13 de janeiro de 2013

Antigamente...


Comentário na postagem:
A desvalorização das praças do Exército
Anônimo disse...

Em mais de duas décadas de EB vi algumas coisas mudarem lentamente:

1- "antigamente" uma das frases de quartel era: quem dá a missão, dá os meios. Hoje é: se vira negão!

2- "antigamente" os oficiais tinham conhecimento de leis, regulamentos, ir, ig e etc. Um auxiliar de seção podia tirar dúvida com o oficial. Hoje, com raras e honrosas exceções, o oficial é um despachante de luxo: apenas leva os documentos numa pasta para despachar e quando o Cmt "aperta", mandam chamar o auxiliar que fez o documento.

3- o respeito entre os militares caiu muito porque "antigamente" as alterações eram apuradas e, havendo transgressão ou crime, os responsáveis eram punidos. Hoje "é o que é" ou "cica" (ciente, cag...).

4- "antigamente" autoridade e responsabilidade andavam juntas e eram diretamente e reciprocamente proporcionais. Hoje, com raras e honrosas exceções, a autoridade normalmente é usada para se manter longe de problemas do dia-a-dia de um quartel e apenas receber as facilidades e algumas outras benesses de tais cargos.

5- "antigamente" o concurso da EsSA era bastante concorrido e hoje, em 2012 pela primeira vez na história dos concursos para sargento, sobraram vagas.

Lentamente, muita coisa está mudando.

Devemos nós também "mudar"? Pesquisando na internet vemos vagas e mais vagas em concursos públicos para todos os níveis de escolaridade. Todos nós temos grande capacidade, pois cada um sabe o preço que teve que pagar para chegar aonde chegou: os Sgt QE de hoje foram escolhidos entre os melhores soldados de sua época; os subtenentes e sargentos de hoje passaram em concurso que muitos amigos da escola ou do bairro não passaram; os oficiais passaram em concurso de enorme grau de dificuldade. Temos sim, plena capacidade. Basta avançar na direção certa. Vamos estudar, porque a educação faz a gente transformar a nossa realidade. 

Deixar de fazer as obrigações no quartel ou qualquer outro ato contrário aos regulamentos é "dar murro em ponta de faca". Basta estudar e tentar mudar a sua realidade, saindo pela porta da frente, da mesma forma que entramos. É isto o que estou fazendo agora, pois já cansei de esperar!

14 comentários:

Anônimo disse...

Pois é, companheiro...
Com relação aos "antigamentes" que você relacionou, poderia dizer...

Com relação ao Nr 1 - discordo, pois dependendo de como o negão "se virar", o comandante pode facilmente ir parar no Ministério Público...

Quanto ao Nr 2 - Concordo plenamente. Mas perceba que os ST/Sgt nos quais o Cmt deposita confiança são os da "velha guarda", ou seja, os antigões. Os Sgt moderninhos mal e mal conseguem redigir um DIEx dentro das IG e sem erros crassos de português. E os aspiras não são muito diferentes, não...

Com relação ao Nr 3 - perceba que "antigamente" a disciplina era muito mais centralizada nas mãos dos comandantes. Isso abria caminho para certas arbitrariedades, mas se conseguia mais facilmente separar o joio do trigo. Hoje em dia há uma complexa e intrincada sucessão de direitos, contraditórios, recursos e sobre recursos, não raro com intervenções diretas, em atos do comandante, de juízes que não sabem diferenciar uma boina de um bibico. É óbvio que a disciplina das FA haveria de se degradar. Aliás, isso é um reflexo da nossa sociedade. A propósito, o Genoíno já assumiu o cargo dele, na Câmara?

Vamos ao numero 4 - Nisso eu discordo completamente, companheiro. Assumir comando de OM passou a ser o maior antibizu de toda a história das FA, pelo menos é o que tenho visto no Exército. Vivemos a pior onda de denuncismos já vista, qualquer decisão antipática de um comandante gera emails e reclamações para o CComSEx, o disque-denúncia, o Ministério Público e até o Senado. Feliz é o comandante que passa a função sem ter ao menos um processo nas costas. E digo mais: comandantes são fácilmente exonerados, hoje em dia, por besteiras cometidas por subordinados sem noção. "Trotes" filmados em alojamentos, que vão parar no Youtube, são exemplos clássicos, e existem aos montes. É só pesquisar.

5 - Com relação ao concurso da EsSA, essa é uma triste realidade. Com o concurso da EsPCEx aconteceu a mesma coisa, prorrogaram o prazo das inscrições umas 3 vezes. Isso é resultado direto da campanha escancarada de desmoralização das FA, que começou veladamente no governo Collor, piorou com FHC e chegou ao absurdo após o PT assumir o poder. E o pior é que tem milico que vota no PT.

Será que devemos mudar?
Bom, já ouvi um comandante bem antigo dizer que o que nos sustenta é justamente a lentidão com que absorvemos as mudanças. O Exército ainda consegue cultuar valores (como honestidade, respeito,disciplina, responsabilidade) - que no meio civil já foram por água abaixo há muito tempo.
O problema é que nossa maior virtude pode ser também o nosso maior defeito.
A sociedade evolui e muitas vezes a Força não consegue acompanhar essa evolução. Qual seria o limite entre tradição e modernidade? Não sei... Na conclusão, prezado companheiro, acho você apontou o caminho certo... Não vamos conseguir abalar os pilares de uma corporação com 350 anos de existência... O melhor é avançar na direção certa, estudar, mudar nossa realidade e buscar o que é melhor para nós. E, honradamente, sair pela porta da frente. Boa sorte a todos nós!

Anônimo disse...

Pra quem não tempo, meios ou mais moral pra estudar suficiente pra um concurso melhor, já que não vale a pena sair do EB pra qualquer coisa tb, depois de 20 anos de sv, acho que podemos amadurecer politicamente.
Como postei em outro comentário, acho que através deste Blog, com a ajuda do Montedo, de outros site que estão surgindo e outras ferramentas além da internet, poderíamos concentrar nossos votos em 4 ou 5 bons nomes, 1 em cada estado, hoje temos o Bolsonaro, amanhã podemos ter o Montedo, o Sgt Fulano, a Sra Beltrana e o QE Ciclano, já melhora, nas próximas 2018 serão 8 ou 9 e assim vai indo...
abraços

Anônimo disse...

Pode até ser verdade...
Mas, infelizmente, hoje os oficiais acumulam diversas funções...
Por exemplo, eu sou S-1, RP, Estou com um IPM (Um Sgt ligava, anonimamente, do tel ga guarda "batendo" na techa do aparelho), Rsp HT e Dir Soc Clube OF...
Ou seja, preciso sim de ajuda dos companheros praças para cumprir minhas funções...

Anônimo disse...

Sábias palavras: sair pela porta da frente....

Anônimo disse...

Muito se fala que a solução para termos melhorias em nossa profissão, é ter representação política. É claro que é interessante termos representação, como outras classes possuem. Mas no início de tudo, a candidatura, já nota-se a desunião: cada um quer ser candidato e não abre mão para uma ou duas cadidaturas viáveis por Estado. Não sei se isso ajudaria muito. Pelo que entendo, as leis e outros assuntos inerentes às Forças Armadas são propostas pelo Executivo ou pelo MD. Não tenho notícia de por exemplo, um deputado propor Nova LRM, mudanças nos Regulamentos, impor construção de PNR nas Guarnições, mudança de intertício de promoções, mudança de legislação de transferencias, etc...(motivo das maioria das reclamações hoje e sempre), tudo isso, são proposta de cada Força ou normas internas, por meio do MD ou Executivo. Temos o caso do Bolsonaro, que apesar de muitas vezes esperniar, gritar e tudo mais, até a agora não conseguiu convencer as mesas do Senado e Camara a votar a famigerada MP do mau, nem também propor leis de promoções de graduados, transferencias, etc. Foram eleitos vários vereadores nas ultimas eleições (principalmente Sargentos). Vamos ver se acontece alguma novidade ou melhoria. Não creio que acorrerá, pois o nível é municipal e para nós é Federal. Muitos poderão rebater esse ultimo pensamento, "mas o vereador pode influir um deputado federal da área." Acho pouco provável.

Anônimo disse...

pq não fazer essas reclamações no Face Oficial do EB? pois como vi numa palestra no CAS 2012, ele é realmente oficial e tudo vai pro alto cmdo do EB; Ah, ja sei, lá nao tem como postar como anonimo, só se ver apenas puxação de saco para com a força, até de esposas orientadas pelos maridos a elogiarem o EB pra ganharem um conceito virtualmente, ou então orientando as mesmas se entrosarem com esposas de OF, pra aumentar seus perfis, enquanto 90% estiver assim, nada mudara.

Rodrigo Villani disse...

Prezado Montedo, bom dia.

ANTIGAMENTE também não tínhamos um blog p poder falar mal de superiores. Isto o Anônimo omitiu. Falar mal de oficiais é um câncer em metástase no Exército. Ninguém dá a cura, a solução. Fato é que a sociedade evolui, os valores morais e profissionais diminuem ou aumentam, conforme o momento, e o
Exército e seus Quadros não estão alheios a isso.
Quando entrei no Exército, E FUI ALUNO DA EsSA e EsPCEx, aprendi de cara que nunca seria rico, mas viveria dignamente, o que acontece é que, na maioria das vezes, queremos ter mais do que podemos, dai dívidas, etc, etc.
Um sargento é extremamente importante nas atividades laborais cotidianas na caserna, e os oficiais são chefes de seção, comandantes de SU, esta é a regra do jogo desde os primórdios. Quando Ch Sç, e fui Ch de todas, tivee tenho excelentes sargentos, que aprofundavam ao máximo no que faziam, dando a tranquilidade de acessorar o Comando cirurgicamente correto. Alguns militares, oficiais e praças, realmente distoam negativamente, mas são exceções a regra, pois nossos Quadros são bons por natureza.
Por fim, ANTIGAMENTE, havia muitas arbitrariedades, coisas que hoje não ocorrem com frequência, pois tem sempre justiceiro de plantão para informar às autoridades.
Fraterno abraço, excelente blog.

Anônimo disse...

Em relação ao que foi comentado acima, não concordo que os "ANTIGOES" sejam melhores não, pois hoje em dia -pelo menos nas 6 OM´s que servi- o que vi foram sargentos antigos que enquadram lobinhos quando estão errados, mas mal tem a coragem de falar com um ASPIRA quando estão cometendo arbitrariedades.
A escolaridade dos sargentos subiu estrondosamente é só pesquisar em sua OM.
A desculpa que estou em PEF, PQD e não tenho tempo para estudar é balela, a EAD está aí e hoje só não faz faculdade, quem não quer.
O problema na caserna é que os sargentos, principalmente os antigões acham que estão onde estão por favor e de fato deve ter alguns, mas a grande maioria prestou concurso público e estão onde estão por mérito.

Levantem a cabeça, cumpram seus deveres e exijam os seus direitos.

Bom dia

Anônimo disse...

Engraçado você criticar o companheiro e se identificar aqui no blog como anônimo também... Muito corajoso!

Anônimo disse...

Falar mal de superiores não é exatamente um câncer em metástase no Exército. Isso sempre existiu.
Jarbas Passarinho, no seu livro "Liderança Militar", aborda específicamente esse aspecto da índole do brasileiro, o de falar mal de tudo e de todos, o que ele chamou de "Império da Marreta". A diferença é que, hoje em dia, a prática torna-se mais aparente, em função das tecnologias da informação. Quando Passarinho publicou o livro, em 1987, a Internet ainda não existia no Brasil. Então me baseio no primeiro post, em que falei sobre "absorver as mudanças". Seria cabível "malhar" oficiais, "antigões", generais, autoridades ou quem quer que seja em rede mundial, sob o confortável manto do anonimato? Esse nível de liberdade de expressão é bom para nós? Nem tudo o que se fala entre companheiros de alojamento deve ir à rede. Não se trata de censura, mas de preservação institucional. Uma regra ética interessante seria: não escreva, no Blog, algo que não teria colhões de dizer pessoalmente, frente a frente e olho no olho do seu interlocutor. "É fácil ser audacioso, para quem está em segurança" (Petrônio).
Abraços a todos.

Anônimo disse...

O debatedor que não acha "antigões" os melhores profissionais, é porque ainda não se tornou um deles. Quando se tornar antigo, verá que a experiência (via de regra) faz uma baita diferença no desempenho de qualquer profissional. E já vi, e tenho visto, sargentos e ST de verdade dizendo coisas duras, porém merecidas, a aspiras fora do feixe. Isso faz parte da realidade da caserna - só que é difícil de fazer, sem quebra da hierarquia e disciplina. Mas não é impossível, pois qualquer verdade pode ser dita, dentro da lealdade, respeito e hombridade. (e isso só se aprende com a experiência). Mas, ainda assim, muitos preferem não fazer. A decisão se vale ou não a pena é de cada um. É como dizem no Sul - "passarinho que come pedra, sabe o c... que tem" (rsrsrrsrs) Um abraço.

Anônimo disse...

Para o companheiro do post
"Anônimo disse...
Engraçado você criticar o companheiro e se identificar aqui no blog como anônimo também... Muito corajoso!

14 de janeiro de 2013 11:32"

1- Vossa senhoria não deve ter visto que o post inicial fôra anônimo, assim sendo não me identificarei diante de um post anônimo!
2- Não critiquei todos os antigões, ocorre que assim como existem bons e maus profissionais antigos, também há dentre os modernos.
3- Deve ter visto que tenho 6 OMs onde servi, logo não me enquadro dentre os modernos;

e para finalizar, não venha operar com operador!!

Bom dia e seja feliz!!

Anônimo disse...

Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida...
Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:
"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:
- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?
- Ainda bem que esse infeliz morreu !

Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.
A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?
No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo... Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."
O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".

Luiz Fernando Veríssimo

Anônimo disse...

Onde se tem a arte de Marte, não se pode encontrar a paz . . .

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