19 de outubro de 2011

FX-2: AMORIM DESCONVERSA SOBRE COMPRA DE CAÇAS

Amorim: há 'considerações financeiras' para a compra de caças
A compra de 36 aviões de caça para renovar a frota da Força Aérea Brasileira (FAB) dependerá da evolução da crise financeira mundial, afirmou nesta terça-feira em Paris o ministro da Defesa, Celso Amorim, que preferiu não garantir se a decisão será tomada em 2012. "Neste momento, a consideração fundamental é de ordem financeira e econômica. Não sabemos quais serão as consequências da crise financeira mundial sobre o Brasil", disse Amorim, em uma entrevista coletiva à imprensa no ministério francês da Defesa.
"Devemos ser prudentes, sem esquecer que nossas necessidades na área de Defesa exigem uma decisão que não pode ser adiada indefinidamente", afirmou o ministro. Sem querer confirmar quando será anunciada a decisão sobre a compra, prevista para 2012 após o adiamento do projeto, Amorim reconheceu que "há urgência" em relação ao assunto. "A vida útil dos Mirages está se esgotando. A manutenção vai custar caro a partir de 2013. Mas a urgência não é o único fator determinante. As possibilidades materiais também contam e é preciso balancear as duas coisas", ressaltou.
Questionado insistentemente a respeito, o ministro brasileiro fundamentou a posição do Brasil em que, embora "a economia do Brasil crescerá 4%, não sabemos exatamente quais serão as consequências da crise financeira mundial no Brasil". A França segue aspirando obter uma milionária licitação com o Brasil para a venda dos aviões de combate, do construtor aeronáutico francês Dassault Aviation, que está a serviço das Forças Armadas francesas, mas que nunca foi vendido ao exterior.
O Brasil adiou em 2010 sua decisão sobre esta operação em virtude de cortes orçamentários. O antecessor de Amorim, Nelson Jobim, indicou na França em julho que uma decisão sobre a eventual compra do Rafale foi adiada "até o início de 2012". Amorim, que respondeu a todas as perguntas em francês, disse que "não está excluída" uma decisão em 2012, mas esclareceu que "não está prevista".
No entanto, admitiu que a frota da Força Aérea Brasileira (FAB) precisa ser renovada. "Mas não é apenas a urgência o que determina as coisas, mas também as possibilidades materiais", insistiu o ex-chanceler brasileiro. Três construtores aeronáuticos disputam esta licitação de US$ 4 bilhões a US$ 7 bilhões: além da Dassault se apresentaram a americana Boeing, com o F/A-18 Super Hornet, e a sueca Saab, com o Gripen NG.
BBC Brasil.

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