31 de março de 2016

Soldado do Exército é preso suspeito de furtar 2 fuzis de batalhão em Rondônia

Armas foram recuperadas durante abordagem da PM, próximo ao 6º BIS.
Outras duas pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no caso.
Amarmento foi  furtado na Operação Boina, segundo comandante, em Guajará-Mirim (Foto: Júnior Freitas/ G1)
Júnior Freitas
Do G1 RO
Guajará Mirim (RO)  - Um soldado do Exército, de 22 anos, foi preso em flagrante nesta quinta-feira (31) com dois fuzis calibre 762 que foram furtados de dentro do 6º Batalhão de Infantaria de Selva (6º BIS), em Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho. O armamento tem capacidade para alcançar mais de dois quilômetros de distância, quando disparado. Segundo a Polícia Militar (PM), além do suspeito, outras duas pessoas foram presas pelo furto do armamento, sendo um ex-militar do Exército, também de 22 anos e uma jovem de 20.
Conforme a PM, uma guarnição fazia o patrulhamento de rotina no cruzamento das Avenidas Mascarenhas de Morais e Quintino Bocaiúva, no Bairro Caetano, no momento que viu o soldado carregando duas mochilas em uma bicicleta.
Os policiais deram ordem de parada e o soldado do Exército se desfez de uma das mochilas, jogando-a em matagal próximo da via. Ao verificarem o que tinha dentro da mochila, os militares encontraram dois fuzis 762 não municiados e um uniforme camuflado preto, de uso restrito do Exército Brasileiro.
Ao ser questionado sobre a origem do armamento, o jovem soldado alegou ter recebido a ligação de uma mulher lhe dizendo que um ex-soldado pediu para ele ir até o batalhão e recolher as armas em um esconderijo.
O soldado recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com os objetos apreendidos. A mulher que fez a ligação foi detida em sua residência por outra guarnição da PM, no Bairro Nossa Senhora de Fátima.
O terceiro suspeito que teria informado o local onde as armas furtadas estavam escondidas, já estava na Delegacia de Polícia Civil, pois foi detido por agentes do Serviço de Investigação e Captura (Sevic) para averiguação de um suposto furto de moto.
Em entrevista ao G1, o tenente coronel Halley Dantas, disse que tomou conhecimento do caso através da seção de inteligência e que as armas estavam em posse de dois soldados do efetivo variável de recrutas. Outros militares podem estar envolvidos e estão sendo investigados. Os dois fuzis furtados têm capacidade para alcançar 2,5 quilômetros, quando disparado.
"A inteligência informou que a PM havia detido um suspeito portando dois fuzis nossos. Imediatamente foram feitas todas as medidas de conferência de armamento e foi verificado que nosso armamento está sem alteração. Esses dois fuzis furtados são de uso controlado e estavam com soldados da nossa Operação Boina, no campo básico ao lado do Batalhão. O soldado será levado para a Polícia Federal (PF)", declarou o comandante do 6º BIS.
Halley ressaltou ainda que novas medidas de segurança serão tomadas para evitar outras situações de furtos dentro do Batalhão. "As situações de extravio, tentativa de extravio e descontrole de armamentos são repudiadas pelo comando e pelo Exército Brasileiro. As medidas de segurança já vêm sendo tomadas, como por exemplo, os muros que estamos levantando, novas reservas de armamento e também estamos reinstalando o circuito fechado de televisão", concluiu.
Após prestarem depoimento na Delegacia de Polícia Civil, os dois homens e a mulher foram conduzidos para a Polícia Federal (PF). Até o fechamento desta reportagem, os três ainda não haviam sido ouvidos pelo delegado Heliel Martins, da PF.
G1/montedo.com

2 comentários:

Anônimo disse...

http://www.odireitodomilitar.blogspot.com.br/2016/03/as-novas-regras-do-codigo-de-processo.html

quinta-feira, 31 de março de 2016
As novas regras do Código de Processo Civil e as causas militares

Anônimo disse...

Essa localidade fica na fronteira com a Bolívia. Área já conhecida por contrabando e tráfico de drogas.Carros roubados, são rapidamente levados para o outro lado em troca de drogas. Fora esse trecho onde há uma travessia "oficial", ainda existe centenas de quilômetros desguarnecidos.É fácil o convencimento dos jovens, muitos sem instrução, para atuarem como "mulas".

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