30 de março de 2015

Exército leva internet rápida para o interior da Amazônia.


Exército utilizará cabos de fibra ótica subfluviais para conectar cidades ribeirinhas do interior da Amazônia
© Amazônia Conectada/ Exército Brasileiro
Geórgia Cristhine
Levar internet de alta velocidade para as cidades ribeirinhas do interior da região amazônica, esta é a meta do Projeto Amazônia Conectada do governo federal, numa parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa e o Exército Brasileiro.
Para conseguir entrar na floresta mais densa do mundo e proporcionar o acesso à internet à população que mora às margens dos rios, a estratégia usada pelo Exército foi usar cabos de fibra ótica subfluviais para conectar a região que vai passar a integrar o Programa Nacional de Banda Larga.
De acordo com o chefe do Centro Integrado de Telemática do Exército, General Decilio de Medeiro Sales, as peculiaridades da região amazônica forçaram a escolha pelos cabos subfluviais, já que escavações na floresta foram descartadas porque seria preciso entrar em terras indígenas. “Como a população das cidades vive à margem dos rios, a rota de navegação e transporte é o rio. É a solução menos intrusiva.”
Serão construídas ao todo cinco infovias de 7,8 mil km pelos rios Negro, Solimões, Madeira, Purus e Juruá, que vão servir como estradas de passagem dos cabos de fibra ótica.
A ideia, segundo o general Decilio, é fazer com que as 7,5 milhões de pessoas que vivem à margem dos rios passem a ter uma série de serviços de redes de dados com a mesma qualidade dos que já existem na cidade de Manaus. “A ideia é deixar a Amazônia ocidental nas mesmas condições de Manaus, que já possui uma internet de boa qualidade, atendida por 3 tipos de conexões”, explicou o militar, acrescentando que as populações indígenas também serão beneficiadas pela expansão da infraestrutura de comunicações na Amazônia.
Atualmente, o acesso à internet na região é feito via satélite, o que configura um sistema instável e caro. Já a tecnologia de fibra ótica vai permitir conexões de até 100 Gigabit por segundo, capacidade usada para atender também o governo do Amazonas e órgãos como a Receita Federal e o Ibama. “Acho que a população merece essa estrutura, é uma população um pouco esquecida nessa parte. A opção atual é satelital, que é uma solução muito cara e não é universal. Já com esse projeto vamos poder oferecer um serviço mais barato e que atende a toda a população.”
A primeira fase do projeto Amazônia Conectada será inaugurada em abril, com a realização de obras iniciais de infraestrutura. A previsão do Exército é a de que a implantação total do projeto seja concluída até 2017. Os investimentos são da ordem de R$1 bilhão de reais.
SPUTNIK/montedo.com

5 comentários:

Marinho disse...

Parabéns aos companheiros do 4o CTA. Tudo pela Amazônia, Selva!!

Anônimo disse...

Programa do governo federal. Hum.

Anônimo disse...

Kkkkk.... ISSO É PURA COMÉDIA! !!
ENQUANTO ISSO AQUI NO 4°BIL EM OSASCO NA MAIOR METRÓPOLE DO PAÍS. SE TEM APENAS 2 MEGAS PARA TODO O BTL, MAIS DE 30 COMPUTADORES. ... NA MINHA CASA TENHO 50 MEGA PRA DOIS NOTE BOOK...
E O EXERCITO FAZENDO PROPAGADA DE NET EM OUTRO LUGAR... SE NÃO TEM NEM NA CIDADE GRANDE.....KKKKKK
COMÉDIA PURA....

Anônimo disse...

Quantos usuários? Sete milhões e meio de pessoas na selva? Um bilhão de reais? Não tem dinheiro nem para pagar as contas vencidas e combustível para o E.B.Esse vai ser pior que a transposição do rio São Francisco.Podemos dizer que o dinheiro vai por água abaixo! Vão terminar em 2017? Acredito!

Anônimo disse...

Caro ou não, sei que tem "comunidade indígena" com parabólica e até internet, enquanto outras comunidades nem foram lembradas.Vamos pensar positivo! Que todos tenham internet rápida e por meio dela tenham mais consciência na escolha de seus representantes.Eles merecem as facilidades eletrônicas da vida moderna.

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