2 de fevereiro de 2013

Apesar de portaria do MEC, Marinha não muda regras e mantém restrições para praças praticarem sinalização náutica no meio civil

Marinha descarta mudar regras

MARCO AURELIO REIS
Rio - Apesar de portaria do Ministério da Educação indicar formação técnica para os profissionais que sinalizam o tráfego de navios nos portos, a Marinha vai alterar a atual regulação do setor, que coloca a atividade sob a responsabilidade de oficiais e pessoal de nível superior. A informação obtida pela Coluna por meio de nota oficial é direta: “Somente a Autoridade Marítima tem competência para alterar a regulação da sinalização náutica”. A informação frustra os planos de praças que viram na portaria do MEC oportunidade de prestarem esses serviços em portos privados após irem para reserva. A regulação do MEC abria a praças com curso de sinalização náutica (1.200 horas de aula) mercado de trabalho. E mais, defendem os praças, impediria que o oficiais continuassem a atuar no setor pela falta do curso técnico.
Nem mesmo a possibilidade de os praças serem habilitados ao lado dos oficiais para a atividade está em estudo. É o que deixa claro a Marinha:“Não existe intenção de alterar a Norma da Autoridade Marítima nº17 no que diz respeito aos profissionais autorizados a assinar como responsáveis” pela sinalização náutica, quando esta for de “responsabilidade de organização extra-Marinha.”

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Ainda sobre os faroleiros da Marinha
OFICIAIS AUTORIZADOS
Ainda segundo a nota oficial, os oficiais da Marinha, “hidrógrafos ou não, já são autorizados a executar” a sinalização, desde que atendam ao previsto na norma interna da Força, conhecida internamente pelo nome “Normam 17”. A íntegra da norma pode ser encontrada na internet: www.dpc.mar.mil.br.

PRAÇAS NÃO DESANIMAM
Sargentos e suboficiais que travam batalha para serem reconhecidos como sinalizadores náuticos em organização extra-Marinha não desanimam. Prometem manter a briga pública para alterar a norma da Marinha.

BUSCA DE APOIO
Tais praças e suboficiais dizem que vão buscar apoio no Congresso e levar a reivindicação pelo reconhecimento como sinalizadores a áreas civis do governo. “Do que vale então a portaria do MEC regulamentando a função?”, questiona fonte da Coluna.
O Dia (Força Militar)/montedo.com

3 comentários:

Anônimo disse...

Inimigos internos. Mais uma prova. Só não vê quem não quer...

Anônimo disse...

João Cândido tá até hoje atravessado na garganta dos OFs da marinha, por isso todo esse recalque com os graduados da MB.

Anônimo disse...

Os autorizados a fazer projetos o fazem de forma amadora e com pouco conhecimento de causa.Todos os processos são enviados para técnicos (Praças especializadas na área de Farol)para avaliação onde na sua maioria possuem erros e são devolvidos com orientações para correções.Após varias idas e vindas do processo com as orientações dos técnicos, os autorizadas de acordo com a NORMAN 17, conseguem acertar os projetos. É assim o corporativismo cria duas classes nas Forças Armadas.
Quem sabe se um dia tenhamos militares que se vejam como equipes, que almejam o bem da classe como um todo e em prol da defesa da pátria.

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