29 de maio de 2014

Dez lições de perseverança do homem que capturou Bin Laden

O comandante da SEAL, a tropa de elite americana, William McRaven, discursou para uma turma de formandos da Universidade do Texas
A temporada de formaturas nos Estados Unidos sempre rende bons ensinamentos, mesmo para aqueles que não fazem parte das turmas de graduados. Isto por que, durante o período, muitos líderes do país fazem discursos inspiradores. Desta vez, vimos Barack Obama conversando com os estudantes da Universidade da California; Jill Abramson, editora do New York Times, na Universidade de Wake Forest; e William McRaven, um comandante da SEAL, a tropa de elite americana, pela Universidade do Texas.
McRaven comandou a operação que capturou Osama bin Laden e decidiu compartilhar suas lições sobre liderança com os recém-formados. O site Inc. reuniu os 10 ensinamentos mais importantes, extraídos do discurso de McRaven. Leia abaixo:

1. Comece o dia arrumando sua cama
De acordo com McRaven, esta é a primeira tarefa dentro do treinamento da SEAL. Se você faz isso, significa que pela manhã já realizou algo. Isto dita o tom para o restante do dia, encoraja para que você cumpra mais tarefas. “Se você tiver um dia ruim, chegará em casa para dormir em uma cama arrumada - arrumada por você. Uma cama organizada traz a esperança de que amanhã será melhor”, diz.

2. Encontre as pessoas certas para ajudar você
Todos os dias, durante o treinamento da SEAL, os voluntários precisavam remar contra uma maré pesada na Costa de San Diego. Os participantes precisavam remar juntos, de forma sincronizada e usando o mesmo nível de força, conta McRaven. Caso eles percam a sintonia, o barco vira e todos são arremessados até a praia. Isto é uma metáfora da vida, explica McRaven. “Para que o barco chegue até seu destino final, todos precisam trabalhar. Você não pode transformar o mundo sozinho, vai precisar de ajuda. E para chegar até o seu ponto final, você precisará de amigos, colegas, e dependerá também da boa vontade de estranhos e de um timoneiro forte para guiá-los”, afirma.

3. Atitude e coração podem ser mais fortes que outras vantagens
Um dos grupos mais fortes de treinamento na SEAL foi um formado apenas por “baixinhos”. Os estudantes mais altos riam deles e colocavam apelidos. Quando o treinamento endureceu, esse grupo permaneceu e se sobressaíram nas mais diversas atividades, como remo, corrida e nado. “O treinamento da SEAL é um equalizador. Nada importa além da sua vontade de ser bem sucedido. Não importa sua raça, história, formação acadêmica ou status social. Se você deseja mudar o mundo, meça as pessoas pelo tamanho do coração delas”, diz McRaven.

4. Siga sempre em frente
McRaven conta que um dos momentos mais desconfortáveis nos treinamentos da SEAL acontece quando os estudantes são punidos por pequenas infrações, como uma mancha no uniforme, por exemplo. “Por falhar na inspeção do uniforme, o estudante precisava correr, totalmente vestido, até a praia. Em seguida, precisava se molhar da cabeça aos pés e rolar na areia. O castigo é conhecido como ‘biscoito açucarado’. Você fica o dia inteiro com frio, molhado e sujo de areia. Muitos estudantes não aguentavam, mas a chave para ser bem sucedido é aceitar que, às vezes, a vida é uma droga. Mas você deve seguir em frente, sempre", diz McRaven.

5. Não tenha medo do ‘circo’
Os circos, durante a preparação da SEAL, se referem ao treinamento físico “extra”, com direito a duas horas a mais de ginástica. O circo, de acordo com McRaven, é feito para acabar com o estudante, destruir seu espírito e forçá-lo a desistir. Ninguém queria falhar em nada, para evitar o circo. Especialmente, por que estavam exaustos do treinamento tradicional. Por mais dolorosas que fossem, as duas horas extras começaram a valer a pena, já que os estudantes que estavam constantemente na lista se fortaleceram. Segundo o marinheiro, a dor constrói força e resiliência, tanto nos treinamentos quanto na vida. Não tenha medo de sofrer.

6. Seja criativo e inovador
Não é surpresa que o treinamento da SEAL inclui um percurso de obstáculos. Havia um obstáculo chamado de “deslize para a vida”, que consistia em uma corda de 200 metros esticada entre uma torre de 30 metros de altura e uma torre de 10 metros. Durante anos, o recorde para o tempo da prova permaneceu o mesmo e só foi quebrado quando um estudante acelerou, em vez de ir devagar, como todos iam. Às vezes, se arriscar é importante.

7. Não fuja dos tubarões
O próximo exercício descrito por McRaven é chamado de “mergulho noturno”. Nele, os estudantes têm que nadar em águas repletas de tubarões. “Eles garantem que nenhum estudante foi devorado por um tubarão. Mas você também é ensinado que se um tubarão começa a circular em sua volta, você deve permanecer parado. Nunca nade ou aparente estar com medo. E se o tubarão estiver com fome, vindo em sua direção, você deve socá-lo no fucinho e isto fará com que ele fuja”, diz McRaven. Se você é capaz de encarar sozinho os tubarões do Oceano Pacífico, com certeza será capaz de enfrentar os outros tubarões da vida.

8. Dê o seu melhor, mesmo nos momentos mais sombrios
Em várias missões da SEAL, os marinheiros devem se guiar embaixo da água com o objetivo de atacar a embarcação do inimigo. Eles não podem usar nada além de um medidor de profundidade e uma bússola para chegar ao seu alvo. Há luz durante boa parte do percurso, mas, próximo ao alvo, a sombra do navio bloqueia toda iluminação, fazendo com que os SEALs trabalhem no escuro. “Todo SEAL sabe que este é o momento que exige mais calma. Todas as suas habilidades táticas e poder físico devem ser impulsionadas ao máximo”, diz McRaven.

9. Cante, mesmo quando estiver com lama até o pescoço
A nona semana de treinamento para o SEAL acontece em um lodaçal localizado entre San Diego e Tijuana. A classe deve permanecer na lama por horas, até que apenas a cabeça fique de fora. Eles só podem deixar o lugar antes se cinco homens desistirem. Em uma das turmas, o grupo passou a cantar. Apesar das ameaças dos instrutores, eles permaneceram cantando e conseguiram aguentar o desafio até o final.

10. Nunca desista. Nunca toque o sino
Os estudantes estão autorizados a desistir a qualquer momento - e eles, geralmente, o fazem. Para isso, tudo que eles precisam fazer é tocar o sino. “Toque o sino e você não precisará mais acordar às 5 da manhã, mergulhar em águas gélidas, correr ou participar de treinamentos dificílimos. Apenas toque o sino”, dizem os treinamentos. Segundo McRaven, a chave para o sucesso é nunca tocar o sino.

Assista ao discurso completo:

Administradores/montedo.com

10 comentários:

Anônimo disse...

capturou o bin laden? kkkkkkkk
ele ta mais vivo do que nós!
voce vai atras do homem mais procurado da terra e nao tras o corpo?
so americano acredita nessa palhaçada
igual a ida a lua!

Anônimo disse...

NOSSOS GENERAIS DEVEM SE ESPELHAR NESTE CARA!

Anônimo disse...

Se capturaram Osama Bin Laden realmente não sei, mas achei as 10 lições maravilhosas, vou tentar memorizá-las e pô-las em prática. Acredito que a décima primeira lição talvez seja: "Nunca fale a verdade, principalmente sendo você um militar."

Anônimo disse...

Tragam esse cara para o Brasil, já que ele tem uma visão tão otimista, tão perseverante, na base do "quem espera sempre alcança" "Não desista nunca e alcançará seus objetivos. Deixem ele subordinado aos nossos comandantes com seu extremo poder de decisão. Aqui quem espera sempre se dá mal e não consegue nada, a não ser frustração.

Anônimo disse...

Duas observações:

1. Elvis Presley e Michael Jackson também estão vivíssimos e foram fazer, recentemente, uma apresentação para o "velho" Osama, aqui numa chácara no interior do Mato Grosso; e

2. É notória a diferença entre os oficiais generais das Forças Armadas do Brasil e os dos Estados Unidos. Além da maioria, lá, ser fisicamente atleta, ou seja estão sempre em forma, são alegres e sorridentes (mesmo que seja apenas uma encenação). Aqui, por outro lado, nossos "generas" são obesos, senis e acham que fazer cara feia em formaturas e demais solenidades é sinônimo de militar guerreiro e matador!!!!

Que diferença hein.

P.S.: a observação número 1 é apenas uma forma de protesto contra aqueles que acreditam em conspiração em tudo e não querem aceitar a realidade nua e crua.

Anônimo disse...

Enquanto isso... No pais das bananas... Chamam o MOLUSCO para discursar!!!

Anônimo disse...

A Al Qaeda reconheceu oficialmente a morte de Bin Laden. Ponto.

A diferença básica entre um general dos EUA e um brasileiro reside no fato de que lá, o "general" é tão somente um militar mais antigo. É mais antigo que o coronel, como esse é mais antigo que o major e assim por diante.

No Brasil, os oficiais se tornam mais antigos somente até o posto de coronel. Quando se tornam generais, viram semideuses, lordes, nobres, reizinhos cheios de mordomias, vontades, madeixas e personalismos.

Mas continuam (com raras e honrosas exceções) raciocinando como grandes "coronelzões", preocupados com faxina, arrumação de celotex e outras coisas de ponta de linha, tão distantes do foco mais elevado que deveriam estabelecer.

Por isso estamos como estamos, a carreira de estado mais enxovalhada, desprestigiada e mau remunerada da república.

Exército de paz, que virou polícia e bucha de canhão, há muito tempo.

Perdoem o desabafo, companheiros.

Anônimo disse...

Igualzinho aqui no BRASIL, vai um General palestrar em alguma faculdade pública daqui cheia de comunistas, vcs já sabem o que vai acontecer né???

Anônimo disse...

Parou certinho no símbolo da NOVA ORDEM MUNDIAL.

EXPLORANDO O DIREITO PENAL disse...

Talvez a grande diferença dos nossos militares para os de lá seja a cultural. Nos EUA o cidadão é criado e ensinado a ter orgulho das Forças Armadas, inclusive o cidadão que serve as Forças Armadas tem diferencial para conseguir empregos melhores e são admirados - toda família americana orgulha-se em ter fotos dos filhos fardados em suas salas. Aqui no Brasil não existe este costume, poucos valorizam as FFAAs, pelo contrário procuram destruí-la. Os egressos das fileiras das FFAAs não se veem valorizado. De nada vale o arcabouço de educação, hierarquia e disciplina que nós adquirimos, muito pelo contrário, os civis procuram desvalorizar os egressos de Castro. Assim, meu povo, não adianta comparar o estímulo que tem um Oficial General estadunidense com o estímulo que tem os nossos Oficiais Generais...

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