16 de fevereiro de 2013

Interesse pela carreira militar diminui

Força Militar: Menos interessados na carreira

MARCO AURELIO REIS
O concurso para o Curso de Formação de Sargentos das Armas reuniu este ano cerca de 9 mil interessados, e vem sendo encarado como mais um sinal de falta de prestígio da carreira militar. O número é 85% menor que a média da seleção após a redemocratização do País (60 mil inscritos) e 92% abaixo do recorde histórico de 110 mil candidatos em um único ano.
Por isso, os 9 mil interessados são vistos internamente como um sinal negativo para a carreira militar, exatamente como o publicado aqui semana passada representado pelo pedido de baixa antecipada da primeira mulher piloto de caça da Força Aérea.
Fontes da Coluna destacam que a drástica redução do número de interessados pela carreira de sargento não se deve apenas ao soldo. Um aluno formado recebe como terceiro sargento R$ 2.268 e tem no horizonte a garantia de receber R$ 2.953,32 em 2015 após integralização do reajuste de 30% anunciado ano passado. Mesmo assim, não é só o soldo que espanta os candidatos, garantem essas fontes.
“São 10 anos para ser promovido a 2º sargento, isso se a regra do jogo não mudar”, escreve outra fonte, lembrando das mudanças de regra recentes, como o fim da promoção a um posto ou graduação acima na passagem para a reserva, o fim das vantagens para servir na fronteira e o fim dos quinquênios, do auxílio moradia e dos anuênios.
Leia também:
EsSA divulga número de inscritos para o concurso 2012. Ou 'tenha cuidado com o que você repassa'
CURSO DEMORADO
Outro entrave que vem sendo apontado para afastar candidatos ao curso de sargentos é a mudança na formação. Antes a duração era de um ano. Agora são dois. Outra alteração foi o fim da reserva de vagas no concurso de acesso para militares temporários, como cabos.

SEM TER ONDE MORAR
Outro espanta-candidato é a incerteza sobre onde servir após concluir o curso. Se for em um quartel do Rio, por exemplo, o vencimento não dará para bancar aluguel em área próxima. Na cidade não há vagas em vilas militares para todos os praças.
O Dia Online/montedo.com

Comento:
As ponderações sobre a falta de atratividade da carreira de sargento do Exército estão corretas. Entretanto, o colunista d'O Dia baseia-se em uma informação equivocada: foram 61.290 os inscritos para o concurso, e não os 9.000 citados na matéria. A queda do número de interessados foi de cerca de 50%.

32 comentários:

Anônimo disse...

Creio que os maiores incentivadores da carreira militar sempre foi seu público interno. Não raro, muitos filhos de oficiais e sargentos que realizaram concursos militares e seguiram a mesma carreira na força. Atualmente, como as coisas não estão boas e as perspectivas de futuro piores ainda, quando parentes, amigos ou conhecidos me perguntam sobre a carreira militar, respondo com sinceridade que não vale a pena todo o processo a que se submetem os futuros sargentos e oficiais, levando-se em conta o tempo de estudo para o concurso, formação, ambiente de trabalho após formado e salário. Um grande abraço a todos os participantes do blog.

Anônimo disse...

Não está acontecendo somente com os Sargentos. Na AMAN também há recuo no interesse. E o mais grave: Demissão após a formação e em postos intermediários. Se for feita uma pesquisa no site do DGP, observamos que existe turmas de formação (principalmente de 1089 em diante), que existe turmas que já perderam mais de 10% do total de formados por motivo somente de demissão.
Romildo - Cap QAO

Anônimo disse...

DOS 100 FORMADOS NO CFS SAÚDE DE 1992, SÓ HÁ 64, O RESTANTE PASSARAM EM CONCURSO PÚBLICO E JÁ ESTÃO FORA HÁ MUITO TEMPO. TENHO DOIS FILHOS UM DELES JÁ ESTÁ CURSANDO DIREITO E O MAIS NOVO QUER SER MILITAR ESTOU TENTANDO TIRAR ISSO DA CABEÇA DELE. NINGUÉM MERECE GANHAR MAL A VIDA TODA E COMER O PÃO QUE O DIABO AMASSOU NESSA MALDITA CARREIRA. ST SAU

Anônimo disse...

Salário defasado e o descaso da instituição com os praças resumem o desinteresse pela ESA. Em breve conseguirão o que desejam: acabar com as Forças "Armadas".

Anônimo disse...

Tem sargento morando nos morros das cidades grandes. Dia desses um corretor falou comigo e disse que havia uma época (antes de 1986) que sargentos o procuravam naquela época para comprar apartamento e escolhiam o que queriam comprar com muita tranquilidade. Disse que vendeu muito apartamento para militar e que a época era muito boa para vendas aos militares. Será que esse tempo volta???????? Se eu não tivesse ficado como laranjeira quase 10 anos após a formação e casado com 30 anos não tinha conseguido comprar meu imóvel. Hoje em dia não conseguiria de jeito nenhum.

Anônimo disse...

Só neste ano 33 oficiais de carreira do EB pediram baixa conforme as sete edições Boletim do Exército de 2013. Isso é só o começo porque este ano vai haver muitos concursos públicos e o interesse dos militares é muito grande em sair da força. Só no meu quartel em torno de 25 sargentos estão se preparando para concurso. A debandada vai ser grande eaí eu quero ver esses comandantes de m fazer alguma coisa.

Anônimo disse...

me assusta cada vez que leio o Boletim do EB, que é publicado todas as 6ª feiras, o nr de oficiais que estão pedindo demissão do serviço ativo. São em torno de 30 oficiais todo o mês! Quero ver o culhão que vai mudar esta história!

Anônimo disse...

Não se assustem ao verem uma evasão em massa de militares até 2016. Com a oferta de concursos, principalmente para as Polícias Rodoviária Federal e Federal, muitos Of e Sgt sairão das Forças. E digo mais, em vez desses militares procurarem aprimorar seus conhecimentos técnicos, que poderiam ser empregados nas Forças, estão direcionando o respectivo estudo em prol da preparação para os concursos vindouros. Temos hoje a melhor matéria-prima a ser empregada em outros órgãos públicos. Como disse um Delegado da PF aqui na guarnição: "-Sou eternamente grato ao EB pois os melhores agentes com os quais trabalho são ex-militares dessa Força." Eu tenho o compromisso de servir ao Brasil e manterei a minha promessa. Apenas vou mudar de uniforme, e de contra-cheque.

Anônimo disse...

Senhores um 3º Sargento demora um ano e meio para se formar e tem mais 8 ou 9 anos para ser promovido. Isso tudo se acumalam guardas com escala apertadas, missões que não são constitucionais (puxa-saquismo de cmt para com políticos), babaquismo de oficiais temporários que se formam em menos de um ano e n sabem se quer um movimento de arma e voz de comando...tantas carreiras atrativas e salários superirores aos que percebemos são o fator mais preponderante de evasão de sargentos de carreira. Um terceiro sargento hoje é tratado como um soldado recruta de 3 divisas...isso é fato!!

Pessoal..estudem e caiam fora mesmo pois a tendência é só piorar...e quando isso acontecer já estarei em outra bem melhor!

Anônimo disse...

Oa agentes e delegados da PF que são ex militares são muito prestigiados no DPF, que continue assim, a vibração só muda de instituição, valor no contra cheque e valorização pessoal.

Anônimo disse...

Já fiz comentários em outros post, mais reforço aqui, atualmente o EB tem planejado campanha de comunicação social a fim de divulgar a profissão militar e de quebra cativar o público externo.
Acontece que junto ao público externo de forma geral o EB já tem excelente projeção junto a sociedade vide as diversas pesquisas onde as Forças Armadas aparece em primeiro lugar junto a sociedade.
O problema do EB hoje é junto ao Público Interno, a perda de credibilidade junto aos militares, principalmente os da ativa, como disse um companheiro acima, antigamente oficiais e praças sempre incentivavam seus filhos a fazerem os concursos da ESA e ESPECEx, hoje infelizmente se você for uma pai esclarecido da atual conjuntura do Brasil, com conhecimento do nível de valorização profissional não vai indicar e incentivar seu filho a ser Sargento do EB e talvez oficial.
A perda de credibilidade junto ao público interno está em níveis alarmantes.
1° Sgt Inf

Anônimo disse...

O NEGÓCIO É PAPIRAR PARA CAIR FORA DA FORÇA. ESSE É O PENSAMENTO DA MAIORIA DOS QUE ENTRAM HOJE NAS 3 FORÇAS. SOU 3º SGT FORMADO EM HISTÓRIA ESTOU PAPIRANDO MUITO PARA PASSAR NA PRF ONDE O SERVIDOR É VALORIZADO, É RESPEITADO E TEM AO MENOS DIGNIDADE COISA QUE NÓS MILITARES HOJE NEM SABEMOS O QUE É. 3º SGT INF

Anônimo disse...

Não sou militar mas pretendo ser. Tenho uma pergunta: Sabe-se que é necessário nivel superior tanto para a PF quanto para a PRF. Pois bem, se um 3º sargento ou um oficial decide entrar para uma dessas 2 instituições, é necessário que ele faça uma faculdade ou tendo se formado na EsSA/AMAN é suficiente?

Anônimo disse...

engraçado !!! se no EB está assim imagine na MB , onde um praça do corpo da armada leva 9anos e meio para ir a 3SG !!!
srs, a situação está insustentável ... brevemente não teremos o m[inimo necessário para mantermoos nossas OM's em funcionamento.
um abraço
CB-MO

Anônimo disse...

SERÁ Q NENHUM GEN 4 ESTRELAS DA ATIVA.. LÊ ESSE BLOG...
AS COISAS ESTÃO PÉSSIMAS PARA OS SGT.
SÓ PRA ILUSTRAR:
- FILA DE PNR, PEGUEM COMO EXEMPLO AS FILAS DE CURITIBA E TAUBATÉ;
- INTERSTÍCIOS ABSURDOS, EXEMPLO SGT/98 IGUAL A 2º SGT
ASP/98 IGUAL A MAJOR
- SV DE ESCALA AD ETERNO EM MUITAS OM.
E POR AI VAI.... PODERIA ESCREVER CENTENAS DE ITENS.. E JÁ SEI.. NÃO TÁ CONTENTE, PEDE PRA EMBORA...
FAZER OQ...ESTOU INDO..QUEM PERDE É A INSTITUIÇÃO QUE OS GEN ACHAM QUE TANTO DEFENDEM...

Anônimo disse...

Infelizmente a carreira militar para praças não tem perspectiva nenhuma. Espera entre 8 e 9 anos para uma promoção??Por favor, convenhamos. E além de todo esse tempo, serviço de rotina desgastante, total descaso de alguns superiores e péssimo tratamento de alguns Cmt OM, sem eduação e trato e totalmente prepotentes. Estudem e saiam para uma carreira melhor.

Anônimo disse...

A situação se mostra bastante preocupante e, nos quartéis, vivemos em berço explendido como se nada tivesse acontecendo. Acho que este e outros assuntos deveriam ser levados a reuniões de Of e Praças que, na falta de uma solução, poderia servir ao menos de terapia aos que se encontram em situação mais critica; mas acho que os comandantes temem abordar esses assuntos sem que haja orientação de cima e, como esta orientação nunca virá (os Gen estão bem, obrigado), continuaremos a nos alimentar de jargões como "o militar é superior ao tempo", "milico não fala em politica", etc.
Outra consequencia deste descaso que o desgoverno demonstra com a força, é o fato de termos decaido bastante em qualidade, pois o militar desempenha suas funções com a mente ligada em outras formas para o complemento salarial ou cursos para acender a outra profissão.
Gosto muito dessa carreira e, sinceramente, não me vejo fazendo outra coisa, mas acho que devo rever meus conceitos, pois minha familia depende disso.
Abraços.

MALUCO22 disse...

INFELIZMENTE A CARREIRA MILITAR ESTA TOTALMENTE DESVALORIZADA, APESAR DE GOSTAR DA INSTITUIÇÃO FICA DIFÍCIL ACREDITAR QUE MELHORE, É UMA VERGONHA, SALÁRIOS DEFASADOS, MATERIAL SUCATEADO, TOTAL DESMOTIVAÇÃO DA TROPA.
TODOS DISCUTEM O NÚMERO DE CANDIDATOS INSCRITOS, PORÉM A REALIDADE É QUE HOJE NOSSA CLASSE É A PIOR REMUNERADA DO SERVIÇO PÚBLICO, NÃO POSSUI DIREITO HÁ NADA, E AINDA É MASSACRADA POR UMA HIERARQUIA COVARDE E SEM CARÁTER, CONFORME AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS, ONDE OFICIAIS DE ALTA PATENTE DESVIAM DINHEIRO PÚBLICO.
INFELIZMENTE ACABOU, HOJE O JOVEM QUE TEM A POSSIBILIDADE DE ESTUDAR PARA CONCURSO, COM CERTEZA DEVE TENTAR OUTRA CARREIRA, JÁ QUE ESTÁ JÁ SE TORNOU CHACOTA A TEMPOS.

Garivaldino Ferraz disse...

Que eu saiba, no Exército nunca houve reserva de vagas para militares temporários (Sgt, Cb ou Sd) candidatos ao CFS. Para ingressar na EsSA, além da aprovação, todos tem que obter classificação. Por outro lado as demissões citadas por comentaristas podem ser lamentadas em termos de perda de profissionais bem qualificados, mas em relação ao efetivo do EB o número é ínfimo (cerca de 100 ao ano) e a maioria dos demitidos são do QEM (desperdício de investimento do IME), do Quadro de Saúde e muito poucos das Armas. Ser militar pode não ser bom para alguns, mas ainda é uma boa opção para os que gostam da atividade.

Anônimo disse...

Oficiais Generais é cargo político, para sair general o Oficial já se "corrompe" junto ao Executivo, faz compromisso de impor a visão do Executivo e dominar sua Força, hoje esses "Chefes" falam o que tem que ser falado em cada situação para mediar e controlar, vide pronunciamento "tem hora certa de plantar e de colher", "nossas urgências serão traduzidas em fatos concretos", etc., ou seja, "ele" sabe que nada vai ser feito mais faz um discurso para acalmar os ânimos e ganhar tempo, LEALDADE e CAMARADAGEM são moedas altamente escassas, principalmente de cima para baixo, digo, do Alto Comando para baixo.
Vai chegar a hora que a fatura será apresentada cobrando tantos anos de negligência, leniência, subserviência e outros adjetivos.
Salve quem puder........

Anônimo disse...

Remuneração das Forças Armadas
Artigo no Alerta Total

A Lei Nº 10.331 de 18 Dez 2001, que regulamenta o art. 37 inciso X da CF de 1988 (que dispõe sobre a revisão geral e anual das remunerações), por descaso não é cumprida.

A MP 2215-01 (LRM) que usurpou direitos dos militares e pensionistas das Forças Armadas está engavetada no Congresso há mais de onze anos aguardando votação.

Para piorar a União não cumpre o que preceitua o Art. 24 da Lei nº 667/69.

Art.24. Os direitos, vencimentos, vantagens e regalias do pessoal, em serviço ativo ou na inatividade, das Polícias Militares constarão de legislação especial de cada Unidade da Federação, não sendo permitidas condições superiores às que, por lei ou regulamento, forem atribuídas ao pessoal das Forças Armadas.

A União aumentou o salário dos Policiais Militares do Distrito Federal (ativos, inativos e pensionistas) e ignorou o direito ao aumento dos Militares e pensionistas das Forças Armadas.

Um oficial fuzileiro da Marinha, um oficial piloto da FAB ou um oficial engenheiro do Exército, formado no IME, ganha “muito menos” do que um Agente de Polícia Federal, cujo salário é de R$ 7.514,00 “inicial”.

Um Suboficial, com mais de 30 anos de serviço, dedicados inteiramente ao serviço das Forças Armadas e da Pátria, ganha menos do que um Policial Rodoviário Federal, cujo salário é de R$ 5.620,00 em “início de carreira”.

Um sargento, com 20 anos de serviço (fuzileiro, infantaria, controlador de vôo, mantenedor dos radares que controlam o espaço aéreo brasileiro ou especialista de diversas áreas dos quadros das FFAA) recebe “muito menos” do que um soldado da PM-DF, cujo salário é de R$ 4.000,00 em “início de carreira”, sendo que o dinheiro vem da mesma fonte pagadora: a União.

A Família Militar das Forças Armadas está vivendo de pires na mão e na mendicância devido à indiferença do Estado quanto ao trato das Remunerações.

A defasagem nos vencimentos no decorrer dos últimos onze anos chega à aberração de 135%.

O Estado precisa, sim, revogar a MP 2215-01(LRM) com o objetivo de restabelecer de imediato os direitos nas remunerações que foram usurpados pela famigerada MP; e a confecção de uma regra perene, justa, para recompor os vencimentos dos militares e pensionistas, com a finalidade de dar um tratamento de “igualdade” com as demais carreiras do funcionalismo.

A defesa da manutenção das missões constitucionais das Forças Armadas não poderá ser completa se não transitar pelas questões sócio-econômicas que afetam a Família Militar.

Se nossos representantes não socorrem os guardiões da nação, a quem recorrer?

Texto enviado ao presidente do Senado, José Serney, e demais senadores.

http://www.alertatotal.net/2012/05/remuneracao-das-forcas-armadas.html

Anônimo disse...

Não entendo o motivo do desinteresse pelo concurso da EsSA.
Basta fazer um concurso em âmbito nacional, estudar e passar.
Depois basta ir para algum lugar deste pequeno país, do oiapoque ao chuí, recebendo uma indenização "imensa".
Depois pagar aluguel com a metade do salário mensal e viver com o restante tranquilamente.
Cumprir as mais diversas e inimagináveis missões, tanto constitucionais, quanto as missões do tipo rolha. Isso vai desde participar de uma guarda de honra até pintar a casa do cachorro do vice-prefeito, para mostra nossa mão amiga. Mesmo fazendo todas essas inúmeras e inimagináveis missões, contentar-se com um conceito padrão lixo e ser torrado nas reuniões de oficiais porque você olhou de cara feia para um tenente temporário.
Aguardar por 9 anos para uma promoção. Depois concluir que a promoção não mudou absolutamente nada na sua vida, nem em matéria de trabalho, nem em matéria de tratamento, muito menos salário.
Esperar mais 9 anos para outra promoção e aí verificar que mais uma vez não mudou absolutamente nada. Mesmo alojamento, mesma escala apertada, mesmo tratamento, quase o mesmo salário,e missões cada vez piores porque agora você é experiente.
E para terminar você recebe uma outra promoção e uma reserva de material nas costas que vai terminar com os poucos cabelos que ainda restavam. Então vem a reserva remunerada, na mesma graduação, sem direito a nada mais além do salário que nem sequer dobrou em relação ao início da carreira.
Encurtei a história para não falar do CAS que é uma verdadeira mordomia, com uma excelente ajuda de custo e alojamentos luxuosos que denotam todo o cuidado que o alto comando tem com seus sargentos e suas familias. O CHQAO então já é um capítulo a parte.
Sinceramente, alguém entende o motivo desse desinteresse?

Anônimo disse...

Alguns argumentos que tenho usado para encaminhar meus filhos para a iniciativa privada são:

No funcionalismo público você corre o risco de ter um chefe incompetente. Nas FFAA essa possibilidade cresce geometricamente. E isso independe de ser praça ou oficial.

Na iniciativa privada a possibilidade disso vir a acontecer é bastante remota.

E, importante: na iniciativa privada você pode vir a ser chefe baseado em "competência", depende de você! E mais importante ainda: na iniciativa privada você passa a conviver entre pessoas empreendedoras e aprenderá a "empreender".

Tenho tido sucesso. Meu filho mais velho, apesar da pouca idade, trabalha em uma multinacional com excelente remuneração (salário + benefícios) e meus outros filhos estão indo na mesma direção e sentido.


Sou militar, não sou recalcado. Sinto-me bastante realizado. Sou praça, de origem socio-econômica situada na classe E. Construí minha casa em um ótimo padrão, tenho um pequeno sítio e isso, sem depender de ajuda$ de cu$to ou de tran$ferência$.

Duas coisas pautaram minha vida: Uma consciẽncia limpa diante de Deus e a prioridade na formação de meus filhos, sobretudo a formação do caráter, a formação da coragem para aguentar as adversidades, a coragem para se reerguerem e prosseguir.

Portanto, agradeço e aproveito este espaço para dizer que a Força nunca me deu nada e dela nunca tirei nada, nem mesmo o tempo. O que tive foi a paga pelo meu trabalho.

Estando em final de carreira, o que aprendi (que não foi tudo, mas também não foi pouco), é que:

- Somos um exército dividido;
- Paramos no tempo;
- Somos chefiados por pessoas que não ponderam a importância do planejamento;
- Que não temos um "norte" que dure mais que "dois anos";
- Que muitos de nós ficamos esperando que nossos chefes tenham "pena" de nós (e isso não irá acontecer, exceto se for para você se tornar motivo de piadas em alguns jantares ou se for para você ficar refém da vontade alheia); e
- Muitas outras coisas... Aos novos ingressantes, quer sejam praças quer sejam oficiais, acreditem: a experiência tem o seu valor. E nossas Escolas podem apenas nos dar conhecimentos, nada mais. E os problemas da vida requerem mais que emprego de conhecimentos acadêmicos, requerem conhecimentos tácitos, os quais são adquiridos apenas com a experiência.

Sejam cuidados com que vocês irão escolher como "coach", pelas particularidades da carreira militar isso nem sempre é possível.

E experiência não se adquire deixando que os outros pensem por você. Não se adquire vendo os outros fazerem. Não se adquire estando alheio às dificuldades da vida, nem alheio a uma vida como dádiva de Deus.

Sucesso a todos.


Não se esqueçam de ajustar os relógios, o horário de verão acabou a pouco... A vida irá continuar. Mais importante que a rotina naquilo que você faz é pensar fora da rotina.

Anônimo disse...

"- Somos chefiados por pessoas que não ponderam a importância do planejamento;"

Disse tudo, companheiro.

Certa vez levantei essa lebre para um Oficial e ele me disse que na guerra não haverá planejamento. Eu disse a ele que uma Força que não consegue fazer um planejamento em tempo de paz, conseguirá fazer o quê na guerra? Além de que numa situação de exceção, cresce de importância o fator planejamento, coisa que obviamente para nosso oficialato é "rolha". Planejar para quê? Eu mando e o "praça véio" desenrola.

Garivaldino Ferraz, havia até 2003 ou 2004, salvo engano, vagas exclusivas para o concurso da EsSA. Metade das vagas eram para civis e metade para militares. No concurso da EEAr, pelo menos nos últimos 15 anos, não houve essa essa previsão.

Anônimo disse...

Sou 1º Sgt, mais de 23 anos de serviço, Bacharel em Direito e fui aprovado na OAB, porém por ter conquistado com muito esforço e sacrifício minha graduação, por já ter mais de 22 anos na ocasião, decidi que não tentaria concurso público e nem daria baixa, pois tenho família para sustentar.
Se desse baixa e mudasse para a iniciativa privada iria começar do zero, ter que criar uma clientela e como sustentar uma família? Pagar plano de saúde e outras coisas mais?
Se fizesse concurso público para a PF, PRF, AGU, MPU, Procurador da Republica, etc., teria que trabalhar mais 20 anos em um desses cargos para aposentar com vencimentos integrais e agora com essa nova previdência dos servidores públicos pagaria mais ainda.
Por isso decidi continuar minha carreira, que somando LE e Guarnição Especial tenho 26 anos, faltam 4 anos para ir para a reserva, ai vou me dedicar a carreira de advogado e me candidatar a assessor jurídico em empresas, por isso tenho me especializado em Direito Ambiental para atuar na área de petróleo e gás, áreas hoje em dia com carência de especialistas.
Outra decisão que tomei é ter uma atividade paralela ao EB, é possível ter outra atividade sem que isso interfira em seu trabalho, faço petições para clientes pleitearem direitos junto aos Juizados Especiais, habeas corpus e tenho parceria junto advogados, faço a capitações de clientes, elaboro as peças e repasso para esses advogados, tudo isso em horários fora do meu expediente, a noite, sexta-feira a tarde, sábados e domingos.
Para quem tem menos de 15 anos de serviço e já tem uma graduação vale muito a pena estudar para concursos públicos, tanto federais como estaduais, agora para quem consegue uma graduação após 20, 23 anos de serviço como foi meu caso, acho que a melhor coisa a fazer é tentar encurtar seu tempo, tipo em guarnição especial a cada dois anos ganha 8 meses, e ir para a reserva mais cedo, nesse tempo aproveite para se especializar, indico a área de petróleo e gás, nesse mercado atuam muitas multinacionais e se você tiver um bom currículo consegue ser contratado tranquilamente, conheço militares inativos que foram contratados pela Vale, CST, Petrobras e outras grandes empresas, pois além da qualificação levaram em conta como condição determinante SER MILITAR INATIVO, valorizam muito a procedência das Forças Armadas.
O Exército Brasileiro é talvez a maior instituição desse país, ta certo que temos muitos chefes que não merecem usar a farda que vestem, não vamos confundir o EB com seus militares, gosto muito do EB mais como a maioria estou decepcionado a muito, tanto como salário como também com o tratamento e com a falta de COMANDO atual.
Fica aia dica: Vamos nos preparar Abraço a todos.
P.S: Quem estuda e tenta uma melhor profissão não quer dizer que não ama o EB, vamos para com essa besteira.

Anônimo disse...

eu tava afim de tentar p tenente mas esta tão desvalorizado q estou desanimado vou e fazer uma faculdade e tentar p pf .

Anônimo disse...

Garivaldino, meu caro! Qundo entrei para o EB as vagas eram distribuídas 50% para civis e o restante para militares de qualquer força, isso foi derrubado, pois é inconstitucional.

Anônimo disse...

As FFAA enxergam os sargentos como 13 pessoa depois de ninguém. O camarada entra como sargento no início da carreira e até o final dela dá o mesmo serviço de guarda até o fim dela, passados 30 anos. Pergunto: será que ninguém lá no MD pensa que o serviço de guarda é desgastante e que não dá para dar o mesmo serviço após 30 anos? Já o outro lado do mundo, onde vivem os engalanados, quando vão a capitão-tenente antigo já não dão serviço noturno e como oficial superior nem pernoitam a bordo.

Anônimo disse...

Sei que é chover no molhado, vou abrir um parentese em relação ao aperfeiçoamento, não é recalque é realidade: Um 2º Sgt vai para o CAS em Cruz Alta - RS, que dura 3 meses, em um quartel (EASA) que não oferece condições mínimas de estadia de um militar, conforto nenhum, o Sgt geralmente casado, com filhos, deixam suas famílias em todos os cantos deste Brasil e vão para lá, sem ter condições de leva-los juntos, porque o aluguel é muito alto (os alunos geralmente dividem o aluguel)e quem opta por levar a família se ferra, AO CONTRÁRIO os Capitães na ESAO, ganham um PNR felpudo , para poder levar suas famílias, uma transferência para ir e outra para voltar (TRANSFERÊNCIA, NÃO AJUDA DE CUSTO). como diz o grande cantor gaudério JOCA MARTINS - "AÍ QUE ME REFIRO", onde estão os direitos, quer dizer só temos deveres!!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

Anônimo de cima, o Sgt deve tirar do próprio bolso o dinheiro para ir para Cruz Alta?

Ten Art disse...

Em primeiro lugar, sirvo em Cruz Alta e é fato que o aluguel aqui é caro e custa de vida tb é alto.

Tb concordo na questao do PNR, era pra ter PNR para todos os alunos do CAS..acho q é o minimo q a Força deveria oferecer.

Agora, com relaçao a transferencia, vc esta errado cara. A ESAO é um curso de 1 ano e o CAS é de 3 meses..bem diferente, nao? Concordo q tem mt coisa errada ae, q sgt demora mt pra ser promovido, q o soldo é baixo, mas nessa parte de transferencia eu discordo de vc.

Anônimo disse...

Caro TEN ART - 17 de fevereiro de 2013 23:45, muito sensato seu comentário, só tem uma coisa errada, trabalho neste Exército a mais de 20 anos e já fiz muita solicitação de pagamento de valores de transferência para Capitães que vão para e ESAO, e tbm já transferi muito para pagamento de Cap quando estive no SPP, ou eu estava louco e fiz tudo errado ou realmente a ESAO transfere o Cap. OBS: Quando é feito a transferência do pagamento do militar para outra OM, o militar perde o vínculo (ISTO É UMA TRANSFERÊNCIA). Tu quando for para a ESAO, vai ganhar para IR, lá um PNR, e outra transferência de lá para outra OM do Brasil, felpudo, em um ano. Grato

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