23 de setembro de 2017

Apesar do cerco das Forças Federais, Rocinha tem novo tiroteio durante a madrugada deste sábado

Disparos foram ouvidos por volta de 4 horas. De acordo com o Centro de Operações, o túnel Zuzu Angel, que faz a ligação entre as zonas Sul e Oeste da cidade, chegou a ser interditado.
Blindado das Forças Armadas chega à Rocinha (Foto: Reprodução / TV Globo)
Por G1
Embora Forças Federais estejam no segundo dia seguido de operação na Rocinha e após um breve período de aparente tranquilidade, foram registrados novos tiros na comunidade da Zona Sul do Rio de Janeiro, na madrugada deste sábado (23). Disparos foram ouvidos por volta de 4 horas, segundo relatos de moradores, informou a Polícia Militar (PM).
De acordo com o Centro de Operações, o túnel Zuzu Angel, que faz a ligação entre as zonas Sul e Oeste da cidade, foi interditado nos dois sentidos por algumas horas.
Não há informações sobre feridos.
As Forças Federais iniciaram neste sábado o segundo dia de ocupação da Rocinha. Há uma semana, quadrilhas rivais disputam o controle do tráfico de drogas na favela com tiroteios, provocando pânico nos moradores da região. As incursões na comunidade contam com o apoio de policiais do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
A operação na Rocinha começou na sexta-feira (21), às 16h. Houve confrontos entre os policiais e bandidos, mas ninguém foi preso e os criminosos conseguiram fugir. Segundo as investigações, os traficantes estariam escondidos dentro da mata que fica no alto da favela, entre eles, de acordo com os policiais, Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, chefe do tráfico no local.
Pelo menos 16 criminosos já indentificados que atuam na Rocinha são procurados pela polícia. Todos possuem mandados de prisão expedidos pela Justiça do Rio. Rogério 157 disputa o controle da Rocinha com Antônio Bonfim Lopes, o Nem, preso em um presídio de segurança máxima em Porto Velho, Rondônia. Mesmo detido, Nem ordenou ataques na favela contra o grupo do rival.
O delegado titular da 11ªDP (Rocinha), Antônio Ricardo Lima Nunes, informou, no início da noite de sexta, que a Polícia Civil está na fase final da confecção de um mandado de busca e apreensão em casas da favela. "Nós vamos pedir ao Poder Judiciário que conceda buscas e apreensão em residências em áreas conflagradas. Em cima disso, a gente pretende prender outros indivíduos e também pretende apreender armas”, explicou Nunes.
Para o delegado, o objetivo desse mandado é dar legalidade às ações da Polícia. “Nós vamos poder acessar as residências com ordem judicial, independente da vontade do morador”, completou.
Militares fazem reconhecimento na comunidade da Rocinha (Foto: Ricardo Moraes / Reuters)

Rocinha 'pacificada'
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou na sexta que, segundo informações do Comando Militar do Leste, a Rocinha estava "pacificada" no início da noite. Ele disse que os militares permanecerão na comunidade durante "a noite inteira", pelo menos até sábado. O secretário de Segurança, Roberto Sá, declarou que a operação continua "por tempo indeterminado".
"Aquele tiroteio que foi observado na parte da manhã já não acontece. As tropas especiais da polícia com o apoio de tropas especiais das forças armadas estão tentando localizar os criminosos que estão na mata ou em algum esconderijo espalhado na própria Rocinha em algum lugar", disse Jungmann. Ele afirmou também que, na medida do necessário, a operação pode até contar com mais homens.
A guerra entre os grupos dos traficantes Antônio Bonfim Lopes, o Nem, e Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, que foi intensificada na semana passada, levou a polícia a realizar operações diárias na Rocinha, comunidade com 70 mil habitantes.
Desde domingo, todos os dias houve tiroteio. Na manhã de sexta, novos e mais intensos confrontos levaram o governador Luiz Fernando Pezão a pedir ajuda militar. A autorização foi dada pelo ministro Raul Jungmann.

Resumo dos fatos de sexta-feira:
  • Às 5h, tropas especiais da polícia iniciaram operação na Rocinha, pelo 5º dia seguido;
  • houve intenso confronto de policiais com traficantes do grupo de Rogério 157, que disputa com o de Nem (preso em Porto Velho) o controle da favela;
  • por volta das 8h, jovens incendiaram um ônibus perto da praia de São Conrado, a mando de traficantes;
  • os tiroteios continuaram pela manhã, já na parte baixa da comunidade, perto do Túnel Zuzu Angel. Houve correria e a 11ª DP virou abrigo contra tiros. Uma granada foi lançada contra policiais, mas não explodiu;
  • às 10h, a Autoestrada Lagoa-Barra, principal ligação entre as Zona Sul e Oeste, foi interditada – a liberação só ocorreu às 14h;
  • 25 linhas de ônibus tiveram que alterar trajetos;
  • houve confrontos em outras comunidades: Maré, Alemão, Dona Marta, Chapéu Mangueira, Cidade de Deus e Vila Kennedy;
  • três moradores ficaram feridos por balas perdidas: na Rocinha, na Maré e no Alemão;
  • quase 7 mil alunos ficaram sem aulas;
  • postos de saúde e comércio fecharam portas;
  • escolas particulares e uma universidade também suspenderam as atividades;
  • um criminoso, conhecido como "Dançarino", se entregou à Polícia Federal;
  • Pezão pediu reforço federal, e Jungmann anunciou a participação de 950 militares;
  • pouco antes das 16h, as tropas entraram na favela, pelo chão e de helicóptero;
  • nenhum tiro foi ouvido e ninguém foi preso pelas tropas, até as 22h.


VALE ESTE - Guerra nos morros do RJ (Foto: Arte/G1)

O ministro acrescentou que as tropas especiais do exército estão entre as melhores do mundo para atuar em terreno de mata. "Tivemos um test drive de 13 anos no Haiti, temos tropas muito treinadas em termos de selva, de sorte que esse pessoal aí é extremamente especializado, muito treinado, e eles têm uma competência para usar a força exatamente proporcional ao desafio que estão enfrentando", afirmou.
O Exército está empregando tropas de Comandos e Forças Especiais, inclusive snipers (atiradores de elite), na operação na Rocinha. São os militares mais bem treinados no país, que são preparados para todos os tipos de situações de guerra e que atuariam em caso de um ataque terrorista. Em um vídeo divulgado nesta sexta, é possível ver estes militares desembarcando de rapel de um helicóptero no topo da favela. Estes homens estarão sempre com os rostos cobertos e sem símbolos nos uniformes.
Perguntado que outra atuação está prevista para as tropas das Forças Armadas no Rio, fora a presença na Rocinha, o ministro disse que "isso depende do que o estado demandar". "Quem pilota esse esforço é o estado [do RJ]. Não há uma intervenção na segurança, e sim, exatamente, um compartilhamento entre as tropas federais e as polícias do estado do Rio de Janeiro".
Em entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), o secretário Roberto Sá falou ao lado do almirante Roberto Rossatto, chefe do estado maior conjunto do comando militar do leste. Eles detalharam os trabalhos das Forças Armadas na Rocinha. Os soldados não fizeram apenas o cerco da comunidade, como inicialmente planejado. Os militares atuaram nas principais vias de acesso aà comunidade e também na mata.
Apesar de toda a operação, iniciada na tarde de sexta, ninguém foi preso e nada foi apreendido com os bandidos. Sá também negou que os tiroteios ocorridos em outras favelas fossem ações orquestradas pelos criminosos.
Sá e Rossatto explicaram ainda que a operação foi para "reconhecimento de terreno". Segundo as investigações, bandidos estariam escondidos em uma mata da Rocinha, entre eles Rogério 157, chefe do tráfico da favela.
Roberto Sá quis ainda tranquilizar a população do Rio. Segundo o secretário, os cariocas podem ir às ruas. "Em Londres, por exemplo, tem terrorismo e ninguém deixa de visitar a cidade", disse ele.
Sá e Rossatto também não descartaram que as Forças Armadas ocupem outras favelas do Rio, como na Rocinha. Mas eles não deram detalhes sobre isso.
G1/montedo.com

Adubando a imbecilidade coletiva

O rapaz é comentarista de esportes, mas - sabe como é - sempre dá tempo de ser leviano em outras áreas.

Rejeição ao Exército no Rio é tática do tráfico

Uma das armas mais poderosas dos traficantes que controlam morros cariocas, inclusive a Rocinha, é a reação dos moradores à presença de soldados do Exército. “Tentar diminuir o ânimo dos soldados é uma tática de guerrilha urbana”, explica em off um oficial do Exército que participa das ações, estudioso do assunto. Ele afirma que grande parte dos cariocas apoia a presença do Exército, mas há os que a repelem.

COISA MAIS ESQUISITA
Foram recebidas com aplausos as tropas do Exército que ocupariam a Rocinha. Mas também foram ouvidos vaias e xingamentos.

VAI ENTENDER
Reclamaram muito do bloqueio do acesso à Rocinha. Mas o alvo eram as forças de segurança e não os bandidos, causadores da confusão.

MAIS DO MESMO
Há também muitos cariocas céticos, segundo pesquisa oficiais: acham que tropas vão embora, traficantes voltam e tudo continuará na mesma.

ÀS AVESSAS
O que mais impressiona, na “guerra civil” do Rio, é a rejeição de parte dos cariocas às forças de segurança que estão na cidade para protegê-los. Parecem preferir o domínio dos traficantes ao império da lei.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Ministro da Defesa tenta obter apoio de Raquel Dodge para força-tarefa no Rio

JUNGMANN DISSE QUE BUSCARÁ TAMBÉM O APOIO DA JUSTIÇA E DA POLÍCIA FEDERAL
JUNGMANN TENTA APOIO DA PROCURADORA-GERAL À CRIAÇÃO DE UMA FORÇA-TAREFA DE ATUAÇÃO ESPECÍFICA PARA SEGURANÇA PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO (FOTO: ALEXANDRE MANFRIM)
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, e a procuradora-geral da República (PRG), Raquel Dodge, se reuniram agora há pouco na sede da PGR em Brasília. Além de ser uma reunião de apresentação - uma vez que Jungmann não pôde ir à posse da procuradora, por estar em viagem - o encontro desta sexta (22) é uma tentativa de Jungmann obter apoio e suporte da procuradora-geral à proposta de criação de uma força-tarefa de atuação específica para a segurança pública no Rio de Janeiro.
Nesta quinta (21), após reunir-se, no Rio de Janeiro, com o governador do estado, Luiz Fernando Pezão, Jungmann disse que buscará também o apoio da Justiça e da Polícia Federal para essa força tarefa. Caberá agora ao governo carioca finalizar uma proposta apontando os locais onde as Forças Armadas farão as patrulhas. Essa proposta será encaminhada para a análise no Ministério da Defesa.
Nesta quarta (20), o governador revelou que entre os pontos que podem ter a presença de militares federais estão as linhas Vermelha e Amarela e as rodovias federais. A intenção é poder deslocar o efetivo da polícia estadual, que ficaria nestes locais, para outras operações reforçando as operações de combate ao crime.
Após o encontro com Pezão, Jungmann disse que o governo anunciará em outubro um “grande pacto social” que complementará as incursões das forças de segurança no combate ao crime organizado no estado, com ações nos eixos de segurança, defesa e inteligência.
O ministro admitiu que houve desajustes no relacionamento entre os governos federal e estadual na questão da segurança, mas que cabe às autoridades resolverem, porque o Rio de Janeiro, assim o exige. Dados do Instituto de Segurança Pública, entre junho e 26 de julho deste ano, houve 1.041 casos de roubo de carga no Rio, e que, de 29 de julho – quando começaram as operações conjuntas – até 22 de agosto, foram registrados 585 casos.
Nos roubos a pessoas nas ruas, os registros caíram de 9.265 para 6.286 casos e nas tentativas de homicídio de 508 para 393. O período de comparação, no entanto, tem menos dias. Enquanto no primeiro período foram 35 dias com casos registrados, no segundo foram 25 dias. (ABr)
DIÁRIO do PODER/montedo.com

22 de setembro de 2017

Exército 'dando força' à PM do RJ

Exército fará até ‘guerra na selva’ em cerco a tráfico na Rocinha

Helicópteros desembarcarão militares treinados em ações desse tipo na mata fechada do entorno da favela do Rio, que é palco de disputa entre traficantes
Militares do Exército participam de ação na favela da Rocinha, no Rio (Bruno Kelly/Reuters)
Da Redação
A participação das Forças Armadas no cerco ao tráfico na Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, não vai se limitar ao controle das principais vias que dão acesso à comunidade. Militares treinados em operações na selva vão ajudar no reconhecimento da área e na localização de traficantes escondidos na floresta no entorno da favela.
Segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança no Rio de Janeiro, almirante Roberto Rossatto, diferentemente das outras ações das Forças Armadas no estado, desta vez, as tropas estão atuando nos acessos à comunidade atingida e no seu entorno, na vegetação de mata fechada, com o uso de helicópteros para desembarcar homens do Exército treinados para fazer o reconhecimento e militares para auxiliar a comunicação da operação.
O almirante disse que a Estrada da Gávea divide a comunidade em duas partes: de um lado a Rocinha e do outro o Vidigal e, por isso, foi feito um cerco modificado, dividindo o terreno, para que as tropas possam atuar com maior eficácia. As Forças Armadas vão permanecer na Rocinha por tempo indeterminado, segundo Rossato.
O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, disse que os criminosos estão, em sua maioria, abrigados na mata, mas, como a Rocinha é muito grande, eles podem estar escondidos também em casas na comunidade.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o efetivo que poderá ser deslocado imediatamente são os 950 homens da Polícia do Exército lotados no Estado do Rio de Janeiro. Ele afirmou também que o efetivo pode crescer conforme a demanda dos próximos dias, até o limite máximo de 10.000 homens, que “é excessivo e só será utilizado em caso de necessidade”.

Balanço
As ações realizadas desde domingo (17) por policiais da 11ª Delegacia de Polícia (Rocinha), em conjunto com policiais militares, resultaram na prisão de três pessoas, identificadas como Edson Gomes Ferreira, Wilklen Nobre Barcellos e Fabio Ribeiro França. Quatro criminosos morreram nos confrontos. Seis pessoas ficaram feridas e foram socorridas e encaminhados ao Hospital Miguel Couto.
O Portal dos Procurados, site ligado ao Disque Denúncia do Rio, está oferecendo recompensa de 30 mil reais por informações que levem à prisão de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, chefe do tráfico na Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. Ele disputa o domínio do comércio ilegal de drogas na favela com o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, que está no presídio federal de Rondônia. Os dois pertencem à facção criminosa Amigo dos Amigos.
Nem é suspeito de ter ordenado o ataque contra a quadrilha de Rogério. Por isso, mesmo preso, teve nova prisão decretada. Nesta sexta-feira, 22, o portal publicou cartaz divulgando a recompensa pela prisão de Rogério. A peça também oferece um prêmio por informações a respeito de oito acusados de ter participado da invasão da Rocinha no último domingo. Para cada um dos procurados, o pagamento será de R$ 1 mil.
Veja/montedo.com

A filha do general

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Forças Armadas iniciam operação de cerco à Rocinha

'É uma disputa de poder entre a facção e é natural. O Nem foi preso e deixou alguém em seu lugar, que agora quer tomar o poder', disse comandante-geral da PM
Exército inicia operação no entorno da RocinhaRafael Nascimento / Agência O Dia
RAFAEL NASCIMENTO E JONATHAN FERREIRA
Rio - As Forças Armadas iniciaram, na tarde desta sexta-feira, uma operação de cerco à Rocinha, na Zona Sul do Rio. Segundo o ministro Raul Jungmann, 950 homens do Exército participarão da ação na comunidade, juntamente com forças policiais do estado. A Polícia Federal também está presente na região.
Por volta das 17h30, houveram dois tiros. Até o mometo, não há informações se o disparo foi de criminosos ou policiais. Já às 17h50, bandidos colocaram fogo na mata, na parte alta da comunidade.
De acordo com Wolney Dias, comandante- geral da Polícia Militar, a PM conta com mais de 400 homens no efetivo da Rocinha. Ao ser questionado se a Secretaria de Segurança demorou pedir ajuda do Exército, o comandante negou e disse que a PM já vinha atuando juntamente as tropas federais.

"É uma disputa de poder entre a facção e é natural. O Nem foi preso e deixou alguém em seu lugar, que agora quer tomar o poder", opinou Wolney sobre o cenário de confrontos na comunidade.
A entrada do Exército atraí a atenção de curiosos e moradores da Rocinha -que acompanham a chegada do efetivo e de blindados. No entanto, o clima é de apreensão e medo na comunidade. "Comprei comida extra. Eu vou entrar agora e não sei quando a gente vai conseguir sair de casa", revela a doméstica, que trabalha em Jacarepaguá. "Estamos vivendo um horror", lamentou.
O comandante-geral da PM, Wolney DiasRafael Nascimento / Agência O Dia
Esta sexta-feira, quinto dia de operações na Rocinha, está sendo marcado por confrontos na comunidade. Policiais dos Batalhões de Choque e de Operações Policiais Especiais (Bope) estão na favela para procurar o traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, e bandidos que invadiram o local no último domingo.
Às 10h, a base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Rua 2, que fica no alto do morro, foi atacada. Um morador foi ferido e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Segundo o diretor do hospital, a vítima vítima está bem, lúcida e orientada. Por volta das 14h40, um homem foi preso na localidade conhecida como 'Roupa Suja', mas a PM não deu mais detalhes sobre o caso.
Wolney Dias cumprimenta oficial do ExércitoWhatsApp O DIA (98762-8248)
Mais cedo, um ônibus foi incendiado em São Conrado, próximo à Avenida Niemeyer. Segundo a PM, o Setor de Inteligência e o Disque Denúncia receberam informações de que menores foram orientados para atear fogo em ônibus para desviar a atenção policial ao cerco da Rocinha.
Moradores acompanham ação do Exército na RocinhaRafael Nascimento / Agência O Dia
Uma granada também foi lançada em um trecho da Estrada Lagoa-Barra, após o túnel Zuzu Angel, próximo à passarela da Rocinha. A PM disse que o Esquadrão Antibombas foi acionado e conseguiu retirar o artefato para o local. Depois, o objeto foi levado para a 11ª DP (Rocinha). Por volta das 11h30, policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e do 23º BPM (Leblon) chegaram ao local para reforçar o policiamento. Por volta das 14h, os dois sentidos da Autoestrada Lagoa-Barra foram totalmente liberados.
Por segurança, cinco escolas, duas creches e um Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDIs) foram fechadas na região. Ao todo, 2.489 alunos foram prejudicados. As aulas também foram suspensas na Escola Teresiano, Escola Americana e Escola Parque, além da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
O Dia/montedo.com

Ministro da Defesa autoriza cerco do Exército à favela da Rocinha

Raul Jungmann acatou pedido do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, para que fossem enviados militares para a comunidade. Nesta manhã, traficantes e policiais voltaram a trocar tiros na favela.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann (Foto: Reprodução/TV Globo)
Por Valdo Cruz, GloboNews, Brasília
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta sexta-feira (22) à GloboNews que autorizou o Exército a fazer um cerco à favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Segundo Jungmann, ainda não há decisão sobre a entrada de militares na comunidade.
Nesta manhã, o governador fluminense Luiz Fernando Pezão e o secretário de Segurança Pública do estado, Roberto Sá, pediram ao ministério para que as Forças Armadas fossem enviadas à comunidade localizada na Zona Sul do Rio.
Desde as 9h30 desta sexta-feira, a favela enfrenta um intenso tiroteio entre policiais e criminosos. Traficantes fizeram disparos da área de mata da Rocinha contra policiais que cercavam a comunidade.
Logo cedo, o Batalhão de Choque da Polícia Militar fez um nova operação na região, a quinta em cinco dias. Também na manhã desta sexta, começou a ser montado no Centro Integrado de Comando e Controle, no Centro, um gabinete de crise para coordenar a operação.
PM fez operação na comunidade da Rocinha na manhã desta sexta. Na foto, troca de tiro de policiais em baixo da passarela (Foto: Gabriel Paiva / Agência O Globo )
PM fez operação na comunidade da Rocinha na manhã desta sexta. Na foto, troca de tiro de policiais em baixo da passarela (Foto: Gabriel Paiva / Agência O Globo )


Reunião com Raquel Dodge
Na manhã desta sexta, o ministro da Defesa se reuniu com a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para tratar da crise de segurança pública no Rio de Janeiro.
G1/montedo.com

Estado pede Exército nas ruas do Rio, mas ministro recua



Secretaria pede que Exército atue em 103 locais da Região Metropolitana. Cerco à Rocinha estaria entre as ações

BRUNA FANTTI
Bope fez ação na Rocinha pelo terceiro dia consecutivo
Rommel Pinto / Parceiro / Agência O Dia
Rio - Enquanto a população do Rio sofre com a escalada da violência, os governos estadual e federal não se entendem. Ontem, às 19h, a Secretaria de Segurança anunciou no seu Twitter que pediu o patrulhamento das Forças Armadas em 103 pontos do Rio. O pedido foi feito um dia após o ministro da Defesa, Raul Jungmann, ter oferecido a ajuda em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, na terça-feira. "O exército vai atuar fazendo cercos de comunidades se necessário, vai fazer patrulhamento nas ruas se for necessário, fará varreduras de presídios se for solicitado", declarou o ministro.
A cúpula de segurança passou o dia ontem reunida debatendo, então, os pontos da cidade que mais necessitam de reforço no patrulhamento. O DIA apurou que no documento enviado ao governador Luiz Fernando Pezão, o secretário de Segurança solicitou o Exército nas vias expressas, como Linha Vermelha e Avenida Brasil, além da presença dos militares no entorno das comunidades com altos índices de criminalidade como Chapadão, Lagartixa e Pedreira, na Zona Norte.
Um outro item pedia o "pronto emprego de tropas em comunidades em risco de confronto", mesmo com índices não tão altos de crimes. Nesse caso, a Rocinha seria contemplada com tropas do Exército no seu entorno, por exemplo.
O ministro, mesmo antes de receber o documento, vetou a ajuda, em declaração à GloboNews. Após uma hora da negativa, ele voltou atrás e disse que irá analisar o pedido.
O coronel Roberto Itamar, porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), afirmou que "as Forças Armadas estão prontas para o patrulhamento caso o ministro autorize".
A reunião ocorrida na Secretaria de Segurança não contou com a participação de representantes do Exército, a exemplo do que ocorreu nas outras três operações conjuntas.
O secretário Roberto Sá escolheu os locais onde o Exército pode atuar Maíra Coelho / Agência O Dia
No anúncio do pedido do patrulhamento, a Secretaria de Segurança relembrou indiretamente a declaração do ministro de que não faltava verbas para operações. 
"Após a @DefesaGovBr [Ministério da Defesa] expressar a inexistência de qualquer limitador financeiro ou operacional para emprego das Forças Armadas no RJ. A @SegurancaRJ [Secretaria de Segurança] enviou um ofício ao @GovRJ [Governo do Estado] solicitando o patrulhamento das Forças Armadas em 103 pontos da Região Metropolitana do RJ", escreveu.
Na sexta, o CML disse que esperava por verbas, por isso as operações conjuntas estavam suspensas. Jungmann, no entanto, negou a falta de recursos.

PM apura se agentes participaram do deslocamento de criminosos
A Polícia Militar abriu um inquérito para apurar a possível participação de policiais no deslocamento de criminosos do Morro do São Carlos, no Estácio, para a Rocinha, no último final de semana. Cerca de 100 criminosos entraram no horário de mudança de turno da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que dura cerca de 20 minutos.
Com posse dessa informação, eles se depararam com somente 50 PMs nas bases. Além disso, a corporação quer saber por quais vias os traficantes entraram na Rocinha e se teriam se deslocado pelas ruas da cidade sem terem sido importunados por policiais ou se já estavam na mata.
O Inquérito Policial Militar é aberto somente quando há fortes indícios de crime por parte de policiais militares. Procurado, o major Ivan Blaz, porta-voz da corporação, disse que “o objetivo é entender o que de fato houve e se algo por parte dos policiais concorreu para a tentativa de invasão”. O oficial descartou que policiais da UPP Rocinha estejam envolvidos.
“Temos como muito claros os esforços da UPP para impedir a invasão, que sabemos, não se concretizou”, completou o major Blaz. Ontem, o secretário de Segurança,
Roberto Sá, voltou a dizer que houve falha na prevenção do policiamento. “Cobrei do comandante e ele está investigando qual foi a falha”, declarou Sá.

Moradores com rotina limitada
Pelo terceiro dia seguido policiais do militares fizeram operação na Rocinha, por conta da invasão de criminosos na comunidade, no último domingo. Agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) revistaram casas na Rua 1, no alto da comunidade, em busca de traficantes.
Na ação de ontem, só um homem foi preso, e por desacato a autoridade. Ele foi levado para a delegacia
Estefan Radovicz / Agência O Dia
Segundo quem vive ou trabalha na Rocinha, o clima ainda é de apreensão, apesar da aparente tranquilidade. “A Rua 1 é a mais afetada, novamente tivemos o toque de recolher ontem (terça-feira). Saí da escola meio-dia por causa disso. Esse aviso mandado via WhatsApp que circula por todos”, contou um funcionário de um colégio da região.
O delegado responsável pelas investigações não quis falar com a imprensa.
Colaborou Rafael Nascimento
O Dia/montedo.com

Tenente-coronel do Exército é condenado por desvio de dinheiro público em obra no Pará

Tribunal Militar condena tenente-coronel do Exército e mais seis por desvio de dinheiro público, em obra na BR-163, no Pará
Imagem ilustrativa - Obras de engenharia do Exército
Engenharia do Exército (imagem ilustrativa)
O Superior Tribunal Militar (STM) condenou, nesta terça-feira (19), sete pessoas envolvidas em um esquema de desvio de dinheiro público em obras sob a responsabilidade do 8º Batalhão de Engenharia de Construção (8º BEC), quartel do Exército sediado em Santarém (PA).
Os acusados foram condenados pelo crime de peculato, com penas variando de três a cinco anos de reclusão. As fraudes resultaram em um desvio de mais de R$ 4 milhões, com a participação de coronéis e outros oficiais do Exército, além de civis, dentre eles, empresários.
Inicialmente os fatos faziam parte de um único processo, envolvendo 15 pessoas, e que posteriormente foi desmembrado em quatro ações penais. Um coronel do Exército, que era o comandante do 8º BEC, também foi denunciado pelo Ministério Público Militar (MPM), mas teve extinta a punibilidade em razão do seu falecimento no decorrer do processo.
Um dos processos foi instaurado para apurar irregularidades nas obras de restauração e ampliação da pista de pouso do Aeroporto de Tefé (AM), decorrente de convênio com a Aeronáutica. Na primeira instância da Justiça Militar da União, os fatos apurados resultaram na condenação de seis acusados pela prática do crime de peculato, em 2015.
Uma outra ação, tratando da construção de infraestrutura da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, em Tefé (AM), resultou na absolvição dos acusados, por falta de provas. Também está em fase de recurso no STM uma quarta ação penal militar, que teve duas condenações na primeira instância, por 4 anos de reclusão, pelo crirme de peculato, envolvendo a construção de 16 Próprios Nacionais Residenciais (PNR), residências oficiais para subtenentes e sargentos do Exército Brasileiro da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, também em Tefé (AM).
Nesta terça-feira (19), os ministros do Superor Tribunal Militar apreciaram um dos recursos, contra a condenação de sete réus e que trata de irregularidades na execução das obras da rodovia federal BR-163, no estado do Pará, decorrente de convênio com o extinto Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER).

Obras na BR-163
No ano de 1999, o Exército Brasileiro firmou convênio com o DNER para a realização de obras na BR-163, que liga as cidades de Santarém (PA) e Cuiabá (MT).
Ao 8º Batalhão de Engenharia de Construção (8º BEC) coube a execução das obras. Para realizar o serviço, o batalhão fez a contratação das empresas dos réus civis que responderam à ação penal militar.
Ao constatar irregularidades na execução das obras, o Ministério Público Militar indentificou que diversos serviços não teriam sido concluídos pelas empresas contratadas, mas sim pelo Exército Brasileiro, diretamente. Além disso, os valores acordados teriam sido integralmente pagos aos acusados civis.
Ainda de acordo com o órgão de acusação, essa conduta delituosa foi uma decorrência de ação criminosa do coronel, que era o chefe Seção Técnica do 8º Batalhão de Engenharia de Construção. De acordo com a denúncia, a acusado, à época dos acontecimentos, tinha a função de fiscal do contrato referente à BR-163.
Entre outras coisas, ele era acusado de ter consignado a realização de serviços que não teriam sido concluídos pelas empresas de propriedade dos corréus civis, com a anuência de um tenente do 8º BEC, que teria liquidado os montantes de forma fraudulenta, em desrespeito à legislação, e de um ex-tenente também processado na ação penal.
Ao todo, o coronel foi condenado por ter infringido a lei em quatro dos contratos em andamento para a realização do serviço. Um dos exemplos foi o trabalho de escavação e carga de material para o local das obras, que teve o pagamento autorizado pelo oficial sem que houvesse sido concluído: do total de 75 mil m³ empenhados, apenas foram executados 18.126,38 m³.
Em outra ocorrência referente ao serviço de base estabilizadora com areia, no valor de R$ 266 mil, foi pago à empresa cerca de 87% do montante, sendo que a contratada apenas havia realizado cerca de 12,65% do total exigido. Denunciados à Justiça Militar federal, os réus foram condenados na Auditoria de Belém (1ª instância), mas decidiram recorrer da decisão ao STM.

Recurso ao STM
Ao entrar com recurso no STM, a defesa do coronel – condenado a 4 anos de reclusão e que era chefe da Seção Técnica do Batalhão – alegou, entre outras coisas, a ausência de provas sobre o cometimento do crime.
No entanto, o relator do processo, ministro Cleonilson Nicácio Silva, afirmou que nos autos havia duas perícias técnicas de engenharia, realizadas no ano de 2001, em desfavor do réu. O magistrado rebateu a tese de atipicidade da conduta, por supostamente não existirem elementos característicos do delito de peculato na conduta do acusado, como arguido pela defesa.
Para o ministro, o crime de peculato possui duas “condutas nucleares”: apropriar-se ou desviar. No caso concreto, confirmou-se a segunda hipótese: “o acusado não inverteu o título da posse, agindo como se dono fosse, mas, ao revés, propiciou o desvio dos valores de propriedade do Exército”.
No caso presente, disse o ministro Cleonilson Nicácio, o desvio dos valores de propriedade da Força Terrestre concretizou-se a partir das medições ilícitas efetuadas pelo réu, atestando a execução das das obras não realizadas pelas empresas contratadas.”
A defesa do ex-tenente – condenado a 5 anos de reclusão – sustentou a ausência do elemento subjetivo do tipo penal na conduta do réu, pois declarou que ele teria agido de boa-fé ao confiar nos papéis que lhe eram repassados.
O relator afirmou que o militar efetuou a liquidação de despesas de onze notas fiscais sem qualquer documento de medição que comprovasse a conclusão dos serviços e acrescentou que ele havia confessado, em juízo, que liquidava as despesas antes da conclusão das obras.
O ex-militar também foi condenado no processo sobre as obras na pista de pouso do Aeroporto de Tefé (AM) e entrou com recurso no STM contra sua condenação em outra ação, a 4 anos de reclusão, referente à construção de 16 Próprios Nacionais Residenciais.
Baseado no voto do relator, os ministros do STM decidiram, por unanimidade, descartar os argumentos apresentados pela defesa do coronel, do ex-tenente e das outras cinco pessoas ligadas às empresas contratadas, confirmando integralmente a sentença de primeiro grau.
Os civis foram condenados por obterem vantagem patrimonial ilícita em prejuízo da Administração Militar e foram condenadas a penas que variam de 3 a 5 anos.

Processo Relacionado
SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
STM/montedo.com

Nota do editor
O militar condenado é o tenente-coronel da reserva Alberto Baccini Barbosa. Os demais são o ex-tenente temporário Pedro Augusto Pereira Vanderlei e cinco civis.

Exército apreende quase R$ 800 mil em produtos venezuelanos durante operação em RR

Apreensão ocorreu nesta terça-feira (19), na BR -174, durante operação Curaretinga X.
Foram aprendidas caixas maquiagens, cremes dentais e sacolas plásticas (Foto: Divulgação/Exército)
Foram aprendidas caixas maquiagens, cremes dentais e sacolas plásticas (Foto: Divulgação/Exército)
Por G1 RR
Militares do Exécito apreenderam um caminhão com quase R$ 800 mil reais em produtos de origem venezuelana durante uma fiscalização na BR-174, sentido Norte de Roraima, nesta terça-feira (19).
Segundo informações da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, o caminhão se deslocava da Venezuela para o Brasil quando foi parado no posto de bloqueio e controle de estradas. A ação foi realizada durante a operação 'Curaretinga X'.
No veículo foram econtrados 1.860 caixas maquiagens diversas, 72 mil cremes dentais, 300 milheiros de sacolas plásticas, 372 vassouras e 684 quilos de castanha de caju. A soma dos produtos está estimada em R$ 758 mil, segundo o Exército.
Produtos foram entregues na Receita Federal (Foto: Exército/Divulgação)
Produtos foram entregues na Receita Federal (Foto: Exército/Divulgação)
Durante a abordagem os militares contaram com um cão farejador da Polícia do Exército para revista da carga, mas nada foi encontrado entorpecentes no caminhão.
Após a apreensão, o material foi encaminhado a Receita Federal e o condutor foi levado a sede da Polícia Federal em Boa Vista para ser autuado pelo crime de descaminho.
G1/montedo.com

21 de setembro de 2017

Comandante diz que Exército está comprometido com a democracia

PORTO ALEGRE, RS - 28.04.2014 GENERAL - O general Antônio Hamilton Martins Mourão - Comando Militar do Sul. (Foto: Diego Vara/Agência RBS/Folhapress) *** PARCEIRO FOLHAPRESS - FOTO COM CUSTO EXTRA E CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS *** ORG XMIT: AGEN1510161918239236
Diego Vara - 28.abr.2014/Agência RBS/Folhapress
O comandante do Exército brasileiro, Eduardo Villas Bôas, divulgou nota na qual afirma que "o Exército Brasileiro é uma instituição comprometida com a consolidação da democracia em nosso país".
Na nota divulgada pelo Centro de Comunicação Social do Exército, Villas Bôas cita o episódio envolveu o general Antônio Hamilton Martins Mourão.
Na última sexta-feira (15), Mourão afirmou que "seus companheiros do Alto Comando do Exército" entendem que uma "intervenção militar" poderá ser adotada se o Judiciário "não solucionar o problema político", em referência aos escândalos de corrupção envolvendo políticos.
Secretário de economia e finanças da Força, o general falava em palestra promovida pela maçonaria, em Brasília.
Nesta quinta-feira (21), Villas Bôas disse ainda que "o comandante do Exército é a autoridade responsável por expressar o posicionamento institucional da Força e tem se manifestado publicamente sobre os temas que considera relevantes".
"Em reunião ocorrida no dia de ontem, o comandante do Exército apresentou ao sr. ministro da Defesa, Raul Jungmann, as circunstâncias do fato e as providências adotadas em relação ao episódio envolvendo o General Mourão, para assegurar a coesão, a hierarquia e a disciplina", diz a nota.
"O comandante do Exército reafirma o compromisso da Instituição de servir à Nação Brasileira, com os olhos voltados para o futuro."
Folha de São Paulo/montedo.com

Putz!


“Não há respaldo nas Forças Armadas para intervenção militar”, diz general Etchegoyen

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen é um dos homens fortes do governo Temer
 CRÉDITO: Claudio Vaz, Agência RBS, 03/02/2011

Novo general da 3ª Divisão do Exército, Sérgio Westphalen Etchegoyen
Claudio Vaz / Agencia RBS
CAROLINA BAHIA
SILVANA PIRES / RBS BRASÍLIA
Um dos homens fortes do governo Temer, o general Sérgio Westphalen Etchegoyen nega que exista espaço nas Forças Armadas para uma intervenção militar. A polêmica voltou ao debate depois que outro general, Antonio Hamilton Mourão, deu uma declaração durante encontro de uma loja maçônica em Brasília. Sem comentar a postura do colega, Etchegoyen, que é ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) é enfático:
- Não tem o menor espaço para isso. A sociedade evoluiu.
Etchegoyen está à frente também das ações estratégicas de segurança, como a operação no Rio e o controle de fronteiras. Ao lado do Ministério da Justiça, prepara um pacote de propostas na área de segurança pública para ser encaminhado ao Congresso, após a votação da segunda denúncia contra o presidente da República.
Gaúcho, de Cruz Alta, o general de Exército despacha do quarto andar do Palácio do Planalto. No amplo gabinete, não esconde as raízes. Em cima da mesa de trabalho, o chimarrão e a garrafa térmica o acompanham na pesada rotina:
- É o meu energético – brinca.
A seguir, os principais trechos da conversa:

Nesta semana voltou à tona a discussão da chamada intervenção militar, com uma declaração polêmica do general Antonio Hamilton Mourão. Ele poderia ter dado aquela declaração?
Esse é um assunto do Comandante do Exército. É um assunto dele, que está conduzindo o assunto, não vou atropelar.

Mas por que esse assunto da intervenção militar volta e meia volta ao debate?
Eu fui Chefe do Estado Maior do Exército. Tive, por sorte na vida, diversas posições favorecidas para conhecer o Exército. Nunca ninguém tratou desse assunto comigo. Nunca. Nunca. Jamais alguém sentou comigo e disse: “vem cá, e se.. o que nós vamos fazer?” Temos que entender o seguinte: as Forças Armadas nunca vão intervir? Nunca eu não diria, mas não é intervir.

O que seria, então?
Em uma situação extrema, um caos absoluto, sei lá, um cataclisma. Então é possível que as Forças Armadas sejam empregadas para cumprir seu papel. Mas isso não pressupõe sob o Estado de Direito. Eu vi só um trechinho da resposta do Mourão, não sei em que circunstância ele falou. Mas a minha geração, que é a mesma do Mourão, do Villas-Bôas, ela é intrinsicamente legalista. Eu posso te afirmar: tem um espírito democrático. Nós nos preparamos a vida inteira para ser soldado de um Brasil democrático, dentro da normalidade democrática. Sabe quem é que me preparou para isso? Quem fez 64. Foi a geração que fez 64 que educou a minha. Ou seja, nós tivemos uma formação democrática por uma geração que entendeu que o caminho democrático, até por experiência própria, era o melhor.

Haveria hoje respaldo de setores das Forças Armadas para algum movimento neste sentido?
Você acha que essa conversa prospera em algum lugar? Nós não encontraremos respaldo nas Forças Armadas, não encontraremos respaldo na política. O Brasil viveu profundas crises estruturais, que coincidem com profundas e extensas crises setoriais. Crises estruturais hoje quais são? Política, econômica, segurança pública e moral – que é a pior delas. As outras são setoriais, de transporte, educação, saúde. A gente tem como arrumar. Confundir essa crise com a negação da política ou com a desqualificação das instituições, aí, sim, é o caminho do golpe, de quem quer que seja. A política é a forma civilizada que a humanidade encontrou para resolver as suas contradições internas, as suas disputas internas. Nós chegamos num nível de maturidade política que nos permitiu atravessar tudo que estamos atravessando, sem solavancos. Qual foi a derrapada institucional que nós demos? Nenhuma.

Então hoje não haveria espaço para uma intervenção militar?
Não. Não tem o menor espaço para isso, porque a sociedade evoluiu.

Há muita crítica quanto ao uso das Forças Armadas na segurança pública. Qual a sua opinião a respeito dessas operações?
Eu não sou a favor do uso. Eu acho que uma democracia saudável tem agências suficientemente competentes e fortalecidas para cumprir cada papel da sociedade. Quando a Constituição nos reorganizou, estabeleceu competências, inclusive competências complementares. Mas a realidade é que a gente vive não é só o emprego das Forças Armadas na segurança. É o emprego das Forças Armadas substituindo um monte de agências do Estado. Ou como diz o Comandante do Exército: vai lá no Posto Ipiranga!

Mas a própria Constituição permite esse uso em caso de emergência, não é?
A Constituição deu a competência às polícias estaduais e para os órgãos de segurança pública da União. Preservou as Forças Armadas para uma possibilidade de atuar em uma emergência. Mas nós estamos em emergência há muito tempo. De 2012 para cá atuamos 33 vezes. Quer dizer, tu tens uma falência do Estado em algum ponto. Eu não vou dizer que é a falência dos órgãos de segurança pública, porque pode ser que eles não tenham condições financeiras. Então, ninguém vai imaginar que as Forças Armadas, com a organização que tem, com a capacidade de comando e controle que tem, com a disciplina que tem, com a capacidade de planejamento que tem, vai ficar lá de braços cruzados esperando que caia o mundo.

Dentro da discussão do Plano Nacional de Segurança o governo vai propor mudanças na legislação?
Tem que mexer na legislação. Nós estamos trabalhando nisso. Já foi feita a primeira mudança, que é considerar o porte de fuzil como crime hediondo. O porte de arma privativa das Forças Armadas é crime hediondo. E estamos tentando mexer na Lei de Execução penal. O cara não pode passar para o setor de liberdade com a facilidade que acontece hoje.

Será um projeto do Executivo ou serão aproveitadas propostas que já estão no Congresso?
Tem coisa tramitando no Congresso, mas já propostas que nós estamos organizando, de ajustes da legislação penal e na legislação de proteção das Forças Armadas para atuar. Hoje tu tens tanta coisa. Por exemplo: que eficácia tem um mandado de busca em uma comunidade? Não tem nenhuma eficácia. O sujeito está com o fuzil na casa dele, mas quando chega a polícia, ele joga na casa ao lado. O fato da desordem urbana, que existe nestas comunidades, é de tiranização das pessoas pelo crime. E, do jeito que é hoje, a polícia não consegue um mandado de busca coletivo.

Quando o governo encaminha essas medidas para o Congresso?
Agora para tudo no Congresso com essa denúncia contra o presidente.
A expectativa no Congresso é de em três semanas levar para o plenário.

São três semanas que não se faz nada. Tu achas que dá pra discutir alguma coisa disso até lá?
Isso está sendo feito em conjunto com o Ministério da Justiça?
Sim, até liderado pelo Ministério da Justiça. O GSI no começo ficou meio de estuário, vinham para cá todas as necessidades e entregavam para alguém.
GZH/montedo.com

Exército apresenta alterações do Plano de Carreira de sargentos e oficiais QAO

O novo plano de carreira ainda está em fase de consolidação
Em reuniao realizada no última dia 4, o quinto subchefe do Estado Maior do Exército apresentou aos Adjuntos de Comando do Comando do Exército as alterações do plano de carreira dos sargentos, subtenentes e oficiais do QAO. Algumas mudanças já estão consolidadas. Confira:
Propostas de alteração de ingresso e promoção no QAO:
Criação da graduação de Sargento-Mor e carreira em 'Y' a partir de segundo tenente

Confira na íntegra do documento do Estado-Maior do Exército

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