28 de agosto de 2015

Polícia Federal indicia almirante preso na Lava Jato

Othon Luiz Pinheiro da Silva é suspeito de receber propinas nas obras da usina de Angra 3

Agência Estado
A Polícia Federal indiciou o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa.
Preso desde 28 de julho na Operação Radiotividade, desdobramento da Lava Jato, Othon Luiz, apontado como pai do programa nuclear, é suspeito de ter recebido propinas nas obras da usina de Angra 3.
Pelo menos R$ 4,5 milhões foram rastreados em uma conta da Aratec Engenharia, controlada por ele, mas os investigadores suspeitam que o almirante possa ter recebido R$ 30 milhões no total.
Em relatório de 30 páginas, a PF indiciou oito investigados — além de Othon Luiz, uma filha dele, Ana Cristina Toniolo, o executivo Flávio David Barra, presidente da Andrade Gutierrez Energia, e cinco supostos intermediários do dinheiro ilícito.
"Há evidências de que as empresas que compõem o consórcio Angramon, vencedor da licitação para a montagem eletromecânica da usina nuclear de Angra 3, fizeram um ajuste para que houvesse a divisão das partes que seriam licitadas na obra, de sorte que o procedimento licitatório ocorresse apenas para chancelar algo que já havia sido adrede combinado entre as mesmas", afirma a delegada da PF Erika Mialik Marena, do Grupo de Trabalho da Lava Jato.
A PF destaca que, antes mesmo da divisão, existem indícios de que o edital de pré-qualificação de 2011 já teria sido direcionado para aquelas empresas que vieram efetivamente a assinar o contrato em 2014.
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O nome do almirante Othon surgiu na Lava Jato a partir da delação premiada de um ex-executivo da Camargo Corrêa, Dalton dos Santos Avancini. À força-tarefa da Lava Jato, Avancini relatou que um outro executivo da empreiteira sabia detalhes de valores que teriam sido repassados ao ex-presidente da Eletronuclear nas obras de Angra 3.
No relatório, a PF transcreve o depoimento de um executivo da Engevix, José Antunes Sobrinho, que contou ter recebido pedido de 'apoio' do almirante para um 'projeto'.
Com os alvos da Operação Radiotividade, a PF confiscou 68 HDs/computadores/notebooks, 29 celulares/tablets, 71 dispositivos USB/pendrives, 24 CDs/DVDs, 34 dispositivos diversos (como disquetes/fitas).
Todos os indiciados pela PF negam a prática de ilícitos. Em depoimento à PF, o almirante Othon Luiz afirma que não recebeu propinas e que se sente ofendido diante das acusações. Ana Cristina Toniolo, sua filha, disse que os R$ 4,5 milhões para a Aratec eram relativos a trabalhos de tradução. O executivo da Andrade Gutierrez Energia e os outros cinco indiciados também rechaçaram suspeita de repasse de propinas para o pai do programa nuclear brasileiro.
R7/montedo.com

7 comentários:

Anônimo disse...

Trabalho de tradução, ctrl c e ctrl v de texto da Internet: R$ 4,5 milhões. E eu optei por ser militar do EB. Sou muito trouxa.

Anônimo disse...

Esse certamente não estava nem ai para a situação da Força quando na ativa. Ou estava?

Anônimo disse...

Assim você denigre a imagem da tropa.
Notícias assim não ajudam em nada a visão dos civis, em particular a imprensa, em relação aos Militares.

Anônimo disse...

Esse é o verdadeiro militar, se preocupa com a tropa, dele.

Anônimo disse...

Convido o amigo insatisfeito com o conteúdo e, sobretudo, com a ausência de posicionamento político, para visitar a página do facebook da "Revista Sociedade Militar".
Tenho certeza que encontrará o que procura.

LUIZEDZ disse...

Onde fica agora a frase. Hô militar, você sujou o bom nome das Forças Armadas!

Anônimo disse...

O cidadão que diz que não é o caso divulgar essas notícias poderia proceder da seguinte forma:
1) Opção 1: entrar em contato com o órgão de imprensa e solicitar a não divulgação de notícias que denigrem a imagem das Forças Armadas (não esquecer da liberdade de imprensa);
2) Opção 2: pedir às polícias que não investiguem ou não divulguem nada sobre os imaculados militares;
3) Utilizar a sua bola de cristal para descobrir qual militar pensa em se corromper ou cometer crimes e então entrar em contato com este e pedir ou mandar que o mesmo não infrinja as leis;
4) Opção 4 (a mais viável e sensata): não ler o blog e optar por ler a Revista Verde Oliva ou outra publicação institucional!
Já dizia o velho ditado: "o pior cego é aquele que tem olhos e não quer enxergar".

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