18 de fevereiro de 2013

Primeiro satélite brasileiro completa 20 anos em atividade

SCD-1: 20 Anos
O SCD-1 , primeiro satélite brasileiro, completou 20 anos em atividade. 

O primeiro satélite brasileiro completou 20 anos no espaço ao concluir 105.577 voltas em torno da Terra. O número de órbitas é mais um dos resultados impressionantes do SCD-1 (Satélite de Coleta de Dados), que tinha expectativa de apenas um ano de vida útil quando foi lançado pelo foguete norte-americano Pegasus, em 1993. Projetado, construído e operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o SCD-1 segue retransmitindo informações para a previsão do tempo e monitoramento do nível de água dos rios e represas, entre outras aplicações. Além de cumprir sua missão de coleta de dados, o SCD-1 contribuiu para a cooperação com outros países, que na década de 1990 se valeram da experiência brasileira na operação de satélites na mesma faixa. A recepção das mensagens enviadas por plataformas de coleta de dados (PCDs) e retransmitidas pelo satélite SCD-1 é realizada por um equipamento denominado PROCOD (Processador de Coleta de Dados), cuja tecnologia de processamento digital vem sendo aperfeiçoada. Uma nova versão do sistema, o PROCOD-III, foi instalada em setembro de 2012 na estação de recepção de Cuiabá. 
A Agência Nacional de Águas (ANA), maior usuária do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais, e a Agência Espacial Brasileira (AEB) firmaram, em 2012, memorando de entendimento visando o monitoramento dos rios brasileiros. A iniciativa permitirá a continuidade e mesmo a expansão dos serviços de coleta de dados prestados pelos satélites SCD-1 e SCD-2, atendendo a diversos outros usuários do sistema.
Em 1979, quando aprovada pelo governo federal a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), foi determinado o desenvolvimento de quatro satélites artificiais, do veículo lançador e de toda a infraestrutura de solo, inclusive uma base de lançamentos. Coube ao INPE a responsabilidade pelo desenvolvimento dos satélites, sendo dois de coleta de dados e dois de sensoriamento remoto, bem como da infraestrutura de solo para sua operação em órbita. 
O primeiro satélite, o SCD-1, é um satélite de coleta de dados com 115 kg. Foi totalmente projetado, desenvolvido e integrado pelo INPE, com importante participação da indústria nacional. Para seu desenvolvimento, o INPE investiu em laboratórios modernos e no desenvolvimento de seus recursos humanos. O Laboratório de Integração e Testes (LIT) foi especialmente projetado e construído para atender às necessidades da MECB. Dotado das mais avançadas tecnologias para testes e integração de sistemas espaciais, o LIT/INPE é considerado um dos mais avançados complexos de laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia espacial do hemisfério sul. 
Neste laboratório foi integrado e testado o SCD-1. Já a operação de lançamento foi comandada a partir do Centro de Controle de Wallops, no estado de Virgínia, costa leste dos Estados Unidos. No dia 9 de fevereiro de 1993, uma hora e 15 minutos depois da decolagem, a 83 km da costa da Flórida e a 13 km de altitude, o foguete Pegasus foi liberado da asa de um avião B52 da Nasa. Como havia sido previsto, o foguete cai em queda livre por cinco segundos antes de acionar seus motores em direção ao espaço. Poucos minutos depois, às 11h41 (hora de Brasília), o SCD-1 é colocado em órbita da Terra, a uma altitude de 750 km. Tudo transcorreu de acordo com o previsto. Os engenheiros que acompanham o lançamento a partir do Centro de Controle de Wallops e do Centro de Rastreio e Controle do INPE, com operações em São José dos Campos (SP), Cuiabá (MT) e Alcântara (MA), conferem com satisfação e orgulho o sucesso do lançamento e do início da operação do satélite, pois, logo após a entrada em órbita, os primeiros sinais do SCD-1 são captados pela Estação Terrena situada no Maranhão.(Fonte: INPE)
Vae Victis/montedo.com

Um comentário:

Anônimo disse...

Essa é uma área muito sensível para o país. Para lançar nossos satélites dependemos de outros países, já que investimentos na área tecnológica não é a praia desse governo: não dá voto!

Arquivo do blog

Compartilhar no WhatsApp
Real Time Web Analytics