19 de março de 2013

EMBRAER projeta crescimento anual de 12% até 2020

Crescimento de 12% até 2020

Embraer Defesa e Segurança Experience Day
EDS aposta em um crescimento anual de 12% até 2020 de olho em novos projetos na área de aviação militar, monitoramento por radares e vigilância aérea; pedidos já chegam a R$ 3,5 bilhões.



Roberto Valadares Caiafa

A modernização do caça bombardeiro A-1 AMX é um dos programas tocados pela EDS em Gavião Peixoto. Na atualidade, 18 células do jato encontram-se em diferentes estágios na linha de montagem da empresa (Foto: EDS)
A Embraer Defesa e Segurança, uma unidade de negócios da Embraer, projeta crescimento de dois dígitos ao longo dos próximos anos. A direção da unidade estima crescimento médio anual de 12% até 2020. Para 2013, a expectativa é que a companhia deve crescer 25% no faturamento em dólares, similar aos 24% de alta alcançada no ano passado quando, pela primeira vez, a unidade atingiu faturamento de US$ 1 bilhão.
O presidente da companhia, Luiz Carlos Aguiar, relatou à imprensa durante visita às instalações da unidade em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, que a participação da empresa na receita geral da Embraer saltou de 6% em 2006 para 17% em 2012, fechando o ano passado com uma carteira firme de negócios no valor de R$ 3,5 bilhões. A meta é ampliar a participação nesse segmento, e conquistar uma grande fatia dos mercados nacional e internacional de defesa e segurança, estimado em mais de US$ 80 bilhões nos próximos anos. “O mercado de defesa está em franca redução, e crescer em um momento como este é uma conquista importante. Nosso compromisso é ser líder no fornecimento de soluções de defesa e segurança no mercado nacional e onde o Brasil possuir bom relacionamento” afirmou Luiz Carlos Aguiar.
O portfólio da EDS contempla aeronaves militares, como o Super Tucano e o cargueiro KC-390, em fase de desenvolvimento, projetos e soluções para a área de inteligência, comunicação, tecnologia de ponta na produção de radares (SABER M-60 e M-200) e vants (veículos aéreos não tripulados). “Temos a expertise, a determinação e o DNA da Embraer, que é a empresa-mãe. Por isso, procuramos sempre o melhor em tudo o que fazemos”, afirmou o executivo. A Embraer Defesa e Segurança foi criada formalmente em 2011 e que já subiu 14 posições no ranking mundial das empresas na área de defesa. Passou da 95ª para 81ª posição. No Brasil, segundo o executivo, a intenção é fornecer equipamentos, serviços e soluções tecnológicas para as três Forças: Marinha, Aeronáutica e Exército. Para isso, a empresa tem feito parcerias e aquisições de outras companhias do segmento.

Em Gavião Peixoto
O A-29 Super Tucano, um dos destaques do portifólio da EDS,
venceu novamente a concorrência LAS nos Estados Unidos
(Foto: Renato Leite)
Durante a visita da imprensa, foi possível verificar o andamento dos trabalhos de modernização dos jatos Embraer A-1 AMX mono e biplace. 18 células do caça, em diferentes estágios do projeto de modernização, foram vistas nas instalações, um deles praticamente completo, será o primeiro entregue a FAB muito em breve. Também foi apresentada a linha de montagem dos A-29 Super Tucano, aeronave por duas vezes vencedora da concorrência LAS, que visa fornecer um avião COIN para a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF). Exemplares do tipo destinados a Angola estavam no hangar de pintura e na cerimônia de recepção da imprensa em Gavião Peixoto. Das células de F-5 do chamado contrato jordaniano, quatro estão nos estágios inicias de recepção e preparação para a modernização, enquanto no caso dos AF-1 (A-4K SkyHawk) da Marinha, muito trabalho ainda deverá ocorrer antes do voo inaugural do protótipo da modernização. Também foi mostrado o jato EMB-145 AEW&C da Índia, último de um contrato para três aeronaves altamente especializadas.
Vista aérea da unidade industrial de Gavião Peixoto, interior de São Paulo
(Foto: Roberto Caiafa)
Tecnologia & DEFESA/montedo.com

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