16 de setembro de 2011

CONFLITO ENTRE EXÉRCITO E RIBEIRINHOS CONTINUA EM ÁREA DO CIGS

Conflito entre exército e populares continua em comunidade no Puraquequara
Na manhã desta quarta-feira (14), o grupo de oficiais do Comando Militar da Amazônia (CMA) retornou à Comunidade Jatuarana na área rural do bairro Puraquequara para dar seguimento às ações de demolição dos imóveis de moradores da comunidade
Morador da comunidade Jatuarana mostra título definitivo da terra (Euzivaldo Queiroz)
WALLACE ABREU
Morador da comunidade Jatuarana mostra título definitivo da terra (Euzivaldo Queiroz)
Na última sexta-feira (09), um grupo de oficiais do Comando Militar da Amazônia (CMA) esteve na comunidade Jatuarana e destruiu a casa do agricultor Wilson Gomes Neves, 35. De acordo com o agricultor, o grupo alegou que o imóvel estava em área pertencente ao exército. As terras são motivo de disputa entre exército e moradores há pelo menos oito anos.
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Na manhã desta quarta-feira (14), o exército voltou à área e deu seguimento à demolição das casas dos moradores da comunidade. Segundo o agricultor que já teve sua casa demolida na semana passada, eram pelo menos 30 homens armados, enquanto outros realizavam o desmonte das casas.
“Estamos vivendo uma espécie de terrorismo. Eles ameaçaram que fariam, voltaram e fizeram. Eles não tem nenhum mandado oficial para realizar a ação. Eu e minha família já moramos aqui há 18 anos. Eu possuo o registro e escrituras destas terras, mas eles continuam destruindo tudo e alegando que as terras pertencem à eles”, relata Neves.
São 86 famílias morando atualmente na comunidade, em sua maioria, agricultores. Segundo o morador, a ação foi denunciada no Ministério Público Federal (MPF/AM), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Defensoria da União e Polícia Civil. “Na semana passada fizemos a denúncia junto à esses órgãos, mas até agora nenhuma providência foi tomada”, destaca.
“É duro ver sua vida sendo destruída em poucas horas e não poder fazer nada. Eles prometeram voltar na manhã desta quinta-feira (15) para levar as madeiras das casas que já foram desmontadas e os animais de nossas criações. Nós não temos pra onde ir”, desabafa o agricultor.

4 comentários:

Anônimo disse...

Título definitivo da terra? Hahahahaha... quem já morou na região norte sabe que vc consegue um "título definitivo" em meia hora em qualquer cartório, que são eivados de suspeição naquelas bandas.
O EB tem mais é que colocar abaixo, pq se não o fizer, aí entra justiça, "direitos humanos", políticos e o escambau; e aí já viu: A União perde a terra para meia dúzia de "coitadinhos" 171!

Anônimo disse...

Falsificar documento é crime gravíssimo. Se você que fez esse comentário infeliz e irresponsável, sabe de algum cartório que fralda qualquer tipo de documento e não denuncia, você é tão criminoso quanto os fraldadores. Seja responsável, não brinque com coisa séria, não fale do que não conhece. Quanto a ação do CIGS nesta citada comunidade ribeirinha, isso merece uma investigação rigorosa quanto as ações dessa instituição. O que justifica a presença e permanência desses soldados nas comunidades ribeirinhas, já que CIGS significa Centro de Instrução e Guerra na Selva. Há algo de muito nocívo acontecendo nesta situação. O Governo faz tanta propaganda do tal Desenvolvimento Sustentável, de dar condição do homem do interior permanecer em seu local de origem e coisa e tal. No entanto o que estamos vendo é exatamente o contrário, o próprio Exercito, que tem dever de defender e manter a integridade dos brasileiros praticando a pior espécie de truculência. E o Lema do CIGS é Fizemos ontem, Fazemos hoje,Faremos Sempre, Tudo pela Amazônia. Realmente, estão fazendo tudo de mais vil e desumano. Perseguindo pessoas humildes e indefesas que não podem continuar à mercê dessas arbitrariedades.

Anônimo disse...

Sem querer entrar no mérito da questão, mas para salvaguardar a língua portuguesa, informo que a forma correta é fraUdar (vem de fraUde), e não FraLdar (fralda é usada apenas em bebês), como o amigo acima escreveu.

Anônimo disse...

Discordo do comentário acima. Os cartórios de imóveis da Região Norte vivem sendo processados, e até fechados, por conta das inúmeras fraudes.
Só vale o comentário que o crime de falsicação de documento não é gravíssimo como foi colocado, tem pena de reclusão de 2 a 6 anos, mais a sexta parte se funcionário público. Não dá para se considerar um crime gravíssimo, mesmo pq é difícil ver alguém indo em cana neste País por conta disso. Lembremos que este é o país da impunidade, da Justiça morosa, dos recursos infindáveis e da prescrição.

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