6 de novembro de 2009

PSIQUIATRA DO EXÉRCITO MATA 12 EM BASE AMERICANA

Psiquiatra do Exército que iria para a guerra abre fogo em base militar americana, matando 12
De Marília Martins (Foto:AFP)

Onze pessoas morreram e pelo menos 31 ficaram feridas na maior base militar do mundo, Fort Hood, no Texas, em um tiroteio que irrompeu no começo da tarde de ontem, envolvendo um militar americano como atirador: o major Nidal Malik Hasan, de 39 anos, que seria enviado em breve para o Iraque.
Hasan, psiquiatra que cuidava de soldados no setor de estresse pós-traumático, foi ferido e preso por agentes de segurança. Uma das possíveis causas investigadas para o ataque é o estresse militar.
Muçulmano nascido nos EUA, o major já havia manifestado temor de ir para a guerra.
— Sabemos que nos últimos cinco anos esse era seu pior pesadelo — disse Nader Hasan, primo do atirador.
A base foi imediatamente cercada. Perto da entrada, uma multidão estacionou seus carros e, de rádio ligado, esperava detalhes sobre o massacre.
A base militar de Fort Hood, próxima de Austin, é uma instalação gigantesca, que serve de treinamento e de polo para o envio de tropas para o Iraque e o Afeganistão.
É também o principal centro de recepção dos soldados que voltam do combate. Mais de 100 mil pessoas, entre militares e civis, circulam diariamente pelo complexo, que tem 4.929 oficiais na ativa, outros 45.414 alistados em trânsito e mais de 9 mil servidores civis, além de familiares dos soldados em visita. Todas as vítimas seriam militares ou policiais civis.
Hasan foi preso logo após o início do tiroteio, por volta das 13h30m, por agentes de segurança. Ele trazia duas pistolas de uso militar. Sua morte chegou a ser anunciada, e depois desmentida. Ele está ferido, mas em condição estável.
Outros três militares foram detidos para investigação, mas dois deles já foram liberados.
O major foi promovido em maio e transferido para Fort Hood em julho. Fontes disseram que sua avaliação no Centro Médico de Walter Reed, onde trabalhava antes, havia sido fraca. O centro médico foi alvo de um escândalo nos EUA pelo descaso no trato de soldados feridos. Leia mais em O Globo

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