22 de fevereiro de 2013

Militar do Exército escapa de 'golpe da Capemi' no MT

Militar aposentado de MT quase cai no golpe do falso escritório de advocacia
Ele recebeu uma carta anunciando resgate de seguro no valor de R$ 59 mil.
Para receber o dinheiro era necessário depósito de R$ 6 mil para escritório.

Kelly Martins
Um militar aposentado que mora em Sinop, a 503 km de Cuiabá, quase caiu em um golpe aplicado por um falso escritório de advogados que promteu o resgate de valores pagos a título de seguro. Emerson Ribeiro, de 64 anos, contou ao G1 que recebeu uma correspondência da advocacia, com endereço da cidade de Osasco, São Paulo, informando-o sobre o recebimento de R$ 59,7 mil em decorrência de uma decisão judicial.
A carta encaminhada na última semana dizia que o dinheiro seria resultado de uma ação contra a antiga Caixa de Pecúlios, Pensões e Montepios Beneficente (Capemi). No entanto, para receber o dinheiro era necessário pagar as custas processuais no valor de R$ 6,6 mil ao escritório.
Esse tipo de golpe vem sendo aplicado por quadrilhas em várias localidades do país, e as vítimas preferenciais são militares aposentados que aguardam por processos na Justiça.
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“Inicialmente eu acreditei porque mencionava as instituições da década de 60 e que eu conhecia. Mas o sistema deixou de existir e pensei que realmente tinha algo a receber a título de previdência”, declarou. Emerson Ribeiro é medico e reservista do Exército do Rio de Janeiro há 30 anos.
Ele encaminhou a carta para uma advogada, que ligou nos telefones fornecidos pelo falso escritório. “Uma pessoa atendeu e pedimos o número do processo e da OAB da tal advogada que conseguiu a decisão. Porém, a atendente ficou nervosa e confusa ao falar conosco, quando desconfiamos que seria um golpe. O número do processo que ela forneceu não era relacionado com a correspondencia e também o número da OAB fornecido por ela dava inexistente”, disse o médico.
Por conta disso, Emerson foi até a delegacia e registrou um boletim de ocorrência por tentativa de extorsão. Segundo ele, a atitude é para evitar que outras pessoas sejam vítimas desse tipo de golpe, como já ocorreu em outras cidades.
A Polícia Judiciária Civil informou ao G1 que até o momento não há nenhuma investigação em Mato Grosso sobre esse tipo de golpe aplicado por quadrilhas especializadas. A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso (OAB-MT), também informou que não recebeu nenhuma denúncia sobre o caso.

G1 MT/montedo.com

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