27 de dezembro de 2015

Chile caminha para acabar com verbas secretas para Forças Armadas

Lei determina que Estado destine 10% das vendas de cobre a militares.
'Lei Reservada do Cobre' foi criada durante ditadura de Augusto Pinochet.

Da France Presse
O Chile pretende acabar em 2016 com a chamada "Lei Reservada do Cobre", que dirige recursos da exportação do mineral para a entrega de verbas secretas às Forças Armadas, informou neste sábado (26) o ministro da Defesa, José Antonio Gómez.
"Sim, vamos fazer isto. De fato, estamos avaliando e trabalhando em uma proposta que deve ser apresentada em 2016", disse Gómez em entrevista ao jornal El Mercurio.
A "Lei Reservada do Cobre" determina que o Estado destine 10% das vendas anuais da estatal Codelco, a maior produtora de cobre do mundo, a um fundo voltado para a aquisição, renovação e manutenção de material bélico, que nos últimos cinco anos destinou cerca de US$ 6 bilhões às Forças Armadas.
A lei, herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), é duramente criticada por seu segredo, e apesar de várias propostas, jamais foi alterada.
O ministro chileno explicou que o fundamental da proposta é garantir um orçamento para as Forças Armadas "o mais transparente possível" em relação à compra de material bélico, com um planejamento de, no mínimo, dez anos.
G1/montedo.com

Um comentário:

José disse...

A afirmação está incorreta. A Lei Reservada do Cobre não foi criada no governo Pinochet. Ela é de 1958, instituída pelo Presidente Carlos Ibãnez Del Campo, e tinha o objetivo de, utiizando parte dos recursos da venda de cobre, permitir o reequipamento das Forças Armadas Chilenas.

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