17 de agosto de 2017

Ministro da Defesa diz que principal objetivo da operação em Niterói foi o de prender criminosos

Jungmann afirma que forças de segurança não buscaram arsenais e que bandidos de hoje não têm depósitos de armas
Para Jungmann, resultados da operação em Niterói foram melhores que o da Onerat. Imagem de 10-08-2017.
Renato Costa / Agência O Globo
SELMA SCHMIDT
RIO — Ao fazer uma avaliação da operação das forças de segurança em Niterói, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, considerou que os resultados foram melhores do que os da Onerat, contra o roubo de cargas, embora nenhuma arma tenha sido apreendida. Segundo ele, o principal objetivo da ação desta quarta-feira era capturar bandidos e 20 dos 26 mandados de prisão foram cumpridos.
— As forças de segurança não estavam atrás de arsenais — disse Jungmann. — Melhoramos em relação à operação anterior. Não alcançamos o ótimo. Mas é uma curva e nós vamos, paulatinamente, melhorando os nossos resultados.
— O crime hoje não faz como a polícia, como o Exército. Não tem paiol, depósitos de armas. A informação da inteligência é que cada um fica com seu fuzil. Alguns enterram essas armas, geralmente em tubos de PVC. E elas não estão agrupadas.
O ministro garantiu, no entanto, que haverá ações em busca de armas. E disse que as operações das forças de segurança se intensificarão:
— Tanto o número de operações vai crescer como também, tenho certeza, que os resultados vão melhorar.
O Globo/montedo.com

Zero no divã...

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16 de agosto de 2017

Reajuste dos militares foi mantido para não atrapalhar 'revisão da aposentadoria', diz ministro

Publicação original: 16/8 (11:47)
Resultado de imagem para reajusteAo confirmar na tarde desta terça-feira (15) que as revisões salariais dos militares serão cumpridas conforme o cronograma já aprovado em lei, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, ressaltou que a medida foi tomada para não atrapalhar os debates sobre a revisão no modelo de aposentadoria dos integrantes das Forças Armadas.

Pressão funciona e reajuste dos militares está mantido em 2018, diz jornalista

Publicação original: 15/8 (23:42)
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Segundo informou agora à noite a jornalista Miriam Leitão, em O Globo, o governo cedeu à pressão e os militares tiveram o reajuste de salários mantido para janeiro de 2018.


A confirmar-se a informação, a parcela de 6,72%, a terceira das quatro previstas na Lei nº 13.321, será paga normalmente em janeiro.

Militar do Exército é baleado em operação conjunta com policiais no RJ

Militar é baleado em operação conjunta com policiais em Niterói
Assessoria do Exército informou que a vítima foi encaminhada para o hospital após ser atingida na mão, na favela do Caramujo
Policiais militares participam da mega operação conjunta com as Forças Federais e a Polícia Civil em Niterói (RJ) (PMERJ/Facebook)
Niterói (RJ) - Um militar ficou ferido durante um tiroteio na manhã desta quarta-feira, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Ele participava de uma ação na favela do Caramujo quando se envolveu num tiroteio com criminhosos e acabou atingido na mão. Segundo a assessoria do Exército, o ferimento não é grave, mas o militar foi encaminhado para um hospital para ser avaliado.
As Forças Armadas e policiais civis e militares fazem desde a madrugada uma operação em favelas de Niterói. O objetivo é cumprir 26 mandados de prisão preventiva, dois de apreensão de adolescentes e 34 de busca e apreensão.
O Exército e a Marinha atuam com um efetivo de 2.600 homens, responsáveis pelo cerco de pontos estratégicos. Algumas ruas estão interditadas e os espaços aéreos controlados, com restrições para os aviões civis, mas sem interferência nas operações dos aeroportos Santos Dumont e Internacional do Galeão.
Dois helicópteros, um da Marinha e outro do Exército, e 33 blindados dão apoio às ações, além de 120 viaturas de transportes. Toda a operação é acompanhada e orientada, em tempo integral, pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), localizado na Cidade Nova, no Rio.
Veja/montedo.com

Forças Armadas participam de megaoperação de segurança no RJ

Forças de Segurança fazem megaoperação em Niterói
Equipes visam a cumprir 20 mandados de prisão
As equipes nas ruas de Niterói - Rafael Nascimento / Agência O Globo
Niterói (RJ) - As Forças de Segurança deflagraram, na manhã desta quarta-feira, uma megaoperação em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Segundo a Secretaria de Segurança, os alvos são comunidades no município. Ao todo, são 2,6 mil agentes atuando na região, com o objetivo de cumprir 20 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão. Duas pessoas haviam sido presas até as 6h55. Já foi registrado um tiroteio. As informações são do "Bom Dia Rio", da TV Globo.
As Forças Armadas estão responsáveis pelo cerco em algumas comunidades — as equipes se posicionam em pontos considerados estratégicos. Algumas ruas foram interditadas. Além disso, os espaços aéreos estão controlados, com restrições para aeronaves civis nas áreas onde atuam as Forças Armadas. Não há interferência nas operações dos aeroportos.
Além das Forças Armadas, atuam em Niterói equipes do Departamento Geral de Polícia do Interior (DGPI), da 79ª DP (Jurujuba), da Direção Geral da Polícia Civil (DGPC), do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
No acesso para as comunidades da Grota e da Igrejinha, no bairro de São Francisco, os militares estão posicionados e realizam a revistas em moradores. Um helicóptero da Polícia Civil dá apoio ao trabalho dos agentes de segurança. Ao menos nessa localidade, nenhum tiroteio foi presenciado pela reportagem no local.
Na região, os militares param também os carros e checam o interior dos automóveis. A cena chama a atenção de quem passa pelo local. Um dos moradores, que pediu para não ser identificado, disse que se assustou quando veio para a rua e de deparou com as equipes de segurança.
— A gente se sente meio intimidado chegar e ver esses policiais assim. Mas acho importante que melhorem a segurança. Aqui está perigoso. Tem locais piores, mas aqui tem problemas — disse ele, antes de deixar o ponto de ônibus.
Além de São Francisco, há equipes de militares também na Complexo do Caramujo, no Fonseca. É possível ver a movimentação deles em várias ruas de acesso à comunidade. Outro ponto onde as Forças de Segurança atuam é o bairro do Cubango.

OUTRA AÇÃO INTEGRADA NO INÍCIO DO MÊS
No último dia 5, as Forças de Segurança fizeram outra megaoperação. Daquela vez, o alvo foi o Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio. Na ocasião, foi mobilizado um efetivo de cinco mil agentes. Dois homens morreram em confrontos com PMs. Foram apreendidos três pistolas e duas granadas.
O Globo/montedo.com

Twitter oficial do Exército zoa Vasco e revolta torcedores

A conta oficial do Exército Brasileiro no Twitter roubou a cena na rede social, nesta terça-feira, ao tirar sarro do Vasco. Tudo começou com uma mensagem de um torcedor vascaíno identificado como Matheus.
“Enquanto ele está querendo dispensa, eu queria era estar até hoje no EB. Fui dispensado contra a minha vontade, fiquei só um ano”, disse o jovem.
“Praticamente o tempo que o @vascodagama ficou na 2ª Divisão. Então, você pode ter estabilidade e seguir carreira se fizer nossos concursos”, respondeu a conta do Exército.

O fato, é claro, revoltou vários vascaínos.
“Sou militar, e digo que o administrador desta página agiu com pleno desrespeito a instituição @VascodaGama e seus torcedores!”, postou um deles.
“Um desrespeito à uma instituição centenária como o Vasco, justo este clube que doou 2 aviões p/ a FAB na 2° guerra mundial ... Lamentável!”, escreveu outro.
“Você é novo aí, filhão? Política, religião e esporte estão fora da pauta. Confere com o Escalão Superior”, disse mais um.
EXTRA/montedo.com

15 de agosto de 2017

Militares devem esquecer aumento salarial 2018

Publicação original: 14/8 (21h)
Comando do Exército recebeu péssimas notícias

Gabriel Mascarenhas
Raul Jungmann já avisou ao comandante do Exército, general Eduardo da Costa Villas Bôas, que é praticamente impossível o governo reajustar os salários dos militares em 2018, como estava previsto.
A tesoura também aponta para Marinha e Aeronáutica. O homem forte do Exército está avaliando ir às redes sociais nas próximas horas para botar a boca no trombone.
A situação chegou a tal ponto que até as comemorações do Dia do Soldado, 25 de agosto, correm o risco de cancelamento.
Radar On-line (Veja)/montedo.com

Falta de recursos atinge fiscalização de fronteiras do País

Contingenciamento chega a R$ 166 milhões e prazo para concluir vigilância foi adiado para 2040; sistema só monitora faixa de 600 km
CELSO JUNIOR
General Eduardo Villas Boas Foto: CELSO JÚNIOR/ESTADÃO
Tânia Monteiro e Leonencio Nossa, O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - A falta de recursos para as Forças Armadas interrompeu a implementação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), que auxilia na fiscalização da entrada ilegal de armas e drogas no País. Criado em 2012 e previsto para ser concluído em dez anos, o Sisfron só cobriu até agora 600 quilômetros de uma faixa de 17 mil km de fronteiras. O prazo de conclusão foi adiado para 2040.
De acordo com dados das Forças, o sistema teve contingenciados R$ 166 milhões dos R$ 427 milhões que o Exército colocou como previsão na Lei Orçamentária deste ano.
Reportagem publicada nesta segunda-feira, 14, pelo Estado mostrou que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica registraram um contingenciamento de 40% neste ano, sem contar alimentação, salário e saúde dos militares. De acordo com o comando das Forças Armadas, existe um risco de “colapso” e os recursos só serão suficientes para cobrir os gastos até setembro.
“De uma maneira geral, muitos dos causadores do problema de segurança pública nas grandes cidades passam pelas fronteiras”, afirmou o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas.
Em entrevista após participar de solenidade de promoção de oficiais no Palácio do Planalto, o comandante disse nesta segunda-feira que o contingenciamento de recursos “compromete” o Sisfron. “É essencial mantermos as fronteiras sob vigilância. Precisamos aplicar a tecnologia, um sistema avançado, que permita o monitoramento”, disse Villas Bôas.
Oficiais-generais ouvidos pelo Estado afirmaram que o País gasta mais com deslocamentos de agentes para ações de segurança nas metrópoles. Um dia de operação de um batalhão do Exército no Rio, por exemplo, custa R$ 1 milhão. O Planalto escolheu o Rio como vitrine de sua proposta de combate à violência em todo o País. A avaliação de um desses generais é de que cortar recursos do Sisfron e gastar em deslocamentos não ajudam a solucionar a violência.
De acordo com Villas Bôas, “uma segurança pública competente se materializa com policiais bem preparados e motivados e a compreensão pela sociedade da verdadeira dimensão do problema, além de equipamentos adequados”.

Fronteira norte
Além do Sisfron, a série de contingenciamentos no orçamento das Forças Armadas tem provocado impacto também no trabalho de reconhecimento nas fronteiras da Amazônia. O Exército enfrenta dificuldades de compra de combustível para que os militares possam se deslocar pelas áreas de fronteiras.
No caso do Sisfron, o Exército deu prioridade a Mato Grosso do Sul, onde foi feito o projeto-piloto. A meta é estender o sistema para toda a fronteira norte. Para isso, são necessários mais recursos tecnológicos a partir de Rondônia.
Um oficial-general ouvido pela reportagem disse que o Sisfron é uma oportunidade de as Forças Armadas proporcionarem a outros órgãos, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Receita Federal, a possibilidade de operar também nas fronteiras.

Custos
A interrupção de recursos para implementar o Sisfron encarece a médio prazo o projeto, por obrigar o governo a renovar contratos, e pode inviabilizar sua conclusão. Hoje, com o atraso, o projeto se estendeu de 2015 para além de 2040. Com isso, levará mais de 25 anos. E o equipamento corre o risco de ficar ultrapassado.
Atualmente o Sisfron está na 4.ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, que fica em Dourados, em Mato Grosso do Sul. O projeto envia informações para Campo Grande, mas já deveria estar repassando os dados diretamente para Brasília.
Procurado para falar sobre a falta de recursos para as Forças, o Ministério do Planejamento informou que busca resolver as questões mais graves, mas qualquer ampliação de limites orçamentários depende do aumento do espaço fiscal.
ESTADÃO/montedo.com

14 de agosto de 2017

Tenente do Exército reage a assalto e é baleado no RS

Oficial do 3º GAAAe é baleado durante assalto, em Caxias
Tenente levou tiro na perna durante visita ao Campos da Serra

Resultado de imagem para assalto a mão armadaCaxias do Sul (RS) - insegurança continua a assustar no loteamento Campos da Serra, em Caxias do Sul. Na noite deste sábado, por volta das 23h30min, um tenente do 3º Grupo de Artilharia Antiaérea (3º GAAAe) foi ferido com um tiro na perna durante um assalto, na Rua Manoel Pedrotti.
O militar, de 47 anos, teria ido visitar um amigo e, na saída, foi cercado por um grupo de indivíduos armados que queriam levar seu carro. Os homens fizeram vários disparos, e um deles acertou a perna do oficial.
O tenente foi socorrido pelo Samu e levado ao Hospital Virvi Ramos. Os assaltantes não levaram o veículo, mas fugiram com o dinheiro e os documentos da vítima.

Violência recorrente
A violência não é novidade no loteamento. Os relatos de roubos, tráfico e outros crimes têm sido frequentes, e em maio passado foi realizada uma megaoperação que mobilizou 257 agentes na comunidade, em busca de armas, drogas e foragidos.
Nos dias que sucederam a operação, a presença de uma unidade móvel da Brigada Militar nas proximidades proporcionou um alívio aos moradores do loteamento, acostumados a serem vítimas de arrombamentos, furtos e até mesmo de estupro.
Pioneiro/montedo.com

'O limite é setembro', diz ministro da Defesa

Jungmann afirma, no entanto, que 'espera' que o orçamento seja recomposto pelo 'compromisso' assumido pela área econômica
RAUL JUNGMANN
Ministro da Defesa, Raul Jungmann Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO
Entrevista com Raul Jungmann
Tânia Monteiro
BRASÍLIA - Em entrevista ao Estado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, admitiu que as Forças Armadas estão "no limite". Ele afirma que, "por enquanto", a capacidade operacional está mantida, mas concorda com os comandantes militares de que o próximo mês é o prazo máximo de recebimento de verbas para manter serviços básicos nas unidades. "O limite é setembro, e daí vamos ter de cuidar de reduzir efetivo, fechamento de unidades". Jungann disse que "espera", no entanto, que o orçamento seja recomposto pelo "compromisso" assumido pela área econômica.

As Forças Armadas estão sofrendo com restrições orçamentárias e já se fala em comprometimento de operacionalidade.
Até agora não tivemos comprometida a capacidade operacional. Mas, a partir de setembro, começaremos a ter problemas, porque as Forças estão no limite em termos orçamentários e financeiros e nos preocupa, particularmente, a interrupção ou a necessidade de renegociação dos contratos dos projetos estratégicos que acabaram de ser negociados.

O dia a dia dos quartéis já está sendo afetado?
O nosso limite é setembro. Daí, evidentemente, vamos ter de fazer redução de efetivos, fechamento de unidades, etc. Mas acredito e espero que isso não vá acontecer porque há o compromisso da equipe econômica.
O Estado de S.Paulo/montedo.com

Situação atual das Forças Armadas é "crítica", diz Comandante do Exército

Situação é "crítica" e segurança nas fronteiras está comprometida, diz comandante do Exército
Luciana Amaral
O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou nesta segunda feira (14) que, devido a cortes no orçamento, a situação atual das Forças Armadas é "crítica" e a segurança nas fronteiras brasileiras já está comprometida. 
Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo desta segunda-feira mostrou que as Forças Armadas sofreram corte de 44,5% em seu orçamento nos últimos cinco anos. Segundo a matéria, desde 2012, os recursos "discricionários" caíram de R$ 17,5 bilhões para R$ 9,7 bilhões, não contabilizados gastos obrigatórios com alimentação, salários e saúde dos militares. Ainda de acordo com o jornal, o recurso disponível para 2017 só cobrirá os gastos até setembro.
"[A segurança nas fronteiras] fica comprometida. As operações de fronteira já estão sendo reduzidas, porque, à medida que faltar combustível e outros insumos necessários, se torna impossível a gente prosseguir no mesmo ritmo que estava antes [...] A situação é crítica. Alguns setores sim [podem entrar em colapso] se não houver a liberação de alguma parcela do contingenciado. Poderemos ter alguns problemas", afirmou o general Villas Bôas.
Nesta segunda-feira, ele participou de cerimônia de apresentação de novos generais da Marinha, Aeronáutica e do Exército no Palácio do Planalto ao lado do presidente da República, Michel Temer , dos ministros da Defesa, Raul Jungmann, e do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, entre outros.
A questão das fronteiras ganha especial relevância com o emprego das Forças Armadas para auxiliar a implementação do Plano Nacional de Segurança, anunciado pelo governo em janeiro. Segundo o general, a maioria dos insumos como armas e drogas ilícitas que abastecem organizações criminosas e estimulam a violência nas cidades chegam ao Brasil vindos de outros países.
"Nós precisamos aplicar tecnologias e incorporar sistemas de tecnologia avançada para aumentarmos nossa capacidade de vigilância adequadamente", ressaltou.
De acordo com o comandante, outros pontos que também deverão ficar comprometidos são as próprias capacidades operacionais das Forças e o desenvolvimento de ações sociais, como a entrega de água a quase 4 milhões de pessoas no Nordeste.
Ele informou que, por enquanto, unidades militares não serão fechadas como medida de economia, pois é preciso garantir a presença das Forças Armadas em todo o território nacional. "É muito perigoso criarmos vazios. Então, por enquanto, não está sendo considerada essa hipótese", disse.
Porém, uma das hipóteses estudadas pelo governo para reduzir custos é diminuir a carga horária de certas patentes e enviar seus integrantes para casa à noite.
"Extremamente desconfortável isso. Uma Força, para economizar ela não trabalha. É uma inversão absoluta. Atinge até mesmo os valores essenciais nossos. Então vamos tentar evitar isso", falou.
Questionado sobre o posicionamento de Michel Temer perante essa situação, o general Villas Bôas disse que o presidente está "premido por circunstâncias, enfim, difíceis" e somente cabe aos militares informar as demandas e suas possíveis consequências se não atendidas.
UOL/montedo.com

Forças Armadas sofrem corte de 44% dos recursos e preveem colapso

Queda de 7,8 bilhões de reais no orçamento afeta a vigilância da fronteira e diminui a capacidade de operação de unidades que apoiam a segurança pública
Rio de Janeiro - 30/07/2017
Homens das Forças Armadas patrulham as ruas e praias no Rio de Janeiro - 30/07/2017 (Mauro Pimentel/AFP)
Da Redação 
Em meio à discussão da mudança da meta fiscal e de corte de gastos, as Forças Armadas pressionam pela recomposição no Orçamento, que nos últimos cinco anos sofreu redução de 44,5%. De 2012 para cá, os recursos discricionários caíram de 17,5 bilhões de reais para 9,7 bilhões de reais. Os valores não incluem os gastos obrigatórios com alimentação, salários e saúde dos militares.
Segundo o comando das Forças, houve neste ano um contingenciamento de 40%. O recurso só é suficiente para cobrir os gastos até setembro. Se não houver liberação de mais verba, o plano é reduzir expediente e antecipar a baixa dos recrutas. Atualmente, já há substituição do quadro de efetivos por temporários para reduzir o custo previdenciário. Integrantes do Alto Comando do Exército, Marinha e Aeronáutica avaliam que há um risco de “colapso”.
A Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) do Exército, responsável por monitorar o uso de explosivos, é uma das unidades atingidas. Um dos órgãos das Forças Armadas de apoio ao sistema de segurança pública, a DFPC perdeu parte da capacidade operacional para impedir o acesso a dinamites por facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, que roubam bancos e caixas eletrônicos.
O Comando do Exército confirmou que o contingenciamento reduz “drasticamente” a fiscalização do uso de explosivos, abrindo caminho para o aumento de explosões dos caixas eletrônicos. Em julho, a Federação Nacional dos Bancos (Febraban) foi à Comissão de Segurança Pública da Câmara para pedir maior combate ao crime organizado. Há 23 mil agências e 170 mil terminais de autoatendimentos no país. Só neste mês, quadrilhas explodiram agências em Lindoia (SP), em Indaiatuba (SP) e em Capelinha (MG). Em junho, os bandidos agiram em Brasília – são 22 ações desde 2016 no Distrito Federal.
O presidente Michel Temer (PMDB) disse estar tomando medidas em relação ao contingenciamento. “Queremos devolver dinheiro, digamos assim, para os vários setores da administração e, em particular, às Forças Armadas”, disse. Procurado para comentar as reclamações, o Ministério do Planejamento, por meio de sua assessoria, afirmou que se “esforça” para resolver os problemas mais “graves”. “Entretanto, qualquer ampliação de limites, sem que haja redução em outros ministérios, depende do aumento do espaço fiscal.”
Nas Forças Armadas, a falta de recursos afetou a vigilância da fronteira, os pelotões do Exército na Amazônia, a fiscalização da Marinha nos rios da região e na costa brasileira. Para conter os gastos, a Aeronáutica paralisou as atividades, reduziu efetivos e acabou com esquadrões permanentes nas bases dos Afonsos, no Rio, de Fortaleza, de Santos e de Florianópolis.
O corte se deu, em especial, nos projetos inseridos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O contingenciamento pode antecipar a dispensa de recrutas, assim como atrapalhar o treinamento de soldados para agir no Rio e impedir a realização de voos para interceptar aeronaves clandestinas.
As Forças também estão trocando o quadro efetivo por temporário e reduzindo a tropa. Segundo o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, os cortes “foram muito elevados, fora dos padrões”. Ele usou uma rede social no início do mês para se queixar.

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A alfinetada do general


Mar e Ar
Com 40% do orçamento contingenciado, a Aeronáutica cogita suspender expediente às sextas-feiras. Ela centralizou atividades em Anápolis e Natal para se adaptar. “A FAB já voou 200 mil horas por ano no passado. Este ano havia um planejamento para voarmos 122 mil horas”, disse o brigadeiro Nivaldo Rossato, comandante da Aeronáutica. “As restrições orçamentárias de toda ordem devem reduzir esse montante de 110 mil horas em 2017.”
Com navios de 35 anos de idade média, a Marinha coleciona no mar e nas águas da Bacia Amazônica embarcações consideradas ultrapassadas para as suas funções. O comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, disse que é preciso pelo menos 800 milhões de reais a mais por ano para manter a esquadra. “Isso precisa ser acertado ou nossa esquadra de superfície vai desaparecer em pouco tempo”, afirmou.
O quadro orçamentário para 2018 preocupa o comandante. “Antevemos o risco para programas estratégicos e também para o funcionamento pleno das nossas atividades diárias, com reflexos em serviços que atingem diretamente a população, como aqueles relacionados à segurança da navegação.”
(Com Estadão Conteúdo)
Veja/montedo.com


Soldados da reforma

Querem o quartel ao seu dispor para fazer da pequena lesão um direito à aposentadoria

Resultado de imagem para recruta zero no hospitalPatrícia Trunfo*
Na época em que se discute a reforma da Previdência, permeada por debates acalorados acerca da alegada insuficiência de contribuições para custear os benefícios, os advogados da União se deparam diariamente com o abuso de demandas judiciais propostas por jovens egressos do serviço militar, visando a obter reformas indevidas a serem custeadas pela população.
Ao lado de algumas ações aforadas por ex-militares que, por eventuais infortúnios, realmente quedaram inválidos, há milhares advindas de soldados que machucaram o joelho num jogo de futebol, lesionaram o ombro caindo de moto, tiveram surtos após a ingestão de drogas, entre tantos exemplos de lesões que não incapacitam para a vida civil e, muitas vezes, sequer, para a militar. Há casos, inclusive, de pequenos acidentes ocorridos em festas ou eventos fora do quartel, quando o "guerreiro" está com poucos meses de caserna. E, por incrível que pareça, no mais das vezes sob o abrigo da AJG, ajuízam os pedidos se dizendo incapacitados, mas ao mínimo olhar de suas vidas civis, vemos motoristas, tropeiros, professores de artes marciais etc., ou seja, pessoas no gozo de atividades que não se coadunam com a dita incapacidade.
Dessa forma, nossos "fiéis soldados" querem o quartel ao seu dispor, para se qualificarem, receberem o melhor tratamento médico e, assim que possível, fazer da pequena lesão um direito à aposentadoria qualificada. Lamentavelmente, a falta de pudor e consciência social daqueles que deveriam ser "da Pátria a guarda" se sobressai, na medida em que ingressam na vida militar para defender valores como patriotismo e civismo e, à menor oportunidade, buscam extorquir o país que deveriam por missão proteger.
A recuperação desta nação passa pela necessária retomada da moralidade. No mês dos pais, peçamos a eles que exijam dos filhos a idoneidade de caráter a torná-los pessoas corretas e solidárias, úteis a si e à sociedade, de modo a encerrarem no seu futuro "toda a esperança que um povo alcança".
* Advogada da União, professora universitária
Zero Hora/montedo.com

12 de agosto de 2017

Etchegoyen volta a negar espionagem sobre Fachin


Ministro Etchegoyen participou de audiência em comissão do Senado (Foto: Geraldo Magela/Senado)
Ministro Etchegoyen participou de audiência em comissão do Senado (Foto: Geraldo Magela/Senado)
Mariana Jungmann
Brasília - O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen, voltou a negar nesta quinta-feira (10) que tenha promovido “ação de qualquer natureza contra o ministro [do Supremo Tribunal Federal] Edson Fachin”.
Etchegoyen participou de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado, onde deu as declarações negando as informações constantes de reportagem da revista Veja, segundo as quais a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teria espionado o ministro-relator da Lava Jato.
“Absolutamente não houve nenhuma operação, de nenhuma natureza, para investigação do ministro Fachin. Eu não saberia dizer as razões da revista Veja. Uma acusação dessa gravidade precisaria apontar provas, que não existiram. Precisaria que houvesse na estrutura de comando da Abin uma falta de valores éticos, morais, institucionais, que não existe”, afirmou.
Na audiência, o ministro esclareceu aos senadores como funciona a estrutura da Abin e suas funções. Em junho, quando a matéria foi publicada, o Palácio do Planalto e Etchegoyen já tinham se manifestando negando os fatos reportados.

Venezuela
O ministro falou também sobre a Venezuela e disse que o Brasil já ofereceu ajuda ao país vizinho em, pelo menos, duas oportunidades desde o segundo semestre do ano passado. De acordo com ele, foram oferecidos gêneros alimentícios, remédios e afins, diretamente ou por meio de organismos internacionais. As duas ofertas foram negadas pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro, disse o ministro.
De acordo com Etchegoyen, há uma preocupação excepcional do governo brasileiro com a fronteira da Venezuela com o estado de Roraima, em especial na cidade de Pacaraima, que já está “sobrecarregada”.
“Nós temos uma perspectiva de um supersaturamento daquela região com todos os problemas que isso pode nos trazer. Para a região, para os nacionais. O Alto Comissariado das Nações Unidas já esteve por lá; o governo já tem planos de contingência prontos, que foram conduzidos pela Casa Civil. Enfim, nós estamos muito preocupados com essa questão humanitária”, disse.
Segundo ele, o Brasil tem também aumentado a interlocução com a Colômbia por dividir com ela a maior fronteira com a Venezuela. Segundo o general, os relatos colhidos em organismos internacionais sugerem que “a situação deve se agravar ainda mais, o que vai nos trazer a necessidade de socorrer algumas pessoas, além dos brasileiros que vivem lá, se eles quiserem esse socorro”.
A Comissão de relações Exteriores já aprovou um requerimento para criação de uma comissão externa de senadores para tentar promover o diálogo entre o governo venezuelano e a oposição no país. No entanto, a comissão ainda não foi criada porque aguarda um contato com as partes para saber se elas têm interesse na intermediação.
Além disso, um voto de censura à postura do governo venezuelano está pendente de aprovação no plenário do Senado. Para o presidente da CRE, senador Fernando Collor, se o voto for aprovado, a comissão perderia sua finalidade de mediar um entendimento no país vizinho.
Agência Brasil/montedo.com

11 de agosto de 2017

Tenente que liderava grupo de militares que entregou jovens a facção rival vai a júri

Trump: EUA poderiam conduzir ação militar na Venezuela

Governo americano chama Maduro de ditador e já congelou todos os ativos do presidente

Presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista coletiva no seu clube de golfe em Nova Jersey Foto: JONATHAN ERNST / REUTERS
Presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista coletiva no seu clube de golfe em Nova Jersey
JONATHAN ERNST / REUTERS
BEDMINSTER, EUA — O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os Estados Unidos poderiam conduzir uma ação militar na Venezuela. A declaração veio em em entrevista coletiva no seu clube de golfe em Nova Jersey. Acusando o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de ditador, o Tesouro dos EUA congelou em 1º de agosto todos os seus ativos nos Estados Unidos, numa resposta hostil à formação de uma Assembleia Nacional Constituinte pelo mandatário no meio de uma guerra política.
— As pessoas estão sofrendo e morrendo. Nós temos muitas opções para a Venezuela, incluindo a opção militar se necessário — disse Trump, em referência à grave crise sócio-econômica, que inclui a escassez de alimentos e uma das maiores inflações do mundo, no país sul-americano. — A opção militar é algo que poderiamos buscar.
Após a declaração de Trump, o Pentágono disse nesta sexta-feira que não recebeu ordens sobre a Venezuela:
— O Pentágono não recebeu ordens — disse o porta-voz do Pentágono, Eric Pahon.
As medidas punitivas contra Maduro vieram após a instalação de uma Assembleia Constituinte pelo líder chavista, que é qualificada de fraude pela oposição venezuelana. O órgão de suprapoder — cujos 545 membros são aliados de Maduro, uma vez que a oposição não quis participar da eleição para o órgão — deverá reescrever a Carta Magna da Venezuela, elaborada no governo do ex-presidente Hugo Chávez, e já obteve o poder para se sobrepor a qualquer poder público do país. Segundo os críticos do governo, esta é uma manobra do oficialismo para concentrar ainda mais poder e, eventualmente, dissolver o Parlamento, que é controlado pela oposição.
A Constituinte regirá o país com poderes absolutos por pelo menos dois anos, além do mandato de Maduro que acaba em janeiro de 2019, apesar da toda a reprovação expressada por opositores, população e comunidade internacional contra o órgão. O mandatário assegurou que trará paz após quatro meses de protestos da oposição, que deixaram 125 mortos devido à repressão das forças de segurança estatais.
Washington impôs sanções semelhantes a cerca de vinte funcionários e ex-colaboradores do governo venezuelano, em retaliação à instalação da Constituinte. No entanto, uma intervenção militar seria uma resposta extraordinária à escalada de tensões no país de Maduro.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, faz um gesto durante seu discurso em uma sessão da Assembleia Nacional Constituinte no Palácio Legislativo em Caracas - UESLEI MARCELINO / REUTERS
Na quinta-feira, Maduro, que se vê sob forte pressão internacional, ordenou a seu chanceler que acerte uma conversa pessoal com Trump. Ele acusa o governo americano de "interferência imperialista" no seu país.
— Inicie gestões, chanceler, para que eu tenha uma conversa pessoal com Donald Trump, inicie gestões para termos uma conversa telefônica com Donald Trump — disse Maduro ao ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, em um discurso à Constituinte.
O presidente também determinou que Arreaza organize uma reunião com Trump, se possível, por ocasião de sua viagem à Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas, no próximo dia 20 de setembro.
— Se ele está tão interessado na Venezuela, eu aqui estou, aqui está o chefe do seu interesse, aqui está a minha mão — disse Maduro.
A Assembleia Nacional Constituinte (ANC) assumiu plenos poderes para reescrever as leis da Venezuela. O controverso processo impulsionado pelo presidente Nicolás Maduro reformará a Constituição feita em 1999 pelo ex-presidente Hugo Chávez. Os 545 integrantes da ANC ratificaram Maduro,como presidente da Venezuela por unanimidade.

PRESSÃO INTERNACIONAL
A ONU denunciou na terça-feira o uso generalizado e sistemático de força excessiva, assim como de torturas, durante os protestos contra o governo na Venezuela, e acusou as forças de segurança e as milícias pró-governo de responsabilidade pela morte de pelo menos 73 manifestantes. Desde 1º de abril, uma onda de protestos quase diários convocados pela oposição toma as ruas da Venezuela.
"As entrevistas realizadas a distância sugerem que tem acontecido na Venezuela um uso generalizado e sistemático de força excessiva e detenções arbitrárias contra os manifestantes", declarou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al Hussein, em um comunicado. "Milhares de pessoas foram detidas arbitrariamente. Muitas delas foram vítimas de maus-tratos e inclusive de torturas" .
Além disso, na semana passada, em reunião diplomática, 12 chanceleres de nações americanas afirmaram, em comunicado, que não reconhecem a Assembleia Nacional Constituinte convocada por Maduro. Os ministros de Relações Exteriores também condenaram a ruptura da ordem democrática no país. O projeto dos chanceleres reunidos nesta terça-feira era, após a primeira reunião sobre a crise política em Caracas, formar um órgão de monitoramento permanente sobre a questão.
No total, reuniram-se chanceleres de 17 países em Lima. Dentre eles, assinaram o documento: Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru. Outros cinco ficaram de fora do pronunciamento: Guiana, Granada, Jamaica, Santa Lucia e Uruguai.
Além disso, o Peru decidiu, nesta sexta-feira, expulsar de seu território o embaixador da Venezuela, em Lima, Diego Molero. Foi concedido um prazo de cinco dias para que ele saia do país, de acordo com comunicado da chancelaria. O Congresso peruano havia proposto a saída do diplomata há alguns dias.
— Tendo manifestado sua condenação à ruptura da ordem democrática na Venezuela, o governo do Peru decidiu expulsar o embaixador Diego Molero — indicou o texto.
O Globo/montedo.com

Adiamento do reajuste dos servidores abrange militares, diz imprensa

Resultado de imagem para congelamento de saláriosContrariando informações de fontes militares, a imprensa do centro do País está divulgando que as Forças Armadas terão, sim, seu reajuste congelado. Assim, a parcela de 6,72%, a terceira das quatro previstas na Lei nº 13.321, teria seu pagamento prorrogado para  janeiro de 2019.
A informação, divulgada durante a tarde pela Globo News e Blog do Vicente, acaba de ser confirmada pelo Jornal Nacional. Além dos militares, a medida atingiria a polícia federal, polícia rodoviária estadual,  diplomatas, advogados da AGU, auditores federais, gestores da União e funcionários do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Até o momento, não houve nehuma manifestação por parte do Governo, da Defesa ou dos Comandantes das três Forças.
O governo deverá encaminhar ao Congresso um projeto de lei propondo o adiamento dos reajustes.

"Invasão": Exército amplia efetivo na fronteira com a Venezuela

Exército amplia efetivo em cidade de RR na fronteira com a Venezuela e militares patrulham nas ruas
Ao todo, 36 militares de Boa Vista foram enviados à região de fronteira nesta semana. Reforço ocorreu após pedido de prefeito de Pacaraima citar aumento de violência na cidade, diz Exército.
Adultos, idosos e crianças vivem nas ruas de Pacaraima, cidade na fronteira com a Venezuela (Foto: Inaê Brandão/G1 RR/Arquivo)
Adultos, idosos e crianças vivem nas ruas de Pacaraima, cidade na fronteira com a Venezuela
(Foto: Inaê Brandão/G1 RR/Arquivo)
Emily Costa, G1 RR
O Exército reforçou o efetivo em Pacaraima, cidade em Roraima na fronteira com a Venezuela, e militares estão patrulhando nas ruas, informou nesta sexta-feira (11) o general Henrique Dutra, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva.
De acordo com ele, o reforço foi feito na terça-feira (8) quando 36 homens se unirão aos 60 militares que já atuavam na região. Com a mudança, os militares passaram a patrulhar também nas ruas da cidade.
Pacaraima fica a menos de 20 KM de Santa Elena de Uiarén, cidade na Venezuela, e é a principal porta de entrada de venezuelanos que decidem cruzar a fronteira. Também na terça, a governadora Suely Campos pediu ajuda federal para manter a segurança na região.
Na fronteira entre Brasil e Venezuela, o limite entre os dois países é marcado apenas por cancelas  (Foto: Emily Costa/ G1 RR)
Na fronteira entre Brasil e Venezuela, o limite entre os dois países é marcado apenas por cancelas
(Foto: Emily Costa/ G1 RR)
O general, no entanto, explica que a decisão de ampliar o efetivo não tem relação com o pedido da governadora e foi tomada após o prefeito de Pacaraima, Juliano Torquato (PRB), procurar o Exército e pedir o reforço em virtude da "sensação de insegurança na fronteira".
À medida que aumenta a tensão política e a crise de desabastecimento na Venezuela cresce o número de imigrantes em todo o estado, incluindo na capital Boa Vista e na cidade fronteiriça. Alguns imigrantes vivem nas ruas e até em banheiros públicos da cidade de Pacaraima, que fica a 200 KM da capital.
"O prefeito veio aqui ansioso com a questão da segurança na cidade. Ele disse que o índice de violência lá [em Pacaraima] estava aumentando e enviamos à tropa ao município", afirma.
O G1 tentou contato com o prefeito Juliano Torquato, mas as ligações não foram atendias.
Com o envio dos homens a cidade, alguns foram destacados para patrulhar nas ruas do muncípio juntamente com a Polícia Militar.
"Como o pessoal mais habilitado a fazer patrulhamento nas ruas de município é a Polícia Militar, convidei o comandante da PM para intensificarmos a presença do exército e da PM nas ruas da cidade".
General Henrique Dutra, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, diz que reforço foi enviado à fronteira na terça-feira (8) (Foto: Emily Costa/G1 RR)
General Henrique Dutra, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, diz que reforço foi enviado à fronteira na terça-feira (8) (Foto: Emily Costa/G1 RR)
No entendimento do general, o reforço do efetivo está dentro da normalidade, faz parte de operações rotineiras e já ocorreu em outras ocasiões. Ele disse que não há previsão para a redução e nem outro aumento do efetivo na fronteira.
"No momento não temos mais nenhuma necessidade de enviar mais militares daqui para lá", pontuou o general.

Imigração venezuelana
Números da Polícia Federal mostram um aumento crescente do número de imigrantes cruzando a fronteira da Venezuela com o Brasil.

Venezuelanos lotam posto da PF e Pacaraima para pedir visto e entrar no Brasil (Foto: Emily Costa/G1 RR)
Venezuelanos lotam posto da PF e Pacaraima para pedir visto e entrar no Brasil (Foto: Emily Costa/G1 RR)
Em 2015 foram registrados 230 pedidos de refúgio de venezuelanos em Roraima. Um ano depois esse número subiu para 2.230 e até junho de 2017 já bateu a marca de 6.438 solicitações.
Conforme dados divulgados pela Polícia Federal em Roraima, a maioria dos venezuelanos que estão imigrando para Roraima são de Caracas, capital do país. Mais de 58% são do sexo masculino e jovens entre 22 e 25 anos.
A maioria dos estrangeiros que vem para o estado são estudantes (17,93%), seguidos por engenheiros (6,21%), médicos (4,83%) e economistas (7,83%).
No Brasil, eles buscam trabalho. Nos últimos sete meses, o Ministério do Trabalho no estado (MTE-RR) registrou um recorde de emissão de carteiras de trabalho a venezuelanos. Nesse período foram quase 3 mil carteiras entregues a cidadãos venezuelanos. Em 2015, emitiram-se apenas 257 documentos, e 1.331 em 2016.
G1/montedo.com

'Congelamento' do reajuste não deve valer para os militares

Resultado de imagem para dinheiro congeladoUm membro do Alto Comando do Exército afirmou em reunião interna nesta quinta-feira (10) que o congelamento pelo Governo do reajuste dos servidores até 2019  não inclui os militares e a parcela de 6,72%, a terceira das quatro previstas na Lei nº 13.321, será paga normalmente em janeiro.
Até o momento, não houve manifestação oficial sobre o assunto.

Imagem do dia...

Sargento do Exército Rosângela Santos, primeira atleta brasileira a disputar a final dos 100 metros em um mundial de atletismo

Crédito: Agência Verde-Oliva

10 de agosto de 2017

Assista e responda: recruta é ou não é uma raça a ser estudada?

Governo vai congelar reajuste dos servidores até 2019

Publicação original: 12 h
Michel Temer
Michel Temer | Edilson Dantas / Agência O Globo
LAURO JARDIM
Na longa reunião de ontem entre Michel Temer e a equipe econômica, além do anúncio da nota meta fiscal, ficou definido que o governo vai congelar pór um ano o reajuste dos servidores.
Portanto, previsto para janeiro, o aumento só será dado em janeiro de 2019 — se, claro, Temer não voltar atrás no que foi definido na reunião.
Entre as categorias afetadas, auditores da Receita Federal e do Trabalho, peritos médico previdenciário, diplomatas, oficial de chancelaria, entre outras. A economia prevista é de R$ 11 bilhões no ano.
A ideia de não dar o reajuste já vinha estudada pela equipe econômica desde o mês passado.
O Globo/montedo.com

A respeito, escrevi em 27 de julho, na postagem 

Governo avalia cenário de adiamento de reajuste de servidores em 2018

Publicação original: 26/7 (18:48)
Nota do editor
O processo que culminou no reajuste dos servidores é de julho de 2016. Na mesma época, foi aprovada a Lei nº 13.321, que alterou o soldo e o escalonamento vertical dos militares das Forças Armadas, concedendo um reajuste em quatro parcelas de 5,5%, 6,59%, 6,72% e 6,28%, a serem pagas em agosto de 2016 e nos meses de janeiro de 2017, 2018 e 2019, respectivamente.
São atos distintos, portanto. Até o momento, ninguém da área militar ou da equipe econômica manifestou-se especificamente sobre o adiamento do reajuste das Forças Armadas, embora seja pouco provável que os militares fiquem de fora de um eventual adiamento.

O Blog no Twitter da Marinha do Brasil

Armas em Funeral! Morre o historiador e subtenente do Exército Osorio Santana Figueiredo

Osorio Santana Figueiredo ocupava a cadeira nº 25
da Academia Sulriograndense de Letras
São Gabriel (RS) – O ST Osorio Santana Figueiredo faleceu no dia 06 de Agosto de 2017, aos 91 anos.
Antes de partir, pediu para seu filho Beraldo Lopes Figueiredo ser porta-voz neste agradecimento:
“Sou grato a todos os gabrielenses, grato ao Exército Brasileiro no qual me acolheu e servi fazendo dele uma missão.
Grato a Santa Casa de caridade, a provedoria, aos médicos, as enfermeiras.
Grato a minha família, esposa, filhos e parentes, grato a minha amada cidade.
Grato aos meus amigos pessoais, amigos distantes, amigos presentes, grato ao carinho e solidariedade nas horas difíceis.
Nada tenho a reclamar, pois Deus foi generoso comigo, me deu uma terra no qual amei e nela construí tudo que sou. Deixo como herança a todos os gabrielenses minhas obras, estarei presente nos livros que escrevi, nas árvores que plantei, nos filhos que criei, nos netos e bisnetos.
Adeus São Gabriel, que os que nascerem nesta terra, lutem por ela, não basta idealizar, tem que fazer”.
O Prefeito Municipal de São Gabriel decretou, na manhã de domingo, 6 de agosto, luto oficial de três dias. O Subtenente Osorio foi sepultado no Cemitério da Irmandade da Santa Casa de Caridade, no final da tarde do mesmo dia. O caixão foi carregado por militares do 9º RCB – “Regimento João Propício”, Unidade na qual serviu.
Imagem: EB
O Subtenente, historiador e biógrafo é um dos nomes mais importantes da cultura de São Gabriel. Escreveu várias obras, dentre as quais destaca-se: Marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes; História de São Gabriel; As Revoluções da República; Sesquicentenário da Caserna de Bravos; Plácido de Castro, o Colosso do Acre; Caxias, o Predestinado da Pátria; General Osorio - O Perfil do Homem; e Marechal João Propício Menna Barreto – Barão de São Gabriel. Foi coautor do livro do 9º RCB – Regimento João Propício, juntamente com o Coronel Evandro Itamar Lupchinski, antigo comandante do regimento e o Coronel Luiz Ernani Caminha Giorgis.
Possuidor de impressionante cultura e invulgar memória, pertenceu às seguintes instituições: Sócio fundador do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul; Sócio Fundador da Associação Cultural Alcides Maya (ACAM), São Gabriel; Membro da Academia Sul Brasileira de Letras, ocupando a cadeira número 25; Acadêmico Emérito da Academia de História Militar Terrestre do Brasil/RS, ocupando a cadeira número 13, da qual é Patrono o General João Borges Fortes. Distinções civis e militares: Diploma de Colaborador Emérito do Exército; Diploma do Mérito João Propício; Medalha do Pacificador; Medalha Marechal Mascarenhas de Moraes; Medalha da Ordem do Mérito Militar, Grau Cavaleiro; Comenda Dante Laytano, Comissão Gaúcha de Folclore; Medalha da Ordem Militar, Grau Oficial; Medalha Comemorativa do Bicentenário do Duque de Caxias.
Além disso, foi cofundador da Associação dos Militares da Reserva Remunerada, Reformados e Pensionistas das Forças Armadas em São Gabriel (ASMIR) e responsável, por muitos anos, do Museu João Pedro Nunes e do Museu Gaúcho da FEB.
O Comando do Regimento e seus integrantes registram o reconhecimento a este ilustre militar e cidadão da Terra dos Marechais e apresentam as mais sinceras condolências!
Que Deus conforte os familiares e amigos!

Obras do Historiador


Maneco Pereira


Carreteadas Heróicas


Uma Santa Casa
feita de Amor


Mal. Mascarenhas de Moraes


O Combate da Estância da Caieira


Cooperativa Rural Gabrielense Ltda.


Terra de Marechais
Fonte: Página do Gaúcho

Soldado do Exército é preso após roubar carro com fuzil e ir trabalhar no veículo



Um soldado do Exército Brasileiro teve a prisão decretada pela Justiça, nesta quarta-feira, por suspeita de envolvimento com um assalto ocorrido na última sexta. Jhon Alysson Freitas Costa, de 19 anos, é lotado na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) da corporação, situada em Deodoro, na Zona Oeste do Rio. De acordo com informações da 31ª DP (Ricardo de Albuquerque), responsável pelo caso, as investigações tiveram início quando uma seguradora de automóveis informou aos militares que um carro roubado havia sido rastreado até o pátio da unidade.

Após esse contato inicial, integrantes da Polícia do Exército localizaram o suspeito, que prestava serviço naquele momento. Jhon Alysson foi então encaminhado à delegacia distrital, na tarde desta terça-feira, onde prestou depoimento — a princípio sob a suspeita somente do crime de receptação. Inicialmente, ele alegou ter adquirido o veículo de um mecânico.
Jhon Alysson Freitas Costa é soldado do Exército BrasileiroConvocado a comparecer à unidade, o profissional indicado pelo soldado assegurou que não havia participado de qualquer negociação com Jhon Alysson. Na sequência das oitivas, o militar acabou admitindo ter realizado o roubo na companhia de outros bandidos do Morro do Tiradentes, pertencente ao Complexo do Chapadão, onde o jovem reside. No telefone celular do rapaz, foram encontradas várias fotos em que ele aparece empunhando o mesmo fuzil M16 que portava ao cometer o crime, conforme o relatado por testemunhas.
Na delegacia, tanto o motorista de Uber quanto o passageiro transportado no momento do assalto indicaram Jhon Alysson como integrante do bando que praticou o roubo. Uma das vítimas reconheceu a voz do soldado e também o casaco que ele vestia ao ser preso, o mesmo que usava na noite do assalto. O veículo, um |JAC J5 branco cuja versão zero quilômetro pode custar mais de R$ 60 mil, foi devolvido ao proprietário.
— Já apuramos que ele também tem envolvimento com o tráfico de drogas do Chapadão. Agora, mesmo sendo militar, ele será encaminhado ao sistema penitenciário estadual — explicou o delegado Renato Perez, titular da 31ª DP.
EXTRA/montedo.com
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O recruta preso servia na EsAO (Imagem: Facebook)

Editorial do Estadão: Militares e segurança jurídica

Militares e segurança jurídica
Exército reivindica mais segurança jurídica para os militares envolvidos em policiamento

Resultado de imagem para editorial estadãoDesde que as Forças Armadas passaram mais frequentemente a ser convocadas para participar das chamadas Operações de Garantia da Lei e da Ordem previstas na Constituição, auxiliando no policiamento de várias cidades – agora estão no Rio de Janeiro –, o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, reivindica mais segurança jurídica para os militares envolvidos nessa tarefa. “Tenho o dever de protegê-los”, disse ele em sua conta no Twitter, dias depois de tropas terem atuado em Jacarepaguá, na Vila Cruzeiro e no Complexo de Lins, no Engenho Novo.
A preocupação do comandante do Exército é procedente e antiga. Ele já a havia manifestado no ano passado, quando as Forças Armadas foram convocadas para garantir a segurança pública no Rio de Janeiro, durante os Jogos Olímpicos – dois anos antes, elas tinham sido mobilizadas com idêntica finalidade, durante a Copa do Mundo. E voltou a manifestá-la há alguns meses em depoimento no Senado, quando afirmou que o uso “desgastante e perigoso” das Forças Armadas em operações de segurança pública deveria se dar somente em situações críticas, nas quais a polícia se revela incapaz de executar seu trabalho, expondo a sociedade a risco.
Como são treinados para cumprir funções tipicamente militares, na proteção da soberania nacional contra ameaças externas, eventuais crimes cometidos por integrantes das Forças Armadas são julgados pela Justiça Militar, segundo os entendimentos e preceitos próprios das corporações. Mas, a partir do momento em que militares do Exército, Marinha e Aeronáutica executam ações de segurança pública, processos resultantes do confronto com criminosos comuns terminam sendo julgados pela Justiça Comum, que se utiliza de leis e parâmetros diferentes dos da Justiça Militar. Isso gera uma enorme insegurança jurídica nas tropas.
“A Operação de Garantia da Lei e da Ordem, com o emprego de militares devidamente treinados e equipados, deve ocorrer segundo a legislação penal militar. Atualmente, em alguns casos, é aplicável a legislação penal comum. Isso pode trazer prejuízos para a carreira profissional do militar, caso ele venha a se envolver em um confronto, e para a operação em si, já que uma pronta reação pode ficar comprometida. A segurança jurídica deve prover a necessária liberdade de ação para as forças atuantes”, disse o comando do Exército, em nota oficial.
O general Villas Bôas lembra que as forças militares não têm poder de polícia. Por isso, disse ele, no cumprimento de missões policiais nas comunidades do Alemão, da Penha e da Maré, as tropas identificaram alvos e locais importantes, mas não puderam deter suspeitos e apreender produtos ilícitos por falta de mandado de busca e apreensão expedido por autoridade judicial competente. Se tivessem agido para garantir a segurança dos moradores, os integrantes dessas forças poderiam ser processados pelo Ministério Público e condenados por juízes criminais.
Para resolver esse problema, durante os Jogos Olímpicos, realizados no Rio de Janeiro no ano passado, o Congresso aprovou uma lei complementar, incluindo no Código Penal Militar um parágrafo que determinava que eventuais crimes cometidos por militares em Operações de Garantia da Lei e da Ordem fossem julgados pela Justiça Militar. O problema é que essa lei caducou em 31 de dezembro de 2016. Há outro projeto com o mesmo objetivo, em tramitação no Senado desde agosto de 2016, que é defendido de modo enfático pelo comandante do Exército. Esse projeto foi aprovado em regime de urgência pela Câmara dos Deputados, mas ainda não entrou na pauta de votação do Senado.
Dada sua relevância, cabe aos senadores aprová-lo o mais rapidamente possível, sem levar em conta a pregação feita por alguns pretensos ativistas sociais, de que a Justiça Militar é uma corte corporativa e por isso tenderia a tolerar violações dos direitos humanos da população por parte de militares, o que não aconteceria com a Justiça Comum.
O Estado de S.Paulo/montedo.com

Coreia do Norte colocou Guam na mira. Porquê?

Que interesse tem esta pequena ilha do Pacífico, que é parte do arquipélago das Marianas, e que conta com pouco mais de 160 mil habitantes? A sua importância estratégica motivou uma história banhada a sangue.
A base naval norte-americana em Guam EPA/BASE NAVAL BASE GUAM/JEFFREY LANDIS HANDOUT
MANUEL LOURO
Nos últimos dias assistiu-se a uma escalada de tensão como há muito não se via nas já complicadas e conflituosas relações entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos. Depois da reacção de Pyongyang às sanções da ONU, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que se a Coreia do Norte voltar a ameaçar os EUA será brindada com “fogo e fúria como o mundo nunca viu”. Horas depois, o regime de Kim Jong-un respondeu, garantindo estar a preparar um plano para atacar Guam, a pequena ilha no Pacífico sob jurisdição norte-americana. A importância estratégica deste território, que serviu de base para uma história sangrenta, pode explicar o interesse e a razão pela qual é utilizada como ameaça por parte dos norte-coreanos.
Olhando-se apenas para a geografia de Guam, fica difícil de perceber porque é que, neste momento, esta ilha está no centro do foco de maior preocupação da geopolítica internacional: situada na zona ocidental do Oceano Pacífico, a sul das Ilhas Marianas, a 3400 quilómetros da Coreia do Norte, Guam conta com pouco mais de 160 mil habitantes, sendo que a maioria deles pertence à população indígena dos chamorros, e com uma área total de cerca de 541 quilómetros quadrados.
No entanto, alberga seis mil militares norte-americanos, um número que pode aumentar para o dobro na próxima década. Com uma base militar norte-americana que aloja uma esquadra de submarinos, e uma base aérea, a ilha situa-se a meio caminho entre os EUA e a Coreia do Norte e o Mar do Sul da China, ponto de tensão entre Pequim e os seus vizinhos, alguns dos quais aliados de Washington. Aliás, foi a partir de Guam que partiram alguns dos meios militares norte-americanos que realizaram exercícios conjuntos com a Coreia do Sul e com o Japão e que serviram de resposta aos sucessivos testes balísticos realizados por Pyongyang.

Uma importância que dura desde o século XIX
A história de Guam, que se cruza, na sua origem, com Portugal, foi marcada ao longo dos anos pela guerra e pelo sangue aí derramado. Foi descoberta em 1521 pelo navegador português Fernão de Magalhães, quando estava ao serviço da coroa espanhola. Por isso mesmo, a ilha tornou-se a primeira colónia de Espanha alguns anos depois, em 1668. E, como lembra o El País, a ilha tornou-se um importante ponto estratégico, sendo a porta de entrada para as rotas do comércio do império espanhol entre Manila e Acapulco, no México, e que centralizava a sua rede comercial transpacífica.
Esteve sob domínio de Madrid mais de 200 anos até que estalou a guerra hispano-americana em 1898. Tendo Cuba como centro do conflito, devido à intervenção americana na guerra da independência cubana, as hostilidades rapidamente se alastraram a algumas das colónias espanholas no Pacífico, levando até, por exemplo, à revolução filipina.
Depois de seis meses de combates, no dia 1 de Outubro do mesmo ano, foi assinado o Tratado de Paris que tinha como objectivo terminar com a guerra. Este acordo colocou um ponto final no poderoso e extenso império espanhol nas américas e deu lugar aos EUA como a potência colonial da região. Madrid abria mão de Cuba, Porto Rico, dos territórios sob domínio espanhol nas Índias Ocidentais, das Filipinas – neste caso, perante a resistência espanhola em abdicar do arquipélago, Washington acabou por aceitar desembolsar 20 milhões de dólares pela sua posse – e, claro, Guam.
Assim, às portas do século XX, os EUA ficavam com o domínio desta pequena ilha. E esse domínio continuou quase ininterruptamente até aos dias de hoje. A excepção são três anos, de 1941 a 1944, que marcaram o período mais sangrento da história deste pequeno território.
Algumas horas depois do ataque em Pearl Harbor, que marcou a entrada dos EUA na II Guerra Mundial, o Japão começou a aplicar o seu plano de expansão pelo Pacífico – Guam foi um dos seus primeiros alvos. Depois de uma manhã de bombardeamentos, em Dezembro de 1941, as tropas nipónicas invadiram o território e em menos de 24 horas os militares norte-americanos aí presentes apresentaram a sua rendição. Depois, começaram a surgir os relatos das barbaridades realizadas pelos japoneses, incluindo tortura e decapitações, na sua maioria contra a população indígena dos chamorros suspeitos de proteger americanos procurados pelas tropas do Japão.
Militares norte-americanos durante a
batalha por Guam em 1944 DR
Em Julho de 1944, Washington lançou a operação de recaptura dos territórios perdidos para o Japão no Pacífico. Depois de três dias de bombardeamentos sobre Guam, foi a vez de as tropas norte-americanas desembarcarem no território, iniciando uma batalha de mais de um mês e uma das mais sangrentas de toda a campanha. Confrontados com o clima tropical, a densa selva e as tácticas defensivas japonesas, cujos militares, durante a noite, e escondidos num sistema de túneis pelas montanhas da ilha, apareciam de surpresa, o exército americano sofreu avultadas baixas.
A 10 de Agosto, a ilha foi dada como completamente recapturada. Mais de sete mil soldados nipónicos estavam a monte ao longo da ilha mesmo depois da derrota. No dia seguinte, o general japonês Hideyoshi Obata organizou um ritual suicida com praticamente todos os seus militares que tinham sobrevivido. Apesar disso, em 1972, foi encontrado um sargento que viveu 28 anos na selva de Guam ainda escondido do inimigo norte-americano.

Ameaça norte-coreana com dois alvos
“Não há nenhuma ameaça iminente de guerra”, afirmou o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, depois de aterrar em Guam, numa tentativa de acalmar a população norte-americana e local mais receosa. “Os americanos devem dormir tranquilos à noite, sem preocupações com a retórica dos últimos dias”, disse Tillerson. “Nada do que vi ou sei me indica que a situação se tenha alterado drasticamente nas últimas 24 horas”, assegurou o governante.
Esta foi a primeira medida da Administração Trump depois da escalada de tensão dos últimos dias. E o objectivo foi o de acalmar as pessoas. Até porque, para além do alvo militar de um possível ataque de Pyongyang, cujo armamento tem já capacidade para chegar a Guam, a ameaça pode começar a ter já impacto na população local que teve desde sempre uma relação complicada com os EUA.
Como explica a revista Atlantic, os residentes de Guam são cidadãos norte-americanos, apesar de não votarem para escolher, por exemplo, o Presidente norte-americano. Mas a verdade é que grande parte da população é contra a presença militar dos EUA. Com a ameaça norte-coreana, o receio pode, naturalmente, aumentar e com ele a insatisfação em relação ao domínio norte-americano.
UOL/montedo.com

9 de agosto de 2017

Cabo do Exército será indiciado por agressão a duas PMs em São Januário


Momento em que torcedor do Vasco dá um soco em uma policial militar em São Januário (Foto: Reprodução/GloboNews)
Momento em que torcedor do Vasco dá um soco em uma policial militar em São Januário (Foto: Reprodução/GloboNews)
Marcelo Bruzzi, GloboNews
Um cabo do Exército foi identificado pela Polícia Civil como um dos agressores de duas policiais militares, na arquibancada de São Januário, durante o clássico entre Vasco e Flamengo, que completa um mês nesta terça-feira (8). As informações são da GloboNews, que teve acesso com exclusividade ao inquérito, que está em fase final.
Segundo a 17ª DP (São Cristóvão), o torcedor foi identificado como Igor Marcelino Coelho. Ele teria dado socos e pontapés nas PMs e será indiciado por lesão corporal, desacato e por promover tumulto em eventos esportivos, crime previsto no Estatuto do Torcedor.
"Ele era um dos mais exaltados e incitava a violência e também praticava a violência contra a força policial, o que é inadmissível", afirmou o delegado titular da 17ª DP (São Cristóvão), Marcelo Ambrósio.
O Ministério Público e a Polícia Civil ainda possuem outra investigação em curso para identificar os responsáveis pelas cenas de violência dentro e fora do estádio. O inquérito também apura se há alguma ligação entre o que aconteceu no dia do jogo com a política do clube, com eleições marcadas para novembro.
"Quem esteja banido ocupe um camarote é mostra de que a relação entre organizador e torcedor banido precisa de melhores esclarecimentos", afirmou Rodrigo Terra, promotor responsável pelo caso. O estádio foi interditado por seis meses.
 Confronto entre torcedores e polícia após jogo em São Januário contra o Flamengo deixou feridos; homem foi baleado e morto fora do estádio (Foto: ANTONIO MARCOS/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO) )
Confronto entre torcedores e polícia após jogo em São Januário contra o Flamengo deixou feridos; homem foi baleado e morto fora do estádio (Foto: ANTONIO MARCOS/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)
Morte de torcedor
Outro inquérito apurou a morte de um torcedor do Vasco, do lado de fora do estádio, em confusão após o clássico. Segundo a investigação, o tiro que matou o torcedor David Rocha Lopes, de 27 anos, partiu da arma de um policial militar.
Como antecipou o RJTV, a Divisão de Homicídios (DH) concluiu que o PM identificado como Renan Freitas agiu em legítima defesa, após ele e outros colegas serem atacados com rojões, pedaços de pau, pedras e garrafas por um grupo de vascaínos, que ainda ameaçavam os policiais.
Imagens registradas de três ângulos diferentes mostram o confronto entre policiais e os torcedores, que podem ser vistos avançando e recuando. Um homem tenta arrancar uma barra de ferro da calçada, mas não consegue e passa a tirar pedaços de concreto, que são lançados contra os PMs.
Os policiais que eram atacados pediram apoio e homens dos batalhões de São Cristóvão e de Choque seguiram para o local. Entre os PMs que foram para São Januário estava Renan, cuja viatura começa a ser atacada assim que chega à Rua Senador Alencar, inclusive com um artefato explosivo.
Em seu depoimento, o soldado Renan contou ter sido atacado com paus e pedras e que o carro foi atingido por garrafas e morteiros. Ele disse ter ordenado aos torcedores que recuassem e ouviu como resposta gritos de "Vai morrer, polícia". O policial admitiu ter feito três disparos.
"As investigações ainda não estão encerradas, os elementos probatórios coligidos até agora indicam que os policiais agiram em legítima defesa, mas outras questões precisam ser esclarecidas, como a identificação desses integrantes de torcidas que atacaram o grupo de policiais", afirmou a delegada Marcela Ortiz.
G1/montedo.com

Roraima solicita presença de militares na fronteira com Venezuela

Resultado de imagem para exército fronteira roraimaA governadora de Roraima, Suely Campos, pediu nesta terça-feira ao presidente Michel Temer o envio de militares e policias para reforçar a segurança na fronteira com a Venezuela, onde o crime tem aumentado como consequência da crise no país vizinho.
“Temos dois mil quilômetros de fronteira seca, com diversos caminhos clandestinos transformados em rotas do tráfico de drogas, de pessoas e de armas pesadas por organizações criminosas”, declarou a governadora.
Diante da grave crise econômica e política que vive seu país, 7.600 venezuelanos pediram refúgio no Brasil no primeiro semestre deste ano. Deste total, 6.438 realizaram a solicitação em Roraima.
As autoridades brasileiras esperam um fluxo migratório ainda maior, diante do agravamento da situação na Venezuela.
“Estamos nos preparando para vários cenários, é evidente que um aumento da imigração está previsto, e estamos elaborando planos de contingência para tal”, disse à AFP Silvana Vieira Borges, diretora do Departamento de Migrações do Ministério da Justiça.
Suely Campos destacou que os relatórios de inteligência revelam um aumento da criminalidade na região e que é preciso melhorar a vigilância na estrada que liga Roraima ao Amazonas, “utilizada como um verdadeiro corredor de drogas e armas que entram pela fronteira”.
A governadora também solicitou o aumento de funcionários da Polícia Federal encarregados dos trâmites migratórios, diante da disparada dos pedidos de refúgio nos municípios de fronteira.
Isto É/montedo.com

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