30 de junho de 2015

RJ: Forças Armadas deixam favelas da Maré após 15 meses

Tropas federais deixam Complexo da Maré após 83 mil ações em 15 meses
PM assume definitivamente complexo com 15 favelas a partir desta terça(30).
Balanço do período aponta redução de homicídios e mais de 600 prisões.
Do G1 Rio
Helicópteros sobrevoam Complexo da Maré (Foto: Leo Correa/AP)
Helicópteros sobrevoam Complexo da Maré (Foto: Leo Correa/AP)
Termina nesta terça-feira (30) a ocupação das Forças Armadas no Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio. A Polícia Militar entrará no lugar dos militares que durante um ano e três meses realizaram mais de 83 mil ações, 674 prisões e 255 apreensões de menores no complexo que reúne 15 favelas e onde moram 140 mil pessoas, segundo balanço divulgado no início da tarde desta segunda-feira (29) pelo comando da Força de Pacificação.
Entre os dados divulgados está a redução dos índices de homicídios em uma área de sete quilômetros quadrados, que é disputada por três facções criminosas. Antes de abril do ano passado, a taxa anual de homicídios na área de ocupação era de 21,29 mortes por 100 mil habitantes, segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Estado (ISP). Esse número caiu para 5,33 mortes, após a ocupação das tropas federais.
O complexo é formado pelas favelas: Praia de Ramos, Parque Roquete Pinto, Parque União, Parque Rubens Vaz, Nova Holanda, Parque Maré, Conjunto Nova Maré, Baixa do Sapateiro, Morro do Timbau, Bento Ribeiro Dantas, Vila dos Pinheiros, Conjunto Pinheiros, Conjunto Novo Pinheiro – Salsa & Merengue, Vila do João e Conjunto Esperança.
Nove pessoas morreram neste período, entre elas o sargento Michel Augusto Mikami, 21 anos, atingido por um tiro na cabeça por um traficante, em novembro do ano passado. Segundo o comando, 27 militares ficaram feridos em operações nas favelas do complexo. Foram feitas ainda 1.356 apreensões de armas, drogas, munições, veículos e motos.
No balanço divulgado pelo Exército estão ainda ações sociais no total de 24 mil atendimentos. Também são relatadas melhorias melhorias em projetos de esgotamento sanitário, recolhimento de lixo e retirada de carcaças pelas vielas o que impedia a circulação de moradores.
No total, três mil militares das Forças Armadas participaram das operações no Complexo da Maré.
O plano de substituição da Força de Pacificação pela PM começou em abril com os policiais militares entrando nas comunidades da Praia de Ramos e Roquette Pinto. Um mês depois, os PMs substituiram as tropas do Exército nas favelas Nova Holanda, Parque União, Rubem Vaz e Nova Maré (veja infográfico).
Desocupação da Maré - arte do Ministério da Defesa (Foto: Matusael Jorge / Ministério da Defesa / Divulgação)
Instalação de UPP
Serão criadas quatro bases da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Maré. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a primeira será instalada na Praia da Ramos/ Roquette Pinto; a segunda nas comunidades de Nova Holanda/ Parque União; outra será responsável pela Baixa do Sapateiro/ Timbau. A última ficará a cargo da Vila do João e da Vila dos Pinheiros.
As quatro bases deverão contar com cerca de 1.620 homens. O relações públicas da Polícia Militar, coronel Frederico Caldas, destacou que esse número poderá sofrer alteração de acordo com as necessidades da região.
Em 1º de abril, quando a PM substituiu a Força de Pacificação nas comunidades da Praia de Ramos e Roquete Pinto, o coronel Caldas destacou as expectativas da ocupação de Conjunto de Favelas da Maré enfatizando que há, nas comunidades, um “clima de pessimismo” quanto ao processo de pacificação. Segundo ele disse na ocasião, “se der errado, vai todo mundo para o buraco. Vai para o buraco a polícia, a sociedade, vai todo mundo", avaliou.
G1/montedo.com

5 comentários:

Anônimo disse...

Acompanhando os BE, vi apenas o Sgt Mikami promovido e recebendo a medalha do pacificador com palma. Será que de tantas operações, não tivemos mais heróis que venceram o violento barulho dos projéteis e avançaram, colocando suas vidas em risco? Fico no aguardo do reconhecimento de mais militares. Medalhas não foram feitas para enfeitar gabinetes!!

Anônimo disse...

Fizemos nossa parte. Graças a Deus a tropa retorna sem baixas. Os protagonistas do próximo capítulo: o poder público e a comunidade.

Anônimo disse...

Não sei para quem participou, mas para mim, acho ótimo! A polícia que cuide do seu serviço e os políticos providenciem os meios.

Anônimo disse...

Não esperem por medalhas, lutem por melhorias salarias. Lembrem-se que uns mensaleiros condenados receberam medalhas de altíssimo grau.

Anônimo disse...

Com a politica e a policia do RJ logo volta como era antes...

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