31 de dezembro de 2012

2012: Eta, ano bom! Feliz 2013!


Pessoal, com 2013 batendo à porta, é hora de fazer um balanço da trajetória do blog no ano que    nos deixa em poucas horas.
Há um ano atrás, eu celebrava com vocês o patamar atingido em 2011. Os números apontavam 1.000.000 page views e 3.000 comentários.
Em 2012, ultrapassamos os 4.270.000 page views, com 13.603 comentários publicados em 7.990 postagens.
Na onda da expectativa do aumento salarial, alcançamos o recorde de 27.481 acessos no dia 30 de agosto e fechamos aquele mês com o espetacular número de 272.681 acessos.
Vivemos juntos alguns momentos notáveis, o maior deles em maio/junho, na 'marcha virtual' pela Audiência Pública no Senado Federal para debater os vencimentos dos militares.
Em 30 de maio, publiquei no blog esta postagem:

Militar, você quer aumento? Então apoie esta iniciativa.


Naquele momento, a petição de audiência pública contava com 169 assinaturas. Sete horas depois, ultrapassava 10.000.
Em seguida, blogs parceiros entraram na campanha e os números cresceram vertiginosamente.
Os 350.000 apoiamentos obtidos em poucos dias chamaram a atenção da mídia nacional e provocaram uma mudança nos critérios do Senado, que passou a bloquear os apoios a partir de 10.000 subscrições.
Acima de tudo, neste ano aprendemos juntos que somos cidadãos de primeira-classe como os demais brasileiros e temos o direito de usar os instrumentos institucionais ao nosso dispor para exercer a cidadania, em ações legítimas, legais, constitucionais e democráticas. O maior exemplo do que falo é o movimento dos amigos do QE/QESA na busca do atendimento de suas pretensões de melhoria na carreira.
Tal como há um ano atrás, só tenho que comemorar e dizer para vocês todos, leitores espalhados pelo Brasil e mundo afora:
MUITO OBRIGADO!
FELIZ 2013!



Embriagado, homem derruba portão de quartel no Tocantins

Motorista invade quartel em Porto Nacional

Mariana Reis
Porto Nacional (TO) - Um homem alcoolizado derrubou o portão do Quartel de Tiro de Guerra, em Porto Nacional, por volta das 22 horas do dia de Natal. José de Sousa Rodrigues, de 40 anos, estava dirigindo um GOL quando rompeu as barreiras de cones que estavam em frente ao quartel e avançou rumo ao portão, que foi derrubado. Ao fazer o teste do bafômetro foi constatado seu estado de embriagues. O homem foi encaminhado à delegacia de polícia, e o carro recolhido.
Jornal do Tocantins/montedo.com

Soldado da FAB é preso em Manaus, acusado de roubar carro de dentro da Base Aérea

Soldado da Aeronáutica é suspeito de roubar carro em base militar, no AM
Irmão da vítima foi preso com veículo roubado na residência da família.
Vítima seria colega de trabalho do soldado; suspeito alega que comprou carro.

Marcos Dantas
Um soldado da Aeronáutica foi detido, na tarde deste domingo (30), suspeito de roubar um veículo de dentro da base militar. De acordo com o soldado Eldmar Lima, da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), o militar teria sido avistado pela vítima do roubo, que também é militar, dirigindo o carro roubado na Avenida André Araújo, na Zona Centro-Sul de Manaus.
Segundo a Rocam, a vítima acionou a políci, informando que o colega de trabalho, suspeito do crime, morava no bairro São Francisco, Zona Sul. Ao fazer uma busca pelo local, o carro foi encontrado sob posse do irmão do militar, de 20 anos, que foi preso em flagrante.
De acordo com a vítima, o soldado da Aeronáutica havia pedido o carro emprestado um dia antes de roubá-lo. Ele alega ainda que, na ocasião, ele modificou as chaves do veículo. O crime, segundo a polícia, aconteceu no dia 14 de dezembro, data quando o militar parou de se apresentar na base. "Depois do crime ele sumiu, simplesmente não retornou à base", declarou o soldado, Eldmar da Rocam.
O caso foi registrado no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). O soldado da Aeronáutica será indiciado por roubo e irmão do suspeito foi preso em flagrante por receptação. O militar, segundo a polícia, alega que comprou o carro de uma outra pessoa, ainda não identificada. Ainda segundo a PM, ele está em processo de deserção na Aeronáutica.

G1 AM/montedo.com

A linha Maginot

A linha Maginot, fantástica obra francesa de engenharia bélica. O fato de ter virado pó de traque pela ação da blitzkrieg nazista não lhe retira a grandeza.

30 de dezembro de 2012

Rússia desloca navio de guerra para a Sìria

Navio russo com militares e armamento segue para a Síria
Novocherkassk zarpou para a Síria
O grande navio de desembarque Novocherkassk, da Marinha da Rússia, zarpou neste domingo da base naval de Novorossiysk, no sul do país, rumo ao porto de Tartus, na Síria, levando a bordo militares e armamento pesado, informou um porta-voz do Estado-Maior russo.
"Ontem, o Novocherkassk pôs a bordo uma unidade de Infantaria da Marinha e várias unidades de tecnologia militar. Amanhã atravessará os estreitos de Bósforo e Dardanelos para entrar no mar Egeu em 1º de janeiro e se reunir com os navios de guerra da Frota do Mar Negro", disse o militar russo.
O porta-voz do Estado-Maior explicou à agência Interfax que em poucos dias a embarcação entrará no porto de Tartus, única base de apoio técnico e logístico com a qual a Marinha da Rússia conta nas águas do Mediterrâneo, e onde funcionou uma base soviética nos tempos da Guerra Fria.
O Novocherkassk volta ao país árabe após uma breve escala na base da Frota do Mar Negro, já que deixou as águas sírias recentemente após entrar em Tartus no dia 10 de dezembro junto com outra embarcação de desembarque russa, o Saratov.
O navio russo se unirá no Egeu a outros cinco navios embarcações da Frota do Mar Negro: os navios de desembarque Azov e Nikolai Filchenkov, que zarparam nesta semana de Novorossiysk; o cruzeiro porta-mísseis Moscou; a fragata Smetliviy e o cargueiro Ivan Bubnov.
Outra pequena frota integrada por cinco navios da Frota russa do Báltico zarparam rumo à Síria em meados de dezembro: os grandes navios de desembarque Kaliningrado e Aleksandr Shabalin, a fragata Yaroslav Mudri e dois navios de apoio.
A estes navios de guerra pode se unir em águas da Síria outra pequena frota, a do Mar do Norte, já que o Estado-Maior russo anunciou uma grande operação conjunta da Armada da Rússia no Mediterrâneo oriental, com a participação de três das quatro frotas russas.
O Novocherkassk tem capacidade para transportar 225 militares e 10 tanques.
Moscou tem tudo pronto para iniciar uma ampla operação para retirar os cidadãos russos do país árabe em caso de um aumento do conflito, segundo fontes militares e diplomáticas deste país.
EFE/montedo.com

Amazônia: "A marcha da insensatez" I

Luiz Eduardo Rocha Paiva*

Nos anos 1980, a historiadora Barbara Tuchman publicou o livro A Marcha da Insensatez – de Troia ao Vietnam, um best-seller mundial. Ela usou eventos históricos para mostrar como governantes criam condições objetivas para futuros desastres quando decidem movidos por ambições políticas e vaidades, sem compromisso com os anseios e necessidades de seus povos e nações.
Insensatez qualifica a política impatriótica dos últimos governos brasileiros, na Amazônia, mesmo cientes da secular cobiça de potências estrangeiras, manifestada em sucessivas tentativas de suprimir ou limitar a nossa soberania na região. Em 1817, Mathew Fawry, oficial da Marinha dos EUA, propôs a separação da Amazônia do Brasil e, em 1904, a Questão do Pirara resultou na perda de 19.600 Km2 do território nacional para a Guiana Inglesa, então colônia britânica. São apenas dois de muitos exemplos dessa cobiça.
A partir dos anos 1990 com a queda da URSS, os aliados da OTAN não tinham mais ameaça militar a seus territórios, ganhando liberdade de ação para se projetar em âmbito global. Cunharam então o conceito de novas ameaças, na verdade meros pretextos para justificar a expansão e impor globalmente seus interesses. Aí se insere a questão indígena. Líderes mundiais propuseram publicamente a ingerência internacional no aproveitamento das riquezas dos espaços pouco explorados de outras nações, tendo estadistas como Mitterand (1989), John Major (1992) e Gorbachov (1992) citado nominalmente a Amazônia. Hoje, as potências estrangeiras são mais sutis, usando ONGs, grupos privados e organismos internacionais como a OEA e a ONU na vanguarda, para pressionar pela autonomia das terras indígenas (TIs) brasileiras e impedir projetos nacionais de desenvolvimento na região. Querem preservar hoje para explorar amanhã, impondo acesso privilegiado aos recursos amazônicos à revelia dos interesses e direitos brasileiros.
Essa marcha da insensatez começou com a demarcação da TI Ianomâmi (1991) e prosseguiu com as do Alto Rio Negro (1998), Vale do Javari (2001), Tumucumaque (2002), Raposa Serra do Sol (2005) e Trombetas-Mapuera (2008) que cobriram, perigosamente, a fronteira ao norte e a sudoeste do rio Amazonas. Todas nos governos Collor, FHC e Lula. Em todo o Brasil, 608 TIs já ocupam 13% do território nacional, área igual às do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e sul de Minas Gerais somadas. Tudo para apenas 600 mil indígenas, separados dos 200 milhões de irmãos brasileiros pela política segregacionista de governos também complacentes com a campanha desnacionalizadora e separatista de ONGs estrangeiras em TIs, temerosos de reações internacionais.
A marcha avançou em 2007 quando o governo votou pela Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas na ONU, aceitando que eles tenham autogoverno, autodeterminação, instituições políticas e sistemas jurídicos próprios, constituam nações indígenas e vetem atividades militares e medidas de governo nas TIs. É autonomia superior à dos estados da Federação e, com 608 TIs, como ficará a governabilidade do País? O artigo 42 da Declaração prevê intervenção internacional para obrigar o seu cumprimento, agredindo soberanias e tornando inócuo o artigo 46 e suas fantasiosas garantias de integridade territorial e unidade política dos Estados. Estas se tornaram ilusórias para o Brasil após limitar a própria soberania reconhecendo, em seu interior, 608 nações indígenas, estrangeiras para a comunidade global que não reconhece o índio como brasileiro. Os indígenas já podem exigir o cumprimento da Declaração. Se não forem atendidos e se revoltarem, havendo repressão do governo, solicitariam a intervenção da ONU com base em Resolução de 2005 – “Responsabilidade de Proteger”. Povo, território, nação e instituições políticas praticamente formam um estado-nação.
A marcha foi reforçada, mais uma vez pelo governo, ao lançar o Programa Nacional de Direitos Humanos (2009), onde preconiza tornar constitucionais os instrumentos internacionais de direitos humanos não ratificados pelo Congresso Nacional. Se isso acontecer, caem as 18 ressalvas constantes na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a demarcação da TI Raposa Serra do Sol, que resguardam a soberania nacional em todas as TIs. A Portaria nº 303/2012 da AGU, que regulamentaria essas ressalvas, foi suspensa pelo ministro da Justiça após as pressões de praxe. Uma decisão da mais alta Corte do País contestada com êxito por ONGs estrangeiras e movimentos internos. Um absurdo!
O senador roraimense Mozarildo Cavalcanti (Diário do Senado Federal, 23-09-2005, p. 31758) condenou a demarcação da TI Raposa Serra do Sol em terras contínuas e evidenciou a pressão internacional, reconhecida pelo então Presidente da República. Disse o senador: “O Presidente Lula, na última audiência em que tive com Sua Excelência, o Senador Augusto Botelho presente, o Governador do Estado, os deputados (---) perguntou: quantos eleitores têm em Roraima? (---) Sua Excelência balançou a cabeça e disse que estava sendo pressionado pela USP, pela OEA, pelas ONGs europeias”. A propósito, o Príncipe Charles, criador da ONG Prince's Rainforests Project, que promoveu diversos encontros na Europa com lideranças indígenas e políticos brasileiros, defendendo aquela demarcação em terras contínuas, foi recebido pelo Presidente de República às vésperas da reunião decisória do STF sobre o tema em março de 2009. Coincidência ou pressão?
A soberania na Amazônia já é limitada, de fato, coroando a marcha da insensatez empreendida por lideranças que colocaram projetos pessoais e vaidades acima do interesse nacional ou, com espírito mercantilista, negociaram soberania pensando gerar retorno econômico-financeiro ao País como se dignidade nacional fosse mercadoria de troca. A Nação, omissa, também é responsável.

*General da Reserva 
Professor emérito e ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército


28 de dezembro de 2012

Homem assaltava soldados do Exército com arma de brinquedo

Polícia prende acusado de roubar soldados do Exército com arma de brinquedo

DN Online - Diário de Natal On-line

Imagem ilustrativa
Policiais civis de Natal (RN) prenderam um homem identificado como Gleydson Clementino da Silva, o "Novinho" acusado de praticar pelo menos 20 assaltos usando armas de brinquedo e na maioria dos casos as vítimas eram soldados do Exército.
De acordo com informações do chefe de Operações da 2ªDP, Judas Tadeu, o acusado geralmente abordava as vítimas na região do canto do Mangue, nas proximidades do Mercado do Peixe, mostrando um revólver que era de brinquedo e roubava pertences das vítimas, em sua maioria telefones celulares.
Porém na manhã desta quarta-feira os policiais montarem campana, Gleydson foi preso após assaltar um cozinheiro. O acusado foi conduzido para a delegacia e após ser autuado em flagrante irá para uma unidade prisional. As outras vítimas do acusado serão chamados para identifica-lo.

Governo aprova lei que define Forças Armadas para impedir ataques cibernéticos

Comissão aprova capítulo sobre crimes cibernéticos no Código Penal
O Ministério da Defesa aprovou a política que define estratégias de defesa cibernética nos níveis operacional e tático e que deve ser aplicada nos grandes eventos que serão sediados no país, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Portaria que aprova a Política Cibernética de Defesa foi publicada nesta quinta-feira (27) no Diário Oficial da União.
De acordo com o documento, caberá ao ministério, em conjunto com as Forças Armadas, impedir ou dificultar a utilização criminosa da rede. Para isso, a política prevê a implantação do Sistema Militar de Defesa Cibernética, composto por militares e civis, e o fornecimento da estrutura e infraestrutura para que as atividades de defesa sejam desempenhadas.
Deverão ser criados e normatizados processos de segurança cibernética para padronizar os procedimentos de defesa da rede. Deverão também ser estabelecidos programas e projetos para assegurar a capacidade de atuar em rede com segurança. A política deve integrar as ações já em curso de defesa cibernética no país.
Em agosto de 2011, foi criada, por meio do Decreto 7.538, a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, responsável por planejar, definir, coordenar, implementar, acompanhar e avaliar as ações de segurança para esse tipo de evento, promovendo a integração entre os órgãos de segurança pública federais, estaduais, distrital e municipais envolvidos com a questão.
Já em agosto deste ano, portaria do Ministério da Defesa estabeleceu as diretrizes que vão nortear a atuação dos militares do Exército, da Marinha e Aeronáutica durante os grandes eventos.
A portaria também autoriza o Ministério da Defesa a empregar, temporariamente, as Forças Armadas para atuar na segurança e defesa cibernética, defesa contra terrorismo, fiscalização de explosivos, contingência e defesa contra agentes químicos, biológicos, radiológicos ou nucleares; e em outras atribuições constitucionais das Forças Armadas, em todas as cidades-sede, durante a Copa e as Olimpíadas.
Apesar de não ter sofrido nenhum grande atentado virtual, o Brasil é um dos países com maior ocorrência de crimes cibernéticos. Em pesquisa realizada pela empresa norte-americana Norton, especializada em antivírus, o Brasil estava, em 2011, em quarto lugar em uma lista de 24 países com maior quantidade de crimes cibernéticos aplicados, abaixo da China, África do Sul e México.
Segundo a pesquisa, 80% dos adultos brasileiros já foram vítimas desse tipo de crime. A cada 11 dias, uma nova vítima de crime cibernético é registrada no país. Calcula-se que, em 2011, o prejuízo tenha chegado a US$ 15 bilhões.

Agência Brasil/montedo.com

Cai o número de suicídios no exército de Israel

Um soldado israelense se suicida a cada 15 dias, diz Exército

Um soldado israelense se suicida a cada quinze dias, indicam dados divulgados pelo Exército e repercutidos nesta quinta-feira pela imprensa local. Os dados, referentes aos últimos 10 anos, mostraram que 237 israelenses tiraram a vida durante o serviço militar obrigatório ou a carreira profissional no Exército.
A taxa média de suicídios foi diminuindo das 39 anuais, entre 1991 e 1993, para 33 entre 2000 e 2002, para ficar em 23, entre 2009 e 2011. O Exército atribui a queda a uma maior ajuda psicológica e a uma política mais restritiva de acesso às armas para soldados fora do serviço.
Os dados foram revelados depois que um blogueiro, identificado apenas como Ishton, denunciou uma divergência entre o número de baixas que se faz pública a cada ano e o relatório mais detalhado que oferecia o Ministério da Defesa em um site. Ishton foi convocado para uma reunião com investigadores militares e ameaçado. A imprensa foi proibida de publicar o material, segundo diversas denúncias na Internet.
Terra/montedo.com

'Severinos' contra a dengue no MS

Soldados do Exército entram na ‘guerra’ contra a dengue em Corumbá

Mariana Anunciação com assessoria
Em parceria com a Prefeitura de Corumbá, o Exército Brasileiro vai disponibilizar um grupo de militares para auxiliar as equipes do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), na mega ação de combate à dengue, desencadeada no final de novembro na cidade.
A participação dos soldados já era aguardada pela Secretaria de Saúde e, a partir do dia 7 de janeiro de 2013, eles auxiliarão os agentes de endemias nas visitas domiciliares, para um trabalho preventivo e educativo.
A confirmação da participação dos soldados do Exército Brasileiro foi feita no final da tarde de quinta-feira (20), pela coordenadora geral de Vigilância em Saúde da Prefeitura, médica veterinária Viviane Ametlla. Conforme ela, a presença dos militares será importante e vai facilitar o trabalho junto com a população, principalmente pelo fato de que as forças militares têm um prestígio enorme na região.
Os soldados vão reforçar as equipes do CCZ da cidade, que já conta com mais 50 agentes de endemias que foram empossados agora em dezembro. São novos servidores públicos aprovados no concurso de novembro de 2011, que foram convocados pelo prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT), para reforçar os trabalhos contra a dengue, visando evitar uma epidemia na cidade.
Outra informação da coordenadora é que a partir do dia 3 de janeiro, o CCZ inicia um novo Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti ( LIRAa), trabalho que vai nortear as ações de combate ao mosquito transmissor da dengue na região urbana de Corumbá. Será o primeiro levantamento de 2013. No último, realizado em novembro, apontou uma incidência de 2,2% de infestação predial na cidade.
Leia mais.
MidiaMax/montedo.com

Guerra do Golfo: morre general que comandou a 'Operação Tempestade no Deserto'

Morre ex-comandante da Guerra do Golfo
General Norman Schwarzkopf comandou em 1991 as forças de coalizão internacional na Operação Tempestade no Deserto contra o Iraque
O general americano Norman Schwarzkopf, que comandou a coalizão internacional durante a primeira Guerra do Golfo, em 1991, morreu em Tampa (Flórida), aos 78 anos.
O ex-presidente George H.W. Bush - que governava os Estados Unidos durante a intervenção militar e hoje está hospitalizado - saudou o general Schwarzkopf como "um dos maiores chefes militares de sua geração". Era conhecido como "Norman Tormenta" pelo seu temperamento notoriamente explosivo.
Schwarzkopf viva em Tampa, aposentado, onde havia servido em sua última função militar como comandante em chefe do Comando Central — sede que se ocupa dos interesses militares e de segurança dos Estados Unidos em quase 20 países.
ZERO HORA/montedo.com

Soldados do Exército formam-se em cursos profissionalizantes em SC

Jovens que prestam serviço militar formam-se em cursos profissionalizantes

Redação Engeplus - jornalismo@engeplus.com.br

Criciúma (SC) - Uma parceria entre as Forças Armadas - 28º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) de Criciúma e a 3ª Companhia do 63º Batalhão de Infantaria - 3 CIA/ 63 º BI de Tubarão - e o Sest Senat aposta na formação profissional para que o jovem saia da corporação capacitado a realizar atividades integradas ao cotidiano civil.
Desde 2008, a unidade de Criciúma realiza cursos de qualificação no Projeto Soldado Cidadão. Os cursos proporcionam capacitação técnico-profissional básica e melhores condições para o ingresso no mercado de trabalho. Este ano, o Sest Senat de criciúma forma 145 jovens no projeto, distribuídos em seis turmas em cursos de Qualificação Em Logística - Fomentando a Sustentabilidade Empresarial, Formação Especializada Em Transporte: Gestão de Produtos Perigosos, Assistente Administrativo: Qualificação em Informática, Qualificação Para Mecânica Diesel e Informática: Montagem, Manutenção e Instalação de Microcomputadores.
Em 2011 o projeto formou 16,5 mil jovens. Ao término de 2012 mais de 17 mil jovens que prestam o Serviço Militar Obrigatório estarão aptos a enfrentar o mercado de trabalho em igualdade de condições com aqueles que não tiveram uma passagem da vida no quartel.
[...]
Com informações de Keli Eufrasio Felisbino/Coordenadora De Desenvolvimento Profissional
Engelplus/montedo.com

27 de dezembro de 2012

'Severinos', sim senhor! E não é de hoje.

HÁ 50 ANOS

27.dez.1962
Forças Armadas são convidadas a conter comércio ilegal de arroz

DO BANCO DE DADOS - Desde ontem, os acessos viários entre a fronteira dos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina são monitorados pelo Exército e pela Aeronáutica.
Todos os veículos com carga que passam pela região são devidamente revistados por militares. A meta é evitar a exportação ilegal de arroz do Estado gaúcho para outras localidades brasileiras.
Os produtores de arroz do RS têm acusado o governador do Estado, Leonel Brizola, de impor barreiras à produção do produto. Para os fazendeiros, as medidas estimulam a exportação ilegal.
Folha de São Paulo/montedo.com

Novo Ano, novos soldos.

Novas tabelas de soldo para os próximos três anos, em anexo ao Decreto Lei que trata do reajuste. Íntegra aqui.

26 de dezembro de 2012

Soldado do Exército é suspeito de duplo assassinato em Recife

Homem e mulher são mortos em PE; suspeito é soldado do Exército
Investigado é ex-genro de uma das vítimas.
Os corpos foram encontrados numa quadra poliesportiva no bairro do Pina.
video

Duas pessoas foram assassinadas na madrugada desta terça-feira (25), no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, por volta das 3h, no conjunto residencial Via Mangue I. De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as vítimas são um homem e uma mulher, de 20 e de 36 anos, respectivamente.
Segundo a delegada Andréa Melo, um soldado do Exército é suspeito do crime. Durante a noite de Natal, ele teria se envolvido em uma briga com a ex-sogra, uma das vítimas, por causa de dinheiro. "Havia discussão por conta da pensão alimentícia de um filho menor. A sogra sempre questionava ele", explicou a delegada.
As famílias moravam perto e comemoravam o Natal juntas, na calçada de um dos dois prédios do conjunto. Ainda de acordo com a delegada, a ex-sogra chegou a agredir o suspeito durante a discussão, que revidou a agressão antes de buscar a arma. Ele disparou três tiros contra a ex-sogra e também atirou contra o atual namorado da ex-companheira, o jovem de 20 anos que morreu. "Tentou também matar a ex-mulher, mas não tinha mais munição, a arma travou", conta a delegada.
Os corpos serão encaminhados ao Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife. O suspeito está foragido.
G1 PE/montedo.com

Bombeiros treinam soldados do Exército em MG

Itajubá – Pelotão de Bombeiros treina militares do Exército em resgate básico

 Pelotão de Bombeiros treina militares do Exército em resgate básico Pelotão de Bombeiros treina militares do Exército em resgate básico
Trinta e dois militares do 4° Batalhão de Engenharia e Combate do Exército Brasileiro concluíram, em 14/12, o Curso de Suporte Básico de Vida e Combate a Incêndio, ministrado pelo 2º Pelotão de Bombeiros, em Itajubá, no Sul de Minas.
O curso, com 40 horas de duração, abordou noções de enfermagem, segurança do local, avaliação dos pacientes em caso clínicos e traumas, noções básicas de anatomia e fisiologia humana. Além disso, os militares também foram orientados em noções de enfermagem, biossegurança, segurança no trabalho e avaliação do paciente emergencial. O Salvamento Aquático também foi abordado, por ser um conhecimento útil para o Batalhão que atua na área de engenharia e montagem de pontes.
Na área de combate a incêndio, o curso abrangeu conhecimento de combustão e seus elementos, definição, classificação e fases do incêndio bem como demonstração de equipamentos de combate.
(Fotos: Cb BM Edmilson do 2° Pel BM - Itajubá)
CBMMG/montedo.com

25 de dezembro de 2012

Feliz Natal!

Publicação original: 25 de dezembro de 2012

HISTORINHA DE NATAL

Ricardo Montedo

Pois contam os mais velhos, os muito, muito mais velhos, que certa vez, em um tempo tão distante que nem se sabe quando, surgiu, no céu de uma noite de dezembro, uma estrela.
Porém, não uma estrelinha qualquer, dessas que encontramos em qualquer esquina da Via-Láctea. 
Aquela era uma estrela especial, de um brilho especial, tão diferente que, enquanto todo o firmamento se movimentava - eis que naquele tempo a terra era o centro do universo - pois não é que essa estrela permanecia paradinha, paradinha, no mesmíssimo lugar, como se fora um farol a apontar uma direção?
E, contam os muito, muito mais velhos, que no rumo daquele clarão magnífico convergiram muitos homens daquele tempo, pastores, lavradores, gente muito simples, no rastro dos quais vieram também seus cavalos, vacas, cabras e ovelhas.
Assim, formou-se uma romaria em direção àquela luz, que parecia chamar a toda a humanidade. Até mesmo reis, de longínquos reinos, para lá se dirigiram, atraídos por uma força irresistível.
E foram chegando, todos, ao local que a estrela apontava. E todos se espantavam ao ver que esse lugar era uma simples, humilde e singela estrebaria esquecida, nas cercanias de uma pequena vila chamada Belém.
Mais espantados ainda ficavam ao ver, lá dentro, sob a vigília de um casal emocionado, um recém-nascido, um menino, que parecia irradiar uma luz ainda mais forte que a da estrela que os trouxera até ali!
E o mais extraordinário era que aquele brilho não lhes ofuscava os olhos, mas sim, aquecia os seus corações! E os homens daquele tempo, segundo contam os muito, muito mais velhos, entenderam que aquela criança viera para mudar a história da raça humana.
E ao regressarem aos seus lares, levaram consigo a boa nova:
- Jesus nasceu!
- Jesus nasceu!
E trataram de espalhar por toda a terra a mensagem que aquele menino lhes trouxera: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade!”
Dizem os muito, muito mais velhos, que essa é a história do primeiro Natal, que já se perdeu na noite dos tempos.
Que possamos revivê-la dentro de nós, todos os dias. Que seja sempre Natal em nossos corações.
Muita paz a todos!
FELIZ NATAL!

Presente de Ano-Novo? Dilma avalia mudança dos comandantes das Forças Armadas

Dilma avalia mudança de comandantes militares
Nem mesmo o almoço de confraternização, semana passada, fez a presidenta Dilma mudar de ideia. Ela examina muar os comandantes militares, que estariam muito desgastados nas respectivas forças. Segundo fonte do Ministério da Defesa, trata-se de “fadiga de material” ou de imagem. Cada vez mais isolados, os chefes das três forças se mantêm distantes até mesmos dos respectivos altos comandos.
Cláudio Humberto/montedo.com

Comento:
A permanência dos comandantes nos cargos por tão longo tempo contraria a dinâmica das próprias Forças Armadas, onde a rotatividade nas funções é considerada salutar e praticada de forma corriqueira e sistemática. Nem na época da ditadura militar houve caso de permanência tão prolongada.
O brigadeiro Saito, por exemplo, está prestes a completar uma década no cargo. O general Enzo e o almirante Moura Neto estão no posto desde 2007. Em outras palavras, estão 'mais agarrados do que carrapato em saco de touro'. Deveriam ter saído de cena por iniciativa própria há um bom tempo. Como não o fizeram, parece que a 'comandanta suprema', sutil como um rinoceronte, o fará por eles. E, cá pra nós, já vão tarde.

Brasil já gastou R$ 1,9 bilhões no Haiti

Gasto brasileiro no Haiti chega a R$ 1,9 bi desde abril de 2004

BRASÍLIA - Sem previsão para deixar o Haiti, o Exército gastou, de abril de 2004 a novembro deste ano, R$ 1,892 bilhão na manutenção da tropa no país arrasado por uma guerra civil e, mais recentemente, por um terremoto.
Desse total, a Organização das Nações Unidas (ONU) reembolsou R$ 556,5 milhões para o Tesouro Nacional. Os números são do Ministério da Defesa. Na prática, um gasto de R$ 1,3 bilhão líquido em recursos do Brasil. Em 2004, o governo Lula justificou que a participação na missão de paz da ONU era uma forma de garantir um assento permanente do Brasil no Conselho de Segurança, o que não ocorreu.
Atualmente, o Brasil mantém 1.910 homens das Forças Armadas na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). A maioria do contingente brasileiro é do Exército. Ainda há militares da Aeronáutica (30 homens da Força Aérea Brasileira) e da Marinha (200 fuzileiros navais). A meta para 2013 é reduzir o efetivo para 1.200 militares, mesmo número do início da operação, em 2004 – o acréscimo ocorreu após o terremoto de 2010.
A redução da tropa de forma "responsável", nas palavras do ministro da Defesa, Celso Amorim, é respaldada por uma resolução da ONU, de outubro. No começo deste mês, o presidente do Haiti, Michel Martelly, escreveu uma carta de duas páginas implorando à presidente Dilma Rousseff para negociar a manutenção do efetivo, argumentando que ainda não conseguiu formar uma polícia nacional para deter o avanço de gangues.
Em oito anos e meio, cerca de 25 mil militares brasileiros passaram pelo Haiti. O governo avalia que a missão, embora não tenha garantido um assento no Conselho de Segurança, derrubou uma das principais críticas ao País no âmbito da ONU. Delegações estrangeiras sempre questionaram a contundência dos discursos dos diplomatas do Itamaraty na área de direitos humanos e a fraca presença real brasileira nos campos de conflito.
O gasto total do Brasil no Haiti é quase nove vezes maior que o valor pedido em 2012 pelo governo de São Paulo ao governo federal para modernizar as áreas de informação e inteligência da polícia – neste ano, o governo paulista reclamou que pediu R$ 148,8 milhões ao Ministério da Justiça e só recebeu R$ 4 milhões. No contra-ataque, o governo federal alegou que não recebeu projeto consistente para o envio dos recursos. Se aplicada na área social, a despesa no Haiti daria para pagar o plano de expansão da rede de creches e escolas infantis nos próximos três anos e que, até agora, não saiu do papel. O governo anunciou um investimento de R$ 1,3 bilhão até 2014.
Não estão incluídos no total de despesas os recursos gastos com soldos dos militares. O gasto inclui recursos de diárias, alimentação, comunicação, rede de internet, processamento de dados, explosivos e munições, vestuário, transporte, combustível e produtos médicos e farmacêuticos.

Promessas
O projeto brasileiro no Haiti começou com festa. Enquanto soldados chegavam a Porto Príncipe para montar base, a seleção liderada por Ronaldo Fenômeno desfilava com a Copa Fifa em blindados da ONU pela capital haitiana, diante de uma multidão eufórica, e aplicaria depois uma goleada de 6 a 0 no time da casa, para a festa dos ricos do país que tiveram acesso ao estádio.
Enquanto tentavam se adaptar a um país sem infraestrutura, com mais de 70% da população sem emprego, generais brasileiros pressionavam diplomatas e autoridades para exigir recursos de organismos internacionais para combater a miséria no Haiti. Em janeiro de 2010, o país caribenho foi atingido por um terremoto, que deixou 316 mil mortos, segundo o governo haitiano. A tropa brasileira também foi atingida, com a morte de 18 militares.
Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) indicam que o governo gastou, em 2011 e 2012, R$ 235 mil em bolsas para os filhos dos militares mortos no terremoto. A tragédia de 2010 tornou ainda mais dramática a vida que já era praticamente insuportável no país. Sem árvores – cortadas para lenha de fogão –, as ruas de Porto Príncipe ainda estão tomadas de abrigos improvisados de sobreviventes do terremoto.
Os discursos de dirigentes da ONU pedindo recursos "impactantes" para o Haiti não mobilizaram a comunidade internacional, antes ou depois do começo da crise financeira de 2008. O governo brasileiro deve endurecer, no próximo ano, o discurso contra a própria ONU.
O Ministério da Defesa e o Itamaraty reclamam que o Brasil se comprometeu a gastar US$ 40 milhões, por exemplo, na construção de uma hidrelétrica com capacidade de 32 megawatts no Rio Artibonite, ao sul de Porto Príncipe, e, até agora, os demais países não repassaram um centavo para o projeto orçado em US$ 190 milhões e que beneficiará 1 milhão de pessoas.
ESTADÃO/montedo.com

Rena petista


Haiti não tem controle sobre recursos que recebe, diz general brasileiro

País não tem controle dos recursos que recebe para o Haiti
Segundo general brasileiro, estimativa é de que apenas 10% da doações externas vão para o governo haitiano

Tânia Monteiro e Leonencio Nossa, de O Estado de S.Paulo
General Santos Cruz recebe a Medalha da ONU
(Imagem: Marco Domino/Sangue Verde Oliva)
BRASÍLIA - Quase dois anos depois do terremoto que devastou o Haiti e deixou salto total de 316 mil mortos, a situação do país está longe de voltar ao ponto, já crítico, de antes da tragédia. A avaliação é do ex-comandante das Forças da ONU no Haiti, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que atuou no país entre 2007 e 2009.
O general disse ao Estado que, ao contrário do que se imagina, o maior problema não é a falta de recursos para melhorar as condições de vida da população, mas o descontrole sobre o envio e o recebimento dessa verba para o país, sem a contabilização pelo governo haitiano. Segundo ele, “não há sincronismo entre os trabalhos das ONGs e do governo do Haiti” e “cada um faz o que quer e, com isso, se cria um poder paralelo, fora do controle do governo central”.
De acordo com dados do Banco Mundial, de 2009, 10 mil organizações não governamentais atuavam no país antes do terremoto. Com a tragédia, o número subiu para 12 mil, mas o governo de Porto Príncipe só tem o registro de 560 ONGs. No entanto, não há estimativa concreta por parte do governo local do volume de recursos que já foi destinado ao Haiti e onde os recursos foram aplicados. Além do descontrole em relação aos recursos das ONGs, a maior parte das verbas oficialmente prometidas também não chegou. Dos US$ 5,3 bilhões prometidos para a reconstrução do país em dois anos, só a metade foi recebida.
Para dar uma dimensão do descontrole, o general Santos Cruz comentou que a estimativa é de que apenas 10% do que chega de doação externa vai para o governo haitiano, e a quantidade de recursos movimentada é “uma incógnita”. Ele lembra que uma pesquisa foi realizada com 300 ONGs norte-americanas para se tentar saber quanto tinham enviado para o Haiti. Apenas 38 responderam, informando que mandaram US$ 1,8 bilhão, mas não se sabe exatamente onde os recursos foram aplicados.

Dependência
Outro problema: do próprio orçamento federal do Haiti aprovado neste ano, da ordem de US$ 3 bilhões, cerca de 60% dependem de ajuda internacional, o que dificulta qualquer tipo de planejamento. “Nenhum governo consegue se planejar dependendo de dinheiro de doações externas”, afirmou o general, ao explicar que esta falta de estrutura governamental acaba por depositar “esperanças excessivas” na presença da ONU no país.
Com o passar do tempo e o esquecimento da tragédia provocada pelo terremoto, o trabalho da missão de paz entra na rotina, as ajudas mínguam e a ONU começa a reduzir sua presença no território. O ministro da Defesa, Celso Amorim, defende que é importante manter o engajamento em relação ao país, mas reconhece que “não é bom para o Haiti nem para ninguém que a tropas fiquem lá indefinidamente”. O ministro não fixa prazo para retirada das tropas brasileiras e lembra que isso dependerá sempre de acertos entre a ONU e os governos do Haiti e do Brasil.
Amorim tem defendido uma mudança no perfil da missão que, acredita, deve começar a se voltar mais para os aspectos do desenvolvimento socioeconômico e da diminuição da dependência externa do país caribenho. “A ideia é que haja desenvolvimento no Haiti, que é a melhor maneira de diminuir substancialmente o problema da segurança no país”, afirmou.
General Heleno
O general Augusto Heleno, o primeiro comandante das tropas da ONU no Haiti, em 2004, acredita que “já está na hora de nós pensarmos, paulatinamente, de sairmos da missão, uma vez que hoje ela é missão tipicamente de polícia, muito mais do que de paz, que exija força militar tão numerosa”. Mas ele ressalta que, “do ponto de vista militar”, a participação da tropa brasileira “tem sido altamente vantajosa porque a tropa tem adestramento em situação real e isso é de um valor inestimável para o treinamento do pessoal”. O general destacou o trabalho da companhia de engenharia do Exército brasileira, que, “extrapolando sua missão”, construiu poços artesianos e estradas, asfaltou ruas, recuperou escolas e hospitais.
Apesar de todas as ajudas, a taxa de pobreza é altíssima no Haiti, com quase 80% da população vivendo com US$ 2 por dia, a taxa de mortalidade infantil é de 60 crianças por mil, 50% das crianças não frequentam as escolas e a lista da Transparência Internacional coloca o Haiti em 165.º lugar em corrupção, numa escala que vai até 176. Mas a violência no país está controlada. Lá ocorrem de seis a sete assassinatos por 100 mil habitantes. É uma taxa cinco vezes menor do que a do Rio de Janeiro, que é de 35 assassinatos por 100 mil habitantes.
ESTADÃO/montedo.com

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