24 de novembro de 2016

Ministro da Defesa pede que recursos para a pasta sejam assegurados no Orçamento

Resultado de imagem para logo ministério defesaO ministro da Defesa, Raul Jungmann, pediu aos deputados da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional que atuem para que os 12 principais projetos da pasta tenham recursos assegurados no Orçamento. São submarinos, caças, blindados e outros projetos que têm custo total estimado de R$ 122 bilhões. Já foram gastos até agora, ao longo dos últimos anos, apenas R$ 27 bilhões.
O projeto mais caro é a modernização tecnológica do blindado guarani com custo de R$ 20,8 bilhões. Foram gastos apenas R$ 400 milhões até hoje.
O Orçamento anual total do ministério é de R$ 90,8 bilhões.
Jungmann explicou que o País tem hoje uma sensação de que não será atingido por nenhum perigo externo. No entanto, afirmou, isso pode mudar, principalmente na área do Atlântico onde estão as reservas petrolíferas. “A manutenção da nossa soberania depende de nossa capacidade de Defesa”, disse.
Entre as ameaças presentes, ele citou: dependência tecnológica, escassez de recursos naturais, terrorismo, segurança pública em alguns estados, hostilidades contra cidadãos no exterior, insuficiente capacidade operacional das Forças Armadas, sistemas de informação críticos, catástrofes naturais e pandemias, instabilidades políticas na América do Sul e a militarização do Atlântico Sul.
Em relação à América do Sul, Jungmann disse que os casos de Aids e malária na fronteira amazônica estão aumentando por causa da crise na Venezuela.

Documentos
Jungmann disse que já foram enviadas ao Congresso as atualizações dos três documentos que orientam a Defesa: a Política Nacional de Defesa (o que fazer), o Livro Branco de Defesa Nacional (programas), Estratégia Nacional de Defesa (como fazer).
Segundo ele, os principais conceitos do setor são defesa, desenvolvimento, diplomacia e democracia. A estratégia é baseada na dissuasão de eventuais ameaças e na cooperação. Jungmann ainda afirmou que a linha de atuação da Defesa brasileira é o smart power, que seria uma combinação do hard power (força bruta) com o soft power (inteligência). Como setores estratégicos da Defesa, o ministro citou o espacial, o cibernético e o nuclear.
Jungmann anunciou que na semana que vem ele vai até à França receber um satélite brasileiro que será destinado para uso militar (30%) e para banda larga. O satélite será lançado em março de 2017 na Guiana Francesa.
Agência Câmara/montedo.com

4 comentários:

Anônimo disse...

Não entendi muito bem quando ele diz que o aumento da aids e malária na fronteira amazônica aumentou por conta da crise da Venezuela(?). Estamos acostumados a dar de "mamar" aos cidadãos dos países limítrofes, enquanto seus governos nos dão patadas e calotes, e a amazônia não é pequena. Talvez tenha aumentado no lado brasileiro por falta de verbas dos órgãos que combatem essas doenças, do nosso governo, junto a comunidades mais isoladas e as indígenas. A pasta da defesa não é responsável por isso, só apoia no transporte.Será por isso que estão querendo colocar general para a FUNAI? Os "Severinos" vão assumir esse papel?

Anônimo disse...

Realmente, não compreendi onde está o nexo do aumento dos casos de malária e aids com a crise na Venezuela!? A questão da AIDS no norte é sóciocultural...o da malária é por conta do desmatamento.

Anônimo disse...

O Ministério da saúde não consegue nem combater o mosquitinho listrado que transmite umas três doenças, imaginem o combate da malária na amazônia ser função das Forças Armadas.

Anônimo disse...

Tratar as forças armadas com desprezo ou colocá-las em segundo plano podem trazer consequências desastrosas e irreversíveis ao Brasil. Este país tem o péssimo hábito de não planejar e se valer de paliativos como soluções emergenciais. Faz parte da nossa triste cultura ouvir a seguinte frase: -Não fique esquentando a cabeça ou inventando problemas futuros! Se os problemas vierem, a gente "dá um jeito" e pronto! "Tá tudo sob controle!" Vá tomar uma gelada e esfrie a cabeça! É por isso que vivemos pagando por nossas negligências!

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