29 de agosto de 2016

Tráfico de drogas: Exército investiga participação de outros militares no caso do caminhão roubado

Exército investiga envolvimento de mais militares de MS com o tráfico de drogas
Ninguém explicou como 3 toneladas de droga acabaram em caminhão do 20RCB
Celso Bejarano
O CMO (Comando Militar do Oeste), em Campo Grande, informou que a investigação acerca dos três cabos do Exército, lotados no 20º RCB (Regimento de Cavalaria Blindado), presos com carregamento de maconha, neste domingo (28) de madrugada, em Campinas (SP), pode atingir outros militares. “Há esta hipótese”, limitou-se em dizer a assessoria do CMO, que ainda nesta segunda-feira (29), promete emitir uma nota do assunto.
Os três cabos saíram de dentro do quartel, situado na Avenida Euler de Azevedo, em Campo Grande, a bordo de um caminhão do 20º RCB e foram pegoss por policiais paulistas, em trecho da SP-101, estrada que liga Campinas a cidade de Monte Mor.
A droga, em torno de 3 toneladas de maconha, estava camuflada na carroceria do veículo militar. Antes da abordagem, os cabos trocaram tiros com a polícia, mas logo foram dominados e detidos. Eles confidenciaram que a droga havia saído de Campo Grande e seria entregue a um grupo que os esperariam no pátio do estacionamento de uma empresa desativada, lá em Campinas.
A assessoria do CMO informou que há três frentes de investigação contra os cabos: o inquérito policial militar e um processo administrativo, conduzidos pelo Exército e ainda o inquérito tocado pela polícia paulista.
Até agora, a polícia de São Paulo não informou se o carregamento da droga foi feito dentro do quartel do 20º RCB. Por meio de nota, a Polícia Civil de Campinas informou apenas que dois dos três cabos detidos confessaram que a carga de maconha saiu de Campo Grande.
Questionada se o Exército estaria promovendo desde ontem, domingo (28), inspeções dentro do quartel do Regimento de Cavalaria, em Campo Grande, local de trabalho dos três cabos detidos, a assessoria do CMO negou a informação.
Contudo, o órgão militar sustentou que o inquérito para apurar a participação dos militares do tráfico de maconha, foi instaurado de imediato e que investiga a suposta participação de outros militares no episódio.
Pelo apurado até agora, oficialmente, o caminhão do 20 RCB estaria estragado, estacionado para conserto, na mecânica do próprio quartel. Quando o veículo fora apreendido, em Campinas, os militares mostraram documentação de outro caminhão militar. Outra linha de investigação do CMO é que o caminhão pode ter sido furtado do quartel, segundo a assessoria militar.
O CASO
Os cabos Simão Raul, Maykon Coutinho Coelho e Higor Abdala Costa Attene, foram detidos por volta da 1h da madrugada de domingo, por policiais civis de Campinas.
Comunicado emitido pela Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico), e a 5ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Entorpecentes e a Polícia Civil, de Campinas, informou que investigava há pelo menos três meses eventual envio de carregamento de droga que chegaria à cidade de Campinas.
No sábado à noite, os investigadores do caso fizeram campana perto de uma empresa desativada. Havia no local movimentação de veículos. Assim que perceberam os policiais, os militares tentaram sair do local conduzindo o caminhão do 20º RCB. A prisão ocorreu na rodovia SP-101. Os cabos seguiam pela estrada na contramão e trocaram tiros com a polícia, segundo a nota divulgada pela Denar.
Os cabos Maycon e Higor Abdala foram detidos fardados, dentro do caminhão. Já o cabo Simão Raul, baleado, escapou e foi detido logo pela manhã de domingo, em Limeira, cidade 50 quilômetros distante de Campinas. Ele que também vestia farda do Exército foi medicado e preso depois. Os três militares permanecem detidos em Campinas.
Ainda segundo o Denar, a polícia prendeu dois civis que, em carros separados tentaram escapar do cerco policial, perto do estacionamento da empresa desativada, em Campinas. A polícia paulista acredita mais duas pessoas ligadas aos civis estejam foragidas.
MIDIAMAX/montedo.com

14 comentários:

Anônimo disse...

Conforme o militar "NINGUEM" explicou, eles foram abduzidos por uma luz verde que emanava de uns retangulos verdes que possuiam o simbolo $.
A partir deste encontro levaram outros para a abdução e passaram a agir como zumbis, nada mais sabendo do que faziam.
Afirmam que o simbolo $ lhes era desconhecido mas que a partir do seu encontro a vida ficou feliz.
Agora vcs continuem a narrativa.
Abs

Anônimo disse...

Eu fico triste com isto. Tenho certeza que o Cmt e os demais militares da OM não tem culpa. Nos dias atuais é difícil confiar nas pessoas. Vou deixar aqui um relato que não é nada com o caso mas é um ensinamento: eu conhecia um Senhor de muitos anos, inclusive é padrinho de um irmão meu. Ele desempregado e com família foi pedir se eu tinha um serviço. Diante da dificuldade dele e da família consegui uma limpeza no quintal e o corte de um galho de uma arvore. Este cidadão que bebia, foi trabalhar com sintomas de embriaguez. Resumindo: o Senhor caiu da arvore, quebrou o braço e cortou a mão. Fui acionado na Justiça e condenado pagar pensão com desconto mensal no valor de um salário até o fim da vida dele, por ter colocado em risco a vida de terceiros. Agora observo ele todos os dias sentado em um bar tomando "gelada" e eu pagando pensão. Fui obrigado a retirar minha filha da Escola Particular para pagar esta Pensão. Concluindo: em quem vamos confiar? No caso do 20º RCB com certeza isto foi uma traição e deslealdade com o Cmt. Deus não dorme e a Justiça vem.

Anônimo disse...

Dinheiro x ambição, é a fraqueza humana. Se sujaram por míseros R$ 30 mil divididos para 3. Imbecis.

Anônimo disse...

Como não poderia deixar de ser, fiquei chocado com o fato pois mancha a imagem do Exército e a confiança nos militares. Certamente as drogas são um "câncer" da vida atual, que corrompe em qualquer classe social.Hoje, não sabemos em quem confiar realmente. No relato que o colega citou do senhor que caiu da árvore, relato um: uma moça que fazia faxina semanal na casa do vizinho, na vila militar, iria ficar sem esse trabalho pois o militar foi transferido. Ofereceu os serviços para fazer na minha casa. Resolvemos aceitar por, no máximo, três vezes por semana. Doamos tapetes e outros objetos, inclusive ajudando-a a levar. Fomos surpreendidos pelo acionamento na Justiça do Trabalho requerendo direitos exagerados.Ela foi convencida por uma advogada de péssima qualidade,que não sabia nem se expressar diante da juíza.Resumindo: a juíza, disse que, para quebrar o galho da denunciante, como forma de uma contribuição, perguntou se eu aceitaria pagar apenas cem reais e como era militar, e os militares estavam com salário muito baixo, o depósito seria só no mês seguinte quando saísse o pagamento. A faxineira ainda perdeu os outros serviços que tinha na vila depois disso.As pessoas estão muito suscetíveis a convencimentos que trarão prejuízos no futuro, sem medir consequências.

Anônimo disse...

Esses veículos militares não possuem uma identificação de acordo com a documentação? Sair em horários incomuns, não passa por vistoria da guarda e garagem? Militares e civis, em muitas unidades tem que abrir o porta malas para revista antes de sair, os veículos militares não? Infelizmente, ainda surgirão informações com mais envolvimentos.

Anônimo disse...

Ao anônimo de 30 de agosto de 2016 11:14, Graças a Deus o companheiro resolveu e Juíza entendeu a situação. No meu caso não consegui e até hoje pago, já vem descontado. Não podemos confiar. O meu saudoso Pai falava: "quem tem pena se despena". Pura verdade. Forte 73

Anônimo disse...

Sinto muito pelo fato narrado do anonimo 30 de agosto de 2016 09:34, rapaz que punição que vc levou hein.

Anônimo disse...

A Operação Ágata (só que ao contrário).

Anônimo disse...

Ao Comentarista de 30 de agosto de 2016 11:14

Isso é palestra motivacional para desvalorização, desumanização, desprezo do ser humano, pontualmente, utilizadas na Caserna por superiores contra inferiores.

O ser humano é simplesmente humano, no sentido mais restrito da palavra, mesmo que vista uma farda.

"Quem tem pena se despena" "O bonzinho morre coitadinho" são puras verdades, mas é verdade também que " um tatu cheira o outro " " Todo castigo pra corno é pouco " " Para pessoas boas, coisas boas " em fim,

"HÁ PESSOAS MÁS QUE SERIAM MENOS PERIGOSAS SE NÃO TIVESSEM NENHUMA BONDADE"

- FRANÇOIS - ESCRITOR MORALISTA -

Com certeza AINDA VALE A PENA TER PENA!

Anônimo disse...

Ai, o pessoal tá aqui em sampa. Vem para sampa! Vem !

Anônimo disse...

Para ajudar peguei um vizinho, pedreiro, cachaceiro, "meia colher" p/ fazer um sv, caiu e machucou o tornozelo. Tentou me estorquir, só que ele já havia contribuído ao INSS como autônomo, então não existia vínculo trabalhista. UFA! Escapei por pura sorte!
QUEM TEM PENA É GALINHA!

Anônimo disse...

Companheiros e irmãos de farda. Muita atenção. Sempre seremos alvos. Muitas pessoas pensam que somos "ricos". Conheço um jovem que estudou com meu filho e cursou o CFS recém egresso da Escola e já esta com duas PJ. Conheço um sub Ten que inventou de arrumar uma namoradinha, neste negócio de "tinder ou badoo", vinte anos mais jovem. Duou uma semana o namoro e agora ela esta grávida e já pediu a pensão. Todos sabem que agora já pode pedir a pensão na gravidez? Depois que a criança nascer faz o DNA. Pela Lei já pode pedir a PJ logo que tenha o exame positivo em mãos e comprovar que tinha um relacionamento. Caso não seja filho esta grana não volta mais, visto ser alimentos, somente pode processar por danos. Companheiros temos que ficar atentos. Os casos citados acima são alguns do que acontece. Não devemos confiar. Interessante os comentários que com certeza vai servir para "alertar" os companheiros.

Anônimo disse...

Mais uma importante ilustração:

Em 2001, o governo FHC queria moralizar e racionalizar gastos no setor público, procurou a alta cúpula militar e pediu que elaborassem uma nova Legislação de Remuneração dos Militares - LRM.

Pois bem, eis que surge a MP 2215 - MP sem Pena. Auxílio Moradia, Licença Especial, Adicional de serviço, Pensão das filhas, adicional inatividade, adicional invalidez, reserva posto a cima e soldão foram objetos da MP sem Pena.

Com certeza, os signatários da MP sem Pena divagaram sobre o tema do "pedreiro cachaceiro" e do "empregador bem intencionado", só que naquela época o "pedreiro cachaceiro" eram os militares que perderam todos seus direitos e o "empregador bem intencionado" eram os signatários da MP sem Pena.

A moral e a honra só é válida quando é absoluta e nunca relativa. Ninguém contrata trabalhador embriagado a não ser que queira paga-lo com bebida.

Ninguém faz um filho e pode se abster da responsabilidade, mesmo que a mãe seja promiscua ou aventureira.

"Tapetes e outros objetos" doados a faxineira não substituem os direitos dos trabalhadores domésticos.

A humanidade está cada dia mais desumana, o homem acredita em Deus mas não acredita em outro homem, que em tese, é a criação mais perfeita de Deus.

Com pena ou sem pena, nós militares somos a única categoria que legisla contra si mesmo, provavelmente, por excesso de honra e moral.

Esta é a minha opinião.



Anônimo disse...

Ao Companheiro da pensão
amigo, contrata um Adv de verdade.
um salário por mês X ano = honorários
O antigo BM agora com outro nome é meio lento.
Se puder ver um cara bom, contrata e pede revisão
dessa pensão, e vitalícia ainda por cima.
Esse caso está fácil de ganhar e parar de pagar.
Até o Fusex as vezes é bom deixar de lado e meter
consulta particular paga em dinheiro, se passa na
frente de muita gente, atendido na hora.E abate no IR.
VEja além. (Tbm passei, com 3 tombos agora ando correndo).
Desejo sucesso a você, e a todos nós. Aço !

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