17 de janeiro de 2017

Toma la, dá cá: Temer acena com 'readequação salarial' em troca de teto para vencimentos dos militares na inatividade

Publicação original: 16/01 (21:55)
Governo analisa criar um teto para aposentadoria de militares, diz Temer
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Lisandra Paraguassu
BRASÍLIA  - O governo federal analisa criar um teto para a aposentadoria dos militares, que atualmente ainda se aposentam com o salário integral, e outras medidas "restritivas", afirmou nesta segunda-feira o presidente Michel Temer em entrevista exclusiva à Reuters no Palácio do Planalto.
"O governo está estudando uma fórmula também restritiva para os militares", afirmou. "Isso está sendo estudado, pode ter um teto para aposentadoria. Já idade mínima não sei ainda, os técnicos estão estudando."
De acordo com um estudo apresentado pela Comissão de Orçamento da Câmara, as aposentadorias militares representam 44,8 por cento do déficit da Previdência dos servidores da União, apesar de serem apenas um terço dos funcionários públicos federais. O déficit chegou a 32,5 bilhões de reais em 2015.
A contribuição dos militares também é inferior a dos demais servidores públicos. Enquanto os civis pagam 11 por cento em cima do salário bruto, o militares pagam apenas 7,5 por cento.
Ao apresentar a proposta de reforma da Previdência, o governo deixou fora os servidores das Forças Armadas, sob a alegação de que está previsto na Constituição que eles tenham um regime especial --apesar de todas as mudanças previdenciárias terem que ser feitas por Proposta de Emenda à Constituição.
O presidente garante, no entanto, que o governo manda ainda este semestre uma proposta de mudança na Previdência militar. Uma fonte do Planalto explicou, no entanto, que o texto ainda nem mesmo foi apresentado a Temer.
Uma outra fonte que participa das negociações antecipou à Reuters, ainda em dezembro, que o único ponto acertado à época com as Forças Armadas era a ampliação do tempo mínimo de contribuição, dos atuais 30 anos para 35. Não havia acordo para idade mínima e muito menos inclusão dos militares no regime único da Previdência, o que chegou a ser cogitado.
Na entrevista à Reuters, Temer vinculou, de certa forma, a aceitação das mudanças a uma "readequação salarial" pedida pelos militares.
"O governo vai mandar muito proximamente também uma reforma da Previdência para os militares em geral, até porque eles pretendem muito uma readequação salarial para as carreiras", disse, acrescentando que vê generais no final da carreira com salários de 18 mil, 20 mil reais.
O valor é considerado baixo pelo governo, já que o teto salarial pago a ministros, parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal é 35 mil reais.
(Com reportagem de Maria Pia Palermo, Daniel Flynn e Anthony Boadle)
Reuters/montedo.com

Forças Armadas e democracia

Nunca na história brasileira os militares estiveram tão afastados da política partidária. E isso é bom para as Forças Armadas e para o Brasil
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Marco Antonio Villa
A República nasceu de um golpe militar. Desde então a participação castrense na cena política brasileira foi constante. Na República Velha tivemos rebeliões na Escola Militar, as revoltas tenentistas de 1922 e 1924, a Coluna Prestes, sem contar pequenos incidentes entre os militares e os governos civis. Veio a Revolução de 1930, onde, apesar da liderança civil (Getúlio Vargas), a ação dos militares foi determinante. A década de 30 foi recheada de choques armados em maior ou menor proporção: 1932, 1935, 1937 e 1938. Getúlio Vargas, que chegou ao poder pelas mãos dos militares, será por eles derrubado em 29 de outubro de 1945. Na década seguinte, as Forças Armadas se transformaram em verdadeiro partido político, com suas facções e seus líderes.
A queda de Vargas, em 1954, teve nos militares os principais agentes daquele processo. Em 1955, em novembro, em meio à turbulência castrense, o Brasil teve três presidentes da República: Café Filho, Carlos Luz e Nereu Ramos. No quinquênio juscelinista houve duas tentativas de golpe: Jacareacanga e Aragarças.
A década de 1960 transformou as Forças Armadas no principal ator político. Em 1961, após a renúncia de Jânio Quadros, o País esteve à beira da guerra civil, até a posse de João Goulart. E a ação dos militares foi central. Três anos depois – e aí, pela primeira vez na nossa história – a intervenção na cena política não foi de curta duração. O que se imaginava como algo provisório – aguardando a eleição presidencial de outubro de 1965 – acabou se transformando em duas décadas de presença castrense no coração do governo republicano.
Durante o regime militar, cinco presidentes se revezaram (Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo), além de uma breve Junta Militar (setembro-outubro de 1969). Nunca tantos militares exerceram funções ministeriais. Suas atribuições constitucionais foram deixadas de lado. A política tomou conta das três Armas.
Com a redemocratização (1985), abandonaram a participação direta na política. E a Constituição de 1988 reservou às Forças Armadas (art. 142) o papel que numa democracia cabe a elas. Nunca na história brasileira – e lá se vão mais de trinta anos – os militares estiveram tão afastados da política partidária. E isso é bom para as Forças Armadas e para o Brasil.
Época/montedo.com

Crise carcerária: Temer convoca representantes da segurança para ações conjuntas, inclusive Forças Armadas e GSI

Temer convoca órgãos de inteligência para unificar combate a facções
Em conversa exclusiva com o Blog, o presidente Michel Temer antecipou a decisão dele de unificar a ação de todos os órgãos de inteligência no combate nacional ao crime organizado.
Para isso, Temer convocou uma reunião para esta terça-feira (17) com representantes de todos os órgãos para realizar essa integração: Polícia Federal, Abin, Forças Armadas, Gabinete de Segurança Institucional, Receita Federal e Coaf.
A reação acontece depois de vários massacres em presídios nas regiões Norte e Nordeste.
"Embora seja uma questão dos estados, a situação atual pode ser encartada na segurança de toda a nação. Por isso, quero que os órgãos de inteligência trabalhem nessa matéria para impedir a proliferação e atuação das facções", disse o presidente Michel Temer ao Blog.
A estratégia de Temer é usar a inteligência do governo para ajudar os estados no enfrentamento ao crime organizado. A avaliação feita no Palácio do Planalto é que as facções estão muito organizadas, ditando ordens de dentro dos presídios. Por isso, a determinação é que haja um entrosamento entre as áreas de inteligência do governo para desarticular as facções.
Ao mesmo tempo, Temer quer prioridade para a construção dos cinco presídios federais no prazo de um ano. Ele vai conversar com governadores para que o mesmo modelo de construção pré-moldado seja adotado nos outros 25 presídios que serão construídos. A expectativa é que isso possa gerar, num curto prazo, mais de 30 mil novas vagas nos presídios do país.
O presidente Michel Temer enfatizou a necessidade do cumprimento do artigo 5º da Constituição, que no inciso 48 afirma que um preso cumprirá sua pena em estabelecimentos distintos de acordo com a natureza do delito, sexo e idade. Temer quer colocar em prática a adoção de presídios diferentes para presos que cometeram delitos mais leves daqueles que foram condenados por delitos graves.
Na quarta-feira, Temer iniciará uma série de reuniões com grupos de governadores para analisar a crise nos presídios. Para conseguir aprofundar o tema, ele preferiu fazer encontros com grupos separados.
Já no Plano Nacional de Segurança, em elaboração pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, Temer aposta numa operação permanente na fronteira. Antes, essas operações eram episódicas.
Nas fronteiras, haverá uma ação conjunta das Forças Armadas, Polícia Federal e Receita Federal e polícias estaduais para o combate ao tráfico de drogas, armas e pessoas e até mesmo de cigarro. Para isso, o governo deve traçar um plano juntamente com os países vizinhos.
Gerson Camarotti (G1)/montedo.com

16 de janeiro de 2017

O fim da estabilidade para as Praças e a extinção do Quadro Especial do Exército: postagem removida

A pedido do autor, Maurício Michaelsen, a postagem "O fim da estabilidade para as Praças e a extinção do Quadro Especial do Exército" foi removida.
O texto original está disponível aqui.

Partido quer Bolsonaro concorrendo à Câmara, não à Presidência

Namoro de Bolsonaro com PR atravessa mau momento
Ele quer ser candidato a presidente. Legenda quer que ele seja a deputado federal
BRUNO BOGHOSSIAN
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) flerta com o PR, mas o namoro com a legenda controlada por Valdemar Costa Neto está enroscado. Bolsonaro quer seguir para a sigla só se puder se candidatar à Presidência da República em 2018. Mas os caciques do partido têm outros planos. Querem que ele seja candidato a deputado federal.
Expresso (Época)/montedo.com

FAB Airlines: Renan vai de jatinho para Brasília, mesmo sem compromisso oficial

O presidente do Senado,Renan Calheiros  (Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo)
Notícia recuperada (12/1)
Renan pega jatinho da FAB para Brasília, mas não tem compromisso na capital
Deixou Maceió na terça-feira na companhia de cinco pessoas

MURILO RAMOS
O presidente do Senado, Renan Calheiros, pegou um jatinho da FAB na terça-feira (10) em Maceió na companhia de cinco pessoas rumo a Brasília. Mas para quê? A agenda de Renan estava vazia até sábado (14).
Expresso (Época)/montedo.com

Ianques, às armas!!!

Cartazes de propaganda americana na Segunda Guerra Mundial, para alistamento ou compra de títulos de guerra (War Bones).
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WW2 1939 -1945 (Facebook)/montedo.com

15 de janeiro de 2017

Censo carcerário: Cármen Lúcia incomoda o Executivo ao referir-se ao Exército como braço auxiliar do CNJ

 
A atuação da Presidente do STF, Cármen Lúcia, tem criado desconforto no governo de Michel Temer, conforme relata Letícia Casado, na Folha. Em um cenário político que tem no Planalto o vice de uma presidente deposta, Renan Calheiros presidindo o Senado e uma Câmara até há pouco comandada por Eduardo Cunha, a ministra alcançou um protagonismo incomum aos chefes do Judiciário. Para a opinião pública, ela surge como alternativa numa eventual eleição indireta - caso a chapa Dilma/Temer seja cassada - ou mesmo para 2018.
Leia tambémDemorou! Após massacre em Manaus, presidente do STF quer ajuda do Exército em recenseamento carcerário
Como presidente do Conselho Nacional de Justiça, Cármen Lúcia tem insistido na necessidade de realizar um censo carcerário. O que tem incomodado o governo é o fato de ela referir-se com frequência ao emprego do IBGE e do Exército, vinculados ao Executivo, como braços auxiliares do CNJ para essa tarefa.
Com informações da Folha de São Paulo

Medo da Rússia gera maior mobilização militar dos EUA na Europa desde o fim da Guerra Fria

Qual objetivo da Otan com a maior mobilização militar dos EUA na Europa desde o fim da Guerra Fria
BBC
Os moradores do local saíram às ruas para assistir o "espetáculo": um grande comboio militar americano passando, cruzando a fronteira alemã até a Polônia.
O comboio chegou nesta semana e é a primeira parte de uma operação da Otan que inclui mais de 3 mil soldados americanos, centenas de tanques e veículos blindados, além de armamento pesado, para fortalecer os países aliados na Europa Oriental.
A viagem do comboio começou em Fort Carson, no Estado americano do Colorado, e acabou em uma base de Zagan, na Polônia, onde os soldados foram recebidos pelos moradores da cidade neste sábado.
Os poloneses querem a presença dos americanos no país pois, de acordo com eles, vai enviar uma mensagem ao governo da Rússia.
"(A presença dos americanos) Indica que estamos prontos para qualquer coisa. É uma operação militar normal para defender nosso país, nossas famílias e para defender o mundo", disse à BBC Jaroslaw Mica, general de brigada do Exército polonês.
O contingente é parte da resposta do presidente americano, Barack Obama, aos aliados do país que fazem parte da Otan e estão preocupados com as recentes medidas tomadas pela Rússia.
A Rússia, por sua vez, não aprova a mobilização.
O porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov, disse à BBC que a medida "ameaça nossos interesses e nossa segurança".
"É um terceiro país que está reforçando sua presença militar em nossas fronteiras na Europa. Nem sequer é um país europeu", afirmou.
O vice-chanceler russo, Alexei Mechkov, afirmou que esta mobilização é "um fator para desestabilizar a segurança europeia".

'Necessário'
Mas para a Polônia a chegada da Otan ao país era algo necessário, como afirmou o subsecretário de Estado para a Defesa Tomasz Szatkowski.
Para Szatkowski esta mobilização era necessária devido aos "enormes exercícios militares" da Rússia perto da fronteira polonesa e suas "ações agressivas em nossa vizinhança, ou seja, Ucrânia, e a anexação ilegal da Crimeia".
O plano é que as forças da Otan mudem de país a cada nove meses. Os outros países envolvidos nesta operação são Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Bulgária e Hungria.
Em abril um segundo contingente americano deve chegar e ficará no leste da Polônia.
O comboio que chegou à Polônia na quinta-feira deve ficar na base de Zagan até o fim de 2017 e o contingente que chegará depois será enviado para toda a região.
Estas tropas americanas devem realizar exercícios militares nos países Bálticos.

Dúvidas
Apesar de o Exército americano estar sendo recebido de braços abertos na Polônia, muitos duvidam que a missão realmente vai durar.
O presidente Obama está prestes a passar a presidência para Donald Trump, que deu sinais de que deseja melhorar sua relação com Moscou.
E, por isso, há dúvidas de que a postura militar dos Estados Unidos continuará sendo a mesma ou se os soldados que estão chegando agora à Polônia vão voltar logo para casa.
"Não esperamos isso. Estamos concentrados nesta missão aqui e agora, e estamos muito orgulhosos de estar aqui", disse à BBC o coronel do Exército americano Christopher Norrie.
"Os soldados estão muito orgulhosos de estar aqui, a formação é extraordinária, muito forte. (A operação) Está avançando muito bem e vamos seguir comprometidos com isto, porque é importante", explicou o militar.
E os americanos não são os únicos a reforçar a Otan no leste da Europa. A Grã-Bretanha já enviou aviões de combate para o Mar Negro e um batalhão de soldados, tanques e armamentos leves será enviado para a Estônia nos próximos meses, que contará com o apoio de soldados franceses e dinamarqueses.
A Alemanha também está planejando enviar tropas e tanques para a Lituânia.

Ações 'perigosas'
A Otan não acredita que possa ocorrer uma guerra com a Rússia, mas a organização está tomando estas medidas de reforço depois de uma série de ações consideradas "perigosas" na região.
A Rússia também está reforçando sua presença militar no leste europeu.
Na Polônia e outros países da região a cautela aumentou depois que o governo russo mobilizou há alguns meses seus mísseis Iskander de curto alcance em seu enclave em Kaliningrado, na fronteira entre a Polônia e a Lituânia.
Esta medida, segundo o Departamento de Estado americano, está "desestabilizando a segurança europeia".
É provável que nos próximos meses apareçam mais detalhes sobre a estratégia futura do governo dos Estados Unidos para a Otan.
Por enquanto, assim como disse o chanceler polonês, Witold Waszczykowski, se Donald Trump decidir chegar a algum acordo com Vladimir Putin, eles esperam que esta reconciliação "não aconteça às custas da Polônia".
UOL/montedo.com

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