29 de setembro de 2013

Embriagado, tenente do Exército realiza disparos em praça pública e acaba preso

Tenente do Exército Brasileiro não aceita toque de recolher e atira várias vezes em praça pública

Max Aguiar
Jorge Eduardo Martins, tenente e médico do Exército Brasileiro, que estava em Marcelândia (distante 676 km de Cuiabá) dando apoio ao Ibama na Operação Hiléria Pátria, que está sendo realizada no Norte de Mato Grosso para combater a exploração ilegal de madeira, foi preso na madrugada de sábado (21) para domingo (22) após realizar pelo menos 10 disparos na Praça Central da cidade.
Os disparos foram efetuados após uma discussão.
Tenente do Exército Brasileiro não aceita toque de recolher e atira várias vezes em praça pública
Tenente do Exército Brasileiro não aceita toque de recolher e atira
várias vezes em praça pública (Marcelândia News)
O 2º tenente e médico do Exército estava embriagado, exaltado e não atendeu o toque de recolher que seu superior deu aos militares que estavam na praça. Com a negativa, ele foi até o hotel onde estava hospedado, pegou sua pistola e atirou para baixo e para cima durante o momento de fúria. Ninguém ficou ferido.

Quem acompanhou o tumulto causado pelo oficial disse que foi sorte ninguém ser atingido, porque foram dez disparos e várias pessoas estavam no local. “Ele atirou num ponto onde muitas pessoas se concentram para curtir a noite de sábado”, comentou o delegado de polícia Marcelo Carvalho.
Após o acontecido, Jorge foi preso pelo sargento da instituição, Everton Tadeu, que teve de algemar o oficial. O sargento do Exército ainda foi agredido pelo tenente enquanto este último estava sendo transferido para a base do quartel, que se encontra está na cidade.
Após esclarecimentos fornecidos na cidade Marcelândia, o tenente junto com outros quatro militares que estavam no bar, foram conduzidos para Cuiabá, onde estão detidos em um batalhão da Polícia do Exército, instalado dentro da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada.
Olhar Direto/montedo.com

Nota do comando da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada sobre o ocorrido:
A propósito dos acontecimentos envolvendo militar na cidade de Marcelândia-MT, no dia 23 de setembro de 2013, o Comando da Área de Operações vem a público esclarecer o que se segue.
A Operação Hiléia Pátria, em curso desde o dia 1º de julho, visa prestar apoio logístico, de comunicações e de instrução ao IBAMA no combate a ilícitos ambientais. O efetivo de militares em operações na região norte de Mato Grosso é de aproximadamente 200 homens.
O Comandante da Área de Operações informa que na madrugada de 23 de setembro de 2013 (Segunda Feira), por volta de 02:00h, foram realizados disparos de arma de fogo pelo 2º Tenente Médico Jorge Eduardo Martins de Almeida. O fato ocorreu na Praça Central da cidade de Marcelândia-MT, sem contudo, haver nenhuma vítima do incidente.
O militar encontrava-se visivelmente transtornado e, a fim de preservar a sua integridade física e dos demais participantes da operação, bem como garantir a segurança e o bem estar da população local, foi evacuado para Cuiabá-MT, onde, será submetido a avaliação psiquiátrica e, após o devido tratamento, estará à disposição da justiça para a devida apuração do ocorrido.
O Comandante da Área de Operações esclarece ainda que repudia qualquer desvio de conduta e qualquer ação fora da legalidade praticada por seus subordinados. Assim, foi determinada a instauração de uma sindicância para apuração rigorosa dos fatos vinculados, podendo esta, caso necessário, evoluir para a instauração de Inquérito Policial Militar.
A Instituição presente na Operação Hiléia Pátria está intimamente ligada à história do Brasil, aos princípios legais e aos valores morais e éticos, identificando seus integrantes como legítimos representantes do povo. Assim, os excessos não são admitidos e todo e qualquer incidente envolvendo militar será prontamente investigado e os autores de tais excessos punidos com os rigores da lei.
Marcelândia News/montedo.com

22 comentários:

Anônimo disse...

TEMPORÁRIO DO SERVIÇO OBRIGATÓRIO QUE NÃO REPRESENTA O NOSSO EXÉRCITO

Anônimo disse...

Os Ctm e seus toques de recolher, está previsto em alguma lei essa ordem do comandante da operação?
Obs: Não estou justificando a atitude do ten, somente questionando esses toques de recolher em missões do EB, pois já passei por isso.

Anônimo disse...

Disparo em via pública é crime previsto no art 15 da Lei 10.826/2003 - Estatuto do Desarmamento.

O procedimento correto para apurar crime é IPM e não SINDICÂNCIA.

Olha o corporativiiiiiismo aí geeeente !!!

Se for feita uma SINDICÂNCIA, tem como engavetar e nada se fazer protegendo o oficial.

MAAAAS se fosse IPM obrigatoriamente tem de mandar para a Promotoria da Justiça Militar e aí o Oficial correria risco de perder a patente.

Ou seja: Salve-se quem puder, candada de subordinados !!!!

Anônimo disse...

Que comentário idiota esse das 12:36!!!!! Arrego!!!! Pra tudo quer dar jeitinho e desviar do problema que foi o crime cometido pelo tenente!!!!

Anônimo disse...

Se fosse um praça, botavam na cadeia e soldavam a porta. Mas como é oficial "será submetido a avaliação psiquiátrica". Esse é o meu Exército, Ainda tenha que aturar isso por 4 anos (dois pesos duas medidas). Concordo com o comentário acima sobre IPM.

Anônimo disse...

não da P.... nenhuma!!! O exercito ja nÃO tem mais medico, acham q esse cara ai surtou pq? servindo obrigado ganhando 6.000,00 e os seus colegas aqui fora ganhando no MAIS MEDICO QUASE O DOBRO SENAO O TRIPLO..... e tem mais eles cagam indiretamente pros regulamentos....pois nao os conhecem e nao tem MACHO dentro do Exercito para lhes da um puxao (puniçao) de orelha....aposto com quem quiser nao vai da nada... e principalmente se ele for conhecido ou indicado por algum PEIXE para o EAS MFDV....eles são paisanos fardados....quero so ver?????????? to aqui bem pertinho...vou acompanhar de perto...va eu praça ..da uma alteração ...dois pesos CINQUENTA MEDIDAS......

Garivaldino Ferraz disse...

A abertura de Sindicância pela Instituição Militar não significa que a Polícia Civil deixe de instalar Inquérito Policial. A Sindicância pode ser um primeiro passo para a instauração de IPM se houver indício de CRIME MILITAR. Como o fato não ocorreu em área militar, se a arma é de propriedade particular do médico não há crime militar. Deve ser esse o motivo para a instauração prioritária de uma Sindicância. É exagero taxar o procedimento como corporativismo.

SEBASTIAO disse...

É lamentável que tal fato venha a acontecer no seio militar. Apenas, creio que o ser militar passa por altos e baixo. Vejamos, carga de trabalho estafante,noites mal dormidas, mal remunerado.
Quanto reajustado em seus parcos vencimentos, a inflação devora tudo. Se comparado com outros médicos no mercado comercial, depara com uma discrepância inigualável.
O exercito brasileiro está fadado a sofrer muitas causas iguais, se nenhuma solução surgir.
Os militares já estão esgotados de tantas injustiças, principalmente por ser tratado como categoria especial, mas de especial nada tem. É uma categoria de segunda classe, pois, a Constrição não lhe permite nada reclamar. Por isso,k espero que seu comandante olhe com isenção de animo para tal fato, não exclusivamente para se promover.

Anônimo disse...

Mas que p...é essa de toque de recolher?
O militar tem a obrigação de estar em forma na hora prevista, não é obrigado a ficar de molho no quartel para fazer nada. Após o término do expediente o militar tem liberdade de ação, temo o direito de ir e vir.

Anônimo disse...

Ao anônimo de 18:03
Quem cometeu maior crime? O ten ou tal comandante que se acha no direito de "dar toque de recolher", a cidadãos livres? No meu entendimento os dois cometeram crime. Não é jeitinho companheiro, basta cumprir as leis, principalmente a CF/88. Queira o senhor ou não, nossas ações devem ver guiadas por ela.

Anônimo disse...

Que comentário imbecil!

Anônimo disse...

O militar está em operações...Tem hora para se recolher sim! Quer horário para trabalhar pede baixa!!! Mude de profissão!!! Somos MILITARES!! Ou vamos pedir para o inimigo cumprir horário!!!

Joao Melo disse...

Esse comentário do 06:51 deve ser mais um bitoladão desse que a gente acha por ai INIMIGO? comédia. O pessoal ta reclamando de corporativismo, é EXATAMENTE ISSO que ta faltando no exército, se a gente tivesse o mesmo corporativismo que a PF a PM e outros por ai DUVIDO que o nosso salário estaria nessa pendenga.

Anônimo disse...

Kkkkkkkk tão falando de toque de recolher .???
Esse aí nunca deve ter ido pra uma operação fora da OM quiça um simples exercício...
Vou te explicar paisano...
Quando os militares saem de suas OM para uma missão seja ela qual for, estão subordinados às particularidades da mesma, ou seja, alojamentos diferentes (ou sem alojamento), horários de refeição e descando variados (ou bem reduzidos), controle de pessoas e de material mais rígidos (justamente para imaturos como esse não fazerem m...).
É mais que lógico que vc deve ser paisano pra falar um m... Desse de nós militares e querer desviar o foco da m... Que esse MEDICO militar fez...
Arrego!!!! Vai colocar seu recalque e direito de prateleira em outra freguesia que não o nosso EB...

Anônimo disse...

SINDICÂNCIA é procedimento sumário, formal e escrito, de
caráter meramente investigatório, utilizado para a apuração de fatos ou ocorrências anômalas
que NÃO constituam crime.

O IPM é a apuração de fato, que, nos termos legais, configure crime militar, e de sua autoria. Tem o
caráter de instrução provisória, cuja finalidade é a de ministrar
elementos necessários à propositura da ação penal.

Ou seja, em havendo INDÍCIOS de crime, é IPM. NÃO havendo, SINDICÂNCIA. Gerou dúvidas, é IPM até porque quando for feita a remessa dos autos do IPM para a Justiça Militar, será ela que baterá o martelo diante da dúvida denunciando ou pedindo arquivamento.

Pode não ter ocorrido em área militar, mas o fato se deu em serviço fora de área militar.

A propriedade particular da arma do médico não tem o condão de afastar crime militar na hipótese dele estar em serviço como era o caso.

Creio que não seja exagero taxar o procedimento como corporativismo, mas de pura verdade já que é praxe entre os oficiais se blindarem e o resto da tropa que se foda como o comentário de 19:22h.

Peixoto disse...

Caro Garivaldino Ferraz, não é necessário que seja em área militar! Leia o CPM e o CPPM antes de falar qualquer besteira. Esse militar temporário se encontrava em OPERAÇÃO MILITAR, uma das circunstâncias que caracteriza o crime militar!!!!

Anônimo disse...

O que está acontecendo ??? Eu digo que devido aos baixos salário das FA, só está entrando o refugo, ou seja, aqueles que não arrumam nada na vida estão vindo fazer M nas instituições...Onde vamos parar???

Garivaldino Ferraz disse...

Gosto muito de frequentar o blog para me manter um pouco atualizado sobre a Instituição a que dediquei boa parte de minha vida. Sempre que me parece oportuno, me manifesto como outros comentaristas, aproveitando a liberdade que o editor do blog nos dá. Tive um comentário refutado por outros comentaristas e me dei ao trabalho de pesquisar na rede a respeito de Sindicância e IPM, verificando que havia me equivocado quanto ao primeiro procedimento. "Antigamente" os procedimentos eram como eu citei, com a Sindicância precedendo o IPM, creio que para não "saturar" as Auditorias com processos de pouca monta. As coisas evoluíram e vejo que as normas editadas no ano passado limitaram as Sindicâncias à "apuração de fatos de interesse da administração militar, quando julgado necessário pela autoridade competente, ou de situações que envolvam direitos." Me penitencio pela falta de conhecimento atualizado. Mas me insurjo contra a falta de educação! Seria de todo conveniente que cada um expusesse sua opinião do mesmo modo como nos comportamos no dia a dia. Pensar de modo divergente, expondo seu ponto de vista como fez o comentarista das 12:58 (30 Set) é perfeitamente compreensível. Não me pareceu uma manifestação de bom alvitre o comentarista "Peixoto" taxar de "besteira" o meu comentário. Besteira é procedimento próprio de bestas e não me parece que seja o meu caso. Efetivamente, me pareceu que alguns "militares de hoje" estão um pouco carentes - além de boa remuneração - da velha boa educação, aquela que era bem vinda em todo e qualquer lugar!

Anônimo disse...

Direito de prateleira,kkkk. Deve ser por isso que a "classe militar" tem os seus direitos (de prateleira) (Des)respeitados. Enquanto o EB tiver elementos como esse aí de cima, vai continuar merecendo a situação em que seus recursos humanos estão. Esse pelo jeito ainda não enxergou a luz de fora da caverna.

Anônimo disse...

tinha que ser Rtwo...foda viu...

Anônimo disse...

Ah entendi... quer dizer então que o militar em período de folga também está em operação? Certo... então o militar também não pode beber durante a folga da operação, pois está em operação né? Ah, também o militar não pode praticar sexo nesse período de folga da operação pois está em operação e fazer sexo durante o serviço é proibido né? A andar paisano durante a folga da operação também é errado né, pois aí o militar estaria desuniformizado né?
Ao pessoal bitolado aí de cima, aquele mesmo pessoal que acha que lista de "nada deve" (normalmente utilizada pelos recrutas durante a baixa) tem serventia jurídica e inviabiliza o recebimento de algum direito por parte do militar, eu falo o seguinte: ABRAM SUAS MENTES!!!!!! Deixem de ser retardados!!!!!!Se o cara está de folga ele não está em operação, não está em atividade militar, neste período se ele por exemplo discutir com um paisano num trailer de cachorro quente e o paisano xingá-lo é óbvio que o paisano não responderá por crime militar, pois o militar está de FOLGA!!!!!!!!!!!!!!
Se formos bitolados, chegaremos ao ponto de achar que briga de paisanos que caminham na Vilar Militar será considerado crime militar, assim como será crime militar um assalto num ônibus quando o mesmo estiver passando pela Av. Duque de Caxias (Vila Militar de Deodoro, Rio de Janeiro)! Convenhamos, tem um "pessoalzinho" de cérebro mofado que tenta levar tudo para o crime militar, porém quando o caso chega ao STF a Justiça Militar leva um belo "toco" dos Ministros do STF(verdadeiros juízes, bacharéis em Direito) que mandam anular o processo na justiça militar.

Anônimo disse...

Palavras mais encontradas nos comentários : Recalcado, Bitolado, Inimigo, Desleal e Fracassado. Esse pessoalzinho da AMAN se acha.

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