima eleições municipais.
Não adianta tentarem nos desarticular, pois nosso amor pelo Brasil é maior do que a força dos nossos opositores.
Muito obrigado a todos pelo apoio que deram e dão até hoje para criação do Partido Militar. Começa se agora a batalha jurídica para conseguir o registro oficial junto ao TSE.

Brasília, 13 de dezembro de 2017.

CAPITÃO AUGUSTO
PRESIDENTE NACIONAL DO PARTIDO MILITAR

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Polícia investiga denúncia de tortura e abuso de autoridade contra tenente do exército em Montes Claros

Tenente foi detido no início deste mês durante uma abordagem da Polícia Militar; advogada dele alega que ocorrência foi registrada somente com a versão dos policiais.
Caso foi levado para a Delegacia de Plantão (Foto: Juliana Peixoto/G1)
Tenente foi preso no início do mês, por desacato (Foto: Juliana Peixoto/G1)
Por G1 Grande Minas
Montes Claros (MG) - A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar uma denúncia de possíveis abusos de autoridades e tortura de quatro policiais militares contra um tenente do exército em Montes Claros, no Norte de Minas. O tenente foi detido no dia 1º deste mês por desobediência, após agredir um policial militar, segundo o boletim de ocorrência.
A ocorrência foi registrada em uma loja de conveniência na Avenida Deputado Plínio Ribeiro. Segundo a PM, o tenente, de 21 anos, estava com uma garrafa de cerveja na mão e recusou ser revistado. Após receber voz de prisão por desobediência, o oficial teria ofendido os militares e em seguida agredido um policial.
De acordo com a Polícia Civil, o tenente do exército já foi ouvido e passou por exames de corpo de delito. O caso é investigado pela 3ª Delegacia Distrital; alguns dos envolvidos na ocorrência já foram ouvidos e outras intimações estão agendadas, segundo nota da PC.
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A advogada do tenente, Elaine Xavier Carpeggiani, afirma que o boletim de ocorrência feito pela Polícia Militar foi totalmente “tendencioso com o intuito de disfarçar uma abordagem truculenta dos militares. Eles colocaram apenas a versão deles; nem as outras testemunhas que estavam com meu cliente foram relacionadas no boletim. Inclusive, uma destas testemunhas é socorrista do Samu e prestou os primeiros atendimentos ao tenente, que chegou a ficar desacordado durante as agressões”.
Ela afirmou ainda que o tenente não possui porte físico para resistir à prisão da forma em que foi relatada no BO. “Eles falam de golpe de jiu-jitsu; nem se ele fosse mestre conseguiria aplicar este golpe. Ele é um jovem franzino e os militares estavam todos armados. Ele não iria se arriscar desta forma”.
Segundo a advogada, o tenente precisou passar por cirurgias para reconstituir os ossos nasais. "A cirurgia foi três dias após o fato. O relatório médico atesta a incapacidade de executar as atividades profissionais por mais de 30 dias”, afirma.
O G1 solicitou à Polícia Militar informações sobre os procedimentos adotados pela corporação sobre o caso, mas não obteve respostas até a publicação desta matéria. O 55º Batalhão do Exército confirmou que um procedimento interno foi instaurado para apurar o caso e algumas testemunhas já foram ouvidas.
G1/montedo.com

RJ: cinco pessoas são presas em operação do Exército no Complexo da Maré

Rio de Janeiro - Exército faz operação no Complexo da Maré, na zona norte do Rio (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil
Cinco pessoas foram presas na operação de cerco e estabilização realizada hoje (13) na comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré, zona norte do Rio, com a participação de 800 militares do Exército. Os suspeitos doram levados para o 21ª Distrito Policial. Eles são acusados dos crimes de roubo, furto, tráfico e de associação ao tráfico. Os cinco detidos tinham mandados de prisão expedidos pela Justiça comum que estavam em aberto.
Além das prisões, foram apreendidos 33 motocicletas e 12 carros roubados/clonados, sendo alguns de luxo. Houve, ainda, a apreensão de drogas, como maconha, crack e cocaína, 24 munições, 20 estojos, uma bomba de fabricação caseira, uma pistola Glock 9 mm com carregador, um rádio transmisso e uma granada de mão artesanal. Os militares recolheram também um aparelho de DVD, uma TV e um condicionador de ar, além de aproximadamente R$ 800 em espécie.
A ação foi desencadeada para cumprir mandado judicial como diligência de um Inquérito Policial Militar (IPM), instaurado no âmbito da Justiça Militar.
Diferente de outras operações que já ocorreram no Rio com emprego das Forças Armadas, a ação desta quarta-feira teve a participação apenas de equipes da Polícia do Exército, com a presença de alguns militares da Marinha e Aeronáutica, em funções de comando e Estado-Maior e também na parte de controle de espaço aéreo.
“Em procedimentos anteriores, as Forças Armadas faziam o cerco e os órgãos de Segurança Pública, as polícias Militar e Civil entravam na comunidade para cumprir os mandados. No caso de hoje, o cumprimento do mandado de Justiça era encargo das Forças Armadas, da Polícia do Exército, então houve necessidade de entrar e buscar o cumprimento desses mandados e, foi nessa situação, que foram encontradas todas as ocorrências levadas à Justiça comum”, informou o porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), coronel Roberto Itamar, em entrevista à Agência Brasil.
Segundo o coronel Roberto Itamar, o motivo da diligência está sob segredo de Justiça.
“A natureza e objeto desta diligência está protegida por segredo de justiça, mas o mandado foi cumprido hoje ainda pela manhã e ela foi cumprida. O objetivo previsto para esta missão foi plenamente cumprido. Paralelamente a esse mandado, que permitiu que a operação fosse realizada, foi instalado um cerco como sempre feito nas operações realizadas anteriormente", disse à Agência Brasil.
O coronel informou ainda por ser um IPM não significa que há envolvimento de um militar. “Todo crime militar pode ser praticado por militar ou civil, em função da característica especial desse crime. É tipificado como crime militar é aberto um Inquérito Policial Militar e são instauradas sindicâncias, oitivas e vários procedimentos como cumprimentos de mandados. É justamente este processo que está sendo levado pela Justiça militar e para que não prejudique essas investigações, as diligências são feitas sob sigilo de Justiça. Estamos impedidos, pela Justiça militar de prestar maiores informações”, completou.
A operação começou nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira e terminou às 18h. Nesse período, foram abordadas mais de 3 mil pessoas e cerca de 1500 veículos nas vias da comunidade. De acordo com o porta-voz do CML, não está descartada a possibilidade de uma outra operação semelhante no local.
O coronel informou também que após a descoberta do depósito de carros roubados e a oficina clonagem de veículos, agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Polícia Civil entraram na comunidade para fazer os registros.

Escolas
Por causa da operação, as escolas da região - dez escolas, três creches e seis Espaços de Desenvolvimento Infantil - ficaram fechados. A Secretaria Municipal de Educação do Rio informou que, no momento, as unidades, exceto as creches e os Espaços de Desenvolvimento Infantil recebem apenas os estudantes em recuperação, por isso foi menor o total de alunos que ficaram sem aulas. “Trata-se de contingente bem menor do que o diário e de contagem variável de escola para escola. Por essa razão, até o início do recesso só divulgaremos apenas o número de unidades fechadas por conta da violência”, avisou, acrescentando que as escolas encerrarão as atividades no próximo dia 20.
Edição: Carolina Pimentel
Agência Brasil/montedo.com

Vídeo: blindado do Exército destrói 1.200 armas em Curitiba

Tanque do Exército destrói armas no quartel do Boqueirão
Armamento apreendido pela polícia estava armazenado nos fóruns de Justiça
Blindado triturou 1.220 armas no quartel do Boqueirão. | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Blindado triturou 1.220 armas no quartel do Boqueirão. Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
O Exército destruiu na manhã desta quarta-feira (13) no quartel do Boqueirão, em Curitiba, 1.220 armas apreendidas pela polícia que estavam armazenadas em fóruns de Justiça em todo o Paraná. Com a destruição desta quarta, a 5ª Região Militar, da qual o 5º Grupo de Artilharia de Combate Autopropulsado, no Boqueirão, faz parte, atinge 20 mil armas de fogo destruídas recolhidas nos estados do Paraná e Santa Catarina desde o início do ano. Só no Paraná, o Tribunal de Justiça encaminhou mais de 12 mil armas e 86 mil munições à 5ª RM de todas as 161 comarcas do estado.

Para destruir as armas, foi usado um veículo blindado que passou por cima dos equipamentos. Esse primiero processo com o tanque de guerra faz com que o armamento fique inutilizável. Em seguida, os elementos que compõem os objetos foram separados, isolando materiais como cobre, plástico e ferro, por exemplo. Uma parte desse material foi encaminhada para reciclagem e outra parte foi levada para incineração.
Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
As armas destruídas foram recolhidas a partir de ações judiciais. Após ser usado como prova de crimes, o armamento perde a função judicial e foram liberados para destruição. As armas destruídas eram de vários calibres - de revólveres calibre 38 à fuzis.
Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
GAZETA DO POVO/montedo.com

13 de dezembro de 2017

RJ: Exército realiza operação na Maré

É uma operação para cumprir mandados judiciais de um inquérito policial militar instaurado na justiça militar.
Homens chegam na delegacia após operação na Maré (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
Homens chegam na delegacia após operação na Maré (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
Por Bom Dia Rio
O Exército realiza uma operação no Conjunto de Favelas da Maré no começo da manhã desta quarta-feira (13). A ação visa cumprir o mandado judicial de um inquérito policial militar instaurado na justiça militar.
A origem do mandado não foi divulgada, pois corre em segredo de justiça. Ao todo, 800 militares estão envolvidos na ação. Atualmente, 13 mil pessoas vivem no Conjunto de Favelas da Maré.
Até as 10h40, foram presas cinco pessoas e dez carros roubados foram recuperados pelos militares, segundo informações do repórter Guilherme Peixoto à Globonews.
Coronel Roberto Itamar, porta-voz do Comando Militar do Leste, ressalta que o caso está em sigilo. Mesmo assim, as tropas encontraram cerca de dez veículos roubados dentro da comunidade. O caso foi encaminhado à 21ªDP (Bonsucesso).
Carros de forças de segurança entram no 22º Batalhão (Maré)' (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Carros de forças de segurança entram no 22º Batalhão (Maré)' (Foto: Reprodução/ TV Globo)
“Estamos no interior da comunidade no cumprimento de um mandado judicial expedido a partir de um inquérito policial militar que está sendo conduzido. É feita a operação de cerco, como nas outras oportunidades, mas a busca realizada dentro da comunidade é agora feita pelos militares, assim como era pelas outras forças de segurança pública", destacou Itamar. Até 7h20, ninguém foi preso.
Por volta das 5h30, uma enorme fila de veículos militares seguiu pela Linha Vermelha e entrou no 22º Batalhão (Maré). Eles entraram na comunidade por uma entrada pela unidade. Fogos foram disparados assim que os militares entraram na favela Nova Holanda.
Na Avenida Brasil também há uma grande movimentação de militares.
Suspeito foi levado para a delegacia por homens do Exército (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
Suspeito foi levado para a delegacia por homens do Exército (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
A última ação com a participação das Forças Armadas no Rio foi realizada no dia 6 de dezembro em várias comunidades da Zona Norte do Rio e que culminou com a prisão do traficante Rogério 157. A ação aconteceu em parceria com as polícias Civil, Militar e Federal, além de agentes da Força Nacional. A ação tinha como objetivo a prisão de criminosos, além da apreensão de armas e drogas.
G1/montedo.com

Jungmann defende permanência das Forças Armadas no RJ após fim do governo Temer

MINISTRO DIZ TER CERTEZA DE QUE OPERAÇÕES INTEGRADAS VÃO CONTINUAR ATÉ O FIM DE 2018
MINISTRO DA DEFESA, RAUL JUNGMANN, DEFENDE CONTINUIDADE DA ATUAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS NO RIO APÓS FIM DO GOVERNO TEMER (FOTO: ALEXANDRE MANFRIM)
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, defendeu nesta terça (12) a continuidade da atuação das ações das Forças Armadas no Rio de Janeiro após o fim do governo Temer. Jungmann disse ter "absoluta certeza" de que as operações integradas continuarão até o fim de 2018.
"Tenho absoluta certeza de que ficaremos aqui até o dia 31 de dezembro de 2018. E posso dizer que minha expectativa é que, seja quem for, o próximo presidente mantenha isso", afirmou. "No que diz respeito ao governo Temer, nós não sairemos daqui antes de 2019. Não há nenhuma sombra de dúvida, nem a mais remota possibilidade de que isso venha a acontecer."
O ministro participou de uma mesa-redonda com autoridades e especialistas que discutiram a segurança pública no Rio de Janeiro. Um dos participantes foi o secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Sá. O evento, na Escola Superior de Guerra, foi fechado à imprensa, mas Jungmann respondeu a perguntas de jornalistas que o aguardavam.
Para Jungmann, é importante que as ações integradas continuem enquanto durar a situação de crise na segurança pública do Rio de Janeiro. Desde julho, as Forças Armadas, a Força Nacional de Segurança Pública, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal realizam operações em conjunto com a Polícia Civil e a Polícia Militar, no combate ao crime organizado.
"O Rio de Janeiro vive um nível crítico de insegurança. E, em segundo lugar, o Rio de Janeiro representa para os brasileiros, e também no exterior, a imagem do Brasil. É importante que se resolva e se demonstre a capacidade de resolver essa questão", disse Jungmann. "Enquanto durar essa crise, temos que apoiar o Rio de Janeiro e ajudá-lo a resolver esse problema, porque, no restante, o Rio de Janeiro caminha com as próprias pernas."
O ministro informou que a mesa-redonda foi uma reflexão sobre as operações já realizadas. Segundo Jungamann, na reunião, foram também apresentadas sugestões de políticas de segurança, entre as quais a pactuação de uma matriz de responsabilidade para a segurança pública e a criação de um fundo permanente para área.
Em um balanço, os participantes da reunião defenderam a necessidade de maior integração entre os diversos setores do sistema de segurança pública. "É preciso ainda integrar mais, sobretudo na área de inteligência" disse Jungmann, que lembrou a necessidade de acertar os salários dos servidores da segurança pública.
"É muito importante para a atuação das polícias que se tenha a colocação em dia dos seus salários. Que a gente possa voltar a pagar RAS [horas extras], pagar por desempenho em cima de metas. Isso tem um efeito imediato sobre o rendimento das polícias, que é central nessa questão", afirmou i ministro da Defesa, que citou, resultados das operações integradas a prisão de criminosos como Rogério 157, a apreensão de armas e a redução do roubo de cargas.
Outros pontos levantados na reunião foram a defesa de mudanças na legislação e a necessidade de integração com países vizinhos, para aumentar o controle sobre as fronteiras. "O crime organizado, hoje, não atua só no espaço nacional. Ele é transnacional. Então, ou você tem a participação e a convergência dos outros países em seu sistema de inteligência e defesa, ou só no espaço nacional, não é possível dar conta disso", enfatizou Jungmann.
O ministro ressaltou ainda necessidade de mobilização da sociedade para cobrar mais recursos para polícias e mudanças legislativas. "É preciso que as igrejas, associações, os sindicatos, o empresariado realmente se mobilizem no sentido de cobrar de todos nós." (ABr)
DIÁRIO do PODER/montedo.com

12 de dezembro de 2017

Se voltar a defender intervenção (golpe), Mourão pode ser preso

PACIÊNCIA COM MOURÃO ACABOU NO EXÉRCITO, DIZEM ESPECIALISTAS
GENERAL MOURÃO DEVE SER APOSENTAR NO FIM DE MARÇO, E SEUS ADMIRADORES O APONTAM COMO CANDIDATO A DEPUTADO
Cláudio Humberto
A paciência se esgotou com o general Hamilton Mourão, que há meses vem pregando “intervenção militar”, na verdade um golpe, e criticando o governo ao qual tem a obrigação profissional de prestar continência. Se fizer de novo, pode até ser preso, segundo especialistas no tema. Até quem o apoia lamenta a insubordinação, desafiando o paciente general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército. Leigos não entendem como militar da ativa pode defender golpe sem receber voz de prisão.

EM CAMPANHA
Na caserna, dá-se como certa a candidatura de Mourão a deputado, em 2018. Ele deve vestir o pijama em março, aos 64 anos.

ESCADAS E CORREDORES
No fim de semana, Villas Bôas decidiu punir Mourão deixando-o sem ter o que fazer, como noticiou em primeira mão o site Diário do Poder.

PELA ESTABILIDADE
O general Villas Bôas rejeita a tese de “intervenção militar” porque tem compromisso com as instituições democráticas e a estabilidade política.

NITROGLICERINA FAKE
A suposta prisão de Mourão, ontem, criou clima de tensão em Brasília. Era boato. “Seria nitroglicerina”, resume um militar de alto escalão.
DIÁRIO DO PODER/montedo.com

Coronel da ativa apoia Mourão, defende "intervenção cívica" e é punido pela FAB

CORONEL DA FAB É PUNIDO COM DETENÇÃO POR DEFENDER ‘INTERVENÇÃO CÍVICA’

O coronel-aviador Mauro Rogério, do Estado Maior da Aeronáutica, foi punido com quatro dias de detenção pelo comandante Nivaldo Rossato.
Rogério lidera o Movimento Brasil Futuro e tem postado vídeos (veja abaixo) na internet em que fala da crise política, comenta as declarações do general Mourão e defende o que chama de “intervenção cívica”.
O Antagonista/montedo.com

Assista ao vídeo que provocou a punição:

O Blog errou.

A Nota de Esclarecimento do Centro de Comunicação do Exército, publicada pelo site DefesaNet e reproduzida ontem à noite pelo Blog, na verdade é de 21 de setembro e refere-se ao discurso de Mourão no Grande Oriente do Brasil, ocorrido dias antes. O conceituado DefesaNet errou. O Blog também. Peço desculpas aos leitores. A postagem já foi removida. Vamos em frente.

11 de dezembro de 2017

Mourão: exonerado oficialmente

O General Mourão foi exonerado oficialmente agora há pouco, em edição extra do Diário Oficial da União:

O Antagonista/montedo.com

Soldado do Exército é preso suspeito de matar e carbonizar colega em Manaus

Show soldado suspeito
Danilo Alves e Fábio Oliveira
Manaus (AM) - Um soldado do Exército identificado como Marcos Lond Carneiro, 20, foi preso nessa sexta-feira (8) suspeito de assassinar o também soldado Querce Diones Santos, 22, encontrado ontem com um golpe de faca no pescoço e com o corpo parcialmente queimado. Marcos foi preso enquanto prestava serviço no Batalhão de Polícia do Exército (BPE), onde trabalhava com a vítima, no bairro São Jorge, na Zona Centro Oeste de Manaus.
A motivação do crime ainda não foi revelada pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que investiga o caso.
O corpo de Querce foi localizado em um matagal na rua Eixo Sul, próximo ao conjunto Lula, no bairro Distrito Industrial 2, na Zona Leste de Manaus. O soldado estava vestido com o fardamento completo do Exército Brasileiro e seu corpo estava a dois metros da estrada principal.
De acordo com a perícia do Departamento de Polícia Técnico Científico (DPTC), o militar foi morto com um golpe de faca no pescoço e teve parcialmente as pernas queimadas.

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Posicionamento
Em nota, o CMA informa que ontem foi decretada pela Justiça Militar a prisão preventiva do soldado Marcos Lond Carneiro, por suspeita de envolvimento no crime.
O militar está preso no 7° BPE à disposição da Justiça Militar. Foi instaurado Inquérito Policial Militar para apurar o caso, avaliar os fatos e identificar responsabilidades. As investigações a respeito do assassinato prosseguem por parte do CMA em conjunto com os órgãos de Segurança Pública do Estado.
O Exército Brasileiro lamenta profundamente o ocorrido e afirma estar prestando apoio à família. Ainda segundo a nota, o Exército Brasileiro não compactua com qualquer comportamento que fuja dos princípios éticos e morais da sociedade, agindo sempre prontamente e com transparência para apurar os fatos.

Desaparecido desde quinta
O corpo do soldado Querce Jones foi localizado na sexta-feira (8)
Foto: Jander Robson/freelancer


Primo do soldado, o açougueiro Jailson Ferreira, 29, relatou ontem à reportagem que Diones estava desaparecido desde a tarde da última quinta-feira (7), quando não retornou mais para casa. Segundo ele, o soldado saiu de casa para tirar serviço de 24 horas de quarta para quinta-feira e teria sido liberado às 13h. “A mãe dele falou com o tenente no quartel que informou ter liberado ele às 13h”, afirmou.
Ainda segundo o primo, Dione pode ter sido vítima de um latrocínio (roubo seguido de morte) já que seu aparelho celular não foi encontrado. “Um tio dele rastreou o celular e a localização aparece no bairro Japiim, mas ninguém foi atrás”, contou. O primo relatou ainda que Diones não tinha vícios com droga, nem bebida e não era envolvido com o tráfico de drogas.
“A única motivação que pode ter acontecido é essa questão do latrocínio, já que ele era um rapaz tranquilo, não usava drogas e só bebia socialmente. O celular dele sumiu então só o que nos resta acreditar que foi latrocínio”, ressaltou.
O soldado é natural de Manacapuru e morava em Manaus junto com a mãe, a esposa e a filha de dois anos.
acrítica/montedo.com

Três oficiais da Marinha são presos por tráfico internacional de armas no MS

Três presos em MS por tráfico internacional de armas são oficiais da Marinha
Tenentes seguiam para o RJ com cinco armas e mais de 1000 munições
Trio foi enquadrado por tráfico internacional de arma de fogo e associação criminosa e levado para PF de Dourados
Danielle Valentim
Campo Grande (MS) - Três tenentes da Marinha do Brasil, dois de 28 e um de 29 anos, foram presos em Rio Brilhante, a 158 km de Campo Grande, por associação criminosa e tráfico internacional de armas. Os oficiais, que estavam com cinco armas e mais de 1000 munições, viajavam em um ônibus com destino ao Rio de Janeiro na última sexta-feira (8).
Os militares estavam dentro do ônibus da Viação Mota, linha Ponta Porã/MS - São Paulo/SP , quando foram abordados sendo abordados pela PRF (Polícia Rodoviário Federal), por volta das 19h.
Eles se identificaram como Oficiais da MB e afirmaram que tinham como destino a cidade do Rio de Janeiro.
Em princípio, apenas um admitiu estar armado, porém, como não tinha o registro da arma, uma revista minuciosa na bagagem de mão e assento foi iniciada. Militares não possuíam malas no bagageiro do ônibus.
Em revista pessoal, no segundo oficial foi encontrada mais uma arma em sua cintura. O terceiro oficial tentou esconder outra arma, desmontada, por dentro do assento onde estava. Posteriormente, foram encontradas dois espingardas calibre 12.
Os tenentes disseram, inicialmente, que adquiriram as armas para defesa pessoal, em função de ameaças sofridas no estado carioca.
Os três portavam a Identidade Militar, a qual foi confirmada junto à Marinha, por meio do “Contra-Almirante”, Barros Coutinho, do 6º Distrito Naval de Ladário. Houve contato com a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada de Dourados que providenciou um Oficial do Exército Brasileiro para acompanhar o flagrante.
Presos foram conduzidos para a Delegacia da Polícia Federal de Dourados. O trio foi enquadrado por tráfico internacional de arma de fogo e associação criminosa.

Relação do material apreendido:
- 02 (duas) Espingardas cal. 12, número de série raspado, marca BOITO.
- 03 (três) Pistola 9mm, número de série rapasda, marca Glock.
- 08 carregadores de Pistola cal. 9mm.
- 260 munições cal. 12
- 100 munições cal .40 Winchester.
- 900 munições cal. 9mm.
- 02 coldre para pistola.
- 01 case para arma longa.
- 01 bandoleira.
- 02 placas balísticas para colete.
- 04 acessórios para cal. 12.
MIDIAMAX/montedo.com

Ministros usam voos da FAB para dar carona a parentes e lobistas


BRASILIA, DF, BRASIL 27-01-2012, 19h00: Aviao da FAB decolando no aeroporto Internacional Jucelino Kubitschek em Brasilia. (Foto: Sergio Lima/Folhapress PODER) **ESPECIAL***
BRASILIA, DF, BRASIL 27-01-2012, 19h00: Aviao da FAB decolando no aeroporto Internacional Jucelino Kubitschek em Brasilia. (Foto: Sergio Lima/Folhapress PODER) **ESPECIAL***
CAMILA MATTOSO/FÁBIO FABRINI
DE BRASÍLIA
Ministros do governo de Michel Temer usaram voos da FAB (Força Aérea Brasileira), requisitados com o propósito de cumprir agendas de trabalho, para transportar parentes, amigos e representantes do setor privado. Há carona a mulheres e filhos, que não têm vínculo com a administração pública.
A Folha levantou as informações por meio da Lei de Acesso à Informação. O decreto 4.244/2002, que dispõe sobre os voos, permite o uso da frota "somente" para o transporte de vice-presidente, ministros de Estado, chefes dos três Poderes e das Forças Armadas, salvo nos casos em que há autorização especial do ministro da Defesa.
A norma não autoriza expressamente o embarque de pessoas sem cargo ou função pública. Também não há previsão para que congressistas peguem carona.
A reportagem obteve dados de viagens feitas por 12 ministros. Seis deles levaram filhos ou mulheres na comitiva, não raro para cumprir agendas em locais turísticos.
Um sétimo deu carona para a mulher de um colega de Esplanada. Três das autoridades levaram amigos a bordo e outros transportaram empresários ou lobistas. Sete pastas não apresentaram as relações de passageiros.
Entre 13 e 16 de outubro de 2016, a FAB cedeu um de seus jatos para que o titular do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), participasse de encontro sobre sustentabilidade no Pantanal. O evento, emendado com o dia das crianças, se deu no Refúgio Ecológico Caiman, hotel luxuoso em Miranda (MS). Na comitiva estava o filho de 11 anos do ministro.
Bruno Araújo (PSDB), que se desligou recentemente das Cidades, levou a mulher, Maria Carolina, em ao menos seis viagens oficiais. Em junho de 2016, o casal embarcou para Campina Grande (PB) no dia da abertura do "Maior São João do Mundo". Os dois, na sequência, embarcaram para o Recife, onde mantêm domicílio. Era uma sexta-feira.
Desde 2015, é proibido aos ministros usarem voos da FAB para retorno à residência. Maria Carolina fez ao menos mais cinco viagens em aeronaves oficiais, das quais três passando por Pernambuco, sempre em fins de semana ou datas coladas a sábado ou domingo. Em duas ocasiões, a filha do casal estava junto.
O peemedebista Helder Barbalho (Integração Nacional) —provável candidato ao governo do Pará— também levou a mulher, Daniela, para um São João, o tradicional Arraial dos Caetés, em Bragança, em junho. Foi uma viagem em família, com a presença do pai do ministro, o senador Jader Barbalho, e da mãe, a deputada Elcione Barbalho, ambos do PMDB.
A FAB alega que recebe das autoridades a lista dos passageiros, mas não tem responsabilidade sobre as comitivas.
Em abril, uma caravana de casais saiu de Brasília rumo a Foz do Iguaçu (PR) para a premiação do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), grupo da família do prefeito João Doria (PSDB).
O voo foi requisitado à FAB pelos ministros Dyogo Oliveira (Planejamento) e Sarney Filho, que embarcou junto da mulher, Camila Serra. Também viajaram o tucano Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), que pediu demissão na sexta (8), e a mulher, Márcia, que também pegou carona em outras missões oficiais.
Fizeram companhia no avião, com suas mulheres, Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer preso após ser flagrado com uma mala de R$ 500 mil da JBS, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o relator da reforma da previdência, Arthur Maia (PPS-BA). O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Ives Gandra, embarcou com uma assessora. O evento, em um resort próximo das cataratas, durou três dias.
Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações), do PSD, voou na companhia de amigos e empresários. Um deles é Marcelo Rehder, contemporâneo de faculdade do ministro e diretor da empresa Ella Link, envolvida em um projeto do futuro cabo submarino Brasil-Europa. Ele pegou carona, por exemplo, para uma agenda de Kassab no Instituto Butantã, em São Paulo, que produz vacinas.
Outro passageiro em voos do ministro é Paulo Tonet Camargo, vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo e presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão. Em três ocasiões, houve agendas relacionadas ao setor de comunicações, como um jantar da RBS, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul.

OUTRO LADO
Os ministros negaram irregularidade em transportar parentes, empresários e lobistas a bordo de aviões da FAB (Força Aérea Brasileira).
Eles dizem que não há vedação expressa ao transporte de passageiros sem vínculo com a administração pública e as agendas oficiais.
O Ministério do Meio Ambiente afirmou que "nenhuma hospedagem" de "qualquer membro" da família de Sarney Filho foi paga com dinheiro público. "Qualquer irregularidade que, eventualmente, seja apontada, o que não acreditamos, será imediatamente investigada", disse.
Segundo Bruno Araújo, os deslocamentos ocorreram "por compromissos da pasta", dentro da legislação vigente.
Helder Barbalho declarou que "respeita integralmente a legislação em vigor". Segundo ele, a mulher, Daniela, integrou voo requisitado pelo então titular do Turismo, Marx Beltrão, que visitaria o São João em Bragança (PA).
O ministro disse ter dividido a viagem com o colega uma vez que tinha outra agenda prevista para o Estado. "Daniela foi convidada oficialmente pela organização do Arraial dos Caetés".
O GSI informou que a esposa do ministro Sérgio Etchegoyen viajou mediante aproveitamento de vagas disponíveis em voos previamente planejados, não incorrendo em quaisquer ônus".
Dyogo Oliveira (Planejamento) explicou que viajou acompanhado por outros ministros para o evento em Foz do Iguaçu, "em virtude da necessidade de compartilhamento de voos", prevista no decreto sobre os voos. Todas as autoridades, segundo ele, foram convidadas "formalmente a participar como palestrantes do evento" em Foz.
Kassab disse seguir a legislação e afirmou que embarcam nos voos "servidores da pasta ou pessoas relacionadas a setores que são de escopo de atuação" do ministério.
O Ministério dos Transportes disse que Maurício Quintella "não oferece nem dá" carona a congressistas. Os parlamentares que compõem a comitiva do ministro "têm participação nos eventos", afirmou. Sobre ter transportado a esposa do ministro-chefe do GSI, justificou que "a pessoa citada ocupou um assento livre".
Antonio Imbassahy não respondeu.
O presidente do TST, Ives Gandra, disse disse que viajou "por haver disponibilidade de lugar na aeronave e não haver", na ocasião, "voo comercial compatível com sua agenda institucional".
A Abert informou que seu presidente, Paulo Tonet, participou com Kassab de eventos oficiais da radiodifusão, segmento que representa. "Os voos mencionados foram realizados a convite do ministro e aceitos pelos representantes em vista da finalidade setorial dos eventos e da extensa agenda de compromissos."
FOLHA/montedo.com

10 de dezembro de 2017

Ao elogiar Bolsonaro e dizer que 'não há portas fechadas', Mourão sinaliza para projeto político

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General Mourão (Imagem: EB)
O que ficou muito claro após as declarações da última quinta-feira é que o general Mourão está seguindo cuidadosamente um roteiro previamente traçado. Não tenho certeza sobre seu objetivo final, mas permito-me fazer algumas ponderações dominicais. Vamos lá!

Fala aos maçons: ocasional, pero no mucho!
Já não parece tão ocasional a fala de Mourão aos maçons no dia 15 de setembro. Respondendo a uma pergunta, ele disse que os militares poderão ter de "impor isso [intervenção]" e que essa "imposição não será fácil".

Panos quentes
"Esta questão está resolvida internamente. Punição não vai haver. A maneira como Mourão se expressou deu margem a interpretações amplas, mas ele inicia a fala dizendo que segue as diretrizes do comandante. E o comando segue as diretrizes de promover a estabilidade, baseada na legalidade e preservar a legitimidade das instituições", disse o general Villas Bôas sobre o assunto no Programa do Bial.

Seguindo as diretrizes, só que nao!
Mourão não estava seguindo as diretrizes do Comando na semana passada, ao defender novamente a aberração jurídica da intervenção militar 'dentro dos preceitos constitucionais'.

Bolsonaro
Ao afirmar que "...obviamente, nós, seus companheiros, dentro das Forças, olhamos com muito bons olhos a candidatura do deputado Bolsonaro", Mourão quis passar a impressão de que falava em nome do Alto Comando. Nada mais falso. Basta relembrar a trajetória do pseudo-mito para saber que o Exército nunca morreu de amores por Bolsonaro, chegando inclusive a proibí-lo de entrar nos quarteis. O general deu tom definitivo a uma opinião individual, que está longe de ser consenso.

Portas abertas para a política?
A declaração de simpatia pela candidatura de Bolsonaro vai ao encontro desta outra: "Eu apenas digo uma coisa: não há portas fechadas na minha vida", disse Mourão sobre uma possível candidatura.

Caso pensado
Analisando todos os fatos, fica evidente que Mourão agiu deliberadamente para provocar uma situação limite, tornando imperativa uma atitude enérgica do Governo e do Exército. Com isso, ganhou mais visibilidade e atenção da mídia. Claramente, está semeando. Resta saber o que espera colher.

Cenas dos próximos capítulos
A provável passagem Mourão para a reserva nos próximos dias e os desdobramentos do cenário político deverão indicar com mais clareza qual o objetivo do general. Aguardemos.

Alguma dúvida?

Comentário recebido na postagem

"Movimentação normal", diz Mourão sobre afastamento do cargo e Informex em pleno sábado. Hãhã...


Anônimo disse...Puxa!!Imaginem a seguinte situação: Praça (Cb/Sd) critica seu Cmt SU no grupo whatssap da OM. Será que ele sofrerá a seguinte punição: transferido de Aux Enc Mat para Aux Seção Mob?!?!?!?!?! ST Mat Bel Turma 1995.
10 de dezembro de 2017 09:28

Mourão & Bigodão

Resultado de imagem para levy fidelixLevy Fidelix, notório picareta da política, aproveitando o momento e arreganhando-se no Twitter para o general Mourão

General Mourão antecipa data-limite e deve ir para a reserva ainda este ano

Resultado de imagem para general mourãoSegundo informa o jornalista Josias de Souza, do UOL, o general Hamilton Mourão já comunicou ao Comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, que vai antecipar sua passagem para a reserva. Em março de 2018 ele completaria doze anos de generalato, o que acarretaria a transferência compulsória para a inativadade, como manda a Lei. 
A decisão vem na esteira da nova polêmica em que Mourão se envolveu, ao criticar o governo Temer e declarar apoio à candidatura de Jair Bolsonaro e ocorreu após ser informado por Villas Bôas de seu afastamento do cargo de Secretário de Economia e Finanças, ato que foi publicado às pressas na página do Exército na tarde deste sábado.

"Movimentação normal", diz Mourão sobre afastamento do cargo e Informex em pleno sábado. Hãhã...

'É uma movimentação normal', diz general destituído de cargo após criticar Temer
Secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército havia afirmado que presidente Temer faz do governo um 'balcão de negócios'
Mourão
General Antônio Hamilton Martins Mourão, em 2006 Foto: Beto Barata/Estadão
Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo
Brasília - O general Antônio Hamilton Martins Mourão disse ao Estadão/Broadcast neste sábado que suas declarações são mal interpretadas e negou ter insinuado que o presidente Michel Temer praticou crimes durante a palestra que deu na quinta-feira ao grupo Terrorismo Nunca Mais, em Brasília.
Na ocasião, ele afirmou que Temer governava com um “balcão de negócios”, elogiou a pré-candidatura presidencial do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e voltou a sugerir possibilidades de as Forças Armadas intervirem no governo. Mourão classificou seu afastamento do cargo de secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército como uma “movimentação normal”. Ele ainda negou que tenha ouvido repreensão do comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas.
“É uma movimentação normal dentro do Exército. Meu comandante não me falou nada (sobre a palestra). Eu não fiz comentário a respeito do presidente. Eu apenas retratei cenários que estão sendo colocados hoje. Não chamei o presidente de corrupto, de ladrão nem de incompetente”, afirmou.
O general sugeriu que suas falas são interpretadas de maneira exagerada. “Cada um interpreta da forma que melhor lhe provém. Há muito tempo qualquer coisa que eu falo é colocada como se fosse algo que vá derrubar o castelo de cartas no País”, disse.
Mourão explicou que, quando citou o “balcão de negócios para chegar ao fim do mandato”, estava se referindo à negociação política no Congresso, mas não às duas denúncias criminais contra o peemedebista no caso JBS, que os deputados barraram depois da liberação de emendas parlamentares e cargos.
Segundo o oficial, o balcão de negócios é citado na imprensa diariamente. “É uma negociação política. Isso é o balcão de negócios. Eu falei que ele tem tentando aprovar em termos de emenda, de novas legislações, que ele tem que negociar dentro do Congresso. E obviamente que essas negociações às vezes são feitas de forma, digamos assim, mais explícita, e outras buscando administrar o que ele tem condições de administrar.” (Felipe Frazão)
ESTADÃO/montedo.com

Nota do editor
Dê um passo à frente o militar que já viu uma movimentação 'normal' ser publicada em Informex numa tarde de sábado.

9 de dezembro de 2017

Após criticar Temer, general Mourão é afastado do cargo de Secretário de Economia e Finanças do Exército

Em informativo publicado neste sábado, o Comando do Exército anuncia o afastamento do General Mourão do cargo de Secretário de Economia e Finanças da Força Terrestre.
Ele ficará adido  (leia-se: enconstado) a Secretaria Geral do Exército até sua transferência para a reserva remunerada, a qual já faz jus. Caso não a solicite, ele deverá ocorrer compulsoriamen no final de março do próximo ano, quando Mourão completará doze anos como ofocial general.
Assume o cargo deixado por Mourão o General Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira.

Jungmann anuncia 'medidas a tomar' após fala de Mourão


General Mourão diz que Temer faz 'balcão de negócios' para governar


Comandante Militar do Sul, General de Exército Antonio Hamilton Martins Mourao. Foto: Divulgacao/Exercito Brasileiro ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
General Mourão (Imagem: EB)
DE SÃO PAULO
O general do Exército Antonio Hamilton Mourão, que em setembro sugeriu que pode haver intervenção militar no Brasil se o Judiciário não conseguir resolver "o problema político", voltou a falar nesta quinta-feira (7) sobre a possibilidade de atuação das Forças Armadas caso haja uma situação de "caos" no país.
O militar comentou a situação brasileira para uma plateia no Clube do Exército, em Brasília, a convite do grupo Ternuma (Terrorismo Nunca Mais). Sua palestra, com o tema "Uma visão daquilo que me cerca", reuniu críticas aos governos Lula e Dilma Rousseff (ambos do PT) e também a Michel Temer (do PMDB).
"Não há dúvida que atualmente nós estamos vivendo a famosa 'Sarneyzação'. Nosso atual presidente [Michel Temer] vai aos trancos e barrancos, buscando se equilibrar, e, mediante o balcão de negócios, chegar ao final de seu mandato", afirmou ele.
Sobre a possibilidade de intervenção, Mourão repetiu o raciocínio que gerou repercussão há três meses, dizendo que a instituição poderia ter o papel de "elemento moderador e pacificador", agindo "dentro da legalidade".
Segundo ele, o Exército tem como missão defender a pátria e possui a democracia e a paz social como valores supremos.
"Se o caos for ser instalado no país... E o que a gente chama de caos? Não houver mais um ordenamento correto, as forças institucionais não se entenderem, terá que haver um elemento moderador e pacificador nesse momento [...]. Mantendo a estabilidade do país e não mergulhando o país na anarquia. Agindo dentro da legalidade, ou seja, dentro dos preceitos constitucionais, e usando a legitimidade que nos é dada pela população brasileira", disse.
As Forças Armadas, de acordo com ele, estão atentas "para cumprir a missão" que cabe a elas. "Mas por enquanto nós consideramos que as instituições têm que buscar fazer a sua parte."
O Exército, por meio de nota enviada à Folha, disse que "as declarações emitidas estão sendo objeto de análise pelo Comando da Força". O relato da palestra foi antecipado pelo jornal "Gazeta do Povo".
Em setembro, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou que o subordinado não receberia punição pelas afirmações da época.
Hoje secretário de economia e finanças da Força, em 2015 Mourão foi exonerado do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, e transferido para Brasília após fazer críticas ao governo de Dilma Rousseff.

'POVINHO CONTINUA'
Ao abrir sua fala nesta quinta-feira, o militar disse que faria uma análise de conjuntura e que apresentaria ali sua opinião dos fatos.
Ele discorreu sobre a crise política, econômica e de valores (que ele chamou de crise "psicossocial") no Brasil, fazendo comparações com outros momentos históricos e países.
Numa referência às descobertas da Operação Lava Jato, o oficial disse que ter "as grandes empreiteiras praticamente se assenhorando do Estado" foi um exemplo de quando corporações desafiam os Estados nacionais.
Para Mourão, catástrofes ambientais e climáticas "passaram a nos assolar também". "Aqui havia aquele velho ditado: não teríamos enchentes nem furacões. Teríamos apenas um povinho meio complicado. Agora temos enchentes, furacões, e o povinho continua aí."
Ele também atacou a política econômica dos anos do governo do PT, citando iniciativas como a ampliação do crédito e o programa de desonerações.
Segundo ele, Lula, no segundo mandato, "sobrevivente ao mensalão, ele achou que podia tudo". "E as comportas foram abertas do lado da incompetência, da má gestão e da corrupção."
A polícia, afirmou, "vive o pior dos mundos". "Porque, se ela atua em força contra o bandido, ela é estigmatizada pela imprensa. E, se ela cruza os braços, ela é omissa".
Em outro momento, com tom de voz indicando ironia, o general afirmou: "A nossa infraestrutura logística, a maior parte dela, foi montada durante o período da cruel ditadura militar, aquela insana ditadura, né?".
E concluiu: "De lá para cá praticamente nada foi feito [em infraestrutura]".

CANDIDATURA
Mourão foi aplaudido sem parar durante um minuto, após falar por cerca de 45. Depois, ao longo de aproximadamente 50 minutos, ele respondeu a perguntas da plateia.
Diante de pedidos para se candidatar, o oficial respondeu: "Eu apenas digo uma coisa: não há portas fechadas na minha vida". O militar disse que seu domicílio eleitoral é em Brasília e que passará para a reserva em 31 de março do ano que vem. Depois disso, deverá morar no Rio de Janeiro.
Militares da ativa são impedidos de participar de atividades político-partidárias. Para Mourão, a obrigação de se licenciar para concorrer a cargo eletivo é "saudável".
Ele disse ter fé de que a Justiça irá brecar a candidatura do ex-presidente Lula em 2018 —o petista foi condenado pelo juiz Sergio Moro no caso do tríplex de Guarujá (SP) e pode ter a candidatura inviabilizada se a segunda instância confirmar a decisão.
Questionado sobre o presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que é militar da reserva do Exército, Mourão afirmou que o deputado federal "é um homem que não tem telhado de vidro, não esteve metido nessas falcatruas e confusões".
"Ele terá que se cercar de uma equipe competente. [...] Obviamente, nós, seus companheiros, dentro das Forças, olhamos com muito bons olhos a candidatura do deputado Bolsonaro."
Ao fim do evento, o palestrante foi tietado por pessoas da plateia —muitas delas militares e familiares— e posou para fotos.
Uma das presentes, destacou o general ao microfone no início de sua fala, era Joseita Ustra. Viúva do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (um dos símbolos da repressão durante o regime militar), ela foi descrita pelo palestrante como "uma lutadora, uma grande mulher".
Folha de São Paulo/montedo.com

"Eles não têm escrúpulos", diz general brasileiro sobre ataque a tropas da ONU no Congo

General Santos Cruz, secretário Nacional de Segurança Pública e veterano do Haiti, comandou a missão de paz no Congo, atingida na quinta pelo pior ataque aos soldados da ONU desde 1993
Santos Cruz (à frente) comandou as forças de paz no Congo entre 2013 e 2015
HUMBERTO TREZZI
RODRIGO LOPES
Um dos mais experientes militares das Forças Armadas, o general de divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz, 65 anos, conhece como nenhum outro brasileiro a violência na República Democrática do Congo, onde na quinta-feira (7), 14 militares da Organização das Nações Unidas (ONU) foram mortos em um confronto com guerrilheiros locais. Entre 2013 e 2105, o gaúcho de Rio Grande comandou o efetivo de 22 mil homens de 20 países que integram a Missão das Nações Unidas para a Estabilização na República Democrática do Congo (Monusco). Chegou a ter seu helicóptero atingido por disparos do mesmo grupo rebelde que atacou os soldados da paz na quinta-feira.
Veterano do Haiti e atual secretário Nacional de Segurança Pública, Santos Cruz, de tempos em tempos, é requisitado para atuar como consultor da ONU. Retornou na quinta-feira da África, onde deu sugestões para evitar as recorrentes baixas entre os capacetes azuis na República Centro-Africana e no Mali – países que vivem uma guerras civis semelhantes a do Congo. Apesar de ser um dos mais experientes militares brasileiros, ele nega que seja cotado para comandar a possível missão brasileira na República Centro-Africana, estudada pelo Ministério da Defesa para 2018 ou 2019. A seguir, trechos da entrevista, concedida na sexta-feira, por telefone:

Que leitura o senhor faz desse ataque às forças de paz da ONU no Congo?
Isso aí é um ataque praticado por um grupo chamado ADF (Allied Democratic Forces), inicialmente de radicais islâmicos que atuam no Congo, perto da fronteira com Uganda. Um lugar chamado Oicha, na direção leste da fronteira com Uganda. Nessa região, atua esse grupo considerado de radicalismo islâmico, mas que, na verdade, não é nada disso. Trata-se de um grupo criminoso. Foi criado originalmente como oposição ao governo de Uganda, mas acabou como todo grupo ali, envolvendo-se nas atividades criminosas da área. Tem feito vários ataques desde a época em que eu estava lá. Em um ano, matou cerca de 500 civis, quase todos com machado e facão. Eles não têm nenhum escrúpulo de efetuar matanças de mulheres e crianças.

Eles têm alguma ligação com grupos estrangeiros, como a Al-Qaeda ou o Estado Islâmico?
É o mesmo estilo. Já foi detectada algumas vezes a presença de elementos estrangeiros ali no Congo, procedentes do Quênia, de Uganda e de outros países da região. Não dá pra dizer conexões, mas já há confirmação de estrangeiros na composição desse grupo.

Quantos grupos guerrilheiros atuam hoje no Congo?
Entre 40 e 45, mas alguns são grupos locais. Não têm projeto político, característica religiosa, nada disso. É só questão de conseguir benefício financeiro local.
A situação está se deteriorando no Congo ou foi um ataque pontual?
Esse grupo têm um histórico de ataques na região. É tudo ao longo de uma estrada de apenas 64 quilômetros. Sempre atuaram ali. Não é uma questão de piorar ou melhorar o ambiente no Congo, porque o país é muito grande. E isso aí é muito localizado, em um trecho praticam massacres de civis sem precedentes. Já mataram muita gente do exército do Congo. Quando eu estava lá, fizeram uma emboscada, perdi dois militares da Tanzânia com mais 15 feridos.

O senhor estava em um helicóptero que foi atacado por esse grupo, não?
Foi esse mesmo grupo, nessa mesma região. Acertou bem (o helicóptero) e a gente teve de pousar.

Na quinta-feira, eles sabiam que estavam atacando a ONU?
Isso aí é deliberado, planejado.

Tem motivação antiocidental, contra a ONU?
Não é que seja antiocidental, é um grupo criminoso que tem o interesse em manter a instabilidade naquela região. Eles têm interesse que seja instável para que possam sobreviver. Começaram com característica religiosa, como qualquer grupo: começa com uma ideia e, depois, se torna um grupo criminoso, controlando comércio ilegal de minerais, de ouro, contrabando. Começa com um ideal religioso ou político e, depois, passa a ser uma máfia criminosa como outra qualquer, onde o que interessa é a instabilidade local para que possa desenvolver atividades ilegais.

A missão no Congo perdeu mais de 90 militares. É a situação mais complexa que a ONU enfrenta?
Não. Perder 14 elementos, com cerca de 50 feridos, é um ataque de grandes proporções. O Congo sai da normalidade. Hoje, o que tem mais baixa é o Mali. Eu estava lá há duas semanas, ocorreram dois ataques, morreram quatro e mais 30 feridos.

O que o senhor fazia no Mali?
A ONU solicitou que eu fizesse recomendações do que fazer para diminuir o número de mortos e feridos por ações violentas contra a ONU. Cheguei da República Centro-Africana ontem (quinta-feira). Minha tarefa era analisar e sugerir para a ONU recomendações para que não se tenha elevado número de baixas. São dois locais onde essa incidência é maior. O Mali é uma situação muito difícil, com o emprego de minas e explosivos improvisados. Tem causado muitas baixas. Como missão, acredito que essa seja a mais difícil nesse momento.
GAUCHAZH./montedo.com

AM: Exército e Funai destroem garimpo ilegal no Vale do Javari

Além do combate ao garimpo ilegal no rio Jandiatuba, a ação visa reabertura da Base de Proteção Etnoambiental (BAPE) da Funai
Foto:Divulgação/FUNAI
Portal Amazônia, com informações de assessoria
jornalismo@portalamazonia.com
Terminou no início de dezembro uma missão entre militares do Comando Militar da Amazônia (CFS/8º BIS) e a Fundação Nacional do Índio na Terra Indígena Vale do Javari, sudoeste do Amazonas, na zona de fronteira Brasil-Peru. A ação teve como objetivos o combate ao garimpo ilegal no rio Jandiatuba, a reabertura da Base de Proteção Etnoambiental (BAPE) da Funai nesse rio e a realização de uma expedição de monitoramento e localização na região apontada em denúncia como local de um possível massacre de índios isolados no último mês de agosto.
A ação teve a participação do Ministério Público Federal, que acompanhou o planejamento e articulação, expedindo algumas recomendações sobre a atuação dos órgãos. Nos primeiros oito dias, foram destruídas 10 balsas de garimpo, sendo que duas estavam dentro da Terra Indígena Vale do Javari. A região do rio Jandiatuba e seus interflúvios é considerada pela Funai como sendo a de maior número conhecido de registros confirmados de povos indígenas no País. De acordo com a Coordenação-Geral de Índios Isolados e Recém Contatados (CGIIRC), dos dez registros confirmados no Vale do Javari, cinco estão nessa região. O apoio logístico para essa operação foi realizado por militares do Comando de Fronteira do Solimões/8º BIS e servidores da Frente de Proteção da Funai.

Expedição
Após a atuação no garimpo ilegal, os militares montaram uma barreira no local da BAPE Jandiatuba, na entrada da TI Vale do Javari, enquanto uma equipe da Funai, composta por servidores e indígenas, subiu o rio para realizar uma expedição na floresta para monitoramento dos processos de ocupação dos grupos isolados na região conhecida como Três Bocas. Enquanto ocorria a expedição, os militares e outros servidores da Funai iniciaram os trabalhos para a reabertura da Base de Proteção, que foi desativada em 2012, sobretudo, por questões de recursos financeiros e humanos. Uma nova equipe da Funai, com apoio da Polícia Militar do Amazonas, sucederá essa equipe pioneira no início de dezembro, dando, assim, continuidade na reconstrução e operacionalização da base.
A expedição terrestre de localização percorreu por 10 dias diversas localidades onde teria ocorrido o crime apresentado na denúncia. Apesar das dificuldades inerentes de se investigar in loco uma grande área de floresta amazônica e do tempo transcorrido desde a denúncia (início de agosto/17), foram delimitados pela equipe pontos nas margens do rio Jandiatuba e nos igarapés ocupados por grupos isolados e monitorados pela Funai por aeronaves e expedições na mata desde 2001.
Tentou-se, assim, coletar informações nos locais que apontavam para possíveis conexões e tipos de relações estabelecidas entre garimpeiros, caçadores e pescadores com os índios isolados e, assim, averiguar possíveis consequências, tais como mudanças nos processos de ocupação dos grupos isolados.
As informações preliminares levantadas pela equipe técnica ainda não apontam evidências que comprovem o possível conflito na região. No entanto, foram registradas diversas provas da presença de invasores nas margens do Jandiatuba, inclusive em locais muito próximos da área de ocupação dos grupos isolados, o que gera alto grau de vulnerabilidade a esses povos. O grande volume de informações coletadas em campo ainda estão sendo processadas e, após análise, serão encaminhadas aos órgãos que estão responsáveis pela investigação.
PortalAmazônia/montedo.com

Fardado, soldado do Exército é encontrado carbonizado em Manaus

Soldado do Exército é encontrado carbonizado em matagal no Distrito

Manaus (AM) - No final da manhã desta sexta-feira (8), por volta das 11h, foi localizado o corpo carbonizado de Querce Diones Santos Martins, 22, soldado do Exército, numa área de mata localizada na Travessa Castanheira, bairro Distrito Industrial, zona sul da cidade.

O militar havia deixado o serviço às 13h de ontem e não retornou para casa, conforme informações repassadas pelo tio Joilson Ferreira, 29, e sua localização só foi possível após ligação feita pelo 190.


Segundo relatos dos peritos do IML, o corpo de Querce estava parcialmente carbonizado, existindo a suspeita que tenha sido utilizado combustível, bem como foram identificadas marcas de golpes no pescoço provocadas por arma branca. 


O Comando Militar da Amazônia (CMA) e a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) estão investigando o crime, uma vez que o celular da vítima foi rastreado e estaria no bairro do Zumbi.
(Imagens: Portal do Holanda)
MANAUSALERTA/montedo.com

8 de dezembro de 2017

Imagem do dia

08/12/2017- Brasília- Exército e CNJ realizam destruição de armas e munições em Brasília. FOTO: G.Dettmar/AG.CNJ

Como o discurso de Bolsonaro mudou ao longo de 27 anos na Câmara?

André Shalders - @shaldim
Da BBC Brasil em São Paulo
Jair Bolsonaro
Um conjunto de 16 termos, com palavras como 'direitos humanos', 'PT" e 'tortura', tiveram pico no mandato passado de 2011 a 2014 (Reuters)
"Só vai mudar, infelizmente, quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez, matando uns 30 mil! Começando com FHC! Não deixa ele de fora não!" O trecho é de uma entrevista de Jair Bolsonaro (PSC-RJ), então deputado pelo antigo Partido Progressista Reformador (PPR). A gravação foi ao ar na TV Bandeirantes do Rio, em 1999, e viralizou na internet este ano.
Quem assiste às declarações (aos 30min59s deste vídeo) hoje pode pensar que o deputado e pré-candidato a presidente sempre foi dado a falas polêmicas, identificadas com a direita.
Mas não é bem assim: a BBC Brasil analisou 1.540 discursos de Bolsonaro no plenário da Câmara, feitos ao longo dos 27 anos de mandato do militar reformado. Embora sempre tenha se identificado com a direita, o Bolsonaro do início da carreira era muito mais preocupado com a defesa dos interesses dos militares (sua base eleitoral de então) do que em polemizar com o PT e a esquerda.
Os discursos foram registrados ao longo dos anos pela taquigrafia da Câmara e obtidos pela reportagem da BBC Brasil com a ajuda do serviço de Dados Abertos da Casa.
Após acusações de ex-braço direito, candidatura de Lula pode virar apenas 'estratégia de defesa'
Bolsonaro se elegeu deputado pela primeira vez nas eleições de 1990. Em seu primeiro mandato como deputado, de 1991 a 1994, palavras como "militar", "forças armadas", "benefícios", "salários" e "pensões" apareceram 702 vezes, nos resumos e palavras-chave dos 279 discursos feitos por ele no Plenário da Câmara naquele período. Já no atual mandato, de 2015 até agora, o mesmo conjunto de 16 palavras só aparece 110 vezes, num conjunto de 143 discursos.
discursos sobre militares de Bolsonaro
Ou seja: conforme ampliava o eleitorado graças à popularidade nas redes sociais, a discussão dos interesses da caserna foi perdendo importância nas falas do político carioca, embora este tema ainda esteja presente na agenda de Bolsonaro. Em maio, por exemplo, o deputado participou de uma sessão solene em homenagem à Esquadrilha da Fumaça.
Mas, enquanto não via a si mesmo como representante do espectro ideológico de direita, Bolsonaro chegou a ocupar a tribuna da Câmara para tecer elogios à deputada federal Luiza Erundina (hoje no PSOL), então no PSB e sempre reconhecida como um quadro de esquerda.
"Aproveito a oportunidade para, de público, agradecer a Vsa. Exa, deputada Luiza Erundina, pelo que já fez pela classe militar das Forças Armadas enquanto esteve à frente da administração. Tenha a certeza de que não nos esquecemos (...). Na vida pública, precisamos de gente como V. Exa., que olha para todos como brasileiros, independente de estarem fardados ou não (...)", disse ele em 12 de março de 1999.
Retrato de Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (PSC-RJ) discursa na tribuna da Câmara, em abril de 2016 | foto: Nilson Bastian / Câmara dos Deputados
No mesmo discurso em que elogiava a parlamentar, Bolsonaro aproveitou para criticar o regime democrático instalado anos antes.
Com o passar do tempo e aumento de sua projeção nacional, os assuntos corporativos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica recuavam. O tempo de Bolsonaro na tribuna passou a ser ocupado cada vez mais com assuntos com "apelo" no novo público do deputado, que o conheceu principalmente na internet.
Um outro conjunto de 16 termos, com palavras como "direitos humanos", "PT", "tortura", "Cuba", "esquerda" e "gays" tiveram um pico no mandato passado (2011 a 2014). Aparecem 297 vezes nesse período, mas só foram citados 41 vezes no primeiro mandato de Bolsonaro (1991-1994).
discursos de bolsonaro sobre pautas ideologicas
É verdade que as opiniões de Bolsonaro sobre direitos humanos e de minorias não mudaram tanto ao longo do tempo. São exemplos disso um discurso criticando o grupo Tortura Nunca Mais já em dezembro de 1996 (uma das primeiras menções ao tema), ou um outro contrário à demarcação de uma reserva indígena Ianomami em 1992.
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O que mudou foi a intensidade: estes temas, antes minoritários, ganharam importância, enquanto a defesa de pautas corporativas perdeu espaço.
A estratégia parece ter dado certo: o eleitorado de Bolsonaro extrapolou o círculo de militares e seus familiares. Em 2014, o deputado foi o mais votado na disputa pela Câmara, com 464 mil votos, segundo dados do Tribunal Superior Eeleitoral.
Um relatório de agosto da empresa de comunicação e pesquisa FSB posiciona Bolsonaro como o parlamentar mais influente nas redes sociais, entre todos os deputados e senadores brasileiros.
No atacado, a pauta militar aparece de longe como a mais importante nos discursos de Bolsonaro, historicamente. Contando só as palavras-chave, o termo "militar" é o mais citado, com 1054 menções. "Forças Armadas" aparece 300 vezes. Em comparação, o termo "Direitos Humanos" tem apenas apenas 139 aparições.
nuvem de palavra com termos mais usados
Nuvem de palavras mostrando alguns dos termos que mais aparecem nas palavras-chave
Hoje em dia, Bolsonaro disputa com o ex-presidente Lula (PT) a liderança nas pesquisas de intenção de voto para a eleição de 2018. Mas em junho de 2002, o militar reformado estava num acordo "tático" com o PT contra José Serra (PSDB), então candidato dos tucanos à sucessão de Fernando Henrique Cardoso. O deputado do Rio já havia apoiado Lula na eleição anterior, em 1994, quando Lula perdeu a disputa para FHC.
"Quero louvar a posição do Lula na Comissão de Relações Exteriores (no dia anterior, Lula criticou o tratamento dado aos militares pela gestão FHC). Farei chegar ao conhecimento dos meus vinte mil militares, que forem internautas, da posição do presidenciável (…), para que cada um forme um juízo melhor de como votar. Obviamente, nós fechamos: nenhum militar vai votar em (José) Serra!", disse Bolsonaro em junho de 2002.
Depois que Lula assumiu a Presidência, porém, Bolsonaro passou a fazer oposição ao ex-metalúrgico. O perfil de oposicionista se aprofundou mais ainda no 1º governo de Dilma Rousseff.
Já a birra de Bolsonaro com Fernando Henrique vem de longe. Há registros de crítica ao ex-presidente tucano desde a época em que FHC ainda era ministro da Fazenda de Itamar Franco, no mesmo ano de 1994. Para o carioca, o governo tucano desvalorizou e humilhou os militares, em nome de medidas de austeridade fiscal.
"Ele (FHC), que só sabe pensar com números para atender aos interesses externos, quer criar uma crise nas forças", diz Bolsonaro, em 1999.
O nome de FH é mencionado 124 vezes nos resumos e nas palavras-chave das falas de Bolsonaro. É mais que as menções a Lula (84), mas menos que as citações a Dilma Rousseff (132 vezes).
Bolsonaro com boneco
Depois que o PT chegou ao poder, Bolsonaro firmou-se como oposicionista ao partido |
foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados
Num vídeo recente publicado em sua página do YouTube, Bolsonaro defende o seu direito de mudar de opinião. O deputado respondia a uma reportagem de "O Globo" sobre sua posição contra o plano Real. "Uma votação de 20 anos atrás. Logicamente, desses seis itens, alguns eu poderia hoje votar de forma diferente. Quem, 20 anos atrás, faria a mesma coisa hoje?", diz ele.
A reportagem da BBC Brasil tentou contatar o deputado em seu celular e por meio um assessor, mas não houve resposta.

Nióbio é novidade
Na tabela periódica, o nióbio é considerado um "metal de transição". É vizinho do zircônio (Zr) e do molibdênio (Mo). O Brasil detém 98% das reservas do nióbio, cujas aplicações vão desde a produção de peças de automóveis até a indústria aeroespacial. Fundido com o ferro, o nióbio cria uma superliga metálica, mais leve e resistente que o aço, por exemplo.
Para Bolsonaro, o Nióbio poderia representar a redenção da economia brasileira, se fosse devidamente explorado, com o beneficiamento completo do produto em solo nacional. Produtores da liga argumentam que a ideia é fruto de desconhecimento econômico e de mercado, já que não haveria escala ou tecnologia suficientes no Brasil para a implantação de uma cadeia de produção de turbinas de avião, por exemplo, que se utilizam da liga de ferro-nióbio.
A suposta "obsessão" do militar com o produto retoma uma pauta nacionalista que pertencia a Enéas Carneiro (1938-2007), do antigo PRONA, e deu origem a uma série de memes sobre o assunto.
Amostras de liga de nióbio
A liga de ferro-nióbio (esq.), usada na indústria, e o mineral refinado e concentrado
Mas a análise dos discursos de Bolsonaro mostra que o tema é relativamente recente na pauta do político fluminense. A primeira vez que Bolsonaro tratou do assunto no plenário da Câmara foi em 2014. E, até hoje, os termos "nióbio" e "grafeno" só aparecem seis vezes nas ementas e palavras-chave dos discursos.

Em defesa da laqueadura e da vasectomia
Bem mais antiga e consistente é a posição de Bolsonaro em defesa de uma política de controle da natalidade, por exemplo - o militar reformado defendeu que o governo brasileiro realizasse uma ampla campanha de divulgação e de oferta de procedimentos como a laqueadura (para mulheres) e a vasectomia (para os homens).
Os termos "laqueadura", "controle da natalidade" e "planejamento familiar" aparecem 55 vezes nos resumos, de 1991 até 2013.
"Não é de hoje que defendo nesta Casa a necessidade urgente de se ter no Brasil uma rígida política de controle da natalidade. Qualquer ser humano consciente sabe que o combate à fome, à miséria e à violência passa por uma diminuição das grandes concentrações populacionais", disse Bolsonaro em 22 de setembro de 1995.
Reprodução notas taquigráficas de Bolsonaro
Trecho das notas taquigráficas de Bolsonaro | imagem: Câmara dos Deputados / reprodução
"Pela sua coragem, quero agora louvar o excelentíssimo Sr. Presidente do Peru, Alberto Fujimori, que implantou em seu país, como forma de conter a explosão demográfica, a esterilização voluntária", continua o deputado.
O discurso traz ainda críticas à Igreja Católica ("uma das grandes responsáveis pela miséria que graça em nosso meio"), e conclui dizendo que, sem controle populacional, "estaremos nos condenando a sobreviver como se a Terra fosse um grande e desordenado formigueiro".
Fujimori presidiu o Peru entre 1990 e 2000. Foi alvo de críticas generalizadas depois de fechar o Congresso e o Tribunal Constitucional peruano com ajuda do Exército em 1992, com a ajuda das Forças Armadas. Grupos de direitos humanos também o acusam de ter esterilizado, sem consentimento, mais de 300 mil mulheres.
Ao longo dos 27 anos de Congresso, Bolsonaro apresentou três projetos sobre o tema da contracepção. Dois deles, de 1993 e 2006, foram arquivados. A terceira, uma proposta de emenda à Constituição de 2002, recebeu um parecer favorável de Paulo Maluf (PP-SP) em 2015 e aguarda até hoje a criação de uma comissão para estudar o tema.
Retrato de Jair Bolsonaro na tribuna
Bolsonaro discursa no plenário da Câmara em 2010 | foto: Câmara dos Deputado
A PEC de Bolsonaro determina que o Estado ofereça as cirurgias para todos os interessados, além de promover campanhas educativas sobre o tema. Também proíbe que instituições públicas ou privadas obriguem alguém a realizar os procedimentos.
O deputado também é criticado pela suposta baixa produção legislativa, ao longo de seus mandatos.
Bolsonaro aprovou, em 27 anos, dois projetos de lei: um que isenta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) os bens de informática, e outro que autoriza o uso da "pílula do câncer", baseada na fosfoetanolamina sintética, cuja eficácia contra a doença jamais foi provada cientificamente.
Também é o autor da emenda que garante o voto impresso para as eleições de 2018 - a aplicação da medida ainda é dúvida, pois o TSE alega não ter recursos para aplicá-la no pleito do próximo ano.
BBC Brasil/montedo.com

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