30 de abril de 2014

Defesa institui comissão para promover os direitos das mulheres

(Imagem: MD)
Brasília – O Ministério da Defesa (MD) vai atuar de forma mais incisiva na promoção dos direitos das mulheres e na igualdade de gênero em seu âmbito de atuação. Portaria publicada há duas semanas no Diário Oficial da União institui a Comissão de Gênero, que irá estudar e propor ações nesse sentido.
Imbuído da consciência de que homens e mulheres não possuem os mesmos problemas e necessidades, mas devem possuir os mesmos direitos, a ação conjunta e integrada de todos os setores do MD é importante para incorporar a perspectiva de gênero nas políticas públicas e na rotina do Ministério.
Por isso, a nova comissão está vinculada ao Gabinete do Ministro e será integrada por representantes das chefias integrantes do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, da Secretaria de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto (Sepesd), da Secretaria de Organização Institucional (Seori), da Escola Superior de Guerra (ESG) e do Instituto Pandiá Calógeras, além dos Comandos Militares.
Ao todo, há cerca de 22 mil mulheres nas Forças Armadas, o que representa aproximadamente 6% dos efetivos militares. Trabalha-se com uma previsão de aumento, quantitativo e qualitativo, tanto em termos de áreas de atuação, com em níveis hierárquicos.
A preocupação com questões de gênero está presente em diversas atividades relacionadas ao Ministério da Defesa, como a participação de militares em missões de defesa da pátria e de garantia da lei e da ordem, em operações de paz sob a égide da ONU e nas chamadas ações subsidiárias, o que recomenda capacitação específica dos profissionais incumbidos.

Enfrentamento à discriminação
A criação da Comissão de Gênero, no âmbito do MD, vai ao encontro de ações empreendidas pelo Governo Federal no enfrentamento institucionalizado às diversas formas de discriminação contra a mulher, missão capitaneada pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR).
Já em 2011, o Ministério da Defesa e a ONU Mulheres firmaram uma carta de intenções visando, entre outros objetivos, a cooperação em treinamento das tropas de paz em questões de gênero; promoção de atividades de cooperação Sul-Sul sobre o tema; desenvolvimento de programas de utilização de práticas esportivas com enfoque em gênero para a promoção da paz e do desenvolvimento.
O documento também menciona a implementação, no Brasil, da Resolução nº 1.325, do Conselho de Segurança da ONU, que preconiza o aumento da participação feminina em processos decisórios de atividades de paz e segurança; a promoção da incorporação do enfoque de gênero em atividades de pacificação, recuperação e reconstrução; a proteção de mulheres afetadas por conflitos; e a melhoria da condição das mulheres em situações de pós-conflito.
Em 2012, o MD pactuou um Protocolo de Intenções com a SPM-PR, alinhado com os propósitos firmados com a ONU Mulheres. Esse Protocolo deu origem às ações do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM) em que MD e SPM-PR figuram com corresponsáveis.
MD/montedo.com

14 comentários:

Anônimo disse...

Não sei se o montedo vai publicar mas ai vai. Deviam de colocar um direito também pra acabar com a acochambração! nos exercícios,tfm e acampamentos,poxa não militares! então façam o que os militares façam simples. Pq em caso de conflito o inimigo não vai querer saber se é mulher ou homem vai simplesmente tratar como inimigo e pronto, é a lei de viver ou morrer! Não sou contra a entrada das mulheres nas FFAA e sim muito pelo contrario sou a favor mais se querem entrar blz, mas terem que fazer a mesma coisa que os militares do sexo masculino fazem ou próximo do mesmo nível, tanto para elas terem condição de se autodefender no campo de batalha e defender sua pátria, como querem ser comparadas aos homens(não sou eu que digo são elas mesma, olhem as reportagens da imprensa sobre a mulher na carreira militar pra vê o que eles escrevem a respeito.)

Anônimo disse...

Tanto blá, blá , blá pela igualdade de gêneros a não discriminação, etc,etc......
Muito bem, se as mulheres militares que possuem exatamente o mesmo soldo que eu, se conseguirem com essa comissão o benefício que algumas PM estão concedendo as PM femininas, com a aposentadoria com 25 anos de serviço, eu também vou entrar com requerimento exigindo direitos iguais, igualdade de gêneros para mim, não é mesmo? Também quero me aposentar com 25 anos serviço.

Anônimo disse...

Quero ver instituírem uma comissão para defender os direitos dos homens em relação às mulheres na FAB. Elas têm se mostrado extremamente fortes na conquista de direitos. As sargentos e tenentes novinhas têm uma moral impressionante perante as autoridades. Coisa de louco...

Anônimo disse...

vamos lá então: escala de serviço igual ao dos sargentos e subtenentes. Com direito a pistola e turno de quatro horas para TODAS;

isso é so o começo dos direitos

Anônimo disse...

Sou o comentarista das 12:18, bom pelo que lê no comentário das 14:32 ainda vejo luz no fim do túnel!

Elas não querem ser militar,então terão que fazer o que militar faz e pronto.

Edgar disse...

Serviço, marcha, formatura? A luta é por direitos iguais, não por deveres iguais. Só soldo, pnr, promoção... Tipicamente militar.

Anônimo disse...

no primeiro dia de gravides já ficam fora da escala de sv,e quando estam na escala,( 9 ) nove meses mais ( 6 ) seis,um ano e cassetada no aconchabre, BRASIL

Anônimo disse...

Quando estava na ativa, na Marinha, fiquei anos e anos embarcado em navios da Esquadra, tentando acumular requisitos para uma possível realização de um sonho que tinha: fazer uma viagem ao mundo num navio da Marinha.Se foram trinta anos e o meu sonho não se realizou. Hoje vejo mulheres embarcarem no NE BRASIL sem um dia de embarque na carreira! Até civis embarcam no NE BRASIL!

Anônimo disse...

Anônimo disse...

vamos lá então: escala de serviço igual ao dos sargentos e subtenentes. Com direito a pistola e turno de quatro horas para TODAS;

isso é so o começo dos direitos

30 de abril de 2014 14:32


Na minha última OM em que servi todas as sargentos tiravam serviço de Cmt Gda, participavam de todos os campos, representações, boca podre, sem reclamar. Por incrível que pareça, os ST antigões é que tomavam as dores delas e achavam que elas não deveriam ser tão exigidas.

Pelo que percebi em uns 15 anos de contato com militares femininas (na tropa claro, talvez as de gabinete sejam diferentes) é que elas queriam ser tratadas iguais, sem fazer "denguinho" e sem serem favorecidas, justamente para que não fossem criticadas pelos pares.

Isso em Corpo de tropa do EB. Não sei como está a situação nos gabinetes ou na MB ou FAB.

Anônimo disse...

Difícil e complexa esta situação, extremamente perigosa quando somos obrigados a calar o que é fato e dizermos só o politicamente correto, mesmo que o argumento seja tão fraco que não se sustente por ele mesmo. Há muitos interesses em jogo, o filial; o sexual; o governamental e por ai vai, apenas a verdadeira razão da existência das FFAA não são consideradas. Volta e meia ouço um PQD se gabar de sua especialização, mas não consegue explicar como uma menininha fraquinha, magrinha e bonitinha faz a mesma coisa que ele...por que para certos "lugares" a beleza é fundamental??? é assim, o mundo é das mulheres, eu tenho duas e as amo.

Anônimo disse...

Na minha OM tivemos muito trabalho pra incorporar diversas esposas de Of, Subten e Sgt nos cargos de STT.
Na condição de Cmt, não seria justo colocar as esposas desses companheiros na escala de serviço. Pense; e se fosse sua esposa?
As outras poucas Sgt do segmento feminino que não tem "costa quente" não tiram serviço por mera questão de isonomia; direitos iguais (aos das outras Sgt). Foram "na aba".
Não só não é permitido sua participação em formatura como também é praxe realização desse tipo de solenidade no dia das mulheres para entregar-lhes flores à sombra do palanque enquanto a tropa derrete a sola do coturno sob sol escaldante do nosso grande litoral.
Depois do fatídico evento em que um funcionário público foi trabalhar de saia, quase tivemos o desprazer de ter que punir um graduado que dizia que viria trabalhar de peruca em busca de tratamento diferenciado concedido às nossas mulheres. Aqui não há privilégios!
É difícil comandar, uma arte. Nos momentos de tribulação, adversidade, o melhor é respirar fundo e lembrar que a Constituição Federal não foi recepcionada pela nossa NGA e, felizmente, essa última está sempre ao nosso lado.
Para os inconformados e insatisfeitos, reproduzo algumas palavras que meu bisavô, militar da Academia, assim como meu avô e pai, costumava dizer: "Quem tá insatisfeito pede pra ir embora!"
Grande lição de vida, vovozinho...

Anônimo disse...

Em breve o politicamente correto proibirá de chamar mulher de mulher. Todos seremos homens, iguais. Que mundo

Anônimo disse...

Na minha OM tivemos muito trabalho pra incorporar diversas esposas de Of, Subten e Sgt nos cargos de STT.
Na condição de Cmt, não seria justo colocar as esposas desses companheiros na escala de serviço. Pense; e se fosse sua esposa?


Amigo, a partir do momento em que as mulheres são voluntárias para os cargos do EB e o regulamento é igual para todos (homens e mulheres), não dúvida alguma em se aplicar o regulamento e ser justo no tratamento entre seus subordinados.

Afinal, esse não é o dever do Cmt em qualquer nível?

Anônimo disse...

Concordo com os direitos iguais...
Igual salario = escala de serviço
Igual patente = TAF
Igual atividades = marchas
Igual campos = ralação

Afinal são militares e ganham igual a mim, nada mais correto de fazer as mesmas coisas que eu como militar e sem previlegios...

Só vejo choração da mulherada falando que é mulher e dai ninguem pediu para ela servir obrigatoriamente como os jovens de 18 anos, estão lá porque quer então fação igual a todos.
Muitos exercitos mulheres que querem entrar na força fazem testes iguais aos dos homens, nada mais justo.

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